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‘Quem decide é Wellington’, diz Regina sobre candidatura


Regina Sousa: senadorta vê o PT como merecedor de uma segunda vaga na chapa majoritária, mas reconhece que é Wellington quem vai decidir

 

A intenção do governador Wellington Dias (PT) de acomodar quatro diferentes partidos na chapa majoritária governista, parece cada vez mais palpável. O principal problema da vontade do governador é a reivindicação tanto do PT quanto do PP por duas vagas. Mas é cada vez maior o número de petistas que colocam nas mãos do governador essa decisão.

Os deputados Cícero Magalhaes e João de Deus já tinham admitido que o poder de decisão cabe ao governador, ainda que ambos reconheçam o direito da senadora Regina Sousa pleitear a reeleição. Agora foi a própria Regina quem disse sem rodeios: “O Estrategista é o governador Wellington Dias. Ele é quem decide”, afirmou.

São quatro vagas na chapa: governador, vice e duas senatorias. Dois postos estão preenchidos – o de governador, com Wellington buscando a reeleição; e uma das senatorias, com o desejo de Ciro Nogueira (PP) revalidar o mandato. Mas o PT queria repetir a candidatura de Regina, assim como o PP gostaria de manter a vice, em poder de Margarete Coelho.

Como adiantou ao blog, Wellington deixou claro que quer quatro diferentes partidos, estratégia para ampliar o leque de apoio, acomodando MDB e PSD ou PTB. A vice-governadora Margarete Coelho ainda alimenta a esperança de ser mantida na chapa. Já Regina dá sinais de que começa a aceitar a estratégia de Wellington.

“Não vou vender minha alma para ser candidata”, diz ela. Acrescenta que segue fazendo sua militância, com andanças no Estado e em diálogo com a população. Se isso ajudar a ser candidata, melhor. Se não, segue em frente.
 

Identidade com Margarete Coelho

A senadora Regina Sousa diz que se algum partido tiver direito a duas vagas na chapa majoritária, ninguém é mais merecedor que o PT. É um argumento que vai de encontro ao da vice-governadora Margarete Coelho, que vê o PP como o maior merecedor. Segundo Margarete, o PP tem a mais ampla base política, com mais de 70 prefeitos.

Regina diz que não vê o número de prefeitos como critério suficiente. Lembrou que o próprio Wellington foi eleito em 2002 quase sem apoio de prefeitos. Apesar disso, ela diz ter muita afinidade com a vice. “Eu me identifico com ela”, afirma, lembrando a luta de Margarete, por exemplo, em defesa da mulher.

Coronel Carlos Augusto antecipa saída do governo


Coronel Carlos Augusto: de saída da PM antes mesmo do limite do prazo de desincompatibilização estabelecido pela Lei Eleitoral

 

O comandante da Polícia Militar do Piauí (PM), coronel Carlos Augusto, vai antecipar sua saída do governo, para efeito de desincompatibilização com vistas à disputa eleitoral de outubro. Conforme já comunicou a alguns acessos diretos, ele deixa o comando da PM no dia 30 de março.

Pela legislação eleitoral, o prazo limite para desincompatibilização dos ocupantes de funções de confiança no Executivo é de até seis meses antes da eleição. Este ano, esse prazo é até o dia 7 de abril, exatos seis meses antes do pleito, que em primeiro turno acontece no dia 7 de outubro.

Carlos Augusto é candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Como o posto de Comandante da PM é uma função de confiança, o coronel precisa se desincompatibilizar para estar apto a concorrer na eleição de outubro – como concorre a uma vaga no Legislativo, a disputa para ele se encerra no primeiro turno.

Poderia ficar até 7 de abril. Mas vai sair uma semana antes.
 

Filiação partidária pode esperar

Ao sair do cargo de confiança, Carlos Augusto não deixa corporação. Enquanto estiver como Policial Militar, o coronel não pode ter filiação partidária. Mas essa opção ele terá que fazer antes de formalizar a candidatura, já que qualquer candidatura precisa de um vínculo partidário. Os policiais, no entanto, têm um regime especial e podem fazer essa escolha até no limite das convenções partidárias – que acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto.

Carlos Augusto tem uma ligação estreita e antiga com o governador Wellington Dias (PT). Tem, portanto, uma grande proximidade do PT. Mas pode escolher uma outra sigla do leque de partidos aliados de Wellington, dependendo do cálculo político sobre a viabilidade eleitoral.

