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Mão Santa recebe Paulinho da Força em Parnaíba

Paulinho da Força e Mão Santa (no centro da foto): festa do Solidariedade com a presença de lideranças políticas das oposições piauienses

 

O presidente nacional do Partido Solidariedade (SD), deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), será recebido em Parnaíba, nesta segunda-feira, pelo prefeito Mão Santa. Os dois serão as estrelas da convenção do SD, que acontecerá a partir das 9h30, no auditório da Câmara Municipal de Parnaíba, na Praça da Graça.

Mão Santa quer transformar o ato em um evento de dimensões bem maiores. E deve contar com a presença de lideranças políticas de outros partidos, em especial as do chamado “campo das oposições”. Entre as lideranças esperadas estão os ex-governadores Wilson Martins e Zé Filho – este também já foi prefeito da cidade.

Outra presença praticamente certa é a do deputado estadual Robert Rios, anda integrante do PDT, mas a caminho de se filiar ao DEM. Robert é uma das mais contundentes vozes da oposição e mantém uma estreita ligação com Mão Santa. O deputado considera o ex-governador um nome estratégico para as oposições em 2018, pela liderança que exerce na região Norte do estado.

O deputado estadual Dr. Pessoa também foi convidado para o evento. O Solidariedade é uma das alternativas do parlamentar para filiação em março, diante da provável saída do PSD, Mão Santa gostaria de fazer do evento o ato público em que Dr. Pessoa pudesse anunciar o novo destino partidário.
 

Medalha e Inauguração

O deputado Paulinho da Força será a cereja do bolo na festa do Solidariedade, mas também terá sua festa particular. Mão santa fará a entrega ao deputado da Medalha e do Diploma do Mérito Municipal. Segundo o prefeito, será um reconhecimento ao trabalho de Paulinho em defesa dos trabalhadores brasileiros.

Ainda amanhã, Mão Santa vai inaugurar uma creche. O equipamento público fica no Bairro Joaz Sousa. A obra é resultado de convênio com o Governo federal, através do Ministério da Educação.

PT já discute escancarar logo o Plano B


Washington Quaquá: para o presidente do PT fluminense, o partido deve explicitar logo o Plano B, sob pela de perder potência eleitoral

 

Oficialmente não existe Plano B: o candidato do PT à Presidência da República é o ex-presidente Lula, lançado publicamente no dia 25 de janeiro, o Day after do julgamento de Porto Alegre que confirmou (e ampliou) a condenação do principal líder petista. Mas internamente cresce a discussão sobre o valor dessa estratégia. Há quem veja a necessidade do Plano B ser explicitado. Já! O mais rápido possível!

A defesa do lançamento de um nome alternativo ao de Lula é feita por muitos, entre as quatro paredes do PT. Mas começam a aparecer a vozes que verbalizam esse sentimento. Quem primeiro veio a público manifestar essa posição foi o presidente do Diretório do PT no Rio de Janeiro, Washington Quaquá. Para ele, o PT tem uma “bomba nuclear” na mão, que é a repercussão em torno da condenação de Lula. Mas acha que, se não for bem administrada, a bomba pode se transformar em um “artefato inativo eleitoralmente”.

Traduzindo: o partido tem que assumir que a opção Lula esbarrou nas questões jurídicas e não tem como se consolidar. Além disso, insistir em Lula é trazer sempre de volta as questões que levaram aos processos judiciais. Daí, cresce o número dos que defendem o lançamento de um nome alternativo imediatamente, transferindo o sentimento de injustiça ao novo candidato.

Para o círculo mais próximo a Lula, o Plano B tem nome e sobrenome: Fernando Haddad, o ex-prefeito de São Paulo. Foi o único nome citado pelo ex-presidente no discurso que fez no dia da confirmação da condenação. Mas a ideia era mantê-lo em “banho Maria”, como um suporte que Lula festejaria Brasil afora. Mas, para petistas como Quaquá, isso é pouco.

Tem que escancarar o Plano B. E logo.

