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Velha política apresenta conta antes da votação da denúncia


Gilberto Kassab: ouvindo do PSD reclamações que têm como endereço o presidente Michel Temer

 

Não adianta Laja Jato, nem Sérgio Moro, nem Marcelo Bretas, nem Edson Fachin, tampouco a grita nacional por uma nova política. A velha política segue mandando na Esplanada de Brasília e a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, que agora será votada na CCJ da Câmara dos Deputados, é uma boa oportunidade para ela colocar suas cartas na mesa.

A faceta da velha política ficou explícita ontem, através de um dos partidos mais fieis ao governo – ou melhor, aos governos, qualquer governo. A bancada do PSD na Câmara dos Deputados – são quase 40 votos, uma preciosidade na votação da denúncia quando ela chegar ao Plenário – fez uma reunião com a liderança maior do partido, ministro Gilberto Kassab. Na pauta um único ponto: reclamação contra o tratamento dado pelo governo aos membros do partido.

Para muitos, soou como ameaça de ruptura. Para outros, uma mera cobrança. Um recado que o ministro recebeu, ainda que o endereço seja o Palácio do Planalto.

Não há perspectivas palpáveis do PSD romper com o governo. Mas não custa ficar atento. Até porque o movimento do partido deve ser somado a um outro movimento, o do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Nas últimas semanas, Maia já teve três jantares com integrantes da oposição, dois deles na casa da senadora Katya Abreu (PMDB-TO), uma das vozes mais críticas ao governo Temer.

Em meio a cardápios refinados, Rodrigo Maia chama atenção para o papel que desempenha nesse momento: com ele, Temer tende a ter um caminho razoavelmente tranquilo no enfrentamento à segunda denúncia; sem ele, pode ter muito mais trabalho. O mesmo vale para o PSD.

Na prática, o partido de Kassab está dizendo: cuide bem da gente, exatamente da gente que tem cuidado tão bem dos seus interesses. Não chega a ser uma ameaça de ruptura muito levada a sério, mas é uma cobrança que chega em um momento crucial.

É a velha política mostrando toda a sua face.

Cláusula de barreira força fusão de partidos, diz vereador


Levino de Jesus: reforma política que cria cláusula de barreira vai levar à fusão de partidos

 

O Brasil deve ver, nos próximos meses, uma onda de fusão partidária, com a união de pequenas siglas. A avaliação é do vereador Levino de Jesus (PRB), atualmente licenciado em razão da nomeação para a presidência da Empresa Teresinense de Serviços Urbanos (Eturb).  Ele concedeu entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo, na Rádio Cidade Verde.

A onda de fusões seria, na avaliação de Levino, um desdobramento da aprovação pelo Congresso da cláusula de barreira como condição para que os partidos tenham acesso ao tempo de TV e aos recursos do Fundo Partidário. Ele admite que seu partido, o PRB, já mantém conversações no sentido de compor com siglas de perfil ideológico semelhante. “Em Brasília, já existe diálogo” com outras siglas, revela.

O vereador fez críticas à reforma política no que diz respeito ao fim da coligação proporcional, que vai vigorar a partir de 2020, precisamente nas eleições municipais, quando ele deve buscar a reeleição. O PRB seria um dos partidos a ter problemas para atingir o coeficiente eleitoral.

Levino avalia que esse é um problema para a maior parte das siglas, salvo alguns dos grandes partidos. Ele diz que o sistema político brasileiro está esgotado e que é preciso buscar novos caminhos. Nesse sentido, defende o sistema distrital misto.

 

Revitalização do Centro de Teresina

Na entrevista ao Acorda Piauí, Levino de Jesus falou do trabalho da Eturb no projeto da Prefeitura de Teresina para requalificar e revitalizar o centro da cidade. Segundo afirmou, o esforço visa assegurar um amplo diálogo com a sociedade para que o desenho desse novo centro tenha a voz dos teresinenses.

Reconheceu a complexidade do processo, em razão dos diversos fatores envolvidos nesse trabalho. Levino lembrou que repensar o Centro significa repensar e redimensionar aspectos como o transporte público, a relação da cidadania com o espaço urbano e também a revitalização da área como polo  econômico.

Para ouvir a entrevista completa do vereador Levino de Jesus, acesse o link abaixo.

