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Planalto fica atento à eleição no Congresso para evitar problemas em 2017

Em tempos de instabilidade política e econômica, o Brasil (e particularmente o Palácio do Planalto) olha com atenção o processo de eleição dos novos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. O que era para ser um processo tranqüilo, tem aqui e ali a ameaça de mudança de roteiro – com potencial para se tornar um complicador a mais na grave crise nacional.

Até agora, o governo de Michel Temer não tem sofrido sobressaltos no Congresso, aprovando o que realmentre deseja. Não é para menos: na prática, o período Temer pode ser considerado um “semi-parlamentarismo”, tamanha a presença e a força dos grupos parlamentares na composição ministerial. É essa força que tem garantido a tranqüilidade na tramitação de matérias de interesse do Planalto. E Temer deseja manter assim.

Mas há ruídos no processo de eleição dos novos dirigentes das duas casas legislativas. No Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) há muito é tido como favoritíssimo. Há, porém, dois novos ingredientes que podem criar problemas. O primeiro, o temor de que o senador seja engolfado pela Lava Jato, criando problemas institucionais. O segundo, a oposição de Renan Calheiros ao seu nome, o que está levando o atual presidente da casa a ensaiar uma aliança com a oposição.

Para muitos, essa aliança não terá êxito. Primeiro porque falta número: sem apoio, o movimento se esvazia. Segundo, porque Renan quer mesmo só criar alguma dificuldade para colher facilidades – e um acerto seria só questão de tempo.

No caso da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem as bênçãos do Planalto (e particularmente de seu sogro, Moreira Franco) para seguir na cadeira. Depende, primeiro, do aval jurídico: pode ou não pode concorrer à reeleição, dentro de um mesmo mandato? Depois, depende da acomodação do chamado Centrão, que se acha merecedor do posto, pela fidelidade ao governo.

Por via das dúvidas, o Planalto se esforça para evitar divisões que quebrem a fortaleza parlamentar do governo, tão necessária à estabilidade sonhada para a travessia de 2017. Como se sabe, os presidentes da Câmara e Senado não fundamentais para a agenda política e econômica. Quando aliados, fazem tudo correr bem para o governo; quando distantes, criam problemas sérios, como bem mostrou Eduardo Cunha na relação com Dilma Rouseaff.

O governo Temer quer tudo, menos um Eduardo Cunha em sua vida já bastante tumultuada.
 


Rena  e Temer: afinados ou em conflito, impacto sobre a agenda política de 2017

 

PT busca mudança para se reencontrar com sua própria história


Lula, de novo presidente do PT, com a tarefa de reagluticar o partido

O desfecho da renovação dos mandatos nos diretórios (municipais, estaduais e nacional) do PT estava marcado para novembro. Mas tudo foi antecipado e o novo comando nacional da sigla acontecerá no início de abril. A antecipação tem a ver com a necessidade do PT estabelecer uma reorganização, reorientação e renovação partidária. “O grande desafio é retomar o lugar político do partido”, diz a senadora Regina Souza, presidente do PT no Piauí.

O entendimento de grande parte das lideranças petistas é que o partido precisa se reencontra com sua própria história. Reconhece-se que o PT errou muito, sobretudo ao focar no governo e relaxar na relação dom o movimento social. Mesmo diante dos erros, Regina acrescenta: “O partido foi massacrado”, como se responsável solitário por práticas equivocadas na política brasileira.

No âmbito nacional, a “renovação” deve colocar Lula outra vez na presidência do partido, como liderança aglutinadora em momento tão complicado. E, como estratégia de multiplicação das ações partidárias, o PT deve criar cinco vice-presidenciais regionais. Nos estados, esse papel cabe aos diretores regionais – no Piauí, são 18.

O novo comando estadual ainda não está definido. Certo mesmo é que Regina não fica. Ela já teve seis mandatos (não consecutivos) à frente do partido e acha que outros devem tomar o leme. Quem será, ela nem imagina. “Depende da escolha dos delegados municipais”, diz. E aí começa a guerra, embora a palavra do governador Wellington Dias tenha peso muito especial.

O cronograma da renovação de diretórios é a seguinte: dia 12 de março, votação direta dos filiados escolhe os dirigentes municipais e os delegados que vão para o congresso estadual, marcado para 27 do mesmo mês. Daí sairão os delegados que participarão do 6º Congresso nacional, no início de abril.