Evaldo Gomes preside início da legislatura na Assembleia


Evaldo Gomes: como deferência ao aliado, o deputado substitui Themístocles Filho na sessão de abertura do ano Legislativo

 

O deputado Evaldo Gomes (PTC) vai presidir a sessão de abertura do ano legislativo, na próxima segunda-feira. A sessão terá a participação do governador Wellington Dias, que fará a leitura da mensagem anual do Executivo aos deputados estaduais.

Evaldo terá esse lugar de destaque a partir de uma série de ocorrências, além de uma deferência tanto por parte do presidente da Casa, deputado Themístocles Filho (MDB), quanto do próprio governador Wellington Dias. O presidente do PTC tem se destacado como um fiel aliado de Themístocles e também do governo estadual.

Foi pela aliança com os governistas e o aval do presidente da Assembleia que Evaldo chegou à presidência da Comissão de Constituição e Justiça, uma comissão técnica estratégica para a tramitação de qualquer matéria na Assembleia. Agora ele terá essa deferência ao presidir a sessão de abertura dos trabalhos legislativos no ano.
 

Themístocles estará com Michel temer

Na segunda-feira, o presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado Themístocles Filho, estará em audiência com o presidente da República, Michel Temer. A audiência, solicitada pelo deputado piauiense, será para defesa da autonomia do Poder Legislativo. Na oportunidade ele estará acompanhado de todos os presidentes de Assembleias Legislativas dos estados do Nordeste.

Quem também estará na audiência é o deputado Luciano Nunes (PSDB), que vai na condição de presidente da UNALE – entidade que representa os legislativos estaduais de todo o Brasil. Luciano é o 1º vice-presidente da Assembleia e, na ausência de Themístocles, seria o natural presidente da sessão de abertura.

O 2º vice-presidente é Georgiano Neto (PSD), a quem caberia o lugar na sequência, também estará viajando. Diante disso, a sessão de abertura será presidida por Evaldo Gomes, que é o 3º vice-presidente da Casa.

Disputa pela Presidência já tem 14 candidatos. Veja lista


Manuela D'Ávila, a opção do PCdoB para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano

 

Em um cenário de ampla indefinição, as eleições deste ano devem ter uma enxurrada de candidatos à Presidência da República. Até o momento, já são 14 alternativas que se colocam publicamente. Algumas delas são certas, como Álvaro Dias (Podemos) e Jair Bolsonaro (PSL). Outras são um desejo do partido, como Lula (PT). Mas o ex-presidente foi condenado em segunda instância e deve dar lugar a Fernando Haddad, o ex-prefeito de São Paulo que é citado como o “Plano B” petista.

Há ainda os que tentam “vingar” como candidatos. É o caso de Henrique Meireles (PSD) e Paulo Rabello Castro (PSC), ambos sonhando deslanchar em cima de uma pregação liberal que tem sintonia com o mercado (grandes empresários). E ainda podem vir nomes que sequer estão na lista, caso de Luciano Huck, que pode ser lançado pelo PPS, em lugar de Cistovam Buarque. E há novidades, como Manuela D’Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos, cortejado pelo PSOL.

Abaixo, a lista dos nomes mais badalados, em uma sequência que observa uma graduação ideológica, da esquerda para a direita.
 

Quem é quem no jogo eleitoral

Manuela D’Ávila – PCdoB
Aliado histórico do PT, o PCdoB surpreendeu a lançar candidato próprio – talvez antecipando o cenário sem Lula.

Guilherme Boulos – PSOL
Líder do MTST, é o nome mais cotado para defender as teses de uma esquerda ética, abraçada pelo partido.

Marina Silva – REDE
Tem o recaall de duas campanhas e aura de séria. Mas tem imagem de pouco maleável e um partido sem estrutura.

Cristovam Buarque – PPS
O partido queria (e quer) Luciano Huck. Mas pode ter que se contentar com o respeitado mas nada empolgante Cristovam.

Lula/Fernando Haddad – PT
O PT quer Lula. Mas já tem Plano B: Fernando Haddad, que vai tentar mostrar que é o PT de sempre, mas com um pé na renovação.

Álvaro Dias – PODEMOS
Crítico ferrenho das gestões PT e Temer, tenta surfar no sentimento anti-política. Agrega a experiência de ex-governador.

Ciro Gomes – PDT
De língua afiada e discurso consistente, paga caro pela capacidade de ataque, muitas vezes não poupa nem aliados.