Esse cálculo, no entanto, será feito juntamente com o governador. No final das contas, ele é quem vai decidir o melhor caminho partidário do atual comandante da PM: bom para a eleição de Carlos Augusto e também para a engenharia política de Wellington.

Themístocles vai a Temer para fortalecer Legislativo


Deputado Themístocles Filho: audiência com Michel Temer para pedir o fortalecimento do Legislativo e obras para a BR-222

 

O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado Themístocles Filho (MDB), vai liderar um movimento visando assegurar a aprovação no Congresso de uma proposta de emenda constitucional, PEC, que visa fortalecer os legislativos estaduais. Essa liderança tem tudo a ver com a relação direta de Themístocles com o presidente da República, Michel Temer.

No início da semana, Themístocles ligou para Temer. E pediu uma audiência. “É quando você quiser” – respondeu o presidente da República. A data ainda não foi marcada, mas vai acontecer antes da retomada dos trabalhos no Congresso. A indefinição está ligada ao propósito do encontro, já que o deputado piauiense vai levar junto os presidentes de todas as Assembleias do Nordeste.

A PEC pretende assegurar maior autonomia aos legislativos estaduais. De certo modo, pretende estabelecer um certo padrão de competências das Assembleias, já que hoje há diferenças nas atribuições, conforme o Estado. O problema é que muitas vezes essas competências são questionadas. A PEC acabaria com essa insegurança.

Na audiência com o presidente Michel Temer, Themístocles que pedir o apoio do presidente à proposta. O argumento do deputado para recorrer ao chefe do Executivo visando fortalecer os Legislativos estaduais é que Temer tem forte influência no Congresso. Além disso, ele é visto como um defensor do papel autônomo do legislativo, em qualquer nível.
 

Só uma reivindicação particular: a BR-222

Na audiência com o presidente Michel Temer, o deputado Themístocles Filho não quer misturar assuntos. O foco é a defesa dos legislativos estaduais. Mas haverá uma exceção: o representante do Piauí vai levar uma veivindicação particular do Piauí, e muito ligada ao próprio Themístocles. No caso, a BR-222.

Segundo o deputado, ele vai levar ao presidente o pedido para concretização de uma nova etapa de obras na BR que liga a região Norte do Piauí ao Maranhão, com travessia do Parnaíba na altura de Luzilândia. Para Themístocles, essa rodovia é fundamental para o fortalecimento econômico e social da região. Além disso, Temer já fez um compromisso com o deputado para realizar esse sonho.

Dr. Pessoa só fala de candidatura após 15 de fevereiro


Dr. Pessoa: esperando o carnaval passar para anunciar o rumo que terá na eleição deste ano

 

Citado como um potencial candidato da oposição inclusive ao governo do Estado, o depurado Dr. Pessoa (PSD) esquiva-se das perguntas taxativas e diz que só vai falar sobre seu futuro depois de 15 de fevereiro. Esse é o prazo que ele mesmo deu ao PSD e que o partido repassou ao governador Wellington Dias (PT). Nesse prazo, o PSD saberá que papel terá na chapa majoritária governista.

O partido de Dr. Pessoa tem uma reivindicação apresentada ao governador há cerca de um ano: uma vaga na chapa para o deputado Júlio César disputar a cadeira de senador. Até agora essa definição não ocorreu e Wellington não deu sinais mais concretos. Depois de 15 de fevereiro – portanto, a quinta-feira após o carnaval –, tanto Júlio quanto Dr. Pessoa dirão que rumo vão tomar.

O deputado estadual que em 2016 ficou em segundo lugar na corrida pela prefeitura de Teresina, não avança nenhuma decisão sobre o rumo que vai tomar mas explicita suas preferências. A primeira opção, segundo revela, é ser candidato a governador, mesmo que isso implique em mudança de partido. A segunda opção é ser senador, alternativa que também levaria à mudança de sigla.

As preferências seguintes, pela ordem, são a disputa de uma vaga de deputado federal e a reeleição para a Assembleia Legislativa. “Vice eu não cogito”, assegura.

 

Cortejado pelo governo e pela oposição

O deputado Dr. Pessoa admite que tem sido cortejado pela oposição e pelo governo. Pelo discurso do parlamentar, mantém mais afinidade com os oposicionistas. Nesse grupo, já conversou com Luciano Nunes (PSDB), Robert Rios (PDT) e Wilson Martins (PSB).

