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Wellington diz que não muda saúde e periga acordo com PP


Júlio Arcoverde, Ciro Nogueira (PP) e Wellington Dias (PT): aliança em perigo?

 

Parecia tudo acertado, estilo “prego batido ponta virada” e motivo para soltar rojões. O governador Wellington Dias sorria com o vento, após fechar acordo que assegurava a ampliação de sua base politica às custas de uma reforma no secretariado que sacrificava especialmente o PT. Após o acordo, o PP passaria a ocupar a secretaria de Saúde, o PTC ganharia o PCPR e o PMDB assumiria de vez a condição de governista, ocupando SASC, Secretaria de Transportes e o programa de Crédito Fundiário.

Mas o céu de brigadeiro que durou até a sexta-feira, transformou-se neste início de semana em um temporal, uma verdadeira tempestade com direito a fortes trovoadas. E agora Wellington terá que mostrar sua decantada habilidade para não ver aliados de agora se transformarem em adversários de amanhã.

A dúvida sobre o acordo já era o tema do final de semana. O PMDB fazia mais exigências (incluindo o PCPR e a Fundação que seria criada para cuidar dos hospitais). O PT estribuchava, recusando-se a aceitar a perda de espaços. O burburinho da dúvida tomou corpo e a reforma "quase certa" ficou "quase descartada". A mudança de rumo ganhou, ontem, uma "quase confirmação" nas palavras do próprio governador. Em Uruçuí, ele disse que não está falando em reforma do secretariado, e que Francisco Costa vai seguir onde está – a mesma secretaria de Saúde prometida ao PP.

O mundo político está perplexo com a reviravolta.

Para a imprensa, o silêncio foi a resposta formal mais comum, por todas as partes envolvidas, sobretudo PP, PMDB e PTC. Mas as reuniões se multiplicaram ontem desde o meio-dia. Nas palavras de um deputado governista, o acordo virou “uma grande bagunça”.

Já se fala na possibilidade de rompimento político, ainda que haja muitas dúvidas sobre a vontade real de qualquer grupo em deixar o governo. Mas, cabe lembrar: o PP, o mais incomodado com a reviravolta, já abandonou um governo por muito menos. Foi no período Wilson Martins, quando Ciro Nogueira entregou a Agespisa, chamou seus aliados e foi para a oposição. O PTC foi oposição até outro dia, e pode voltar a sê-lo. E o PMDB pode seguir como antes: no governo, sem ser oficialmente governo.

De qualquer forma, todos orecolheram suas cartas e esperam os próximos passos dentro do Karnak. Wellington quer PP, PMDB e PTC formalmente no governo. E esses partidos querem mais postos na administração estadual. O problema está mesmo é no PT, que jogou galões de água fria na fogueira do acordo.

O nome central do desmantelo é o deputado Assis Carvalho, embora conte com o apoio de muitos outros dentro do PT. Assis não aceita perder a secretaria de Saúde, comandada pelo seu aliado Francisco Costa. Para mudar de ideia, terá que ter uma excelente compensação, que não se vislumbra qual poderia ser.

Domar Assis é uma tarefa para Wellington. Como o governador costuma dar nó em pingo d’água, pode ser que consiga segurar o deputado petista e, ao mesmo tempo, tornar a encantar os que tinham sido agraciados pelo acordo agora quase desfeito.

Veja calendário de saque do FGTS, que começa em março

O presidente Michel temer anunciou nesta terça-feira que o governo libera o saque nas contas inativas do FGTS. São mais de 10 milhões de contas. Antes, só podia sacar o dinheiro de uma conta inativa quem estava desempregado há pelos menos três anos, ininterruptos. Tire suas dúvidas:

Quem pode sacar: quem está empregado agora pode sacar o valor de uma conta inativa, se o afastamento do último emprego tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2015.
Quem não pode: O trabalhador que tenha uma conta ativa, com FGTS depositado pelo atual empregador.
Saques: Começam em 10 de março, conforme cronograma divulgado. Veja calendário completo.
 