Geraldo Alckmin – PSDB
Com discurso de centro, tenta se firma como o nome experiente e confiável em uma cenário que pede mudanças.

Rodrigo maia – DEM
Diz que não é candidato, mas faz tudo para ser. Quer ser a opção que o chamado “mercado” Ainda não tem.

João Almoêdo – NOVO
Ex-banqueiro, abraça a ideia da renovação política a partir da cidadania. Faz palestras para ficar conhecido.

Paulo Rabello Castro – PSC
Presidente do BNDES, deseja ser alternativa para um eleitorado liberal carente de nomes que empolguem.

Henrique Meirelles – PSD
O ministro tem feito pregações em templos evangélicos. Mas não empolgar nem o mercado financeiro.

Fernando Collor – PTB
Eleito em 1989, renunciou após processo de impeachment por corrupção. Mas que este tema está no passado.

Jair Bolsonaro – PSL
No estilo “prendo e arrebento” e pregação por mudança, se posiciona como a direita assumida e nem tão civilizada.

Piauí tem 35 projetos de privatização. Veja a lista

Dos 238 projetos de transferência da gestão, controle ou propriedade para a iniciativa privada, em todo o Brasil, o Piauí responde por 35 itens da lista. Isso representa quase 15% do total – mais precisamente 14,7%. Desse total, são 22 projetos no âmbito do Governo do Estado, outros 12 da Prefeitura Municipal de Teresina e um do governo federal – no caso, a Eletrobrás Piauí, a nossa velha e conhecida Cepisa.

Alguns projetos devem ser tratados unicamente como tal: projetos, sem uma ideia mais consistente e palpável em torno da proposta. Um exemplo é a ideia da prefeitura de Teresina de passar para a iniciativa privada a administração dos cemitérios. Ou a proposta do novo Aeroporto de Teresina, que segue como uma proposta genérica, sem ao menos um lugar definido. Também é esta a situação do Novo Centro Administrativo do Governo do Estado.

Confira a lista dos projetos de privatização, conforme levantamento do Portal de Notícias da Globo.
 

