Cidadeverde.com

Dilemas seguram projetos do PSDB, no plano nacional e local


Aécio e Firmino, em foto de 2014: duas faces dos dilemas de hoje do PSDB no Brasil e no Piauí

 

Os PSDB vive um momento complicado, com dilemas que refreiam a discussão objetiva de cenário e estacionam a definição mais clara de projetos para o ano que vem. Os dilemas do PSDB não distintos no plano nacional e local, mas da mesma forma minam um tanto das forças da sigla com vistas às eleições de 2018.

No plano nacional, o dilema começa com um ser ou não ser governo, traduzido na votação de quarta-feira, quando os tucanos se dividiram ao meio. Essa dúvida se mistura com uma outra: a permanência ou a saída do senador Aécio Neves (MG) do comando do partido, situação embaraçosa desde as gravações da JBS. Indeferente, na última semana Aécio se reuniu com o presidente Temer, pediu votos contra a denúncia e ainda disse que vai seguir como presidente do PSDB, ainda que licenciado.

No outro polo do tucanato, Geraldo Alckmin pede que o partido rompa com o governo e até estimulou seus seguidores a votarem pela denúncia contra Temer. Para dizer o mínimo, essa discussão traz dúvidas sobre a convicção do PSDB sobre o combate à corrupção.

Tudo isso tem consequências junto ao cidadão que espreita a política e tenta encontrar um chão seguro em meio à areia movediça. E no embate de posições, fica a dúvida sobre que partido é esse e o que ele pode oferecer de alternativa para o país.

 

Firmino está ou não está com Wellington?

No plano local, também cabe a pergunta: o PSDB é governo ou é oposição? A pergunta cabe em razão da própria postura dos representantes do partido: salvo falas esporádicas e contidas do deputado Marden Menezes,  não se ouve voz de tucano contra o governo. Além disso, nomes muitos próximos do prefeito Firmino Filho – a começa por sua esposa, Lucy Silveira – foram instalados no PP, um partido aliado de Wellington.

Tal cenário lança dúvida (muita dúvida) sobre o rumo do partido em 2018. O time de Firmino poderá até estar no palanque de Wellington, ainda que com o carimbo PP. Especula-se até que Firmino pode ser candidato na chapa de Wellington, situação em que mudaria de sigla, porque oficialmente o PSDB não se aliaria ao PT.

Os dilemas tucanos podem até gerar uma nova simbologia para o partido. Historicamente o PSDB é associado ao “muro”, que traduz a incapacidade de decidir, de tomar um lado. Mas, tanto no plano nacional como o local, a sigla hoje se assemelha ao sujeito que chega na festa e toma duas cadeiras. Senta em uma, na mesa em que está. E coloca os pés na cadeira da mesa vizinha.

Quer ser parte das duas.