A senadora acredita que o inferno astral particular está conseguindo reaglutinar os petistas. Para ela, o processo do impeachment foi claro quanto a isso: no sufoco – e sem receber em conta a pouca atenção de Dilma enquanto presidente –, os movimentos sociais foram a sustentação do discurso contra a troca de comando no Planalto.

As mudanças neste início de ano – afirma Regina – pretendem resgatar o PT das ruas. E fazer as pazes com a história do partido.

O Congresso Nacional é mesmo a cara do Brasil?

Qualquer pesquisa constata: os políticos estão muito mal na fita, com baixíssimo índice de confiança entre os cidadãos. Escândalos de corrupção e episódios como a Operação Lava Jato lançam mais sombras sobre essa percepção. Há uma sensação generalizada de que todo político é ladrão – um jeito simplista de ver as coisas. Essa discussão traz o questionamento: afinal, o Congresso é a cara do Brasil? Ou está muito longe disso?

Qualquer apressado tomaria a segunda opção como resposta. Mas não é tão simples assim. E há nesse debate pelo menos duas obviedades – e não confluentes.

A primeira: uma parte nada desprezível do Congresso tem se lixado para os compromissos com o cidadão e com o país. Os interesses pessoais prevalecem – e sequer cuidados elementares (por exemplo, os gastos da verba indenizatória) são tomados no sentido de dar uma mínima satisfação ao digníssimo contribuinte, ainda mais em momento tão crítico da Nação. E esse comportamento ajuda nos enormes índices de rejeição da política.

A segunda: sim, os políticos são eleitos pelo voto, portanto são representantes da sociedade. Daí, é muito razoável dizer que o Congresso – sempre tão mal avaliado país afora – é, para o bem e para o mal, a cara desse mesmo país. Lá há representantes de todos os segmentos. Para ficar em dois exemplos: lá tem o Jean Wylys (PSOL) e o Jair Bolsonaro (PSC). Cada um representa muito bem o segmento pelo qual foi eleito. Os seguidores de Wylys acham que ele faz um bom trabalho; e os de Bolsonaro, idem. E um segmento condena visceralmente o representante do outro.

Outra obviedade: o cidadão não cuida de sua representação. As pesquisas mostram que a maioria não sabe em quem votou para deputado, evidenciando o pouco caso com a formação do Congresso. O sistema de distritos enormes – cada estado é um distrito – ajuda nessa amnésia. Mas muitos eleitores dão sua contribuição, fazendo escolhas com pouco critério, elegendo representantes por pura galhofa ou, pior, vendendo o voto. Cá pra nós: vender o voto é uma forma de legitimar tudo o que o representante possa fazer.

Assim, podemos dizer que muitos congressistas fazem pouco caso do eleitor e do voto que receberam. Mas muitos eleitores fazem menos caso ainda do candidato que escolheram. E fica aí esse Congresso, tão achincalhado, mas com um jeitão bem próprio desse enorme e diverso Brasil.


Congresso Nacional: um jeito bem brasileiro de ser

 

O Congresso se divorciou da cidadania, diz senadora Regina Souza

O Congresso Nacional terá, em 2017, muitos desafios. Mas a senadora Regina Souza (PT) aponta dois como os principais. Um, de natureza objetiva, é discutir a reforma da previdência. Outro, mais associado à essencial do Parlamentar, é se reinventar enquanto instituição de representação política. Regina tem claro: no ano passado, o Congresso se divorciou da cidadania, virando as costas para as questões populares e furtando-se ao debate como na PEC dos gastos.

Para a senadora, 2016 foi um ano absolutamente atípico, nas ruas e no Congresso. “Foram aprovadas (no Congresso) coisas absurdas”, diz ela, fazendo uma lista em que destaca as mudanças sobre a exploração do Pré-Sal. Na avaliação de Regina Souza, o Congresso se entregou às multinacionais ao mudar as regras de exploração do Pré-Sal, que "está passando às mãos" de grandes petroleiras estrangeiras.

Agora, Regina torce para que o mesmo não ocorra no caso da Reforma da Previdência. Ela entende que uma reforma nas regras é necessária e urgente, mas avalia que a proposta que está sendo desenhada é muito nociva aos trabalhadores. “É uma matéria que atinge todos e tem que ser amplamente discutida, debatida com a sociedade”, defende.

