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Duas novas atrações para quem vai ao litoral do Piauí

Foto: Facebook do Engenho Cultural São Francisco

Maior cidade do litoral piauiense, Parnaíba tem potencial para ser o grande polo urbano de quem passeia pela Rota das Emoções. Durante muito tempo, os turistas que iam à região se ressentiam de uma melhor infraestrutura e opções de lazer fora a praia. Alguns restaurantes, cafés, shoppings e o Espaço Cultural Sesc Caixeiral transformaram essa realidade. Nos últimos meses, 2 empreendimentos culturais também ajudaram nesse processo.

Um deles é o Teatro Saraiva. Joaquim Lopes Saraiva nasceu em Floriano, mas o sonho de ter seu espaço cultural surgiu há pouco mais de 10 anos em Parnaíba. Ator e produtor cultural, ele já se movimentava junto aos artistas parnaibanos para transformar o prédio em um espaço confortável e interessante para o público. Com a parceria do Governo do Estado, o lugar passou a ser um Centro Multiuso que possui 5 salas, um teatro para 350 pessoas, café-bar, camarins e acomodação para os artistas que vão se apresentar.

Foto: Divulgação

Inaugurado há pouco mais de 1 mês, o Teatro Saraiva já recebeu o show do cantor Paulo Ricardo pelo Projeto Seis e Meia e a peça “Cinco mulheres por um fio” com a atriz Solange Couto. No hall estão expostas peças de artistas locais.

Um destes é Jackson Lopes, criador do Engenho Cultural São Francisco. O ceramista é mais um que trocou o interior pela proximidade do mar. Nascido em Pedro II, Jackson se formou em Letras e História, mas a paixão pela arte o levou por outros caminhos. Assim, ele produz suas peças em um ambiente de arquitetura única. O local tem 2 casas em estilo colonial, sendo que, uma funciona como ateliê e loja e a outra como museu com peças de diversos artistas piauienses. Para completar, bangalôs construídos com madeira de eucalipto e carnaúba são opção de hospedagem.

Muito mais que praia. Veja o que fazer em Parnaíba

 

Empresa aérea terá menu feito por Ana Maria Braga

Durante todo o mês de maio, o serviço de bordo internacional da Azul terá o tempero especial de Ana Maria Braga. As famosas receitas da apresentadora estarão entre as opções de pratos e sobremesas nas classes econômica e executiva dos voos da Azul com destino aos Estados Unidos e Europa, a bordo das aeronaves Airbus A330. A apresentadora fará o voo de estreia de seu menu e apresentará pessoalmente os pratos aos clientes da companhia em voo para Lisboa.

Para Claudia Fernandes, diretora de Marketing da Azul, essa parceria reforça o conceito que a Azul adota em suas refeições de bordo, que se destacam pelo frescor dos alimentos, preparados diariamente, e o sabor de comida feita em casa. “Estamos muito animados com essa parceria, pois as receitas da Ana Maria representam muito bem o que buscamos oferecer em nosso menu de bordo, além de ser uma personalidade muito querida pelos brasileiros”, diz Claudia.

“Esta semana, recebemos os títulos de Melhor Classe Econômica e Melhor Classe Executiva da América Latina, na premiação Traveller’s Choice do TripAdvisor, que leva em consideração as experiências dos clientes com as companhias aéreas. Esse é um reflexo do cuidado que temos em oferecer um serviço diferenciado e que encanta o cliente”, completa a executiva. A empresa também garantiu, pelo segundo ano consecutivo, o posto de Melhor Companhia Aérea da América Latina na mesma premiação.

“Um desafio alinhar sabores que possam agradar paladares tão distintos em um momento, na maioria das vezes, especial. Tenho a responsabilidade de tornar essas viagens gastronomicamente inesquecíveis”, comenta Ana Maria Braga.

Na classe executiva, os clientes poderão desfrutar de três diferentes opções assinadas por Ana Maria Braga: Insalata de Rúcula com Azeite e Mel para a entrada; Saltimboca alla Romana como prato principal e Torta de Paçoca para a sobremesa. Já na classe econômica, a opção com o toque da apresentadora está no prato principal, um Guisado de Carne com Cenoura.

A Azul busca constantemente inovar em seu serviço de bordo doméstico e internacional. Algumas parcerias fizeram grande sucesso nos voos internacionais, como o menu assinado pelos integrantes do programa MasterChef Brasil; os famosos pratos do restaurante Cacimba, de Fernando de Noronha; ou, ainda, as delícias do Buzina Food Truck. Nos voos domésticos, a Azul sempre oferece snacks e bebidas à vontade e sem custo adicional, mas também inova ao ser a única empresa no país a oferecer um happy hour, com cerveja de graça, em voos no fim da tarde e início da noite.

Os pratos da apresentadora serão servidos nas aeronaves Airbus A330, a maior da frota da Azul e com a cabine mais moderna, confortável e tecnológica do mercado brasileiro. Nela, os clientes usufruem de uma experiência exclusiva em três classes de serviço: Azul Business Class, Economy Xtra e Economy, além do SkySofa, espaço na aeronave em que um grupo de quatro poltronas se transformam em uma cama.