Mas vem sendo tentado a estar no lado governista, “direta ou indiretamente”. Como “indiretamente” entenda-se uma candidatura majoritária – no caso, ao Senado – por uma sigla que não esteja oficialmente no governo, mas que receberia apoio velado de setores governista.

O parlamentar tem dado calado como resposta. Até porque, vem repetindo, só vai falar concretamente de candidatura depois do carnaval.

Robert: ‘Certo só que não serei candidato no lado do governo’


Robert Rios: diz que não deseja ser candidato, mas se disputar algo será contra o governo de Wellington

 

O deputado Robert Rios (PDT) não tem claro o que fará em outubro. Gostaria de não ser candidato a mais nada, mas admite que pode oferecer seu nome a uma postulação, caso seja necessário. "Serei candidato ao que for preciso", diz. Ao admitir essa possibilidade, abre um leque de oportunidades. “Certo mesmo só que não serei candidato no lado do governo”, afirma.

A convicção de oposicionista transformou Robert na voz mais contundente contra o governo de Wellington Dias (PT) na Assembleia Legislativa. Nos dias de sessão plenária, ocupava o microfone do plenário praticamente todos os dias, sempre com alguma crítica ao governo.

Segue ativo mesmo no período de recesso, revelando-se como articulador de candidaturas da oposição. Já foi visto em reuniões com Luciano Nunes, Wilson Marrins e João Vicente Claudino - os três são pré-candidatos: Luciano ao governo, pelo PSDB; Wilson ao Senado, pelo PSB; e João Vicente ao governo, pelo PTB. Hopje pela manhã Robert estava na Assembleia em conversa com o deputado Dr. Pessoa, que também pode ser uma alternativa para a oposição.
 

Um novo partido para Robert

Como articulador, Robert quer assegurar candidaturas competitivas tanto ao governo quanto ao Senado. Chegou a colocar seu próprio nome como alternativa para ambas as possibilidades. Mas ressalta sempre que o desejo maior é não ser candidato a coisa nenhuma.

Mas é provável que seu nome e foto estejam nas urnas de outubro. Pelo sim e pelo não, deve mudar de partido em março, quando abre a janela de transferência partidária. A mudança tem em conta que o PDT, com Flávio Nogueira e Flávio Júnior à frente, deve permanecer no governo. Diante da possibilidade de ser candidato, vai mudar de sigla – uma que seguramente estará na oposição.

Porque Robert é taxativo: candidato ou não, é lá na oposição que estará na campanha deste ano. 

Themístocles se encontra com liderança do PSDB


DeputadoThemístocles Filho: encontro com liderança do PSDB e reforço de aliança com Wellington Dias

 

Por essa ninguém esperava. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB), teve ontem um encontro nada ortodoxo. Ele esteve com o ex-vereador Sebim, que não só é filiado ao PSDB como vem a ser pai de Luciana Sebim, a presidente municipal da sigla que abriga o prefeito Firmino Filho. Vale lembrar, desde novembro Themístocles e Firmino não se bicam.

Na eleição de 2016, Themístocles foi aliado direto de Firmino na campanha que deu o quarto mandato ao tucano. Mas, em novembro passado, no episódio da eleição para a presidência da Câmara Municipal, Firmino não engoliu bem o envolvimento do MDB na recondução de Jeová Alencar. Apesar de Jeová ser do PSDB, o prefeito não gostou e partiu para o ataque público a Themístocles e o MDB, considerados fundamentais na articulação.

Pois agora o deputado dá uma com luva de pelica. Foi a uma das tocas tucanas, convidado pelo próprio Sebim. Essa visita tem muito a ver com as eleições de outubro, quando a esposa de Firmino, Lucy Silveira, vai disputar uma vaga na Assembleia.

O que se sabe é que o prefeito já conquistou um aliado para a candidatura de Lucy na área da Socopo, exatamente o reduto de Sebim e de sua filha Luciana. Lá, a primeira-dama será votado por Ítalo Barros, outro vereador e adversário dos Sebim. Se o ex-vereador Sebim queria dar algum recado, teve uma ajuda inestimável do presidente da Assembleia.

Themístocles Filho é o mais provável vice na chapa encabeçada pelo governador Wellington Dias (PT). A aliança com Wellington parece avançar não apenas na composição da chapa majoritária: na sua principal área de atuação – a região de Esperantina – Themístocles deve votar em Rejane Dias para deputado federal.