 

Caixa vai abrir em horário especial

A Caixa Econômica vai ter horários especiais para facilitar a vida dos trabalhadores que desejam fazer o saque dos valores em depositados em suas contas. Nesta semana, de quarta a sexta-feira, as agências da Caixa vão funcionar duas horas além do prazo - até 17 horas, hora de Brasília (16 horas, no Piauí).

Além disso, quase 2 mil agências da caixa vão funcionar em quatro sábados, tirando as dúvidas dos trabalhadores. Os sábados em que as agências estarão abertas são os seguintes: 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. O horário de funcionamento será das 9h às 15h.

Calendário

Anote as datas para fazer o saque de suas contas:

 =  Para quem faz aniversário em janeiro e fevereiro, os saques podem ser feitos a partir de 10 de março.
 =  No dia 10 de abril começa o período de saque para quem faz aniversário em março, abril e maio.
 =  Quem faz aniversário em junho, julho e agosto começa a sacar no dia 12 de maio.
 =  No dia 16 de junho começam os saques de quem nasceu em setembro, outubro e novembro.
 =  E quem nasceu em dezembro, terá direito a sacar os saldos das contas inativas a partir do dia 14 de julho.

 

 

 

 

Temer se preocupa com economia e popularidade


Presidente Temer: de olho na economia que, funcionando bem, pode trazer popularidade

 

O governo Temer tem duas grandes prioridades: uma, dar novo ritmo à economia, especialmente gerando emprego; outra, recuperar a popularidade. E o desempenho da economia torna-se passo fundamental para om país - e também para melhorar a popularidade do presidente.

Apesar do empenho de Michel Temer em fortalecer a economia e tirar de vez o país da recessão monstruosa dos últimos três anos, os resultados ainda são tímidos. Mas se a economia anda devagar, a popularidade segue de marcha ré. E a equipe do Planalto se esforça para reagir nos dois cenários.

A última medida voltada para trazer novo ânimo à economia foi dado esta manhã, com a assinatura de decreto que permite o saque do FGTS de contas inativas. Segundo dados do governo, essas contam somam R$ 45 bilhões. Avalia-se que cerca de R$ 35 bi podem ser movimentados em função do decreto.

Não chega a ser a redenção da economia, mas certamente é uma importante injeção – basta observar que a expectativa de saques corresponde ao PIB do Piauí. Com esse dinheiro, muitos trabalhadores podem quitar dívidas e adquirir bens que a crise vinha impossibilitando. Traduzindo: é dinheiro circulando, fazendo girar a roda da economia.

No que tange à popularidade, os esforços do Planalto tem sido menos exitosos ainda. Talvez porque as ações sejam um tanto atabalhoadas. Lembremos apenas os mais recentes:

Depois da chacina de Manaus, o presidente falou em “acidente pavoroso”, gerando críticas de todos os lados. Após a morte de Teoria Zawascki, Temer prometeu um substituto de perfil técnico, e indicou o carimbado Alexandre de Moraes. Diante das delações que alcançam Moreira Franco, o presidente transformou o assessor em ministro, atitude vista como recurso para garantir foro privilegiado.

Ontem, Temer quis surfar na crise policial (e de segurança) no Espírito Santo e anunciou um novo projeto de Lei de Greve. Pensava que ganharia os aplausos da população. Recebeu críticas dos movimentos sociais. E voltou atrás, abandonando a idéia do projeto. Tem sentido: são vários os projetos que tratam desse tema no Congresso, entre eles um do senador Aloysio Nunes Ferreira, que vem a ser o líder do governo no Senado.

A torcida do Brasil desapaixonado é que a economia ganhe um  novo rumo. E se isso for gerar uma nova popularidade para o presidente, que seja. Importante mesmo é ver a roda da economia girar com força, recuperando o emprego e a renda dos brasileiros.