 

Cláusula de barreira vale já em 2018. Como ficam os partidos?


Congresso Nacional: reforma política que muda muito pouca coisa para as eleições 2018

 

O Congresso rodou, rodou e rodou para ficar praticamente no mesmo lugar. A reforma política finalizada ontem no Senado – contra o relógio, porque o prazo limite para aprovação seria esta sexta-feira – mudou praticamente nada em relação à legislação anterior. A mudança mais aguardada para fazer frente à farra de partidos caça-níqueis existente no Brasil, o fim da coligação proporcional, ficou para 2020.

A valer já em 2018, mudança algo significativa só a formula de financiamento de campanha – com dinheiro público irrigando diretamente a caça ao voto – e a cláusula de barreira, que começa com um percentual baixo, bem baixo: 1,5%. Traduzindo essa mudança:  para terem direito ao tempo de TV e ao Fundo Partidário (razão da existência de boa parte das siglas), os partidos terão que ter em âmbito nacional 1,5% dos votos válidos para a Câmara Federal, com votação de pelo menos 1% dos votos válidos em 9 estados. Ou eleger pelo menos um deputado em um terço das unidades federativas (9 estados, 9 deputados).

Se estivesse em vigor em 2014, só a observação do 1,5% já teria deixado 11 partidos sem o maná do Fundo Partidário e a possibilidade de negociar o tempo de TVF. E aí, qual o sentido de existência da grande maioria dessas siglas pequenas? Nenhum.

No Piauí não mudaria muito: todos os partidos que aqui elegeram deputados federais em 2014 alcançaram com sobra o percentual exigido por lei. O menos votados dos deputados eleitos, Fábio Abreu (PTB), teve 4,66% dos votos válidos para deputado federal. O problema seria para partidos que tem força na Assembleia mas não concorre de verdade à Câmara Federasl – porque o que conta para efeito de cláusula de barreira é o voto para a Câmara Federal. Aí haveria problemas, como bem vale notar o sempre lembrado PTC.

Na disputa por vaga na Assembleia Legislativa, todos os partidos que elegeram deputados estaduais tiveram mais de 1% dos votos válidos, na eleição de 2014. Se tomarmos o exemplo do PTC de Evaldo Gomes, só Evaldo e Dr. Hélio teriam chegado perto dos 2% de votação. Evaldo teve 1,19% dos votos válidos para deputados estadual, e Dr. Hélio chegou a 0,73. Soma dos dois: 1,93% dos votos válidos.

O problema é que isso não garante o cumprimento da meta do partido, em termos de cláusula de barreira. E aí vem uma mudança importante: os partidos vão se esforçar no sentido de apresentar candidatos a deputado federal que sejam capazes de alcançar o 1%, visando ajudar a representação da sigla no plano nacional, e os recursos do Fundo Partidário. E não chega a ser uma meta do outro mundo: em 2014, bastariam cerca de 18 mil votos para que um partido tivesse no Piauí o 1% dos votos válidos para a Câmara Federal.

Só 20% das piauienses fazem prevenção do câncer de mama


Dr. Sabas Vieira, nos Estudios da Cidade Verde: só 20% das mulheres piauienses fazem prevenção

 

No Piauí, apenas 20% das mulheres fazem exames para detecção do câncer de mama. Em Teresina, essa média chega a 40%, mas ainda assim é um percentual muito abaixo dos 70% de cobertura recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

Os dados foram revelados pelo médico mastologista Sabas Carlos Vieira, professor da UFPI. Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo na Rádio Cidade Verde, o Dr. Sabas advertiu para o crescimento dos casos de câncer, que – se permanecer no ritmo atual – se encaminha para se tornar a principal causa de mortes.

Uma das razões para esse crescimento dos casos de câncer está associado aos hábitos atuais, como a ingestão de alimentos processados – por exemplo, embutidos e conservas – que contam com produtos químicos cancerígenos. O médico disse que esses produtos provocam variações genéticas que levam ao câncer.

A propósito do Outubro Rosa, o Dr. Sabas Vieira fez considerações específicas sobre o câncer de mama, observando a necessidade de prevenção. Ressalta a importância dos exames regulares, já que o câncer de mama tem conseqüências menos dramáticas quando diagnosticado precocemente. Foi aí quando lembrou que o Piauí ainda apresenta uma realidade muito distante da ideal, onde somente 20% das mulheres fazem a prevenção.