Olavo Rebelo diz: 'Não penso em eleição'


Presidente do TCE, Olavo Rebelo não pensa em deixar Corte para disputar eleição

 

Centro de algumas especulações que levariam à acomodação partidária na chapa em torno de Wellington Dias (PT), o presidente TCE, conselheiro Olavo Rebelo não dá espaço às dúvidas: “Não penso em eleição”, disse ele hoje pela manhã.

Segundo as especulações que tomaram conta de rodas políticas nas últimas semanas, o posto de Olavo no Tribunal de Consta do Estado poderia ser um dos caminhos para acomodação de aliados do governador Wellington Dias. Olavo pediria aposentadoria do TCE para se candidatar a deputado estadual. Para seu lugar iria a vice-governadora Margarete Coelho, do PP de Ciro Nogueira.

“Não penso nisso”, disse Olavo ao blog, reconhecendo que “alguns amigos ficam falando nisso”. 

O PP reivindica uma segunda vaga na chapa majoritária governista, encabeçada por Wellington Dias (PP). Além da vaga de senador, destibada ao próprio Ciro Nogueira, o partido gostaria de manter o lugar de vice, hoje com Margarete. O problema é que o governador já anunciou que pretende distribuir as quatro vagas para quatro siglas distintas.
 

Indicação pessoal de Wellington

Vale lembrar, Olavo Rebelo chegou ao TCE em 2007 por indicação direta do governador Wellington Dias. Na oportunidade, renunciou ao cargo de deputado estadual pelo PT, o que permitiu a efetivação do então suplente Paulo Martins, outro petista.

O Conselheiro tem uma longa convivência com o governador, coincidindo em um mandato (período 1995-1999) na Assembleia. Agora, caso Olavo antecipe aposentadoria, caberia ao governador indicar pessoalmente seu sucessor. Isso facilitaria uma possível articulação com objetivo de contemplar aliados.

Campanha mais curta impede mudanças, diz João de Deus


Deputado João de Deus: campanhas mais curtas enfraquecem o debate sobre temas importantes

 

Uma das principais mudanças da legislação eleitoral para as eleições deste ano é o encurtamento da campanha: ao invés de dois meses, serão 45 dias; e o período de propaganda no rádio e TV, que antes durava 45 dias, agora vai tomar 35. Para o líder do governo na Assembleia, deputado João de Deus (PT), essas alterações nas regras vão dificultar mudanças políticas mais profundas.

João de Deus defende a mais ampla discussão no processo eleitoral e acha que dois meses de campanha seria mais razoável. O deputado critica a reforma política, que aponta como limitada, sem alterar substantivamente o processo de escolha. Para ele, um dos grandes problemas da política brasileira é o sistema político – e esse segue inalterado.

O deputado entende que o debate fica seriamente enfraquecido pelo tempo mais curto. Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo na Rádio Cidade Verde, João de Deus contestou até mesmo o principal argumento que justifica o encurtamento do tempo de campanha: a redução do custo das eleições. “Não sei se reduz o custo”, disse, cético, acrescentando que quem se elege na base do dinheiro vai gastar do mesmo jeito.


Comitês em defesa de Lula

Na entrevista, o líder do governo na Assembleia falou sobre a mobilização que está sendo feita pelo PT e partidos aliados no sentido de defender Lula. Os comitês estão sendo criados em todo o Estado em razão da votação, dia 24, do recurso do ex-presidente Lula, condenado a 9,5 anos em primeira instância.

O comitê estadual foi criado na quinta-feira. Segundo João de Deus, desde sexta-feira cerca de 20 outros comitês foram criados no interior do estado, buscando a mobilização em torno do nome de Lula.

O deputado disse que o partido vai ter uma reunião nacional no dia seguinte ao julgamento. Esse encontro vai definir as estratégias do partido para as eleições. Segundo ele, a tendência é que o PT mantenha a candidatura Lula,independente do resultado do julgamento do recurso em segundo instância, no dia 24.

Para ouvir a entrevista completa do deputado João de Deus, acesse o arquivo abaixo.

Themístocles cresce como alternativa para vice


Themístocles e Wellington: cresce possibilidade de formarem cabeça de chapa 

 

Depois de um cenário de dúvidas, vai se consolidando no bloco da situação a opção pelo deputado Themístocles Filho (MDB) como o nome para o lugar de vice na chapa encabeçada por Wellington Dias (PT). Esse encaminhamento vai reduzindo a força de uma discussão que envolve praticamente todos os grandes partidos da base governista, mas de modo especial o PP do senador Ciro Nogueira.