 

A morte do embaixador e o jornalismo estilo Redes Sociais: sem retoque


Assassinato do embaixador russo na Turquia: a foto que ganhou o "Oscar" do fotojornalismo

 

O setor de comunicação em geral se pergunta: como fazer jornalismo nos dias de hoje, em que as redes sociais avançam sobre todos os segmentos dessa indústria tão dinâmica e apaixonante. A pergunta se torna ainda mais relevante em tempos de “pós-verdade” ou de “fato alternativo”, termos que remetem ao que sempre se chamou “inverdade” ou simplesmente “mentira”.

O anúncio do resultado do principal prêmio do fotojornalismo mundial lança um pouco mais de luz sobre o que é esse novo jornalismo. A foto ganhadora (essa aí de cima, de Burhan Ozbilici, da Associated Press) é a cena de um momento muito particular: o momento seguinte ao assassinato do embaixador russo Andrey Karlov, em Ancara (Turquia), dia 19 de dezembro passado. Nela, o embaixador está no chão e o que ganha força é a expressão de ódio do assassino, dedo em riste e arma em punho, discursando após disparar contra Karlov.

A foto premiada rompe com o fotojornalismo clássico, aquele do enquadramento rigoroso e de composição ultra cuidada, com cada coisinha no lugar. O registro de Ozbilici sequer tem todo o corpo do embaixador. Mas é a tradução de um momento. Não apenas o momento do assassinato, mas o momento político do mundo atual. Como uma foto de guerra, o que mais vale é a ação que revela.

Ozbilici resgata o espírito de grandes fotógrafos de outros tempos, como Robert Capa, que até cedia nesgas técnicas para não abrir mão de nenhuma lasca da ação, do drama. Ou seja: qualquer coisa para mostrar a ação, o momento sem retoques. Tudo cru. Direto. Vivo – mesmo tratando-se de uma cena de morte.

Não deixa de ser coerente com esses tempos de redes sociais, em que a vida brota em todas as suas nuances, inclusive nos aspectos farsescos. Mas não deixa de ser curioso pensar que essa relação direta e sem retoque já foi a marca do fotojornalismo de outros momentos – sobretudo dos correspondentes de guerra.

Vale lembrar: Capa – que cobriu a guerra civil espanhola, registrou o desembarque da Normandia e morreu na primeira guerra da Indochina – esquecia os riscos e praticamente metia-se no meio do fogo cruzado. Assim, podia mostrar o drama da guerra de perto, muito perto, escancarando as tragédias que toda guerra carrega.

De certa forma, a foto de Ozbilici  resgata esse jornalismo sem retoques. Mas com uma enorme diferença: não precisa ir a guerras distantes. Tudo pode acontecer numa elegante galeria de arte. Como no caso do assassinato do embaixador russo.

PSDB do Piauí pode mudar de comando e de perfil


Firmino Filho e Wellington Dias, aproximação política através do PP de Ciro Nogueira

 

Não será uma simples filiação. Quando Lucy Silveira e Silvio Mendes, na próxima semana, assinarem a ficha de filiação do PP, estará escancarada a convergência de projetos de Firmino Filho e Ciro Nogueira. Mais que isso: estará sacramentada uma mudança brusca na organização, no comando e no perfil do PSDB do Piauí.

Lucy é a mulher do prefeito Firmino Filho, há 20 anos a referência no tucanato piauiense. Silvio Mendes é a segunda estrela do partido, já tendo inclusive disputado o governo do Estado pelo partido. As mudanças acontecem com o aval de Firmino. Mas o detalhe é que as muitas dúvidas em torno do projeto que une Firmino e o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, começam a se estreitar. E tudo tem a ver com 2018, claro!

O acordo de Ciro com o governador Wellington Dias na reforma do secretariado estadual, dá uma importante pista. Neste início de semana o governador deve anunciar as mudanças acertadas, com a ida de um aliado de Ciro para a secretaria de Saúde do estado. Na prática, significa um vínculo a mais entre Ciro e Wellington, ampliando a possibilidade de estarem juntos em 2018, no mesmo palanque.