Fonte: Brasilturis

Aventureiros ajudam a conhecer belezas naturais do Piauí

Luca Adventure acampando no sul do Piauí

Passeando pelas redes sociais é possível ver uma infinidade de cachoeiras e riachos lindos pelo Piauí. Isso sem esquecer do Canion do Rio Poty e dos 4 parques nacionais (Serra da Capivara, Sete Cidades, Serra das Confusões e Nascentes do Paraníba) que o estado possui. No entanto, muita gente deixa de conhecer esses encantos por que não tem informações sobre deslocamento, hospedagem, alimentação e outros itens básicos para uma viagem.

Para proporcionar experiências em alguns desses locais que encantam muitos piauienses, aventureiros já acostumados com essas viagens estão montando pequenas empresas que possibilitam conhecer esses destinos.

Um deles é Luciano Uchoa. Conhecido de um programa de TV, estar em recantos naturais únicos no Piauí é um de seus hobbys. Há mais de 20 anos ele percorre todo o estado em aventuras por serras e praias. O empresário faz questão de mencionar outras empresas que já desenvolveram serviço semelhante: “Há 15 anos, me lembro da ‘Conheça o seu quintal’ que já tinha a proposta de levar os piauienses para conhecer esses destinos. Outra muito importante no segmento é a BRZ Adventure, que atua principalmente no litoral e no canion”, conta Luciano.

Luciano percorrendo o Parque Nacional da Serra das Confusões

Através da Luca Adventure, o empresário proporciona as aventuras de 2 maneiras. Uma é através da montagem de pacotes personalizados, pela qual o interessado pode fazer contato e conversar para definir em conjunto a melhor experiência. A segunda opção é o trabalho em eventos. Luciano faz atividades outdoor com os participantes agregando valor aos dias do acontecimento. Além disso, ele é organizador do Desafio Serra dos Matões, uma corrida na natureza que acontece todos os anos em Pedro II nas mesmas datas do Festival de Inverno.

 

Estradas da caatinga: Crato, Barbalha e Missão Velha

 

Outra empresa que aposta na aventura e na adrenalina é a Trip Horizonte Vertical (THV). Ela existe há 2 anos e se define como um clube de aventuras outdoor. O principal foco dela também é em destinos do Piauí. Talvez a atividade mais reconhecida da THV seja o rapel realizado na Ponte Estaiada. No entanto, em seu portfólio ela oferece camping, curso de rapel, pêndulo, remo, slackline, tiro esportivo, entre outros serviços. Da mesma maneira que a Luca Adventure, a Trip também monta pacotes personalizados para alguns destinos. É preciso formar um grupo com pelo menos 6 pessoas e depois disso só definir lugar, atividades e data. Além disso, constantemente são divulgadas atividades abertas no Instagram da empresa.

Pêndulo e remo são algumas das atividades da Trip Horizonte Vertical

Roberto “Allen” é um dos idealizadores da Trip. Ele faz questão de mencionar também o lado social do negócio: “Doadores de sangue e de médula ganham 50% de desconto em atividades urbanas como rapel e pêndulo. Também fazemos a cada 2 meses parcerias com grupos de voluntariado”. Ele também conta que muita gente faz as atividades verticais pela primeira vez e se apaixona, torna-se um aventureiro contumaz.

Estradas da caatinga: Juazeiro do Norte se moderniza sem perder a religiosidade

Vista do Mirante do Horto, aonde está a estátua de Padre Cícero

Hoje é o último texto sobre o Cariri Cearense antes de seguir viagem para o Vale do Rio São Francisco, em Pernambuco. O roteiro termina pela maior cidade da região e a mais identificada com o seu principal personagem. Juazeiro do Norte foi fundada por Padre Cícero em 1911 e hoje é uma cidade moderna com mais de 240 mil habitantes, comércio vigoroso, arranha-céus e muitos serviços de qualidade.

Uma das áreas que mais se desenvolveu foi a gastronomia. Nada de apenas baião de dois, mandioca e paçoca. No bairro Lagoa Seca, o mais abastado de Juazeiro do Norte, é possível encontrar diversos restaurantes na região da Praça La Favorita e na Avenida Plácido Aderaldo Castelo. Frutos do mar, cafés, pizzarias e bares são algumas opções. Locais confortáveis, com bom custo-benefício e cardápio diversificado sem esquecer da regionalidade.

Igreja de Bom Jesus do Horto ainda em construção. Arquitetura moderna que planeja ter uma acústica grandiosa

Mas o principal atrativo da cidade cearense ainda é a religiosidade e a devoção a Padre Cícero. Os principais pontos a serem visitados são as igrejas, os memoriais e museus referentes ao religioso e o mais destacado é a estátua que fica no Mirante do Horto.

