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Antonio Aílton - Poemas

Antonio Aílton é um homem em trânsito. Nasceu no município de Bacabal-MA, vive em São Luís e cursa Doutorado em Teoria da Literatura na Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Sempre poeta, sempre um sujeito cuja experiência de mundo canaliza para a literatura. Publicou os livros As Habitações do Minotauro (Poesia, São Luís – FUNC, 2000) e Humanologia do eterno empenho (Ensaio, São Luís – FUNC, 2003), ambos premiados em edições do “Concurso Cidade de São Luís”, além de poemas em antologias e revistas, tais como a Poesia Sempre, da Biblioteca Nacional.

Foi vencedor da categoria poesia do “Prêmios Literários Cidade do Recife”, em 2006, com o livro Os dias perambulados & outros tOrtos girassóis, o qual foi publicado pela Fundação de Cultura Cidade do Recife em 2008.

Colabora regularmente com ensaios críticos para o Suplemento Cultural & Literário JP Guesa Errante (São Luís-MA).

Em 2015, publicou pela Paco Editorial seu mais recente livro: Compulsão Agridoce.

 

 

Cirrosas

 

1.

nosso ap foi construído sobre a casa sequestrada

à altura do domus com habitação creditada

nós esvaziamos nossos corpos

na cidade fantasma

no país fantasma

nosso Desejo foi dormir

sobre um antigo cemitério indígena

pet sematery

 

retornamos um século depois de mortos

e aqui estamos entre nossas peles

e nossa película

 

um pouco mais cínicos e violentos

precisamos estar vivos para o ritual da vingança

 

 

2.

A carne fechada

que aduba a cama

estica sua data de vencimento

de dia aguarda a noite

de noite aguarda o dia

em que, tocada,

seja aberta

sem ranhuras

sem derramamento de palavras

ou de sangue

 

até o dia desperto

em que nada acontece

na vida enlatada

na memória

ou

no mármore

do azinhavre

onde encarcera

o olho pálido

e a salmonela

 

 

3.

novo corpo

ou novo

copo

 

o que o tempo

Prometeu

e a vida não cumpriu

já não importa

é o gole do santo

ou do abutre

 

do cometimento

ou do acontecimento

que te renova

 

partir

no óbvio

a corrente

ou simplesmente

partir

 

o que importa

é permitir

ao prisioneiro

(que já não morre)

sua liberdade

provisória

 

sua conjunção

de colorido

condicional

 

na escritura

do batente

e do balcão

 

se Rose

ou cirrose

a vida é dose

 

 

Campo Aberto / Arrow in the Heart

CAMPO TEM ESTREIAS ESTA SEMANA*

 

O novo espaço, situado no bairro São João, traz performance e intervenção urbana com participações locais e internacionais.

CAMPO, espaço que se propõe como incubadora-disparadora de ações em gestão e criação artística contemporânea, vem realizando desde 25 de janeiro um intenso intercâmbio envolvendo artistas e produtores-gestores culturais do Piauí, Bahia, Rio de Janeiro, Uruguai e Holanda. Esta semana são duas ações simultâneas que se abrem para a cidade: os projetos “Campo Aberto” e “POROS”. 

Campo Aberto / Arrow in the Heart
De 03 a 05 de março, estreará a instalação performática Arrow in the Heart, como compartilhamento público das residências de gestão e de criação do Projeto Campo Aberto, uma parceria entre Demolition Incorporada (Brasil) e Wild Vlees (Holanda), com suporte do Performing Arts Fund NL e Ministério das Relações Exteriores da Holanda. 


A obra parte de questões como “invisibilidade” e “coisificação” para discutir um sentido de humanidade pleno, palpável e abrangente, que possa ser aplicado no mundo em que vivemos, aqui e agora. Em ação, oito intérpretes vindos de lugares e experiências bastante distintas: corpos que se tornam objetos, disponíveis e em display, (in)animados pelo desejo de se tornarem humanos, na artificialidade de um campo de batalha cravado de disparos.