E se Ciro e Firmino tendem a seguirem juntos, é de se supor que cresce enormemente a possibilidade de Ciro e Firmino estarem no mesmo palanque de Wellington. E aí se explica a ida dos tucanos ilustres para o PP: na disputa nacional de 2018, PSDB e PT devem estar em campos opostos. Ficaria complicado os dois partidos estarem juntos, aqui. Daí, a turma de Firmino muda de sigla – e o próprio Firmino deve fazer o mesmo em março.

Aí vem a segunda mudança: o PSDB nacional não está contente com essa movimentação e já se articula com outras lideranças locais. Quer no comando do partido alguém que esteja efetivamente no projeto nacional da sigla. Entre as alternativas estão o deputado estadual Robert Rios e o ex-senador João Vicente Claudino. O partido quer estar forte em todos os estados, e não pode ficar nas mãos de um Firmino que estará em outra sintonia.

A mudança de comando pode modificar o próprio perfil do partido, hoje muito teresinense. Com João Vicente, poderia sonhar em crescer no interior. Já Robert enterraria a clássica moderação dos tucanos.

Com um discurso claramente de oposição, Robert Rios já deixou claro que tende a deixar o governista PDT. E não falta convite. Mas deve mesmo desembarcar no PSDB, talvez como uma das estrelas do tucanato – ninho onde já esteve na eleição de 2002. Mas com um detalhe: naquele ano, Robert desobedeceu a direção do partido, que apoiava Hugo Napoleão – e resolveu apoiar Wellington Dias. Agora, deverá entrar no mesmo PSDB, mas para tomar o caminho oposto: ser a voz contra Wellington.

Teresina espera galerias há quase 30 anos. Haja paciência


Av. Joaquim Nelson, na Zona Sudeste: retrato do caos em Teresina após chuva de 72 mm

 

A chuva foi de 72 milímetros, considera acima da média, mas nada extraordinária. Ainda assim, Teresina viveu o que vive quando ocorre uma chuva média ou algo acima da média: alagamentos, engarrafamentos, transtornos. Um caos.

Os problemas foram localizados em todas as regiões da cidade: na zona Leste, interrupção da BR 343 na saída para Altos; na Sudeste, foi tanta água que a Av. Joaquim Nelson ficou intrafegável; o desabamento de um muro criou problemas na nova ponte que liga a zona Sul à Sudeste (Dirceu); na zona Norte, a Av. Duque de Caxias interrompida por queda de árvore. No caso da zona Leste, o que não falta é ponto de estrangulamento, resultado da falta de galerias – uma reclamação (seguida de promessas de solução) que já dura uns 30 anos.

Questionado após a chuvas desta sexta-feira a respeito da galeria na área da Av. João XXIII, o titular da SDU Leste, Renato Lopes, informou que a obra está parada. Vale lembrar: reclamada desde o final dos anos 80 e particularmente nos últimos 15 anos, a construção da galeria volta ao debate toda chuva – ou toda eleição. Mas não anda.

O projeto (antiiigo!!) que deveria estar em andamento foi iniciado na gestão Elmano Ferrer. Parou. Foi retomado na anterior gestão Firmino Filho. Parou de novo. E agora é que não anda mesmo, porque a construtora licitada abandonou o barco. Vai precisar de uma nova licitação. E aí ninguém pode precisar o prazo para conclusão da obra.

Enquanto isso, a zona Leste vai se tornando o cartão de visita, em matéria de carência de saneamento em Teresina. Apenas para citar os principais corredores da região: não precisa mais que uma chuva média para vermos alagamentos terríveis na Presidente Kennedy, na Jóquei, na Homero, na Dom Severino, na Elias João Tajra (perto da Ininga) e até em trechos da Nossa Senhora de Fátima.