Ciro sempre reivindicou dois lugares na chapa majoritária. Mas teve como contraponto o próprio PT, que também não deixou de pedir um segundo posto, no caso a segunda senatoria, para que Regina Sousa pudesse disputar a reeleição. As duas teses perdem força, apesar de Regina manter o pique de candidata, com seguidas andanças pelas cidades do interior. Foi o próprio Wellington quem anunciou aos aliados: nenhum partido deve ter duas vagas na chapa majoritária,

O próprio surgimento da candidatura do deputado Luciano Nunes (PSDB) no lado oposicionista parece reduzir um pouco o poder de reivindicação de Ciro, já que um dos trunfos do presidente do PP é a possibilidade da candidatura de Firmino Filho (PSDB). Na prática funcionava como uma espécie de ameaça, que poderia levar Ciro à oposição com um candidato forte.

Obviamente, o aparecimento de Luciano no cenário não descarta a opção Firmino – continua sendo um nome competitivo e referência na oposição. Também não significa que Luciano esteja descartado como uma alternativa para o próprio Ciro. De qualquer forma, o novo nome oposicionista não estava no script e ajudou a mudar o cenário nos dois lados da disputa.

Estava no script, sim, a alternativa Themístocles. O deputado do MDB alimenta o projeto de ser vice desde que assumiu o anterior mandato de presidente da Assembleia, em fevereiro de 2015. Chegou lá enfrentando o próprio governo de Wellington Dias. Mas, fazendo inteligente uso da estratégica posição, tornou-se peça-chave na governabilidade: sem ele, Wellington teria muitas dificuldades na tramitação de matérias no Legislativo e no funcionamento do governo.

Themístocles não está garantido na chapa, mas nas últimas semanas deu um enorme passo para concretizar esse projeto.

 

Bombardeio começa a diminuir

Desde que deixou claro seu projeto de integrar a chapa majoritária encabeçada por Wellington, o deputado Themístocles Filho enfrentou um bombardeio nem sempre sutil de integrantes do governo. Apanhou especialmente dentro do PT. Mas resistiu.

Themístocles começou a mudar quando levou oficialmente o MDB para dentro do governo, em março do ano passado. Reforçou esse jogo em novembro, quando partiu para o ataque contra Firmino Filho, na sequencia da eleição na Câmara Municipal. Ali, quis deixar claro quem era governo e quem era oposição, no cenário estadual. O confronto criou uma saia justa para o prefeito, que tem como vice um emedebista ligado precisamente ao presidente da Assembleia.

O bombardeio de aliados governistas diminuiu. Não garante o lugar. Mas já cria um clima mais favorável.

Parnaíba terá pelo menos 2 candidatos a Deputado Federal


Vereador Geraldinho, do PSB: um dos parnaibanos que pretendem disputar cadeira na Câmara dos Deputados

 

Quando o ex-governador Zé Filho trocou o projeto de uma vaga de deputado federal pela ideia de retorna à Assembleia Legislativa, parecia que a cidade de Parnaíba não teria mais candidatos à Câmara dos Deputados. Essa sensação ficou reforçada quando o ex-prefeito Florentino Neto também deixou de lado a ideia, mantendo-se fiel ao deputado Assis Carvalho (PT).

Mas, ao que tudo indica, Parnaíba terá sim candidatos a deputado federal. E não apenas um: pelo menos dois nomes já anunciam a disposição de disputar uma vaga na Câmara Baixa, em Brasília.

Um deles é o vereador Geraldinho (PSB), presidente do legislativo municipal. Geraldinho tem ligações com o grupo político do prefeito Mão Santa. Mas não está se apresentando como representante do “mãosantismo”. Está alimentando o sonho de ser deputado federal por iniciativa própria, e já se articula com lideranças da região Norte.

Outro que também tem o mesmo sonho é Gustavo Lima, também filiado ao PSB e ex-presidente da Câmara Municipal. Mas Gustavo está hoje para as bandas da oposição a Mão Santa, embora tenha ligações com o deputado Wilson Brandão (PSB).

Se os nomes que desejam um lugar em Brasília são dois, os representantes de Parnaíba que estão decididos a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa são pelo menos três. Dr. Hélio vai tentar renovar o mandato, assim como Zé Hamilton vai buscar assegurar uma vaga direta. Há ainda Zé Filho, que somará seu cacife pessoal ao apoio do prefeito Mão Santa.

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