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Átila se diz perplexo e vê renúncia de Temer como saída para a crise


Deputado Átila Lira: perplexo com a dimensão dos escândalos, ele acha que saída de Temer pode abreviar crise

 

O deputado federal Átila Lira (PSB) se disse perplexo com a sequência de escândalos vividos pelo Brasil e afirma que o país precisa de uma solução urgente. No caso das denúncias contra o presidente Michel Temer, avalia que deixam o governante praticamente sem condições de governar. E vislumbra a renúncia como uma possibilidade real.

Em entrevista ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde, Átila mostrou um misto de descontentamento e indignação. Criticou a criminalização generalizada dos políticos, fato que atribui ao Ministério Público Federal, incluindo o procurador Rodrigo Janot. Ele também defendeu a Lava Jato e atacou o PT, que acusava a operação de ser contra o partido. Segundo ele, a Lava Jato está aí para moralizar. “É igual para todos”.

Veja os principais pontos da entrevista do deputado Átila Lira:

TEMER: Apontou as denúncias como graves e vê poucas condições de governabilidade após as gravações com o dono da JBS. Mas pede uma saída rápida, incluindo a possibilidade de renúncia ou imediato julgamento pelo Supremo. “Se não serve, tem que substituir”.

DIRETAS: Acha irresponsável a proposta de eleição direta, já que exige emenda à constituição. Para ele, a solução tem que ser rápida. E diz que a opção por eleição direta demoraria. “Quer dizer que nós vamos passar seis meses conversando fiado?” – indaga.

LAVA JATO: O deputado defende as ações da Lava Jato e diz que o juiz Sérgio Moro merece aplausos. Para Átila, a Lava Jato veio para moralizar, e não apenas no Executivo e no Legislativo, mas também no Judiciário e no Ministério Público.

ATAQUE AO PT: Lembrou quer os petistas diziam que a Lava Jato era para perseguir o PT. Acha que os fatos mostram que não: ela está aí para todos. E atacou ainda o PT no caso da JBS, que aponta como uma cria dos governos petistas, com dinheiro do BNDES.

CRIMINALIZAÇÃO DA POLÍTICA: O deputado critica a criminalização da política, que leva o povo a achar que todo político é ladrão e que o Congresso está cheio de bandidos. Aponta como principal responsável o Ministério Público Federal, incluindo o procurador  Rodrigo Janot. “Não sou igual a Eunício Oliveira, nem a Rocha Loures. Não me compare com ninguém”.

GOVERNO: Defendeu o estado mínimo, porque o governo, como é, atrapalha. E atrapalha especialmente a iniciativa privada. “Eu quero ver um cidadão que encontre uma bondade no serviço público”.

Ouça a íntegra da entrevista de Átila Lira no link abaixo.