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Reforma política pode ser para piorar, teme deputado Rodrigo Martins

Deputado Rodrigo Martins diz que Brasil precisa de reforma política profunda, mas ela pode não acontecer

 

Os escândalos da Lava Jato, explicitados de forma mais crua nas delações de ex-executivos da Odebrecht, deixam clara a falência do sistema político brasileiro. Diante disso, mudanças profundas precisam ser feitas. Mas as mudanças podem não ser significativas e não se pode desconsiderar, sequer, o risco de algumas alterações mudarem o sistema para pior.

Quem pensa assim é o deputado federal Rodrigo Marins (PSB-PI). Em entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde, ele foi categórico: “Precisamos fazer mudanças no modo de fazer política”. Defende o fim das doações de empresas, que alimentam esquemas como o da Odebrecht. Também é a favor da Lista Fechada. Mas reconhece que a possibilidade de mudanças substantivas é pequena.

Rodrigo Martins considera fundamental o fim do foro privilegiado, “no Brasil inteiro”. Perguntado sobre o movimento de envolvidos na Lava Jato, visando criar uma espécie de anistia para o caixa 2, respondeu que esse é um risco real. “Não duvido”, disse, afirmando que a pressão popular pode ser o antídoto contra esse tipo de articulação. “A sociedade não iria aceitar”, ressalta.

Reconheceu que as delações de ex-executivos da Odebrecht criam problemas para o funcionamento do Congresso e aprovação das reformas em tramitação: Previdência, Política e Trabalhista. “Uma delação como essa compromete qualquer tipo de debate”, diz, lembrando o número de parlamentares citados.

 

Rodrigo vê oposição forte no Piauí

Sobre as eleições do próximo ano, o deputado do PSB disse que enxerga com boas perspectivas as chances da oposição, no Piauí. Para Rodrigo Martins, a aliança formada pelo governador Wellington Dias (PT) não se sustentará até as eleições. Criticou o governo estadual, que não teria obras e tudo o que deveria dar continuidade, está parado.

Rodrigo criticou ainda a aliança montada por Wellington, que trocou cargos por apoio político. Mas, acredita, é uma aliança frágil que “não fica como está”. Além disso, acha que o cenário nacional terá influência nas disputas locais. Como exemplo, diz que não enxerga PMDB e PP em um mesmo palanque do PT. "Não ocupam o mesmo espaço", diz. 

Sobre nomes da oposição para disputa majoritária em 2018 no Piauí, acha que não será problema. E cita o ex-governador Wilson Martins, o ex-senador João Vicente Claudino e o deputado Robert Rios como alternativas ao governo do Estado. Também não descarta o nome do prefeito Firmino Filho. Para ele, a oposição será forte na campanha porque o sentimento popular é por mudanças no, Piauí.