Avalia-se que 2 milhões de fiéis se dirigem todos os anos a Juazeiro do Norte. É o 2º maior destino religioso do Brasil, perdendo apenas para Aparecida do Norte em São Paulo. Pouca gente sabe, mas a formação rochosa em que a estátua de 27 metros de Padre Cícero está posta é um dos geossítios do Geopark Araripe. No percurso de quase 3 km que é seguido pelos fiéis em procissão está a parte geomórfica mais recente da chapada e várias edificações ou símbolos católicos que contam a história do Cariri.

Santuário de São Francisco recebe muitos fiéis em procissão

Para completar o conhecimento relacionado a Padre Cícero existem mais 3 pontos na cidade que devem ser visitados. O primeiro é a Capela de Nossa Senhora do Socorro, aonde está enterrado o corpo do sacerdote. Também encontra-se o túmulo da Beata Maria de Araújo, personagem de um dos milagres de Padre Cícero. Ao receber a óstia, esta se transformava em sangue na boca daquela. Outros pontos importantes são o Memorial Padre Cícero, que fica ao lado da Capela, e a casa aonde ele viveu, que fica a poucas quadras dos demais. Cada ponto está repleto de histórias que exigiriam mais uns 5 textos aqui no blog.

Túmulo de Padre Cícero na Capela de Nossa Senhora do Socorro

Para enriquecer ainda mais o roteiro religioso por Juazeiro do Norte, visite a Basílica de Nossa Senhora das Dores, o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, o Santuário São Francisco de Chagas e o Mosteiro de Nossa Senhora da Vitória. Este, inclusive, funciona como hospedagem para quem quer estar em retiro.

Também na região central de Juazeiro do Norte estão 3 atrativos culturais. Um é o Centro de Cultura Popular Mestre Noza, uma espécie de centro de artesanato. No local, além de venderem as peças, os artesãos produzem peças. A principal matéria-prima é a madeira. Bem próximo está o Centro Cultural Banco do Nordeste. Apresentações musicais, exposições, biblioteca e muitas outras opções culturais de artistas de toda a região.

Artesão mostra estilo favela no Centro Cultural

Para fechar o roteiro pelo Cariri com chave de ouro está a Lira Nordestina. Com esse nome poético, ela é uma espécie de gráfica de cordéis. O mais interessante é que a matriz que serve para imprimir as gravuras é feita por artistas na madeira e depois é levada para ser prensada. Não são feitos apenas cordéis, mas diversos outros serviços semelhantes a uma gráfica. No local pode ser comprada tanto a matriz em madeira quanto os produtos em que a arte foi aplicada. A própria história do cordel está na fábrica, um encontro intenso com essa cultura tão marcante da região Nordeste.

Algumas das matrizes da Lira Nordestina

 

Estradas da caatinga: Oeiras, uma das cidades mais importantes da história do Brasil

Estradas da Caatinga: Floriano, uma cidade moderna, religiosa e à beira do Parnaíba

Especial: Encantos do sertão nordestino. Pegando as estradas da caatinga.

Estradas da caatinga: Arredores de Floriano. A 2ª igreja mais antiga do Piauí

Estradas da caatinga: Crato, Barbalha e Missão Velha

 

 

Estradas da caatinga: Crato, Barbalha e Missão Velha

Vista da Floresta Petrificada com seus fósseis e morros

Na última postagem, a viagem chegou ao Cariri Cearense. Das 6 cidades que abrigam os principais pontos turísticos, apresentei Santana do Cariri e Nova Olinda. O desafio que me propus foi deixar para abordar sobre Padre Cícero apenas no final. Por isso, hoje, o destaque ainda será para 3 cidades que ficam no entorno de Juazeiro do Norte.

A primeira delas é Missão Velha. O nome não é coincidência, ela é a mais antiga da região. Faz referência à missão que os padres jesuítas instalaram na área para catequizar os índios Kariri. Um dos atrativos do local, inclusive, é o resquício de uma construção do período. Depois de uma trilha de cerca de 2 km é possível conhecer o local. Destaque para o muro de pedra com peças ainda bem preservadas. A trilha fica no Geossítio Cachoeira da Missão Velha e é bem fácil. Apesar da distância, ela é toda plana. Ao seu lado está uma cachoeira e um pequeno riacho que permite banho e pesca.

Ruínas de antiga missão religiosa que catequizou os índios Kariri

Ainda em Missão Velha, existe o Geossítio Floresta Petrificada. Nele há grande presença de fósseis de árvores, parecidas com as da Floresta Fóssil em Teresina. Estudos apontaram que eram coníferas de grande porte, espécie que hoje é encontrada apenas em lugares frios. O conteúdo fossilizado que está aberto ao público não tem grande validade científica. O que tem já foi retirado para estudo. Por isso, é possível mexer e até brincar com os fósseis que estão no local. Destaque também para as belas paisagens. Como a floresta fica em área particular, é fundamental contratar um guia credenciado para ter acesso.