“O que é ser humano? Nós somos humanos? O que nos faz humanos? Nós não somos tão especiais quanto pensamos. Nesta residência nós procuramos virar objetos. Para ver como é ser um, e sentir o quão diferente é ser humano. E o quão diferente “ser humano” é de ser um objeto. O que é ser humano quando nós somos mais vistos e tratados como objetos? Objetos de uma economia de Mercado, objetos de desejo…” (Tamar Blom, coreógrafo)

serviço
ARROW IN THE HEART ? instalação performática
dias 03, 04 e 05 de março (quin a sáb)
às 20h, no CAMPO | Teresina-Brasil
++
bate-papo com público após a apresentação do dia 04
inteira R$ 10 | meia R$ 5 / classificação indicativa: 12 anos
bilheteria, prévia do bar da vampa e trailer bucho cheio abertos a partir das 18h dos dias de apresentação, sujeito à lotação. 
CAMPO gestão e criação em arte contemporânea: Rua Padre José Rego, 2660, no bairro São João, esquina com a avenida Belisário Cunha.
 

foto: Mauricio Pokemon

POROS
Aberturas na pele do Campo.
Ao artista piauiense Maurício Pokemon foi dada uma fachada em branco e o desafio de pensar junto com o Campo uma intervenção urbana sobre como o lugar entende e pretende sua relação com o entorno: moradores e artistas do São João, de diferentes bairros de Teresina, assim como de outros lugares do Brasil e do mundo. 

“A proposta me levou a caminhar pelo bairro, fotografar moradores e trabalhadores, e sentir a vida que há ali. Venho desenvolvendo meu trabalho sobre comunidades e tentando aplicar a técnica da colagem nas fotos criadas a partir de vivências como essa. O projeto Poros me levou a pensar na fotografia como uma ferramenta de aproximação entre comunidades, a pensar com quem a arte ali desenvolvida pode e quer dialogar, lidando diretamente com moradores e artistas, quebrando as fronteiras implantadas em nosso imaginário sobre o lugar de cada um desses, e, envolvendo valores e saberes empíricos-- substância que move meu trabalho.” (Maurício Pokemon, artista visual)


FICHAS TÉCNICAS

ARROW IN THE HEART
Concepção, criação e direção: Tamar Blom
Criação e orientação dramatúrgica: Marcelo Evelin
Coordenação de Produção: Job Rietvelt e Regina Veloso
Produção: Andréa Alves, Antônio Vagner, Arthur Doomer, Artenilde Soares, Gui Fontineles, Humilde Alves, Isabela Silveira, Renata Fortes.
Performance: Eduardo Mota, Fernanda Silva, Mariana Flores, Patricia Mallarini, Samuel Alvis, Soraya Portela, Vanessa Nunes, Zé Reis.
Fotografia: Maurício Pokemon.
Realização: Demolition Incorporada + Wild Vlees, com suporte de Performing Arts Fund NL e Dutch Ministry of Foreign Affairs
Agradecimentos a Adolfo Severo, Dudu Moreira/Vampa, Juliana Campelo e Marina Lobo

POROS
Criação e fotografia: Maurício Pokemon
Concepção e produção: Regina Veloso
Making of: Gelson Catatau
Realização: Campo | gestão e criação em arte contemporânea + Marka Mídia Exterior
Agradecimentos a Vitor Arruda, Valério Araújo, André Gonçalves e a todos os moradores e artistas que gentilmente cederam suas imagens.

 

foto: Mauricio Pokemon

foto: Mauricio Pokemon

*Informações retiradas da página do evento https://www.facebook.com/events/960439520670941/

 

 

Malabares às Mãos: Ser Escritora ou Escritor no Brasil

 
 
texto: Micheliny Verunschk*
 
 
O poeta pernambucano Alberto da Cunha Melo (1942-2007), em algumas das crônicas do livro Marco Zero (Cepe, 2009), chama a atenção para certas condições a que a criação literária em países como o Brasil se submete e que acabam por se tornar fatores determinantes da dedicação do autor para com sua obra, obra aqui entendida, é claro, como o projeto de arte de uma vida, ou mesmo de uma nação (Dom Quixote, para a Espanha, e A Divina Comédia, para a Itália, que o digam).
 