  1. COMPANHIA DE ENERGIA DO PIAUÍ
    distribuidora controlada pela Eletrobras e com alto endividamento
  2. ESTACIONAMENTOS PÚBLICOS EM TERESINA
    Construção e operação de eficício garagem e operacionalização de vagas de estacionamentos rotativos
  3. ILUMINAÇÃO PÚBLICA EM TERESINA
    Prestação de serviços de iluminação pública
  4. RESÍDUOS SÓLIDOS EM TERESINA
    Exploração do transbordo, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos
  5. USINA DE ENERGIA FOTOVOLTAICA EM TERESINA
    Implantação e operação e gestão de usina geradora de energia fotovoltaica
  6. MOBILIÁRIO URBANO EM TERMINAIS E CORREDORES DE TERESINA
    Instalação e manutenção de mobiliário urbano junto aos 8 terminais e 51 estações nos corredores de ônibus
  7. ESTÁDIO LINDOLFO MONTEIRO
    Operação e manutenação, precedida de reforma, renovação e adequação
  8. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM TERESINA
    Implantação e operação e gestão de usina geradora de energia fotovoltaica
  9. NOVO AEROPORTO EM TERESINA
    Estudos de viabilidade de novo aeroporto para a cidade de Teresina
  10. CEMITÉRIOS DE TERESINA
    Concessão para implantação, gestão e expansão dos serviços públicos cemiteriais
  11. CENTRO LOGÍSTICO DE MEDICAMENTOS EM TERESINA
    Construção, operação e manutenção de Centro Logístico de Medicamentos
  12. PARQUES PÚBLICOS EM TERESINA
    Reforma, operação e manutenção de parques públicos
  13. BICICLETAS COMPARTILHADAS EM TERESINA
    Implantação e operação de sistema municipal de bicicletas compartilhadas
  14. PIAUÍ CONECTADO
    Estudos de viabilidade para soluções em tecnologia através de Rede IP Multiserviços para a Administração Pública Estadual
  15. CENTRO INTEGRADO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO
    Construção de unidades do Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão
  16. COMPLEXO TURÍSTICO LITORAL DO PIAUÍ
    Viabilizar a estruturação da Colônia de férias do IAPEP em Complexo Turístico Litoral do Piauí
  17. HOSPITAL MATERNO INFANTIL
    Implantação de infraestrutura para o atendimento hospitalar de crianças e adolescentes
  18. HOTEL SERRA DA CAPIVARA
    Concessão de uso para a reforma, ampliação e operação do Hotel Serra da Capivara – REDE RIMO
  19. PARQUE DE EXPOSIÇÕES DIRCEU ARCOVERDE
    Concessão de uso para reforma, operação e manutenção do Parque de Exposição Dirceu Arcoverde
  20. TRANSCERRADOS – RODOVIA PI-397
    Construção do Lote 1, com a extensão de 117,6 Km, e implantação dos Lotes 2 e 3, com 118,88 Km e 98,86 Km
  21. VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS EM TERESINA
    Concessão para operação, ampliação e gestão do Veículo Leve Sobre Trilhos
  22. NOVO CENTRO ADMINISTRATIVO DO GOVERNO DE PIAUÍ
    Reforma, modernização e operação do novo centro administrativo
  23. AEROPORTOS REGIONAIS EM PIAUÍ
    Estudo de viabilidade de Concessão dos aeroportos de São Raimundo Nonato e Parnaíba
  24. ESTÁDIO ALBERTÃO
    Reforma, operação e transformação do estádio em arena multiuso
  25. NOSSO SHOPPING (PIAUÍ CENTER MODAS)
    Concessão de uso com destinação específica, precedida de obra de reforma e modernização
  26. SANEAMENTO DO INTERIOR DO PIAUÍ
    Subconcessão para prestação de serviço de água e esgoto em 38 cidades
  27. GESTÃO DE RESÍDUOS DE SAÚDE NO PIAUÍ
    Gestão completa de resíduos de saúde para estabelecimentos vinculados à administração estadual
  28. CENTRO DE CONVENÇÕES DO ESTADO DO PIAUÍ
    Concessão de uso para complementação da estruturação logística e mobiliária
  29. GINÁSIO VERDÃO
    Concessão de uso para operação e manutenção do espaço
  30. PPP DO CORPO DE BOMBEIROS DO PIAUÍ
    Desconcentração e reestruturação do Corpo de Bombeiros Militar do estado
  31. PORTO DE LUIS CORREIA
    Construção, implantação e operação/exploração do porto de Luís Correia
  32. MINIUSINAS SOLARES
    Projeto para implantação , operação / manutenção de mini usinas de energia solar
  33. PROJETO DE ESCOLA INTEGRAL
    Projeto para desenvolvimento de escolas em tempo integral
  34. ZOOBOTÂNICO DE TERESINA
    Reforma, adequação, operação e manutenção do espaço
  35. PPP DA RESSOCIALIZAÇÃO NO PIAUÍ
    Reforma, operação e manutenção do complexo penal 'Irmão Guido' e do Centro Educacional Masculino

Piauí é recordista em projetos de privatização

O Piauí é o estado recordista em projetos de privatização existentes no país. De 238 projetos listados em todo o Brasil, o estado do Piauí responde por 35, ou 14,7% de todos os projetos, incluindo aí propostas nas esferas federal, estadual e municipal. O levantamento foi feito pelo Portal de Notícias do Grupo Globo, o G1, e publicado hoje.

O levantamento coloca no rol de privatização todos os projetos que passam para a iniciativa privada o controle, gestão ou propriedade de atividades ou equipamentos sob responsabilidade estatal. Daí, a lista inclui PPPs, delegações, concessões e venda de propriedade – este, o caso clássico de privatização.

Dos 35 projetos do Piauí, um é federal (a Eletrobrás Piauí, cuja venda está prevista para este semestre), 22 são de responsabilidade do governo do estado e 12 da Prefeitura de Teresina.

Ainda em relação às capitais, são 59 projetos de 8 prefeituras, com destaque para o setor de iluminação pública, com propostas em 7 capitais.

Veja como ficam distribuídos os projetos de privatização.
 

