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Wellington Dias amplia grupo de 'ex-adversários'


Wellington Dias: poder de encantamento transforma ex-adversários em aliados

 

O governador Wellington Dias (PT) consegue mais e mais ampliar o leque de ex-adversários e, com seu poder de encantamento, vai transformando o governo em uma grande arca que zarpa com força rumo às eleições de 2018. No estilo “não brigo com ninguém”, Wellington faz valer a força de governo e acomoda meio mundo debaixo de seu enorme guarda-chuva político.

No embalo da reforma de secretariado que promoveu neste mês de março, o governador ganhou musculatura respeitável, que se soma à própria força natural de quem está no Poder. Assim, atraiu a ampla maioria do PMDB, sacramentou o ingresso do PTC, abriu as portas para o retorno do PCdoB, costurou o reencontro com o time do senador Elmano Ferrer e com uma fatia hostil do PSD, no caso o deputado Edson Ferreira.

Nas eleições municipais, há pouco mais de 6 meses, Edson foi adversário do governo. Mas agora assina essa aproximação de forma inequívoca, indicando para uma Coordenação recém criada – a que cuida de tecnologia – o próprio irmão, o ex-prefeito de São Raimundo Nonato, Avelar Ferreira.

Já Elmano, que andou descontente com o governo e até trocou o PTB pelo PMDB, retorna ao leito governista indicando Ribamar Bastos para outra coordenadoria, que vai atuar no setor de recursos hídrico. O senador se junta, assim, à maioria peemedebista que desembarcou no governo, ocupando cargos e comprometendo-se publicamente com a reeleição de Wellington.

A engenharia política do governador soma ainda o PCdoB, um velho parceiro que esteve em palanque distinto nas eleições de 2014. Mas o reencontro está selado. O mesmo acontece com Evaldo Gomes (PTC), que assegura posto no governo e ainda teve o bônus extra de ocupar a presidência da CCJ da Assembleia Legislativa.

A articulação configura uma ampla frente política, desde 2014 capitaneada por PT e PP. Não é pouca coisa. Principalmente porque não se encontra voz de oposição em muitos lugares, nem mesmo no PSDB de Firmino Filho. Sim, Firmino: ao colocar a esposa Lucy Silveira no PP, Firmino vincula o destino de seu grupo ao do senador Ciro Nogueira, que desde a eleição de 2014 é o principal aliado de Wellington.

Não são muitos os que acreditam na mudança de lado do senador Ciro Nogueira. Acredita-se que tendência é permanecer onde está. Isso tudo colocada desde já o governador como o grande favorito para a disputa do próximo ano.

Favas contas? Longe disso. Vale lembrar, a política em geral e a piauiense em particular costumam ver reviravoltas às vésperas das convenções e nas campanhas. Resta saber se elas vão se repetir em 2018.