Nesse contexto, acredita que o Parlamento brasileiro precisa ser mais aberto, dialogando com a cidadania, diferente do que teria ocorrido no ano passado. “Tem coisa aprovada que o cidadão só vai saber mesmo quando sofrer os efeitos, como na emenda constitucional que limitou os gastos públicos”, diz.

É nesse sentido que Regina Souza é categórica ao afirmar que o Congresso precisa se reinventar. Traduzindo do “reginês”: o Congresso não pode ser uma bolha que funciona à margem da vida real do país. Se assim for, agrava ainda mais a crise de legitimidade que enfrenta.


Regina Souza critica o Congresso e acha que Parlamento deve se reinventar

Escritor paulista faz livro sobre importância de Petrônio na redemocratização


Petrônio Portella, em foto no Senado: articulador político da redemocratização

 

O futuro parecia promissor, inclusive apontando para a possibilidade de disputar a presidência da República. Mas naquele 6 de janeiro de 1980, há exatos 37 anos, o sonho se desfez: um brutal ataque cardíaco tratado com certo relaxamento tirou a vida de um dos mais talentosos políticos brasileiros da segunda metade do século XX. Petrônio Portella Nunes perdeu a vida aos 54 anos, quando ocupava o ministério da Justiça.

Foram menos de dez meses como ministro, mas o suficiente para Petrônio articular duas mudanças fundamentais para a volta do Brasil à democracia: a Lei de Anistia, que serenava os ânimos e trazia de voltas os exilados; e a reforma no sistema partidário, que rompeu as amarras do bipartidarismo e abriu o país para a diversidade ideológica do multipartidarismo. Petrônio foi uma das figuras centrais na redemocratização brasileira, desde o início do governo Ernesto Geisel (1974-1979), junto com o próprio presidente e o ministro Golbery da Costa e Silva. Com assento no Senado, era o avalista político de toda a articulação.

O papel de Petrônio Portella está sendo resgatado por Luís Mir, escritor paulista de envergadura. Mir tem livros importantes sobre a vida política brasileira: A Revolução Impossível (sobre a luta armada da esquerda pós-1964), Guerra Civil (sobre a violência brasileira) e O Paciente (sobre o caso Tancredo Neves), entre outros. Agora está desenvolvendo projeto editorial sobre Petrônio. Mir carrega na bagagem uma ampla pesquisa, incluindo documentos diplomáticos da Europa e Estados Unidos que mostram o cuidado e decidido trabalho de Petrônio Portella no diálogo com instituições de referência e com os próprios exilados.

Ao abraçar esse grande trabalho, Mir coloca no devido lugar histórico a figura desse piauiense que foi deputado estadual, prefeito de Teresina, governador, senador, ministro e articulador fundamental da redemocratização brasileira.  Petrônio Portella era tão fundamental que sua morte, menos de dez meses depois de assumir o ministério, deixou um vácuo enorme, tão grande que seu sucesso, Ibrahim Abi-Ackel, quase eixa a redemocratização ir pelo ralo. Sem a liderança de Petrônio, a ultradireita recobrou fôlego, sonhou com o recrudescimento político, promoveu atentados a bancas de jornais e explodiu uma bomba (no próprio colo) dentro do Riocentro.

Felizmente, a semente plantada foi mais forte, frutificou e a democracia se estabeleceu. Luis Mir se debruça sobre esse riquíssimo material, uma página importante da história do Brasil que leva a assinatura de Petrônio Portella Nunes.

 

Deputada Iracema Portella, a herdeira de uma família com história

A família Portella teve importantes representantes na vida política piauiense - e brasileira também. Petrônio foi o que ganhou mais projeção, desde estudante no Rio de Janeiro. Chegou a presidente do Senado, Casa que recebeu seus irmãos Lucídio e Elói Portela. E ainda um sobrinho-neto-afim, o senador Ciroi Nogueira, casado com a deputada Iracema Portella. Iracema é filha de Lucídio, que foi vice-governador e governador do Piauí.

Ela não esconde o orgulho da história familiar: "Meu tio foi um dos maiores estadistas que o Brasil já teve. Ele sempre foi um homem do diálogo, um político que acreditava na democracia e a defendia de todas as formas", destaca. Lembra o papel que ele desempenhou na redemocratização, amparado sobretudo no "excelente trânsito que tinha em todas as esferas, característica dos grandes políticos".