ESTADOS COM PROJETOS

Piauí

22

Ceará

14

Distrito Federal

13

Minas

13

Rio Grande do Sul

7

Mato Grosso

6

Rio Grande do Norte

6

Espírito santo

4

São Paulo

4

Mato Grosso do Sul

3

Alagoas

2

Bahia

2

Goiás

2

Santa Catarina

2

Rio de Janeiro

1

CAPITAIS COM PROJETOS

São Paulo

13

Porto Alegre

12

Teresina

12

Porto Velho

7

Rio de Janeiro

6

Salvador

5

Boa Vista

2

PRIVATIZAÇÃO POR SETOR  (GERAL)

Portos

24

Aeroportos

21

Serviços Públicos

18

Turismo e eventos

18

Rodovias

17

Energia

15

Mobilidade urbana

15

Esporte

12

Parques

9

Ferrovias

8

Iluminação pública

8

Saneamento

8

MODELOS DE LICITAÇÃO

Concessões

108

PPP

55

Privatização

20

Não definido

19

Arrendamento

16

Prorrogação de contrato

9

Outros

11

PT muda o tom e faz afago ao STF, que decide futuro de Lula


Senadora Gleisi Hoffmann muda o tom: deixa de lado o confronto e agora faz elogios ao Supremo Tribunal federal

 

Por mais de um ano, o PT partiu para o confronto, atacando as instituições em geral e a Justiça em particular. Mas começa a mudar o tom, a ponto de fazer afagos ao mesmo Judiciário, ou à principal representação desse poder – o Supremo Tribunal Federal (STF).

A mudança de tom veio na voz de umas das estrelas petistas mais agressivas em suas falas, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente da sigla. Claro, Gleisi reafirma a “injustiça” feita contra Lula no julgamento em primeira e segunda instância e lança confetes sobre o Supremo, a quem no final das contas caberá decidir o futuro do ex-presidente, inclusive sobre a possibilidade de prisão.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, a senadora disse que deposita a esperança no STF, que não permitirá uma “violência contra Lula”. Disse mais; o STF “recolocará as coisas nos eixos”. É uma mudança e tanto para um partido que vinha se colocando acima das instituições e agora faz um afago público à mais importante instituição do Judiciário.

A mudança de tom tem a ver com o andamento do processo que resultou na condenação do ex-presidente Lula. O PT apostou na pressão de fora para constranger o Judiciário. Não funcionou com Sérgio Moro, na primeira instância. Achou que funcionaria no julgamento de segunda instância, em Porto Alegre. Também não adiantou: os desembargadores se comportaram serenos e indiferentes aos discursos, oferecendo votos respaldados em falas absolutamente técnicas.

O resultado unânime no TRF4 não estava na conta do PT, que agora vê limitadas as chances não apenas para Lula manter-se candidato como até mesmo para permanecer livre. Daí, volta os olhos para o STF, mas com uma nova estratégia. O que se via até a semana passada era o ataque a ministros como Gilmar Mendes. Agora Geisi cuida em afagar a Corte – e certamente os ataques individuais também vão desaparecer.
 

Temer torna a focar na Previdência

O Presidente Michel Temer volta à carga nas articulações para votar (e aprovar) a reforma da Previdência. A previsão é que a votação aconteça no dia 19 de fevereiro – ou na semana que começa dia 19, com cálculo mais razoável de que a votação aconteça mesmo no dia 21, uma quarta-feira. Mas até lá o presidente terá que se desdobrar para garantir o apoio que necessita.

Como emenda constitucional, a proposta precisa ter pelo menos 308 votos na Câmara, em duas votações. Esse número ainda está longe. Daí, nesta semana serão retomadas as articulações políticas. Também as ações para a cidadania, para que o povo “compre” a ideia.

Nesta última estratégia, Temer cuidou de dialogar com a população. E o fez indo ao programa do mais popular apresentador da TV brasileira – Silvio Santos. O resumo do que disse: quem perde com a reforma são os ricos, não os pobres. Vamos ver se o povo "compra" a mensagem.

Temer quer ter relevância na eleição. E pode ser como candidato!