O suficiente para alongar os engarrafamentos já tão presentes no dia a dia da cidade. E criar muitos, muitos problemas para os teresinenses.

No ápice das chuvas desta sexta pela manhã, lá por volta de 7 horas, um ouvinte da Rádio Cidade Verde mandou um recado via WhatsApp: “Está tudo congestionado. Muita paciência no trânsito”.

De fato, o teresinense vem tendo muita, muita paciência. Há uns 30 anos. Pelo menos.

O que muda mesmo na Previdência. Veja pontos principais

Professor: categoria perde regime especial, se prevaler texto original da reforma da Previdência

 

Instalada ontem, na Câmara dos Deputados, a comissão que vai cuidar da reforma da Previdência. E o acirrado debate dos últimos três meses vai esquentar ainda mais, dentro e fora do Congresso. Apesar da ampla discussão, a maior parte das pessoas segue sem saber exatamente o que muda. Quando muito, o cidadão sabe que a idade muda para 65 anos, a contribuição deve ser por no mínimo 25 anos e a aposentadoria integral só se dá após 49 anos de contribuição. Além disso, sabe-se que as mudanças serão duras. Muito duras.

A proposta gera polêmica. Consenso, mesmo, só sobre a necessidade da reforma. Daí em diante, muita divergência. Vejamos os principais pontos da proposta do governo.

Razão da reforma: O que a Previdência arrecada não cobre os gastos com pensões e outros benefícios. Este ano, o déficit deve chegar a 2,7% do PIB. Insustentável.

Principal mudança: Fixa em 65 anos a idade mínima para aposentadoria. E eleva o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos.

A quem afeta: Todos os trabalhadores ativos. Os que, quando entrar em vigor a nova regra, tiverem menos de 50 anos (homens) ou 45 anos (mulheres) passam para o novo regime. Os acima dessas idades passam a uma regra de transição.

Regra de Transição: Os que estiverem próximos da aposentadoria pela regra antiga, podem optar por ela mediante pagamento de um pedágio de 50%. Exemplo: se faltava um ano, trabalha mais um ano e meio.

Estados e Municípios: Ao elevar a idade mínima do regime próprio da União (de 65 anos para todos), o governo federal aumenta, automaticamente, as idades dos servidores de estados e municípios, do Judiciário e Legislativo.

Servidor Público: Hoje, a idade mínima é de 60 anos (homem) e 55 anos (mulher), mais tempo mínimo de contribuição de 35 anos (homem) e 30 anos (mulher). Muda: a idade mínima passa para 65 anos.

Aposentadoria integral: Os estados terão que criar fundos de previdência complementar para novos servidores, como a União. Alguns estados já se adiantaram: Rio, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Homens e Mulheres: Hoje, mulher se aposentar cinco anos antes. A proposta unifica em 65 anos a idade mínima.

Professores e Policiais Civis: Acaba aposentadoria especial de professores do ensino médio e fundamental – os de universidades já estavam fora – e policiais civis.

Policiais Militares e Bombeiros: Deverão ser tratados em um projeto à parte. Mas os PMs, Brasil afora, estão alarmados.

Forças Armadas: Os militares das Forças Armadas ficam de fora da proposta. Mas, em projeto à parte, o governo pretende elevar de 30 para 35 anos o tempo de serviço na ativa.

Legislativo: Hoje se beneficia das regras para servidor público. A proposta muda e quem for eleito a partir de 2018, passa às mesmas regras gerais.

Pensão por Morte: Hoje é integral, mas a proposta reduz para 50%, mais 10% por dependente. Além disso, a pensão fica desvinculada do salário mínimo e não pode haver acúmulo de pensões.

Trabalhador Rural: Acaba o regime especial (aposentadoria por idade, hoje: 60 anos para homens e 55 para mulheres). Passa ao regime geral.

Alíquota de contribuição: A proposta eleva de 11% para 14% a alíquota de contribuição dos funcionários públicos – que, a pedido dos governadores, serviria de piso para os regimes estaduais.