Cunha Melo elenca  as dificuldades materiais dos "escritores de formação proletária" como um dos principais impasses para aqueles autores, numa perspectiva em que ele também se insere: que entre as demandas de sobrevivência e a necessidade de investir na sua própria formação de escritor e ainda dedicar tempo à própria escrita se tornam  malabaristas com vários pratos, bolas, malabares às mãos. O velho equilíbrio entre o feijão e o sonho, diz ele, que coloca nas condições de classe os principais desafios para o escritor naqueles últimos anos do século XX.  Não há aqui determinismos, é importante ressaltar. Ou como diz Cunha Melo na crônica "O suor do poeta":
 
Mas tanto as condições de classe quanto as outras, favoráveis ou adversas ao exercício de escrever , não são determinantes  da boa ou da má qualidade das obras, como se pode exemplificar com um Milton, pobre e cego, escrevendo o seu "Paraíso perdido", e um Goethe, rico e saudável, escrevendo seu "Fausto".
 
A esse propósito, recentemente, dois fatos me chamaram a atenção. Terminando de ler o terceiro ou quarto livro do português Valter Hugo Mãe, em uma nota, o autor agradece a uma Câmara Municipal por uma casa onde ficou retirado por alguns dias a fim de terminar o romance. Peguei um outro livro de Hugo Mãe  e outro agradecimento, dessa vez à entidade diversa, pela mesma espécie de benefício. O segundo fato, uma notícia publicada em jornal, conta de uma escritora carioca radicada na Califórnia, Martha Batalha, às voltas com a publicação do seu primeiro romance, desdenhado pelas grandes editoras nacionais mas que, após o eficiente trabalho de uma grande agência literária, está sendo vendido a várias editoras da Europa.
 
Obviamente os dois exemplos citados acima se afastam paradoxalmente da nossa realidade. A notoriedade conquistada por Hugo Mãe certamente abre caminho para que, em Portugal, condições acessíveis de dedicação lhes sejam asseguradas (talvez não idealmente, mas de maneira eficaz). Por certo, uma conquista como essa não se faz sem algum talento e muito esforço pessoal. Entretanto, também não se faz sem um projeto político. Patrocínios como esse são ainda uma utopia no Brasil, em que editais, bolsas de residência e outros mecenatos para escritores são, não apenas raros, como os primeiros alvos de degola em tempos de crise econômica. No caso de Martha Batalha, para além de sua inserção prévia no mercado (foi editora antes de se lançar como autora) a possibilidade de um agenciamento literário com evidente poder de fogo, é realmente uma tangente a qual a grande maioria não dispõe.
 
Sem anteparos que garantam uma imersão exclusiva naquele que é o seu trabalho, a escrita, e sem os recursos materiais e ou profissionais que assegurem alguma notoriedade no mercado (sempre da perspectiva do talento, é bom frisar), resta ao escritor sem plumas aquela vida de equilibrista:  formar-se, enfrentar o mercado, divulgar  (e muitas vezes vender) o próprio livro, preparar mesas e palestras, sem nem sempre estar seguro de que irá receber a remuneração devida por isto, ler os clássicos (e os contemporâneos), participar de feiras, mesas e festas, sem segurança de recebimento do pro-labore acertado, tourear com as editoras e, ainda, escrever o livro,  a resenha, o prefácio, a orelha, a tese, o artigo, a matéria, a reportagem. Caso seja mulher, e caso seja mulher e com filhos, some-se a isso ainda ultrapassar os bloqueios de gênero impostos pela sociedade e mercado, e ainda dar conta da jornada tripla, aquilo que se entende como a "missão da mulher", para não falar de uma certa má vontade dostatus quo crítico e literário.
 
Superar a dispersão causada por todos esses elementos e ainda a maior ou menor dilapidação de tempo nas redes sociais (que a julgar pela queixa de muitos amigos escritores é algo a se levar em conta também) são os desafios diários do escritor na composição e dedicação à obra (esse ideal).
 