Idosos pescando e ao fundo a cachoeira que fica à beira da estrada

Entre Missão Velha e Juazeiro do Norte está Barbalha. Esta possui o centro histórico melhor preservado da região e alguns dos pontos da Chapada do Araripe mais interessantes. O passeio é pelas ruas da cidade, conhecendo a história de cada prédio, das igrejas e a importância da festa de Santo Antônio. Esta é chamada de Pau da Bandeira. Tentando simplificar algo que é repleto de significado: no dia do padroeiro é cortado um tronco que foi doado por um fiel. Esse é carregado por vários homens de uma localidade rural até a Matriz de Santo Antônio. Semelhante à festa de Campo Maior, a 85 km de Teresina, as moças vão tocando no pau da bandeira para conseguir um casamento. O percurso tem um caráter bem festivo. Na tradição, muitos consomem bebidas alcoólicas e bandas tradicionais acompanham o cortejo. O ritual é considerado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) patrimônio imaterial do Brasil.

Uma das poucas casas com azulejo importado em Barbalha

Outra instituição que trabalha para preservar a cultura de Barbalha é a Escola de Saberes, que é vinculada à Universidade Regional do Cariri (URCA). Nela são debatidos, estudados e trocados conhecimentos acerca da cultura popular com a finalidade de propagá-los para a comunidade. A escola fica no antigo prédio de Câmara e Cadeia da cidade.

Também em Barbalha está o Geossítio Riacho do Meio onde se encontram algumas nascentes. Além de lavar a alma bebendo um pouco de água límpida direto da natureza, é uma oportunidade de presenciar o Soldadinho do Araripe. Este é um pássaro em extinção que existe na região e fica em áreas de nascente, um dos símbolos regionais. Infelizmente não pude vê-lo, mas segundo meu guia não é tão difícil. É possível vê-lo nos parques aquáticos já que o soldadinho se integra com as pessoas nesses locais. Em Barbalha estão os 2 principais da região: o Arajara Park e o Caldas.

Trilha dentro do Geossítio Riacho do Meio

Para continuar no contato com a natureza, a cidade do Crato reserva mais passeios. No topo da Chapada do Araripe está uma Floresta Nacional. Uma das trilhas mais percorridas, tanto a pé, quanto de bicicleta, passa por dentro da área de proteção. Além do contato com a floresta, existem diversos mirantes que permitem uma visão panorâmica do Crato e dos prédios mais altos de Juazeiro do Norte. Na região cratense ainda estão o Geossítio Riacho do Fundão e Batateiras. Nesses locais é possível conhecer ruínas de engenhos, resquícios de uma hidrelétrica e outras nascentes e riachos.

Resquícios do sistema alemão de uma hidroelétrica no Geossítio Batateiras

Além de natureza, o Crato também é uma das cidades mais antigas da região. Lá existem prédios históricos dos séculos XVIII, XIX e início do século XX recheados de histórias. Também estão a sede administrativa do Geopark Araripe e da Universidade Regional do Cariri. O mais recente dos atrativos é a estátua de Nossa Senhora de Fátima, que mede 45 metros e se destaca em qualquer panorama da cidade. Foi finalizada recentemente a sua urbanização e está quase concluída uma réplica em miniatura da igreja de Fátima em Portugal.

Imagem de Nossa Senhora de Fátima de 45 metros de altura

Esses são alguns dos atrativos dessas cidades, alguns nem tive tempo de conhecer, ficarão para uma próxima ida. Mas acho que já deu para demonstrar o quão interessante é a região. No próximo texto, o destaque será para Juazeiro do Norte, a maior cidade do Cariri.

 

Estradas da caatinga: Oeiras, uma das cidades mais importantes da história do Brasil

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Estradas da caatinga: Um Cariri cearense de chapadas, história e cultura

Vista de um dos mirantes da Chapada do Araripe. Uma das 7 do país.

A viagem segue por um de seus trechos mais longos. Entre Oeiras e Juazeiro do Norte foram percorridos mais de 350 km. Percurso que parece não ser tão longo pelos encantos da estrada. Entre as duas cidades, resolvi fazer 2 paradas, uma em Picos e outra em Nova Olinda. Na primeira, destaque para o mirante urbano e para a Catedral de Nossa Senhoras do Remédios. Na segunda, fiz uma revisita em outro dia para conhecer melhor. Importante também as lindas paisagens dos morros piauienses e da Chapada do Araripe no Ceará.

À esquerda trecho da estrada próximo a Oeiras. À direita uma estrada no topo da Capada do Araripe

Como prometido na postagem anterior, o objetivo é tentar mostrar que a região é muito mais que a devoção a Padre Cícero. É evidente que terei que relatar sobre o religioso que é o maior personagem da região, mas deixarei para o próximo texto. Mas se ele é a principal personalidade da região, a natureza também atrai e explica muito a história do planeta. Por conta de sua importância, o Cariri Cearense abriga o Geopark Araripe. O território, que abriga cerca de 6 cidades, faz parte de uma rede global de parques que tenta explicar a Terra. É o primeiro da América Latina. São 9 sítios com diversas presenças importantes para a ciência e para a cultura da região.