Fórmula 85/95: deveria durar até 2026, mas será extinta com a reforma.

E se a Fórmula 85/95 já levou todo mundo para a calculadora, a necessidade de cálculos e mais cálculos vai aumentar. O governo quer aumentar o tempo de contribuição, e para ter a aposentadoria integral será preciso contribuir 49 anos.

Governo prepara rolo compressor na reforma da Previdência

Rodrigo Martins: deputado da base governista diz que vota contra reforma da Previdência, se texto não for alterado

 

Promete ser mais dramática do que o previsto a discussão da reforma da Previdência no Congresso Nacional. De um lado, o governo se arma para criar um verdadeiro rolo compressor, fazendo valer sua vontade e suas propostas. De outro, as reações às proposta apresentadas se revelam muito amplas, alcançando inclusive a base de sustentação do governo Temer.

A primeira face da moeda – o rolo compressor a favor da proposta enviada pelo Palácio do Planalto – fica evidente na escolha do presidente e do relator da comissão que vai tratar da reforma na Câmara. Carlos Marum (PMDB-MS), o presidente, é daqueles que não foge de uma briga. Por exemplo, comprou a briga contra a cassação de Eduardo Cunha e ficou nela até o último minuto. Na Comissão, vai comprar brigas terríveis – e o governo quer que se mantenha até o último segundo. O relator, Artur Oliveira Maia (PPS-BA), segue o mesmo perfil. E não está nem aí para polêmicas, que serão muitas.

As dificuldades que o governo terá ficam evidentes nas declarações do deputado Rodrigo Martins (PSB-PI) ao Acorda Piauí desta quinta-feira, na Rádio Cidade Verde. Rodrigo dá sustentação à gestão Temer. Mas reconhece que a escolha de Marum e Maia demonstra a vontade de governo de montar um esquema para "atropelar" propostas discordantes.

Rodrigo Martins deixa claro que esse rolo compressor, para ser efetivo, precisará mais que a escolha do comando da comissão. Porque a proposta de reforma, como está, não terá adesões fáceis. O deputado piauiense adiantou ao Acorda Piauí que, se o texto não mudar, votará contra a iniciativa do Palácio do Planalto.

O governo esperava muitas reações das ruas. Mas talvez não esperasse reações tão fortes e já tão cedo, no lado governista. Os argumentos de Rodrigo são os mesmos de uma boa fatia dos deputados: as regras da proposta são muito duras, especialmente quanto à possibilidade de aposentadoria com benefício pleno, que exige quase 50 anos de contribuição.

Quer dizer: para ver aprovada a proposta de reforma da Previdência, o governo Temer terá que se preocupar não apenas com a oposição. Mas, e talvez sobretudo, com os aliados que – pela primeira em matéria importante para o Planalto – podem romper a até agora tão decantada fidelidade ao Planalto.

Construção Civil perdeu mais de 20 mil vagas no Piauí, em 2 anos


André Baia: depois de 2 anos ruins, construção civil aposta em um novo ritmo, bem melhor

 

O setor da construção civil olha com otimismo medidas adotadas pelo governo federal, tanto no Minha Casa Minha Vida, como no estímulo às parcerias visando o fortalecimento da infraestrutura. No Piauí, esse alento vem em boa hora, porque os efeitos da crise econômico foram dramáticos: em 2015 e 2016, o setor perdeu mais de 20 mil vagas de emprego direto.

Na prática, a massa de trabalhadores na construção civil piauiense ficou reduzida a menos da metade. O efeito é dramático, especialmente porque a construção civil é a um dos grandes empregadores do Estado. Além disso, é o setor que absorve o segmento de trabalhadores com menos qualificação. Fora da construção, muitos não têm alternativas.

