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Lula programa para abril visita ao Piauí. Já em ritmo de campanha


Lula na "inauguração popular" da Transposição: em campanha aberta para 2018

 

O ex-presidente Lula vai incluir o Piauí em uma das suas próximas viagens ao Nordeste, já em ritmo de campanha. O pré-agendamento, a convite do governador Wellington Dias, foi definido no final de semana, em Monteiro (Paraíba), onde Lula, Dilma e todo o estrelato petista se reuniram para a “inauguração popular” do primeiro trecho da obra de transposição das águas dom rio São Francisco.

Lula assumiu de forma plena a condição de pré-candidato petista à presidência da República, em 2018. E não foi sequer sutil nas afirmações. “Peçam a Deus para eu não ser candidato, porque se eu for é pra ganhar”, disse ele, no interior paraibano.

Agora, o ex-presidente replicará essa mobilização Brasil adora, e vai contar com o empenho do PT em cada estado. No caso do Piauí, nem precisou esperar: Wellington já fez o convite a Lula e Dilma. E sugeriu a data, em princípio acatada: meados de abril.

A andança político-eleitoral do ex-presidente é legítima e, na ótica estratégica dos petistas, oportuna. Lula é, mesmo diante do bombardeio que sofre por conta dos escândalos apurados pela Lava Jato e outras operações, o nome mais forte no PT e na oposição à esquerda. Ao sair pelo Brasil, amplia o discurso que posiciona o “governo golpista” de Michel temer e resgata as ações dos governos Lula e Dilma.

O Nordeste é um dos focos principais, pois aqui Lula segue muito popular – situação que se mostra um bocado diferente no Centro-Sul. Mas o partido não quer se restringir ao Nordeste. Não quer e nem pode, se deseja entrar “para ganhar”, como ressalta o ex-presidente.

 

Limitações jurídicas

Todas as pesquisas até agora realizadas sobre a disputa eleitoral de 2018 colocam Lula em posição respeitável. No Piauí, por exemplo, lidera com folga qualquer simulação. Nem mesmo Teresina, governada por tucanos e teoricamente mais crítica, foge a essa regra.

Mas o maior problema de Lula não diz respeito à popularidade. Ele tem que torcer para que não ganhe o carimbo de inelegível pela força da Justiça. Esse problema está longe de ser superado.

E aí Lula se aproxima de Michel Temer. De um lado, Temer joga com o tempo (a morosidade da Justiça) para não ser desapeado do cargo. De outro, Lula joga com a mesma morosidade para permanecer na disputa sem qualquer entrave.