Hoje a deputada é a herdeira dessa família que tem política nas veias. A própria Iracema mostra a mesma inquietude do pai e do tio mais famoso. Ela, que já está no segundo mandato na Câmara Federal, muitas vezes é associada a voos mais altos, em um futuro não tão distante.


Iracema, a herdeira dos Portella na política

 

O palhaço Tiririca pode explicar o que é ser um bom deputado?

Uma coisa é certa: os políticos andam em baixa. E a frase “eles não me representam” ganhou eco nos últimos anos, ressonando de forma mais forte na eleição passada, quando a abstenção alcançou níveis nunca vistos, assim como os votos nulos e brancos. O descrédito coloca o Congresso e os partidos entre as instituições com menos prestígio popular. Tal situação gera a pergunta: o que é ser um bom político? Ou, olhando o Congresso, o que vem a ser exatamente um bom parlamentar?

A pergunta deve ser posta à mesa, outra vez, quando dados da Câmara dos Deputados revelam o comportamento do deputado Tiririca (PR-SP), o palhaço profissional que chega à metade do seu segundo mandato, amparado em extraordinárias votações. Segundo levantamento desses seis anos no Congresso, Tiririca não faltou um único dia sequer dos 612 em que aconteceram sessões. Também é muito presente na Comissão Técnica da qual é membro - a que cuida da Educação e Cultura. Em compensação, nunca fez um único discurso. Presença e silêncio, 100%.

Quem esperou ouvir a voz do palhaço-deputado teve que esperar o sexto ano de mandato do parlamentar. E foi uma fala curta, de apenas nove palavras. “Senhor presidente, pelo meu país, meu voto é sim”, disse seguro e sem gracejo, dia 17 de abril de 2016, quando a Câmara votou o impeachment de Dilma Rousseaff. Curioso é que não são poucos os que consideram positivamente surpreendente a atuação de Tiririca.

E aí se multiplicam as perguntas: bom parlamentar é o sempre presente? É o que mais discursa? É o que mais apresenta propostas? É o que mais está nas ruas com o eleitor (portanto, longe do plenário)?

Creio que a resposta não é simples. Depende muito da sensibilidade e dos compromissos de cada parlamentar. E até da situação desse parlamentar. Aqui vale olhar um exemplo: Ulisses Guimarães. Quando líder da oposição, Ulisses fez das ruas seu campo de luta – e ajudou a redemocratizar o País. Depois, como presidente da Constituinte, comandava sessões de cinco, seis, sete horas sem desapear da mesa – e ajudou a parir a Constituição Cidadã. Ele foi excelente parlamentar nos dois modelos, atento ao seu tempo, ao lugar que ocupava e às suas convicções.

O parlamentar que joga apenas para as estatísticas – mais projetos; mais discursos; menos ausências etc – certamente entra nos registros da mídia de hoje. Mas não passa muito disso. Tiririca está nas estatísticas: mais votado, menos ausente... Fora isso, não acrescenta tanto. Possivelmente nem quem votou nele leva em conta tais dados.

O caso de Ulisses talvez traduza bem o papel do bom parlamentar: precisa estar atento às demandas do País, sensível ao apelo e necessidade popular. Aí, talvez, esteja a principal deficiência de uma parte significativa do mundo político: ser sensível aos apelos populares; responder às demandas da nação. Quando isto acontece, a frade “ele não me representa” não representa nada.

Tiririca, no dia da votação do impreachment: nove palavras na única fala em seis anos

João Henrique vai usar estratégia que deu certo com Wilson

Quando iniciar, no próximo dia 15 de janeiro, uma série de eventos pelo interior do Estado voltado para a viabilização de uma candidatura própria ao Palácio de Karnak, o ex-ministro João Henrique Sousa adota uma estratégia já usada por outros postulantes ao governo. Com resultados diversos.

O caso mais vistoso é de Wilson Martins (PSB), que fez uma série de ações pelo estado e conseguiu, com êxito, pavimentar o caminho até o Karnak. Mas há ainda o caso de Hugo Napoleão (então PFL), entre o final de 1997 e maio de 98; e o de Marcelo Castro (PMDB), em 2014. Tanto Hugo quanto Marcelo cresceram com a ação, mas foram atropelados por outros fatores.