Por outro lado, não se trata de congelar o cotidiano, nem de esperar condições ideais ou imaginárias para o exercício de uma vida pela escrita (ou pela literatura, se assim se preferir). Escreve-se bem, mesmo em condições não favoráveis como a que vive o escritor contemporâneo em países como o Brasil (países emergentes, em crise, sob o fascismo cotidiano etc), assim sabemos. Mas se se espera que o violinista ou a ginasta ou a bailarina sejam os melhores  em suas áreas, se se persegue esse caminho porque lhes são dadas horas de treino, estudo e condições, por que não se cobrar e também construir condições práticas e políticas para isso no que diz respeito ao ofício de escritor? 
 
Anos atrás o movimento Literatura Urgente, capitaneado por Ademir Assunção e subescrito por outros tantos escritores, iniciava um diálogo com o Ministério da Cultura no qual uma vigorosa pauta de sugestões de políticas públicas para o fomento da literatura se delineava. Em algum momento, no entanto, o diálogo foi atravancado e nesses últimos anos a dissipação dos espaços de comunicação e embates nessa direção é evidente.
 
Há saída? Há solução para além da escolha diária da literatura, quer sejam os deuses ou as musas ou o relógios de ponto propícios ou não? Certamente. Mas isso passa por muitos caminhos, desde a construção de um mínimo estado de bem estar social até a criação de zonas de verdadeira interlocução entre os interessados (coisa para a qual, até agora, as redes sociais não parecem de fato contribuir). Ou seja, o caminho é longo e árduo, mas que não deveria ser em nada espantoso para quem, equilibrando-se à beira do abismo ainda se atenta aos malabares.
 
 
 
*Micheliny Verunschk é autora do romance Nossa Teresa – vida e morte de uma santa suicida – projeto com patrocínio da Petrobras Cultural. Também é autora dos livros Geografia Íntima do Deserto (Landy 2003), O Observador e o Nada(Edições Bagaço, 2003) e A Cartografia da Noite(Lumme Editor, 2010). Foi finalista, em 2004, ao prêmio Portugal Telecom como livro Geografia Íntima do Deserto. É doutora em Comunicação e Semiótica e mestre em Literatura e Crítica Literária, ambos pela Pontifícia Universidade  Católica de São Paulo. O romance nossa Teresa - vida e morte de uma santa suicida - ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura 2015 - categoria melhor romance de 2015 - autor estreante acima de 40 anos.
 
** Texto publicado originalemnte no blog da autora - Ovelha Pop http://ovelhapop.blogspot.com.br/2016/02/escrevendo-no-brasil.html?m=1
 
 

Edson Cruz - Poemas

 

EDSON CRUZ

Autor, pela Patuá, dos livros de poemas O canto verde das maritacas - Antologia Poética + Inéditos e Ilhéu, Edson Cruz (Ilhéus, BA) é poeta, editor e coordenador de Oficinas Literárias. Graduado em Letras pela USP, estudou Música e Psicologia. Fundador e editor do site de literatura Cronópios(até meados de 2009) e da revista literária Mnemozine. Este é seu terceiro livro de poemas. Antes, lançou Sortilégio(poesia), em 2007, pelo selo Demônio Negro; como organizador, O que é poesia?, pela Confraria do Vento/Calibán; em 2010, uma adaptação do épico indiano,Mahâbhârata, pela Paulinas Editora. Em 2011, foi contemplado com Bolsa de Criação da Petrobras Cultural com o livro Sambaqui, pela Crisálida Editora. É editor do site de Literatura e Adjacências, MUSA RARA (www.musarara.com.br) e do selo MUSA RARA, em parceria com a Terracota Editora. É curador e mediador do ciclo de diálogos O que é a Poesia?, organizado pela Casa das Rosas. Blogue: http://sambaquis.blogspot.com

 

 

A MÁQUINA


Aqui jaz meu poema
fazendo-se
de morto
na página que há 
pouco
já foi alva 
feito um teorema
que não se pode refutar.

Até que você o leia
insufle a vida
que lhe falta
e o transforme 
em delicado mecanismo
que venha sorrateiramente atingir
o desejado alvo. 

Touché?
 

 

BIBLIOTECAS


A biblioteca do pai de Borges
foi o fato capital de sua vida.
Ele nunca saiu dela, disse.

Em minha casa nunca tive
livros.
O fato capital de minha vida
é não ter tido pai.

Minha mãe foi minha biblioteca.
Ensinou-me tudo.
Nunca saí dela. 
Era analfabeta e deveria
ter se chamado Alexandria.