Temer e Moreira Franco: articulações que tentam dar relevância ao presidente na campanha. E pode ser como candidato

 

Pode parecer brincadeira, mas tem gente no Palácio do Planalto pensando na possibilidade de lançar um novo candidato à presidência da República. E esse “novo” nome vem a ser o próprio presidente Michel Temer (MDB). A ideia é alimentada por nomes de peso dentro do governo, como o ministro Moreira Franco e o senador Romero Jucá, ambos do MDB.

A ideia tem a ver com contar ou não contar no processo eleitoral. Talvez Temer tenha calculado, lá em 2016, quando assumiu o Planalto, que chegaria ao fim do mandato como grande eleitor, como uma das figuras centrais no processo. Pensava na aprovação das reformas e na recuperação da economia como credencial. Mas as lambanças políticas, o arrastar das reformas e a enorme impopularidade do presidente retratam uma realidade muito distinta da imaginada pelos palacianos.

Nas últimas pesquisas realizadas ainda em dezembro, Temer contava com apenas 6% de aprovação – um índice já melhorado, porque foi pior. Em tal cenário, é difícil imaginar Temer até mesmo como um cabo eleitoral desejado pelos candidatos, imagine tê-lo como postulante a permanecer na cadeira principal do Planalto.

Os articuladores Moreira, Jucá & Cia. pensam diferente: calculam que o quadro tende a mudar, já que apostam em substantiva recuperação econômica neste primeiro semestre. Isso, segundo avaliam, daria ao presidente uma nova condição popular. É aí que sonham com a possibilidade de Temer ser candidato a um novo mandato. Sonho ou delírio?

O que esses articulares observam é que, hoje, Temer não conta para quase nada na corrida eleitoral. Não controla o MDB, sequer o governo. Não tem resposta popular e também tem nas mãos um governo com tantas limitações financeiras que até mesmo o poder da caneta – esse sim, ninguém quer estar longe – tem graves limitações. Traduzindo: Temer não é forte nem com o povo e nem como máquina.

A tal candidatura, sussurrada por Jucá e Moreira, seria uma forma de dar relevância. Faria Temer ser ao menos olhado, escutado e bajulado. Mas, por enquanto, os sussurros não têm sido ouvidos. Por ninguém.
 

Como fica o MDB do Nordeste sem Lula

Uma boa fatia do MDB do Nordeste vinha se aproximando do PT, muito em razão da possível candidatura Lula. É na região onde Lula tem mais resposta. Daí, a perspectiva era que a aliança entre as duas siglas acontecesse em seis estados nordestinos: Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piauí.

Mas a situação pode ser repensada em vários lugares, em razão do julgamento de quarta-feira, em Porto Alegre. Há uma leitura muito distendida de que a candidatura Lula está inviabilizada e há sérias dúvidas sobre a capacidade do ex-presidente levar nas costas um nome alternativo a ponto de torná-lo realmente competitivo. Daí vem o pragmatismo: muitos vão esperar as próximas semanas para ver para onde correm as águas da disputa pelo Palácio do Planalto. Só aí decidem.

Casos como o Piauí, Ceará e Sergipe o PT tem a chave do governo local. Em uma região onde o voto de liderança é tão decisivo, esse fato pode manter a aliança entre as duas siglas. O argumento principal, neste caso, será a força da caneta.

Um Brasil sem governo: 580 locais sem poder público só no Rio


Michael Jackson no morro Dona Marta, em 1996: autorização do crime organizado para subir o morro

 

Há um fato é bem conhecido: quando veio gravar seu videoclipe para o single “They Don't Care About Us” (do álbum HIStory), no Rio de Janeiro, em 1996, Michael Jackson programou locações no morro Dona Marta. A produção do cantor pediu autorização à Prefeitura. Recebeu o ok. Mas não bastou: para subir o morro, sua produção teve que pedir autorização a quem realmente mandava no pedaço: o crime organizado, o tráfico.

O episódio, que já dura quase um quarto de século, dá uma mostra da realidade do Rio de Janeiro: há muitos pedaços da cidade onde simplesmente o poder público não entra. Lá, quem manda é o crime organizado. A novidade é que a situação de hoje é muito, muito mais grave que a de 1996. Outra constatação: as áreas onde há um poder paralelo (sem Estado e com o crime organizado) não se limitam ao Rio de Janeiro. Cada vez mais estados contam com esses enclaves.