A estratégia de João Henrique tem razões bem objetivas. Ela visa mobilizar as bases do PMDB, reaproximar-se das lideranças e criar fatos que justifiquem a badalação do seu nome, na medida em que gera oportunidades para a cobertura midiática e envolvimento através das redes sociais.  

A situação do presidente nacional do SESI é algo semelhante à de Hugo Napoleão, em 1997-1998, com o chamado “Abraça Piauí”. Através do “Abraça”, Hugo “redescobria” o Piauí e reencontrava as lideranças locais. E, em uma época sem redes sociais, entregava-se às entrevistas no rádio, dominando cenário midiático do interior.

Mas João Henrique certamente deve ter em mente o êxito de Wilson Martins, que em 13 meses – janeiro de 2009 a fevereiro de 2010 – realizou 21 eventos no interior e dois outros em Teresina. Wilson animou lideranças, agregou apoios e tornou-se candidato, mesmo sem ser, no princípio, o nome preferido das forças que compunham o governo de então.

Para a empreitada que começa dia 15 e a intenção de se viabilizar sua candidato, João Henrique desembarcar com a credencial de amigo muito próximo do presidente Michel Temer. Não é pouca coisa. Mas o ex-ministro sabe que a trajetória não é tão simples. O cenário político estadual tem a referência primeira em Wellington Dias (PT), que parte com larga vantagem. Além disso, o ex-ministro precisa conquistar o coração de seu próprio partido, o PMDB.

Os deputados Themístocles Filho e Marcelo Castro, principais lideranças no PMDB piauiense, comungam de uma outra convicção: trabalham mais na perspectiva de uma boa aliança que da candidatura própria. Para mudarem de opinião, precisarão enxergar um cenário muito mais favorável ao PMDB, como cabeça de chapa. Coisa que não vislumbram no horizonte.

A intenção de João Henrique com sua caravana será, precisamente, criar esse novo cenário. E contagiar seus correligionários.

Presidente Michel Temer, com João Henrique: trunfo na corrida para 2018?

Governo aposta em 2017 como divisor de água para turismo do Piauí

O desafio não é pequeno, mas o governo do Estado quer transformar o ano de 2017 em um divisor de águas para o turismo do Piauí, setor de grandes possibilidades ainda não concretizadas. A convicção na mudança de rumo, abraçada pelo Secretário de Turismo Flávio Nogueira Júnior, começa com a conclusão de três obras de referências – em Teresina, Barra Grande e no Parque da Serra da Capivara. E também no desenvolvimento de uma ação específica para a Grande Teresina.

Flávio Júnior ainda comemora os resultados da passagem do ano no litoral, que considera muito positiva para turistas e aqueles que vivem dessa indústria. Quando às obras, aposta na conclusão das três até a metade do ano.

A mais simbólica dessas ações é a reforma (de fato, reconstrução) do Centro de Convenções de Teresina. O investimento é de cerca de R$ 25 milhões, resultando em um espaço com um auditório principal com 1.200 lugares e mais cinco auditórios menores com capacidade entre 80 e 100 lugares. Além disso, contará com 400 vagas de estacionamento.

Em Barra Grande, Flávio Júnior espera concluir ainda no primeiro trimestre o Terminal  Turístico. Junto, implantará uma linha ligando o Terminal ao  núcleo urbano, evitando a entrada de veículos, nos moldes de Jericoacoara. O investimento é de R$ 900 mil, recursos do próprio Estado.

Já na Serra da Capivara, o secretário quer entregar até julho a urbanização da entrada do parque, com quiosques e banheiros. “Todas essas obras ampliam as possibilidades em três áreas fundamentais para o turismo piauiense. No caso do Centro de Convenções, abre novas oportunidades para nossa capital como destino de grandes eventos”, diz.

Para completar, ele diz que está sendo desenhado um projeto para fortalecimento do turismo no entorno da capital piauiense, especialmente nas cidades da Grande Teresina. “Estamos trabalhando para transformar este ano em um divisor de águas para nosso turismo”, afirma.

Vale a pena conferir.

Flávio Nogueira Jr, aposta alta no turismo piauiense em 2017

Com 4,7 graus, terremoto sentido em Teresina é bem acima da média

Os dados preliminares do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) apontam um padrão pouco comum para o tremor sísmico ocorrido nesta manhã no Piauí e Maranhão, sentido com bastante intensidade em Teresina. Os cálculos iniciais apontam para um terremoto de 4,7 graus na escala Richter, considerado “bastante alto” para os padrões desse tipo de ocorrência no Brasil, conforme o sismólogo Marcelo Rocha, pesquisador da UnB.