Os dados sobre as perdas de vagas são do presidente do Sindicato da Construção Civil no Piauí, André Baia, que nesta quarta-feira deu entrevista ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde. Ele também revela a redução do investimento em novos lançamentos imobiliários. Em 2013, o financiamento através da Caixa Econômica chegou a R$ 1,2 bilhão. No Ano passado não chegou a R$ 700 milhões. Colocando-se a inflação no cálculo, a redução é de quase 50%.

Mas Baia mostra otimismo. Ele festeja as mudanças no Minha Casa Minha Vida, que amplia o público de destino. Mas festeja ainda mais as ações do governo por criarem um roteiro de longo prazo: para ele, agora há um planejamento – e a construção civil pode se preparar para se beneficiar dessa mudança.

André Baia reconhece que as medidas não farão resultado se não houve a retomada da economia. “A Economia tem que melhorar. E começa com a organização das contas públicas”, afirma. Acha que este caminho está sendo trilhado – e que logo a “roda da economia estará rodando”.

Sobre o fortalecimento da infraestrutura a partir de parcerias público-privada, considera um caminho fundamental. Quer a retomada das obras da Transnordestina – que sozinha geraria mais de 3 postos de trabalho. Outra parceria importante é a relacionada ao saneamento, que não só gera emprego imediatamente como cria as condições para outros empreendimentos.

 

Menos burocracia, por favor

André Baia atacou um outro ponto importante para agilizar os negócios no setor da construção civil: a redução da burocracia. Segundo afirmou ao Acorda Piauí, a simples autorização de um empreendimento pode levar mais de seis meses.

Ele acha que certos procedimentos são necessários, como os relacionados com a segurança (autorização dos bombeiros, por exemplo) e o meio ambiente. Mas acha que tudo pode ser mais rápido.

André diz que o sindicato está fazendo gestões sobretudo junto às prefeituras (de Teresina, Parnaíba, Floriano) para que o processo burocrático tenha mais agilidade. Porque a demora pode inviabilizar muitos negócios.

Com Guilhermano, Ciro comanda Saúde federal, estadual e municipal


Com as bênçãos de Ciro, o contador Guilhermano Pires deixa o Transporte e vai para a Secretaria de Saúde

 

A mudança na Secretaria de Saúde do estado do Piauí não apenas está decidida, como já tem nome e sobrenome: o PP assume a pasta e desloca para cuidar da Saúde piauiense o atual secretário de Transportes, Guilhermano Pires. Com isso, Ciro Nogueira – o mandachuva do PP – vai comandar a saúde de Teresina, Piauí e do Brasil.

A mudança na secretaria do Piauí já foi acordada entre Ciro e o governador Wellington Dias. E Ciro apresentou o nome de Guilhermano Pires, que está na pasta de Transporte por indicação do próprio PP. Wellington também aceitou. Guilhermano é contador, mas terá um comitê médico para ajudar na gestão do setor.

Essa mudança mostra a força do senador Ciro Nogueira e revela a estratégia de alinhamento de ações. Isto é, comanda a saúde nas três esferas, uma se valendo da outra.

Desde maio do ano passado, quando Michel Temer assumiu a presidência (ainda interinamente), Ciro já emplacou o deputado paranaense Ricardo Barros no ministério da Saúde. Ainda este mês, o senador estará filiando no Partido Popular o ex-prefeito Silvio Mendes, atual gestor da saúde em Teresina. E aí estará fechado o círculo: Ricardo BNarros, Guilhermano Pires e Silvio Mendes. Barba, cabelo e bigode.

O presidente nacional do PP tem usado o argumento de que o alinhamento de aliados em um mesmo setor facilita a convergência de ações. Traduzindo: o fato de todos terem as bênçãos de Ciro ajuda a agilizar ações comuns, sobretudo o ministério contribuindo para a gestão da saúde no estado e no município.

As pesquisas mostram que o problema da saúde, no Brasil, só rivaliza com o drama da segurança. Se o tal alinhamento realmente funcionar, será um grande ganho para a saúde. E para a população.

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