O médico apresentou uma série de dados. Disse que a cada ano, no mundo, surge 1,7 milhão de novos casos de câncer de mama. No Brasil são 60 mil e, no Piauí, 600 novos casos.

O mastologista ressaltou o estigma da doença, que no caso do câncer de mama é duplo: pela doença em si e pelo fato de afetar um órgão importante para a mulher, pelo aspecto da feminilidade e da maternidade. Em muitos casos, mulheres que passam por mastectomia (retirada do seio) terminam vendo o afastamento do parceiro.

Essa situação, conforme o Dr. Sabas, exige uma atenção diferenciada. Ele revela o esforço de envolver o entorno afetivo das pacientes no tratamento.

Para ouvir a integra da entrevista do Dr. Sabas Carlos Vieira, acesse o link abaixo.

 

Podemos nasce oposição nacional e jeito de governo, no Estado


O senador Álvaro Dias, em Teresina, já recebe o aceno de Wellington Dias, que deseja o Podemos em sua aliança

 

O lançamento do Podemos, ontem, no Piauí, deu uma mostra dos problemas partidários brasileiros, onde a coerência ideológica é o que menos importa. O senador Álvaro Dias (PR), que chega com a etiqueta de presidenciável, coloca o partido na raia do “contra todos" e por uma nova política. Mas o líder da sigla no Estado, deputado Silas Freire, tem um vínculo umbilical com o governo, com a "política que está aí".

As contradições aparecem na própria União de Silas com Álvaro. O senador tem um viés centro-esquerda e algumas bandeiras que em nada se ajustam ao deputado piauiense. Numa outra linha, Silas abraça bandeiras de claro viés direitista e uma prática política que está distante do que se chama partido-movimento (das ruas, horizontal, de democracia direta).

No discurso de Álvaro Dias está o ataque direto aos grupos que dominaram o país na última década e meia. Acha que o PT fez propaganda enganosa ao vender um paraíso que nunca existiu. Em outras palavras: falseou e enganou. Quando ao atual governo, do PMDB de Michel Temer, rotula simplesmente de tragédia.

Já o líder do Podemos no Piauí é seguidor do PT, ou melhor, do governador Wellington Dias. E depende de Wellington para se manter na Câmara, já que não é dono de sua cadeira: é suplente em exercício. Assume algumas posições até dissonantes com Wellington, mas nada substantivo.

Assim, pode-se dizer que o Podemos nacional é de oposição. Mas o local tem um cheiro de governo que nem naftalina consegue esconder.

 

Wellington quer todos com ele

O lançamento do Podemos, ontem na FIESP, teve todo mundo, como de praxe. Estavam lá Wellington Dias (PT), Átila Lira (PSB), Robert Rios (PDT), Júlio César (PSD), Elmano Ferrer (PMDB), João Henrique (PMDB) etc etc. Mas Wellington foi mais rápido e lançou sua rede de arrasto.

Apesar do discurso da nova sigla, de ataque a tudo e a todos – na busca de uma “nova política” –, o governador nem deu ouvidos às falas. E disse que deseja o Podemos em sua aliança no Piauí. Isso exatamente quando o partido filiava Noberto Campelo como um potencial cabndidato ao lugar de Wellington.

O governador, portanto, segue as suas. Sabe cativar. E gosta de ter todos (ou quase  todos) no seu time.

Crise mostra divisão no STF, MPF e Congresso


Supremo Tribunal Federtal: o Poder Moderador está divido. como as demais instituições brasileiras

 

Que o país está dividido, isso não é nenhuma novidade. Mas as discussões em torno de investigações e julgamentos relacionados à corrupção estão mostrando que as instituições são o puro retrato do país, e também elas estão divididas. Muito divididas.

Essa evidência ganhou corpo a partir da discussão do impeachment e tomou dimensão mais alta ainda com fatos posteriores, em especial o julgamento da chama Dilma-Temer no TSE e os desdobramentos da delação da JBS, sobretudo no caso das duas denúncias contra o presidente da República e o puxa-encolhe em torno do senador Aécio Neves.

