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Hebe: Filho e sobrinho vão ficar com herança

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Hebe se foi há pouco mais de uma semana, mas deixou um patrimônio milionário que será administrado por apenas duas pessoas. Ao que tudo indica, a herança da apresentadora será partilhada entre seu único filho, Marcello de Camargo Capuano (à esquerda), e seu sobrinho, Claudio Pessutti (à direita), que foi seu empresário por 17 anos e que ela considerava um filho. 

O destaque do patrimônio de Hebe é a lendária mansão no Morumbi, onde ela realizou as festas mais marcantes de sua vida. O mercado imobiliário estima que o imóvel vale R$ 45 milhões. O terreno tem 7.000 m², dos quais 2.500 m² são de área construída. O sobrinho da apresentadora é que deve cuidar da administração de todos os bens.


Hebe morou 12 anos em sua mansão no Morumbi. Marcello de Camargo, o único filho da apresentadora com seu primeiro marido, o empresário Décio Capuano, ainda não sabe qual o destino do imóvel, mas ressalta que a capelinha construída semanas antes da morte de sua mãe é sagrada.

Mas a família Camargo não possui apenas uma mansão. Marcello de Camargo comprou o casarão ao lado da casa da mãe. Foi nesta festa de inauguração, inclusive, que sumiu parte da coleção de joias da apresentadora. 


Hebe contava que sua casa sempre recebia muita gente em festas com muita música. Com isso, a vizinha se aborrecia e chamava a polícia. Para resolver o problema, a apresentadora contou com uma mãozinha de seu amigo, que era o verdadeiro dono da mansão da vizinha. 

Segundo ela, o amigo não deixou a vizinha renovar o contrato de aluguel, e vendeu a casa para Hebe. No total, o valor da área construída deve passar de R$ 45 milhões. 

Os advogados terão bastante trabalho para medir o patrimônio de Hebe, já que a apresentadora variava bastante seus investimentos. Ao final de 2006, por exemplo, ela arrematou fêmeas de gado da raça sul-africana Simental em um leilão avaliado em R$ 100 mil, à época. 


Hebe também tinha bom gosto para carros e se dizia fã de BMW. O modelo preferido da apresentadora era o Mercedes-Benz S65 AMG, que custa quase R$ 600 mil. Mas nem só de Mercedes vivia Hebe. Ela também dava umas voltinhas em seu Hyunday Vera Cruz 2007. O carro, que também ficou para os herdeiros, passa de R$ 90 mil nos modelos blindados, que era o caso da apresentadora. O Mercedes-Benz S Class 2007, que custa cerca de R$ 395 mil, também ficou de herança para Claudinho e Marcello. 

Hebe tinha uma vasta coleção de joias. Uma das peças de moda mais audaciosas de Hebe não foi uma joia, mas sim uma bolsa. Ela foi vista no evento beneficente Natal do Bem em 2011 exibindo uma bolsa Chanel de cristais Swarovski.


Alguns sites divulgaram que a bolsa era cravejada de diamantes, mas essa informação não é correta. A bolsa custa cerca de R$ 50 mil no Brasil. Ela mereceu cada pedrinha, cada brilho, não é mesmo?!

Sempre atenta aos lançamentos dos mais variados modelos de brilhantes, Hebe Camargo possui um acervo incalculável em seu porta-joias, mas no ano de 2011, após um assalto em sua mansão, a apresentadora teve que mudar hábitos.

Depois do susto, Hebe recorreu a uma instituição financeira para guardar e proteger os seus mimos preferidos. A avaliação dos itens roubados não foi divulgada. A seguir, conheça as peças preferidas pela apresentadora feitas por designers brasileiros

Hebe era verdadeira amiga dos diamantes, rubis, esmeraldas e swarovskis. Possuía inúmeras joias que ela mesma brincava ao dizer que “jamais conseguiria usar todas”

Grande estrela da TV, Hebe Camargo iluminou os nossos olhos com joias milionárias assinadas por variados designers.  Detalhe: a apresentadora costumava pagar suas peças à vista, revelou ao R7 alguns dos joalheiros que ela costumava prestigiar. Também fã de peças simples e baratas, estima-se que a coleção do tesouro de Hebe vale muito mais de R$ 5 milhões

Não é possível estimar com segurança o tamanho da conta bancária de Hebe, mas é sabido que depois de sucessivos cortes em seu salário no SBT, a apresentadora fechou contrato com a Rede TV! para um salário de R$ 500 mil por mês.

Hebe chegou a dizer que a Rede TV! atrasava seus salários. A relação entre as partes azedou neste ano, quando ela se recusou a fazer propaganda dos cartões Visa Bradesco por ter feito merchandising para o banco Cruzeiro do Sul, que precisou "prestar contas" ao Banco Central. Entre merchandising e salários atrasados pela emissora, especula-se que o canal chegou a dever cerca de R$ 3,5 milhões a ela.

Ao que tudo indica, a partilha dos bens de Hebe Camargo não terá a divisão do que pertenceu ao seu ex-marido, o empresário do setor de máquinas Lélio Ravagnani, com quem viveu 25 anos. 

Em 2000, quando ficou viúva, a apresentadora disse que pegou as chaves do imóvel do marido, onde o casal morava, e entregou aos filhos dele. Portanto, apenas os bens de Hebe serão divididos entre os herdeiros

O filho da apresentadora, Marcello de Camargo Capuano, já foi apresentador, mas estuda artes cênicas e também trabalha como ator. Em 2011, assinou contrato com o SBT para a novela Amor e Revolução. Quando foi apresentador, Marcello tinha um programa aos moldes da mãe: entrevistas com musicais. Lucrava com propagandas no palco, mas os negócios não foram adiante

Caso a informação se confirme, o filho de Hebe receberá, no mínimo, metade de toda a riqueza que sua mãe deixou. Isso acontecerá porque Marcello é o que a lei chama de herdeiro necessário, o que lhe garante metade dos bens da herança. Especialistas revelaram mais detalhes da divisão dos bens; veja a seguir

Claudio Pessutti, que foi empresário de Hebe por 17 anos, era chamado por Hebe de "Claudinho", pois ela o considerava um filho. A prova desse afeto está na partilha do patrimônio da apresentadora, da qual parte ficara com ele. Normalmente, Claudinho ficava com 30% do valor dos contratos da estrela

A advogada especialista em Direito de Família e Sucessões, Anna Luiza Ferreira, conta que está previsto no Código Civil que a herança se transmite no momento do falecimento, mas que é formalizada no processo de inventário — procedimento de apuração dos bens, móveis e imóveis de quem morreu.

— Esse processo pode ser judicial ou extrajudicial (quando não há intervenção da justiça), por meio de uma escritura pública. Pode-se optar pela via extrajudicial desde que haja consenso, todos forem maiores de 18 anos, capazes e o morto não tenha deixado testamento. Havendo qualquer das hipóteses, o inventário deve ser realizado no fórum, com a participação de um juiz de direito. A Dra. Anna Luiza Ferreira ressalta que a herança não necessariamente é passada apenas a familiares. 


Segundo ela, a riqueza pode ser deixada por testamento para qualquer pessoa, desde que metade fique aos chamados herdeiros necessários (descendentes, ascendentes e o cônjuge)


Fonte: R7
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