Dados que vazaram do setor de inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro, indicam que 580 pontos da cidade são controlados pelo crime organizado. Nesses locais, o Estado não apita nada. Quem manda são os cardeais do tráfico. Situação semelhante são encontradas em outros estados do país, ainda que não na mesma medida da realidade carioca.

No Nordeste, pelo dois estados têm áreas controladas pelo crime – Ceará e Rio Grande do Norte. Alagoas também sempre é relacionada nessa lista. Na região Norte, o Amazonas tem setores de Manaus e também do interior do estado onde quem manda é o crime organizado.

Um exemplo desse controle pode ser visto no livro O Dono do Morro, do jornalista inglês Misha Glenny. Nele, Glenny narra a história do traficante Nem e como ele exercia o domínio na Rocinha: com poder repressor (ao mesmo tempo, uma espécie de polícia e Justiça própria) , prestação de serviço (sobretudo suporte social), corrupção das forças estatais (em especial a polícia) e até um programa que se assemelhava a uma Previdência Social.

Por cinco anos, Nem foi esse poder ao qual a população, por querer ou por temer, respondia em concordância.

O grave é saber que há vários Nem nos morros do Rio de Janeiro, ainda que não tão poderosos tampouco tão organizados. E mais grave ainda é perceber que há Nem espalhados pelo Brasil inteiro.
 

Piauí não entra nessa lista

O blog ouviu fontes policiais do Piauí. Há um alívio: não há espaços em Teresina, muito menos no interior, em que o poder público (em especial as forças policiais) não possa entrar. Há outros problemas. Mas não esse.

Há problema como a falta de condições adequadas para a ação policial, ou ainda uma política penitenciária que (como de resto em todo o país) não corrige ninguém. Quem entra nos presídios piauienses, em geral, sai pior do que quando entra.

Jogo de azar traz junto crime organizado, diz advogado


Roberto Lasserra: jogo de azar provoca danos sociais e fortalece o crime organizado

 

Vendido como a salvação econômica de regiões menos desenvolvida, a liberação do jogo de azar no Brasil pode ser um grande equívoco. É o que diz o advogado Roberto Lasserra, presidente do Movimento Brasil Sem Azar. “O jogo de azar nunca vem só. Ele traz junto o crime organizado”, diz ele, que veio a Teresina para uma debate na OAB sobre as implicações nocivas do jogo.

A liberação do jogo é objeto de proposta em tramitação no Congresso, que abraça o argumento de que os cassinos gerariam uma grande quantidade de emprego. Na contramão desse argumento, Lasserra diz que a liberação do jogo é extremamente perniciosa.

Em entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde, o advogado questionou o impacto econômico, que -segundo ele - é muito menor que o apregoado pelos defensores do jogo. Além disso, ressalta que o impacto negativo no campo social é infinitamente maior. Citou dados relativo à realidadfe dos Estados Unidfos, onde há estudos sobre o tema.

Laserra diz que estados como Wisconsin, onde os cassinos são legalizados, o índice de suicídios é bem maior que a média. Ele destaca que o jogo de azar gera o vício. Ao ser indagado sobre a mania do brasileiro de apostar, ele disse que o jogo de azar não pode ser comparado às loterias, que são regulamentas e fiscalizadas, com aplicação de boa parte das receitas em ações sociais.

Além disso, segundo ele, o ato de jogar nas loterias não produz vícios como nos cassinos. Ele lembra que os sorteios das loterias acontecem com  intervalos de dias, reduzindo o poder de viciar. “Numa máquina caça-níquel, essa possibilidade se repete a cada 30 segundos”, diz.

Além disso, destaca o fato da relação dos jogos de azar com o crime organizado. Novamente usando estatísticas norte-americanas, ele diz que nos Estados Unidos 40% dos crimes de colarinho branco (lavagem de dinheiro) estão associados ao jogo de azar. Para Lasserra, não dá para dissociar as duas atividades.

O advogado particiopa nesta sexta-feira de um  debate sobre o tema, na sede da OAB-Piauí. O evento, marcado para as 14 horas, será aberto ao público.

Para ouvir a íntegra da entrevista de Roberto Lasserra, acesse o arquivo abaixo.

 

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