Catedral de Picos com seu azul característico e seus vitrais italianos

Nas cidades de Santana do Cariri e de Nova Olinda estão 4 desses locais. Na primeira, se encontra um dos mais estruturados. O Pontal da Cruz faz referência a um episódio em que os moradores da cidade escutavam uivos vindos do morro aonde hoje se encontra a cruz. Eles acreditavam ser o demônio quem fazia o barulho. Para combate-lo, o padre da região convocou a população para levar uma cruz para o topo da chapada. O local hoje, além de uma enorme cruz de metal (e uma pequena que serve de alegoria à original) possui um mirante e um restaurante que recebem diversos moradores aos finais de semana.

Vista do mirante do Pontal da Cruz

Também em Santana do Cariri está o Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Diversos fósseis de animais são encontrados na região e servem de estudo para pesquisadores de todo o mundo. Os principais destaques são as libélulas, que demonstram o quanto a fossilização é boa, e os dinossauros. Existem muitas referências a estes, sobre seu tamanho, hábitos e ossadas das asas de dinossauros voadores, com 2 metros de amplitude, modelos de ossada de outras espécies e alegorias.

Convite para um selfie no mural de fósseis de piaba

Entre Santana e Nova Olinda encontra-se o Geosítio Pedra Cariri. É um grande local de exploração de calcário, também chamado de Pedra Cariri. Além de perceber como se dá o trabalho da mineração, é possível ver fósseis sendo retirados direto da natureza. Esses são obrigados a serem entregues à Universidade e de acordo com o guia Rodrigo, geralmente em uma visita em dia útil, o turista tem contato com uma descoberta como essa. Pena que fui no domingo.

Um dos dinossauros do Cariri. Tabela compara o tamanho deles com o de humanos.

Chegando a Nova Olinda, os olhos se encantam com um lindo projeto. A Fundação Casa Grande é referência em trabalho comunitário para todo o Brasil. A sede fica na casa que deu origem ao município e foi recuperada há quase 30 anos quando estava em ruínas. Hoje abriga o Memorial Homem Kariri, uma gibiteca, um teatro, uma rádio e outros espaços culturais. O mais impressionante é que tudo isso é cuidado pelas crianças que fazem parte do projeto. Elas mesmas gerenciam, pesquisam, fazem programação de rádio, exposições e muito mais. Isso foi idealizado e organizado pelo músico Alemberg Quindins e pela mestre Rosiane Limaverde. Nas paredes é possível ver uma série de personalidades que já estiveram na Fundação para dar seu apoio, como Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Lenine e Gilberto Gil.

Casa aonde funciona a Fundação Casa Grande

Outro local importante de Nova Olinda é a oficina do artesão Espedito Celeiro. Reconhecido internacionalmente, o trabalho em couro já esteve nas passarelas da São Paulo Fashion Week e parte da produção vai direto para a Europa. No mesmo prédio, é possível fazer uma visita ao Museu do Couro. É uma pequena sala que conta a história da Rota do Couro, que percorria o Cariri e ia até Oeiras. Lá também se destaca a história da arte de Espedito Seleiro. Ao lado pode-se ver o artesão trabalhando em sua oficina e até puxar um papo com ele. Logo em frente, existe uma loja para comprar calçados, mochilas e outros acessórios produzidos na oficina.

O artesão produzindo em sua oficina. Aberto a qualquer bom papo.

Já entre Nova Olinda e Crato está uma das formações mais interessantes da natureza. A Ponte de Pedra é uma formação rochosa única, sobre a qual os indíos desenvolveram uma lenda. Segundo os mesmos ela seria a entrada para um castelo. Perto da ponte existe uma outra formação que lembram torres, na qual se pratica rapel. E assim se destaca Nova Olinda, uma referência em turismo cultural e que possibilita maior contato com os moradores através da Agência Turismo Comunitário. Ela oferece aos turistas hospedagem na casa de locais, além dos demais serviços de uma agência de viagens, como passagens e passeios.

Ponte de Pedra. Estrutura de ferro existe por causa das obras na estrada.

Essas foram apenas 2 das 6 cidades. Na próxima postagem tem mais Cariri, uma região que os turistas do mundo estão prestes a descobrir.

Confira as postagens anteriores:

Estradas da caatinga: Oeiras, uma das cidades mais importantes da história do Brasil

Estradas da Caatinga: Floriano, uma cidade moderna, religiosa e à beira do Parnaíba

Especial: Encantos do sertão nordestino. Pegando as estradas da caatinga.

Estradas da caatinga: Arredores de Floriano. A 2ª igreja mais antiga do Piauí

Estradas da caatinga: Oeiras, uma das cidades mais importantes da história do Brasil

Centro Histórico bem preservado em Oeiras. Igreja mais antiga do Piauí ao fundo

No Piauí, todos sabem que o Grito do Ipiranga de Dom Pedro não representou a Independência de todo o Brasil. Naquele momento, o tenente Fidié, um experiente militar português guardava, a partir de Oeiras, esse território para se manter colônia de Portugal. A história se passa em outras cidades do província, Parnaíba e Campo Maior, mas se desfecha com a Independência do Piauí, assinada na primeira capital do estado.