Basta ver os próprios dados do Observaório da Universidade de Brasília: dos últimos cinco importantes registros sísmicos no Brasil, os dois de maior intensidade ocorreram no final do ano, ambos com epicentro no estado do Amazonas. Maior deles teve o centro de intensidade na cidade de Presidente Figueiredo, dia 27 de novembro. O tremor, resultante de acomodação de placas tectônicas, chegou a 3,4 graus na escala Richter. O segundo maior, nas proximidades de Borba, dia 1° de dezembro passado, chegou a 3,3 graus. As conseqüências não foram significativas, já que em áreas pouco habitadas e sem grandes edificações.

A terceira maior ocorrência foi na região de João Câmara (*RN), chegando a 2,1 graus, seguida do abalo de 1,7 em Matias Cardoso (MG), em 26 de novembro; e do tremor de 1,6 graus em Montes Claro (MG), dia 25 de novembro.

O terremoto sentido em Teresina está mais um grau acima do maior entre as últimas cinco ocorrências, rompendo um padrão para esse tipo de fenômeno no Brasil.

 

Intensidade dos 5 últimos terremotos no Brasil

Cidade

Estado

Data

Profundidade  (km)

Magnitude

João Câmara

RN

12/12/16

10

2.1

Borba

AM

01/12/16

5

3.3

Pres. Figueiredo

AM

27/11/16

10

3.4

Matias Cardoso

MG

26/11/16

5

1.7

Montes Claros

MG

25/11/16

5

1.6

FONTE: Observatório da UNB

Ciro insiste em atrair Silvio Mendes, de olho nas eleições de 2018

A possibilidade de filiação do ex-prefeito Silvio Mendes ao PP deu uma certa pausa na mídia, e até já era vista por alguns como superada. Mas segue muito viva nas conversas políticas, especialmente entre o outra vez secretário de Saúde de Teresina e o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira. A última vez que Ciro e Silvio estiveram junto foi no dia 23 de dezembro, em uma longa e cordial conversa, e certamente não foi só para falar de Papai Noel e refestelar-se com panetone.

Questionado sobre o assunto, o presidente estadual do PP, deputado Júlio Arcoverde pede tempo: “Me dê um prazo até o dia 31 de janeiro. Depois a gente conversa”, diz, meio se esquivando do assunto, mas também (ao estabelecer uma data) dando mais concretude à conversação.

A filiação de Silvio Mendes é uma espécie de sonho cirista – e de todo os “populares”. Se Silvio desembarcar no PP, pode ser seguido pelo secretário de Planejamento Washington Bonfim, ou assim imaginam muitos no partido. São dois auxiliares diretos de Firmino Filho, o que leva à leitura óbvia: tudo está sendo feito com o consentimento do prefeito de Teresina. E tudo tem a ver com as próximas eleições, onde Firmino ou Silvio pode ser parte de um plano B do senador.

Quando se avalia o cenário de 2018, uma das primeiras perguntas é: onde estará Ciro Nogueira? O senador tem envergadura política suficiente para mexer no equilíbrio da balança eleitoral e a movimentação do líder do PP é um dos lances mais esperados até 2018.

Os aliados de Ciro dizem que o senador deve mesmo seguir com Wellington Dias (PT) para um novo mandato no Karnak. Mas essa certeza é a certeza da política, que nunca é tão certa assim, especialmente depois que Ciro deixou de ser aliado fundamental de Dilma Rousseff para se tornar o fiel da balança do impeachment. Assim, é bom saber o que senador fará.

Ciro e Firmino estão muito bem afinados, embora o presidente do PP também esteja bem assentado e amplamente contemplado no Karnak. Ciro gostaria de ficar assim, mas sabe da dificuldade de ter Wellington e Firmino no mesmo palanque, sobretudo pelas questões nacionais. Por via das dúvidas, o senador vai aumentando a musculatura política, para ser dono de seu próprio destino. E, para ele, a filiação de Silvio Mendes pode ser uma espécie de anabolizante político, agigantando a musculatura dos populares.

Daí, ter Ciro no palanque em 2018 será uma força extra, com impacto considerável.

Senador Ciro Nogueira, movimentos para ganhar mais musculatura política

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