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Acrobata n 6 - Uma Máquina de Guerra

A Acrobata é uma publicação que tem editoria de revista e corpo de livro, uma espécie de objeto hibrido que comporta uma boa diversidade de linguagens e de autores. Em atividade desde 2013, a revista é editada por Aristides Oliveira, Demetrios Galvão e Thiago E, na cidade de Teresina/PI. Até o momento já foram 5 edições com lançamentos e divulgação em diversos Estados do Brasil. E  agora, acaba de sair a edição de número 6.

A atual edição é completamente ilustrada pela artista italiana Giulia Pex.  Um diálogo visual que transcende as limitações continentais e transpõem o atlântico. A entrevista é um passei pela trajetória poética e pela memória do escritor e pesquisador Paulo Machado.

No universo das artes visuais e cinema, tem a Laura Bezerra, discutindo a situação da cultura no Brasil após o comecinho do golpe parlamentar; Rodrigo Araújo, com um texto reflexivo sobre a representação da tortura pós-ditadura militar no filme “Que Bom Te Ver Viva” (1989); o artista jamaicano Paul Lewin e sua relação com as artes plásticas e os seus ancestrais; Neila Rocha Siqueira, falando so­bre a animação “Carcará”, do artista visual Arnaldo Albuquerque; e Carol Miag, contribuindo com um ensaio visual.

 

 

Na literatura, tem o ensaio do escritor e editor Nathan Matos sobre a obra poética de Orides Fontela. Há também o trabalho primoroso do escritor, tradutor e editor Floriano Martins, apresentando a poesia surrealista nas Américas, seguido da tradução de poetas de diversos países, mostrando um “outro continente”. E ainda um ensaio que narra a relação da artista Cafira Zoé com suas leitu­ras de Roberto Piva, inspiradas no espetáculo “Paranoia”, de Marcello Drummond, montado pelo Teatro Oficina.

A seleta de poetas contempla uma pulsação variada. Estão presentes na nossa antologia: Adriane Garcia, Dalila Teles Veras, Reuben da Rocha, Mardônio França, Fabiano Calixto, Airton Sousa, Kilito Trindade e Sofia Mariutti. O processo de criação fica por conta do Guilherme Salgado e sua itinerância poética - projeto de circulação pelo Brasil, viajando em uma Kombi-biblioteca.

            Até o momento a Acrobata segue seus equilíbrios e desequilíbrios, entre o impresso e o eletrônico, entre as costuras de dentro e as conexões com o fora, entre a força política e a leveza visual, entre a selvageria da linguagem e a sensibilidade poética.  Segue como uma máquina de guerra deleuziana. As 5 primeiras edições estão completamente disponíveis e podem ser lidas na plataforma ISSUU.

 

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