Os prédios, ruas e casas do Centro Histórico proporcionam uma experiência que remete aos séculos XVIII, XIX e começo do século XX. Depois do tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2012, Oeiras conseguiu melhorar o processo de restauração de sua história. A estrutura externa das igrejas está em excelentes condições e na visita à Matriz de Nossa Senhora da Vitória, a mais antiga do Piauí, também percebe-se ótima conservação. Infelizmente não foi possível entrar nas demais porque uma só abre em datas especiais e a outra só fica aberta até 12 horas.

Museu de Arte Sacra foi entregue recentemente e apresenta várias peças cheias de significado e história

Além das igrejas, os principais sobrados da cidade estão recuperados e abertos ao público. Um abriga o excelente Museu de Arte Sacra (MAS), outro é o prédio da Prefeitura e tem uma bela exposição no segundo pavimento, e o Major Selemérico impõe sua história de primeira casa construída para servir de casa de governador no estado com salas que relembram esse passado político, isso sem esquecer a religiosidade e outros traços da cultura oeirense. Existem muitos outros locais particulares muito bem preservados.

Casa da pólvora está bem preservada. Prédio bem diferenciado.

Outra evolução perceptível em Oeiras é a diversificação e melhoria dos serviços. No setor hoteleiro o hotel do Sesc oferece qualidade com preço justo. Sócios do serviço, por exemplo, pagam menos de R$100,00 em uma diária. Bons restaurantes também estão disponíveis. Além do próprio hotel do Sesc, experimentei o Varanda da Vila e a Pizzaria Coqueiro Verde e aprovei os dois. Esta última também possui um bom hotel e uma churrascaria. Um outro local importante, mas que não pude ir é o Café Oeiras. Local boêmio histórico da cidade ele está na ativa e sempre com boa música.

Filé depeixe ao molho de maracujá no restaurante Varanda da Vila.

Mas em uma cidade histórica cheia de significados, ter contato com esses é essencial para a melhoria da visita. Para isso, surgiu a melhor novidade que é a Associação dos Condutores de Turismo de Oeiras (ACONTUO). Ela permite que qualquer pessoa que vá a Oeiras se organize para contratar um guia que vai explicar grande parte dos aspectos culturais e arquitetônicos da cidade. Infelizmente, nem todos os guias se filiaram à Associação, mas espera-se que com o tempo ela passe a ser a referência nessa área na Velha Capital. A sede da Acontuo é na Praça das Vitórias no Solar das 12 Janelas. Pode-se contactar também pelo Facebook e pelos telefones: (89) 994059955, (89) 988071910 e (86)999536318.

No próximo post apresentarei o Cariri Cearense muito além de Padre Cícero.

Estradas da Caatinga: Floriano, uma cidade moderna, religiosa e à beira do Parnaíba

Especial: Encantos do sertão nordestino. Pegando as estradas da caatinga.

Estradas da caatinga: Arredores de Floriano. A 2ª igreja mais antiga do Piauí

 

Estradas da caatinga: Arredores de Floriano. A 2ª igreja mais antiga do Piauí

Igreja de Santo Antônio em Jerumenha é ponto histórico do Piauí e está bem preservada

Chegando ao 3º dia de viagem resolvi conhecer 2 cidades próximas de Floriano antes de seguir para a cidade de Oeiras. Valeu muito a pena, apesar de ter passado pela única estrada em péssimo estado até o momento.

Jerumenha não está entre as cidades mais famosas do Piauí. Com menos de 5 mil habitantes, ela fica a apenas 40 minutos de Floriano em uma estrada rodeada de lindos morros e fazendas. No entanto, o município foi uma das primeiras áreas do Piauí em que pessoas se estabeleceram. Apesar de ganhar o status de cidade apenas no final do século XIX, ainda no século XVIII ela começou a ser povoada.

Itens históricos que podem ser vistos na Igreja

Por causa disso, ela guarda um dos patrimônios históricos mais relevantes do interior do Nordeste. A Igreja de Santo Antônio começou a ser construída em 1741 e foi finalizada em 1746. É a segunda mais antiga do Piauí, apenas a de Nossa Senhora da Vitória, em Oeiras é mais antiga. Conheço igrejas de várias cidades históricas brasileiras mas muitos aspectos do templo de Jerumenha me encantaram. Lá não existe ouro e nem pinturas de telhado feitas por grandes artistas, mas a maneira como vários objetos foram trabalhados tornam muito expressivo perceber, naquela pequena igreja, como as demandas religiosas eram tratadas com imenso zelo.

Lago da barragem possui estrutura para banhistas

Depois de visitar Jerumenha segui para Guadalupe aonde fica a Barragem de Boa Esperança. No local existe o Balneário Belém Brasília que possui uma estrutura razoável. A beleza do lago formado pela estrutura e os morros que compõem o visual são bons motivos para conhecer o local. Mas existem 2 problemas sérios. O primeiro, e principal, são as condições da estrada que liga Jerumenha e Guadalupe. Dos 40 km de rodovia, cerca de 30 km estão em péssimas condições com diversos buracos. O segundo é que no trecho que passa por cima da barragem não existe um ponto de parada para observação. De acordo com o vigia no local, a medida foi tomada porque alguns moradores faziam manobras arriscadas de cima da passagem.