Verifica-se com clareza que o Congresso, o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público – todos estão divididos. Em cada instituição, há pelo menos dois lados, e lados que estão em aberto enfrentamento.

A divisão no Congresso sempre existiu: é natural a existência de governistas e oposicionistas, cada grupo trafegando em caminho próprio e contrário ao do outro. Lá prevalecem os argumentos políticos, que não são necessariamente técnicos nem correntes. Mas é particularmente revelador o que acontece em instituições que devem ser norteadas por viés técnico, como o Ministério Público e o Judiciário.

A eleição na PGR, que resultou na escolha da nova Procuradora Geral da República, mostrou que a divisão do MPF é quase a mesma do Congresso. De um lado eram colocados os “governistas” e, de outro, os “antigovernistas”.

Esse tipo de rótulo alcançou o Judiciário bem antes, no julgamento pelo TSE do processo de cassação da chapa Dilma-Temer. Pior é que agora faz-se o mesmo tipo de avaliação em relação ao Supremo Tribunal Federal. No STF chega-se a apelidar as turmas, ou câmaras.

A 2ª turma, a que determinou o afastamento de Aécio Neves do mandato, é conhecida como “Câmara de gás”, já que de lá ninguém escapa. Por seu laod, a 1ª turma é conhecida como “Jardim do Éden” – quase um paraíso, de onde todo mundo escapa na maior felicidade.

A crise institucional, claro, também alcança o Executivo, ainda que este seja o Poder com (digamos) um único lado. Vale lembrar, o confronto entre o presidente Temer e o Procurador Rodrigo Janot foi aberto: denúncia de um lado, pedido de suspeição do outro. Coisa nunca vista.

 

Afastamento de parlamentar: STF decide dia 11

Na avaliação do ex-ministro Carlos Veloso, o Supremo é o legítimo Poder Moderador, capaz de contornar as crises sem muitos desassossegos. Mas a divisão interna do STF vai vendo fragilizada esse papel.

No próximo dia 11 o Supremo terá a chance de fazer valer esse seu poder tão particular. Nesse dia, a Corte vai julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que pede que o tribunal considere a possibilidade de o Congresso rever, em até 24 horas, qualquer medida cautelar diversa da prisão imposta a deputados e senadores, como suspensão do mandato e recolhimento domiciliar.

Oficialmente, não tem nada a ver com Aécio Neves. Mas o que for decidido valerá como indicador para os senadores – e para o caso Aécio. As avaliações é que o placar será apertadíssimo. Deve ser um voto de vantagem, para um lado ou para outro. Nas bolsas de apostas, o resultado que deve prevalecer é o que favorece os senadores.

Oposição busca um candidato ao Karnak


Firmino Filho e Wellington Dias: nomes que podem (ou não) se enfrentar na disputa pelo Karnak em 2018

 

Na corrida para 2018, o que não falta é candidato ao Senado, no lago governista e no oposicionista. E faltam nomes para a disputa pelo Palácio de Karnak. A oposição tem uma lista de possibilidades, mas nenhuma concretude até agora.

Que o governo só tenha um candidato ao Karnak é natural: o governador do momento tem a óbvia preferência, ainda mais no caso de um Wellington Dias (PT) que vem sabendo construir uma boa base de apoio com esse compromisso de apoio à reeleição. Mas na oposição há até nomes sonhados, mas nada vislumbra uma alternativa razoavelmente desenhada.

Os oposicionistas têm uma clara preferência: o prefeito Firmino Filho (PSDB), que poderia construir uma base ampla a partir de um racha na aliança governista. Mas Firmino tem dado sinais desencontrados, ainda que a maioria seja no sentido de que não será candidato. E – pasmem! –, chegou a dizer que não teria constrangimentos em votar em Wellington Dias. Isso mesmo: o nome sonhado pela oposição lança confetes no chefe do governo.

Diante de uma real possibilidade de não ver Firmino candidato, a oposição busca alternativas. Pensa em um não-político (por exemplo, um empresário) que nunca aparece. Pensa também em João Vicente Claudino, que está a meio caminho de voltar ao PTB. Na prática, isso pode significar mais um aliado governista. Norberto Campelo (Podemos) ensaia os primeiros passos políticos, sem ainda arrebatar paixões. E Freitas Neto, filiado ao PSDB mas sem estar preso ao tucanato, se coloca como alternativa. Freitas Recebe elogios de meio mundo. Mas nenhum apoio pra valer – pelo menos por enquanto.