 

ARABESCOS


As crianças equilibram borboletas 
e planetas.

Os homens enxugam copos 
com sua dor.

As mulheres geram bentos
e arrebentos.

Gafanhotos devoram os verdes
da paisagem.

Profetas esboçam desígnios
no deserto.

Os bêbados balbuciam coerências
borrachudas.

Os poetas cadenciam tudo
o que tocam. 

A natureza redesenha o mundo 
em fractais.

 

 

os livros do autor - Ilhéu e o Canto Verde das Maritacas - podem ser adquiridos no site da Editora Patuá 

http://www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=210

 

Um Novo Campo é Aberto em Teresina

O espaço, localizado no bairro São João, se propõe como ambiente de gestão e criação em linguagens contemporâneas
 
CAMPO foi concebido como incubadora de uma gestão construída a partir de objetos estéticos em processo e diálogo junto a comunidade. É parte de um novo momento de atuação do coreógrafo piauiense Marcelo Evelin, e da produtora Regina Veloso, após a experiência acumulada nos 9 anos do Núcleo/Galpão do Dirceu,  com a parceria conceitual da gestora Sônia Sobral--responsável pela gestão das artes cênicas do Itaú Cultural entre 1999 e 2015. Abriga 2 estúdios, 1 escritório e 1 café-bar que servirá de local de ações e convívio voltadas à comunidade, com mais de 1.500m2 de área multiuso. 
 
CAMPO é um novo espaço para se pensar, fazer e difundir arte e disciplinas afins, e, como parte dele, o estúdio Demolition Incorporada-- plataforma de pesquisa e criação de Evelin, que vem estabelecendo relações locais, nacionais e internacionais no decorrer de seus 20 anos. 
 
 
foto: Mairicio Pokemon
 
Vem acontecendo desde de 25 de janeiro e segue até 05 de março a ação primeira do CAMPO, com apoio do Performing Arts Fund NL: o projeto Campo Aberto, uma colaboração entre Demolition Incorporada e a companhia holandesa Wild Vlees. Este toma o formato de Residência Artística, entendendo-a como ação transversal de formação que não se restringe ao modelo de oficina ou laboratório, onde um saber se sobrepõe ao outro. Considerando todo e qualquer tipo de saber como passível de compartilhamento, esse “aprender” se dá, e vem se dando, através de conexões estabelecidas no grupo e pelo agenciamento singular das informações disponíveis. São ao todo 16 artistas e produtores residentes, selecionados via convocatória pública que obteve mais de 80 inscrições vindas de 14 diferentes lugares do Brasil e de outros países, como Uruguai, Colômbia e Portugal.
 
 
       
foto: Mairicio Pokemon
 
As residências reúnem um grupo de artistas e um grupo produtores/gestores em fluxo contínuo de troca, contato e convivência, que terão como encerramento, de 03 a 05 de março, um compartilhamento público da performance que está sendo criada. A concepção e direção é de Tamar Blom com orientação dramatúrgica de Evelin, enquanto a residência de gestão criativa acontece sob condução de Regina Veloso e Job Rietvelt. 
CAMPO fica localizado `a Rua Padre José Rego, 2660, no bairro São João, esquina com a avenida Belisário Cunha e conta com parada de ônibus e ponto de taxi ao lado.
 
 
foto: Mairicio Pokemon
 
"Desde minha chegada o que mais me marca é o fato de contextos tão diversos de Brasil passarem por desafios tão similares: capacitação  dos agentes culturais, dificuldade de articulação em redes heterogêneas e arbitrariedade das gestões públicas saltam aos olhos aqui ou em Salvador"
Isabela Silveira/BA 
 
"Um encontro raro de diferentes experiências/campos de quem faz produção e criação em Teresina e alguns locais fora dela. A possibilidade de conhecer de mais perto o que lhes move e como fazem, abrir canais de diálogo e construção na cidade. Entender/reconhecer que pouco pensamos e refletimos sobre o que fazemos e sobre o que desejamos-precisamos fazer em médio e longo prazo."
Regina Veloso/PI.
 
 
 
*Reliase de divulgação do espaço O Campo

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