Vista de cima da passarela que passa pelas comportas

Em seguida foram 2 horas de viagem até Oeiras. A primeira capital tem passado por uma verdadeira remodelação de seu turismo. Bons restaurantes, hóteis confortáveis e museus reestruturados tornam a cidade um destino bem melhor de ser visitado. Na próxima postagem eu mostro vários detalhes.

Estradas da Caatinga: Floriano, uma cidade moderna, religiosa e à beira do Parnaíba

Especial: Encantos do sertão nordestino. Pegando as estradas da caatinga.

Estradas da Caatinga: Floriano, uma cidade moderna, religiosa e à beira do Parnaíba

Passeio de barco pelo rio Parnaíba custa apenas R$ 3 reais

Seguindo pelas estradas da caatinga, a viagem chega a Floriano. A 250 km de Teresina, ela é conhecida como a Princesa do Sul. A cidade é uma das mais importantes do Piauí e fica margeada pelo Rio Parnaíba em um anel rodoviário que liga algumas das regiões do país que mais crescem economicamente, principalmente pelo agronegócio. Floriano é passagem quase obrigatória para os caminhões do sul do Piauí, sul do Maranhão e para muitos do noroeste baiano.

Confira o primeiro dia de viagem

Marzuk Restaurante tem estrutura confortável e cardápio variado

Por conta disso, a cidade tem desenvolvido bastante a qualidade de seus serviços. Um exemplo de segmento que cresceu foi o de hotéis. Recentemente, novos foram inaugurados e antigos foram completamente remodelados. Eu, fiquei em um dos mais novos, o Maktub. Café da manhã farto, cama confortável, vários canais de TV fechada, chuveiro com banho quente, a 2 quadras da praça da Catedral e tudo isso com um preço justo.

Café da manhã do Hotel Marzuk tem diversos pratos

Esses aspectos econômicos se misturam aos aspectos culturais da cidade. Primeiramente, à religiosidade. Além da Catedral de São Pedro de Alcântara, prestes a completar 100 anos e com marcas de arquitetura árabe, a cidade ainda possui pelo menos mais 2 templos católicos relevantes. Na Capela de Nossa Senhora da Guia, a fé conta que a imagem de uma santa foi encontrada na região e que ela é milagrosa. Vários relatos diferentes são contados sobre como ela foi achada. A imagem é bem pequena, mas sua história vai longe e atrai diversos romeiros de todo o Brasil e até estrangeiros durante o mês de setembro quando acontecem os festejos.

Outro templo importante se destaca em meio aos diversos morros que rodeiam a cidade. A Igreja de Nossa Senhora do Desterro fica em um ponto alto da cidade sendo vista de vários lugares. Ela foi construída pela moradora Ivanilde Castro, membro de uma das famílias mais tradicionais de Floriano. Pessoa de muita fé e ativa na igreja católica, ela dedicou mais de R$1 milhão de reais para a obra. A torre se destaca no cenário da cidade e a noite a iluminação enriquece o cenário.

Igreja de Nossa Senhora do Desterro foi inteiramente financiada pela senhora Ivanilde Castro

Um dos principais momentos para viver a fé em Floriano é na Semana Santa. Nesse período a Paixão de Cristo é encenada na 2ª maior cidade cenográfica do Brasil. Mais de 400 atores e transportam o público da caatinga nordestina para a Judéia. Entre esses a maioria é local e organizada e treinada pelo grupo Escalet de Teatro durante todo o ano, mas atores de destaque nacional também participam da encenação. Reformas recentes têm ajudado a modernizar o espaço e deixar o espetáculo ainda mais impactante.

Vista do topo da pedra natural que serve para encenar parte do espetáculo da Paixão de Cristo

Além da religiosidade, Floriano também é uma cidade que tem na sua formação a presença de migrantes. Há pouco mais de 100 anos, uma grande quantidade de sírios e libaneses fugiram para a América e muitos se estabeleceram na Princesa do Sul. Hoje, a principal marca deles está na arquitetura do Centro Histórico e nos negócios. Na vida privada ainda se mantem vários hábitos tradicionais.

Outro grupo de migrantes que começa a se integrar e dar sua cara à cidade são os universitários. Floriano possui 3 universidades públicas e 1 particular de grande porte. Muitas pessoas vêm de cidades por todo o Brasil, principalmente Piauí e Maranhão, para estudar. Não existe um número exato, mas avalia-se que entre alunos e professores a contagem chegue aos milhares.