O deputado estadual Dr. Pessoa (PSD) se oferece e busca legenda para acomodar-se – já que o seu partido é governista até a medula. A oferta, também, não causa grandes ressonâncias. Mas vale notar: é cada vez maior o número de oposicionistas que começam a tomar o nome do Dr. Pessoa como alternativa concreta.

É a história do “não tem tu, vai tu mesmo”.

 

Oposição precisa de um palanque

A oposição deseja sim, um candidato forte. Mais que desejar, precisa! E precisa para ter um palanque que garanta discurso e transfira competitividade aos candidatos a deputado e também aos que pretendem disputar o Senado.

Certo desse desejo, o ex-governador Freitas Neto avalia que, inevitavelmente, vai surgir um movimento dos oposicionistas em torno de um candidato forte. Ele acredita que a enorme barca arranjada pelo governador Wellington Dias (PT) pode fazer água. E a oposição passa a ter a chance de recolher boa parte dos náufragos (ou descontentes) da arca governista. Aí surgiria o tal movimento.

No governo e oposição, sobram candidatos ao Senado


Wilson Martins e Ciro Nogueira: dois dos muitos nomes vinculados à disputa pelo Senado, em 2018

 

Enquanto a oposição busca um nome que gere apoio amplo e traga a possibilidade real de competição pelo governo do Estado, para o Senado não faltam opções. Nem no governo e nem entre os oposicionistas.

O fenômeno é compreensível. Primeiro, porque o governador com assento no Karnak pode pleitear a reeleição, o que desanima a concorrência pelo governo: concorrer contra a máquina é difícil. Ao mesmo tempo, para o Senado são duas vagas em disputa, o que aumenta a crença de que o projeto de uma cadeira na Câmara Alta fica mais fácil.

No governo, há um entendimento de que Ciro Nogueira (PP) é candidato natural, da mesma forma que Wellington Dias, na corrida para o Karnak. Mas esse entendimento vale dentro da crença – às vezes colocada em dúvida – de que Ciro realmente permanecerá no governo. Para a segunda vaga, no entanto, há pelo menos mais três nomes.

Regina Souza (PT) reafirma (com o repetido apoio de correligionários) que tem direito a pleitear a reeleição. Esse direito é questionado. Mas, independente dele ser ou não assegurado, outros nomes se colocam como candidatos ao Senado na ala governista. No PDT, Flávio Nogueira diz que vai ele próprio disputar uma vaga na Câmara Alta. No PSD, o deputado Júlio César diz que também é candidato. E ainda há quem fale (agora menos que antes) no nome de João Vicente Claudino (a caminho do PTB) e até de Firmino Filho (PSDB) – o que é categoricamente negado pelos tucanos próximos ao prefeito.

Na oposição, há pelo menos outros quatro nomes, com destaque para dois. O ex-governador Wilson Martins (PSB) anuncia aos quatro ventos que vai disputar o Senado, sim. Anda pelo interior anunciando essa intenção. O mesmo faz o deputado estadual Robert Rios, atualmente no governista PDT e em busca de uma sigla oposicionista. Robert já disse que não tem interesse em disputar vaga de deputado. É Senador ou nada!

Outros nomes que se colocam como alternativas são Jesus Rodrigues (PSOL) e Walter Rebelo, recém filiado ao PSC. No caso de Jesus, é uma oposição que não se junta ao bloco de Wilson e Robert, posicionado-se num espectro ideologicamente bem à esquerda. Quanto a Rebelo, é uma candidatura que parte de um projeto próprio. E que bem pode ser oposição, assim como embarcar na barca do governo.

Para o Karnak, faltam nomes

Às 12h, você vai ver aqui um comentário sobre as (poucas) opções da oposição para a disputa do Karnak.

Freitas Neto aceita ser candidato, mas ‘por um movimento’


Freitas Neto:defesa de um movimento que trace um novo caminho para o Piauí

 

O ex-senador e ex-governador Freitas Neto disse que coloca seu nome à disposição para uma possível candidatura ao governo do Estado, em 2018. Mas ressalta que não quer ser candidato de si mesmo, sequer de um partido isoladamente. Aceitar disputar o governo desde que dentro de um movimento que busque novos caminhos para o Estado.

Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo na Rádio Cidade Verde, Freitas advertiu para a realidade do Estado, onde a querelas políticas vêm se sobrepondo às discussões da gestão pública. Ele diz que, “se for verdade o que a gente ouve” sobre a realidade financeira do Piauí, o governo vive uma situação crítica.

Freitas Neto entende que, se os dados estiverem corretos, o Piauí vai “no rumo de transformar em um novo Rio de Janeiro”, onde o governo simplesmente quebrou. O ex-senador faz elogios pessoais ao governador Wellington Dias (PT), mas acredita que a política está dominando a gestão.

O ex-governador defende a formação de um movimento que direciona o Piauí para um novo rumo. E coloca o seu nome à disposição. Também lança um atrativo: se for candidato, seria para um único mandato, sem possibilidade de pleitear a reeleição.

Freitas Neto foi questionado sobre o apoio que estaria recebendo do PSDB (partido ao qual é filiado) nesse pleito. “Não tenho conversado com o PSDB”, disse, reafirmando a necessidade de um movimento nas oposição. Reconheceu que não há nesse momento esse movimento, mas acredita que poderá surgir naturalmente. Quanto ao PSDB, reconhece que o partido precisa decidir para onde vai, já que se mantém “em cima do muro”, um problema histórico dos tucanos.

 

Desgaste da classe política

Freitas Neto também falou sobre o desgaste da classe política e da crise institucional gerada pela decisão do Supremo Tribunal Federal de afastar Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato. Ele vê essa crise mais como reflexo do “espírito de corpo” dos senadores, preocupados na auto-proteção. E critica a omissão do Congresso em legislar e à Judicialização da política, o que obriga o Supremo a decidir temas que poderiam ser resolvidos pelos congressistas.

Freitas diz que o Congresso deixou, mais uma vez, de fazer a reforma que precisava. Com isso, continua a vigorar o sistema que encarece as campanhas e facilita as práticas de corrupção.

Para ouvir a entrevista completa de Freitas Neto ao Acorda Piauí, acesse o link abaixo.

 

Compra de voto é a regra das eleições, diz João de Deus


Deputado João de Deus: críticas à reforma que não mudou praticamente nada no sistema político brasileiro

 

O deputado João de Deus (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa, criticou duramente a reforma política que está sendo feita no Congresso. Segundo ele, as mudanças não ajudam a melhorar o sistema – talvez até piore. E adverte que, como está, o modelo brasileiro não contribui para estimular novas práticas.

Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo na Rádio Cidade Verde, João de Deus chega a dizer que, pelas regras vigentes, o sistema favorece o poder econômico, com eleições onde a regra é a compra de voto. Nesse ponto, o deputado enfatiza as críticas ao sistema brasileiro, que é único no mundo. E chega a indagar: será que nós estamos certos e o resto do mundo errado?

Um dos pontos mais criticados pelo deputado petista foi a extrema fragmentação partidária existente no Brasil, com quase 30 partidos compondo o Congresso Nacional. Ele acha que essa fragmentação é uma das responsáveis pela dificuldade de aprovação de uma reforma real. Lembra que sempre se fala que o modelo está falido e que a reforma é necessária, mas que na hora de sentar e negociar, não se chega a um entendimento porque cada um "olha para o próprio umbigo".

João de Deus não se furta em afirma que boa parte dos partidos existentes fori criada para viabilizar dinheiro para seus dirigentes. Daí, defende a cláusula de barreira como um recurso importante no sentido de reduzir o número de siglas. Mas acha que ela deveria vigorar já a partir de 2018 (o que foi aprovado até agora prevê a cláusula de desempenho apenas para 2020).

O líder do governo também falou da situação política no Piauí, particularmente a ampla aliança montada em torno do governo Wellington Dias, unindo partidos com matizes ideológicos muito distintos. João de Deus afirma que não nem como cobrar ideologia dos partidos no cenário brasileiro atual.

Para ouvir a entrevista completa do deputado João de Deus, acesse o arquivo no link abaixo.

 

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