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Menos de 0,5% dos piauienses fez IR via celular


Declaração do Imposto de Renda via celular: ainda sob desconfiança do contribuinte

 

A tecnologia ainda assusta um número importante de brasileiros. E o período de acerto com o Leão da Receita Federal (que vai até sexta-feira próxima) tornou-se revelador quanto a isso. No Piauí, até agora, pouco mais de 500 contribuintes fizeram declaração de renda via celular.

A declaração via celular é simples. Na verdade, o contribuinte baixa um aplicativo e vai lançando os dados. No envio, tudo é criptografado e os dados ficam armazenados nas nuvens. Segundo a receita, simplifica muito o processo para a maioria: mais de 90% dos contribuinte se enquadrariam tranquilamente nos recursos oferecidos via celular.

Mas até quinta-feira pela manhã, o número de contribuintes a usar esse recurso não passava muito de meio milhar, num universo de quase 110 mil piauienses que já haviam prestado contas com o Leão. Significa que menos de 0,5% – vale repetir: menos de meio por cento – do total recorreu a esse recurso.

Mesmo não tendo dados concretos, a suspeita da Receita é que ainda há uma desconfiança do contribuinte quanto à segurança. Há o temor de ter os dados disponibilizados. O interessante é perceber que esse recurso não vem sendo utilizado nem mesmo pelos jovens.

Esse tipo de reação ainda persiste em muitos até mesmo em compras via internet, sobretudo entre os mais idosos.

Mas a tendência é que o uso de recurso como o celular seja mais estimulado nos próximos anos, com uma mudança que se mostra a tendência: o cidadão, quando for fazer sua declaração, poderá simplesmente encontrar seus dados gerais já previamente preenchidos. Ao colocar o CPF, verá todas as informações já em poder da Receita, como salários, imposto retido na fonte, contribuições previdenciárias e pagamentos informados por terceiros, como o gasto com plano de saúde.

Essa alimentação prévia dos dados impedirá o esquecimento (com ou sem aspas) de dados. E um lançamento existente (por exemplo, o valor por um serviço prestado) que não for reconhecido, é desautorizado pelo cidadão. Nesse caso, a Receita iria atrás daquele que lançou erradamente a informação.

Essa é a tendência. Mas até ela se tornar uma prática ampla, vai ter que primeiro conquistar a confiança do contribuinte.