Para viver tudo isso, existem vários pontos indicados para visitação. O mais tradicional da cidade é o cais do Rio Parnaíba. Local que já recebeu várias embarcações no começo do século XX, da época ficaram a Usina de Energia que hoje abriga o Espaço Cultural Maria Bonita e o prédio do Terminal Turístico, que abrigou a primeira escola de agronomia do Brasil. Existem vários bares na orla, entre os quais o Velho Monge é o que mais enche aos finais de semana. Alguns moradores deixam lanchas no rio e fazem passeios para pontos como o Balneário Manga, que é uma ilha fluvial no meio do rio, e cachoeiras. O Museu do Automóvel e o Espaço Cultural Theodoro Sobral também são boas alternativas.

Esses são alguns destaques de Floriano. Na próxima postagem irei apresentar alguns pontos de cidades próximas como a Barragem de Boa Esperança e a cidade de Jerumenha, mais uma cidade histórica da região.

Como chegar

Carro – A 250 km de Teresina. Saída pela zona sul na BR-316. No entroncamento rodoviário chamado Estaca Zero, pegar a direita pela BR-343.

Ônibus – Saídas quase que de hora em hora da rodoviária de Teresina. Principais empresas: Expresso Floriano, Princesa do Sul, Líder, Transpiauí e Guanabara.

Dica: Dê preferência por vir de carro. O interessante é ter liberdade para poder rodar por cidades próximas como Amarante, Oeiras, Jerumenha e Guadalupe. Entre todas elas, Floriano é a que possui a melhor estrutura de saúde, hotéis e restaurantes. Assim, sua viagem será mais completa e certamente você terá atividades para no mínimo 4 dias riquíssimos.

 

 

Especial: Encantos do sertão nordestino. Pegando as estradas da caatinga.

Lanchas no cais de Floriano. Primeira cidade visitada.

 

Nas próximas 2 semanas o Idas e Vindas estará na estrada. Peguei o carro e vou seguir viagem pelo interior da região Nordeste conhecendo belezas e potenciais turísticos. Espero compartilhar muitas experiências que estimulem você a fazer o mesmo, sair conhecendo as rotas da caatinga. O roteiro percorrerá Floriano, Oeiras, Cariri Cearense, Petrolina e São Raimundo Nonato. Tudo dentro de carro, tornando a estrada um outro ponto turístico, uma famosa road trip.

Ontem (11/03) foi o primeiro dia de viagem. Foram percorridos os 250 km que separam Teresina e Floriano. Nesse espaço, foram feitas várias paradas para conhecer belezas da estrada ou das cidades que estavam na rota. A primeira delas é conhecida de muita gente. A Gruta da Betânia completou este ano 70 anos e é um dos principais pontos religiosos do Piauí. Fica a apenas 50 km da capital.

 

Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, conhecida como Gruta da Betânia

 

O segundo ponto de parada foi em Monsenhor Gil. Ainda com ligações religiosas, mas já oferecendo também uma vista excepcional está o Morro do Cruzeiro. Com 60 metros de altura, o topo plano do morro permite que toda a cidade e outras formas geológicas da região sejam vistas. A subida exige um esforço, pois são mais de 200 degraus, alguns bem inclinados. No meio do caminho alguns mirantes vão dando o incentivo para que a subida seja completada. É muito fácil chegar ao local. Infelizmente não existem placas, mas localize a Igreja Matriz e logo você chegará às escadarias.

 

Uma das vistas do Morro do Cruzeiro em Monsenhor Gil

 

Seguindo pela estrada sobraram 2 experiências encantadoras. Comprar frutas, temperos, amêndoas, bebidas e outras comidas. A Comunidade Baixão Grande certamente é a que mais se destaca na venda desses itens. São várias barracas oferecendo grande diversidade de produtos. Ela fica logo após Monsenhor Gil. Em Água Branca, na Comunidade Montevidéu (depois de São Pedro do Piauí) e Amarante também existem algumas barracas que oferecem mais frutas da estação (pitomba, ata, abacate...) e milho.

 

Cajuína, pimenta, azeite, farinha e muito mais na Comunidade Baixão Grande

 

A outra experiência é a vista que segue ao lado da estrada. Depois que se passa as entradas da cidade de Regeneração, os morros formam cenários encantadores. Para aonde o turista olha existem vales e chapadas formando um lindo cenário que faz com que a viagem passe bem rápido. Infelizmente, entre Amarante e Floriano é preciso atenção no asfalto, pois existem diversos buracos. É sempre bom relembrar que Amarante é um excelente ponto de parada na estrada. Estive recentemente lá, por isso não fiz uma parada. Merece 1 dia.

 

A estrada é mais um atrativo

 

Chegando em Floriano, me hospedei e descansei um pouco no Hotel Maktub, um dos mais novos da região. Oferece bastante conforto, por isso muitos representantes comerciais e funcionários públicos praticamente moram nele no meio da semana. E o Marzuk Restaurante, que fica no hotel, também oferece diversidade de carnes, peixes e mariscos, por isso muitos florianenses o procuram. Aproveitei o fim de tarde para conhecer o cais do Rio Parnaíba. Mas essas e outras experiências ficam para a próxima postagem.

 

Conforto para descansar depois da viagem no Hotel Maktub

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