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Açúcar e câncer

A ingestão demasiada de açúcar pode estimular o desenvolvimento de tumores. É o que vai dizer um estudo que será publicado esta semana no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences - www.pnas.org. - e que destaca a muito discutida mas pouco compreendida relação entre glicose e câncer.

O novo estudo mostra que glicose e glutamina são interdependentes. Os pesquisadores descobriram tal relação ao observar que, ao restringir a disponibilidade de glutamina, a utilização de glicose também era interrompida. Em resumo, se não há glutamina a célula entra em uma espécie de curto-circuito por causa da falta de glicose. Isso, por sua vez, suspende o crescimento das células tumorais.
Fonte: Fapesp

Campanha pela segurança das crianças na web

A ABA, Associaçao Brasileira de Anunciantes, está preparando para lançar em outubro uma campanha sobre segurança das crianças na internet. Prevê açoes online - criaçao de um hotsite, de um selo para empresas parceiras e de vídeos de orientaçao - e iniciativas offline - distribuiçao da cartilha 'Criança Mais Segura na Internet', realizaçao de um forum e palestras gratuitas nas escolas.
E no Piauí? Existe alguma ABA ou coisa parecida para se manifestar?

100 anos

Este ano comemora-se os 100 anos da letra do Hino Nacional.

Reader’s Digest pede concordata

Quem nunca leu a Reader’s Digest? . Cresci lendo esta interessante publicação. Pois é, pediu concordata. A impressão que fica é que alguns impressos famosos não conseguiram assimilar bem os novos tempo da comunicação.

Guia de info da Americanas

Um vídeo guia de compras da Americanas. Informaççoes básicas para quem ainda tem dúvida na hora de escolher as configurações do computador.

De Volta

Após um longo e tenebroso inverno estou de volta. Desta vez, para falar não apenas de sites ou informática, mas também sobre comunicação, ciência, publicidade e, de vez em quando postar um jabá meu, dos trabalhos que a agência está fazendo...

Sobre Masavio

Jornalista. Teresinense. Webwork. Casado.Pai. Flamenguista.

Mentes (digitais) brilhantes 1 - Jack Ma

Com uma fortuna avaliada em US$ 28,5 bilhões, Jack Ma é homem mais rico da Ásia. Chinês, baixo, franzino e sempre sorridente, sua riqueza impressiona. Mas o que realmente surpreende é o tempo que ele levou para acumulá-la. Em 15 anos, Ma  passou de um pequeno empreendedor com dificuldades para fechar as contas do mês para o 21° no ranking de bilionários da Bloomberg. A Alibaba, a empresa de comércio eletrônico que fundou em 1999 com US$ 60 mil, realizou no ano passado o maior IPO da história de Wall Street, ao captar US$ 25 bilhões. A história de vida de Ma, no entanto, está longe de ser uma coleção de sucessos. O empresário teve que engolir muitas decepções - como não ser aprovado três vezes para entrar na faculdade e não passar em processos seletivos para entrar na polícia local ou na rede de restaurantes KFC.

Ma leva na brincadeira - pelo menos atualmente - as vezes em que teve que encarar um não. "Falhei muitas vezes. Fui rejeitado em uns 30 empregos. Tentei uma vaga na polícia, não me quiseram. Quando o KFC chegou à China, tentei um emprego lá. Eles entrevistaram 24 pessoas e contrataram 23. Eu fui o único que ficou de fora. Tentei entrar em Harvard dez vezes. Em todas fui rejeitado. Eu sei ser rejeitado ", afirmou, em depoimento dado nesta sexta-feira (23/01), no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O tempo iria vingar Ma. No último ano, 300 milhões de consumidores compraram nos sites da Alibaba. A companhia é responsável por cerca de 90% das transações entre consumidores e metade das vendas de empresas para clientes da internet chinesa. "Somos grandes se compararmos o que éramos há 15 anos ao que somos hoje, porém somos ainda um bebê perto do que seremos daqui a 15 anos", diz.

Pode parecer - e acabar efetivamente sendo - uma promessa vazia, mas Ma já tem prática em surpreender. "A primeira vez que fui à revista Time, eles me chamaram de 'crazy Jack' (Jack, o louco). Eu acho que a loucura é boa. Nós somos loucos, mas não somos burros. Se você não tentar, nada é possível. Se tentar, ao menos terá a esperança ", afirma. "Sabemos o que estamos fazendo, mas se todos concordarem comigo e com minhas ideias, não teremos sucesso".

Nos primeiros cinco anos de existência da Alibaba, o empreendedor assume que só se preocupava em sobreviver, embora a companhia já tivesse alcançado certa fama. Ele conta que era comum ir a restaurantes e ter as refeições pagas por clientes que o reconheciam. "Uma vez recebi um bilhete que dizia que aquela pessoa tinha feito muito dinheiro com a plataforma da Alibaba e que sabia que eu não fazia dinheiro com ela - e por isso estava pagando a conta". Hoje, a história vira piada.

A última grande cartada da Alibaba foi seu IPO.  Apesar do sucesso da operação, Ma também passou por dificuldades antes de cair nas graças dos investidores americanos. "Em 2001, vim aos EUA tentar levantar US$ 5 milhões com fundos de venture capital . Não consegui. Agora [com o IPO], voltei e captei um pouco mais do que isso", brinca.

Apesar do feito espetacular, o empresário tenta não se deixar levar pela empolgação. "Nosso valor de mercado é hoje maior do que o da IBM ", afirma. "Há alguns anos, quando nos criticavam, eu dizia que não éramos tão ruins quanto falavam. Agora, digo que não somos tão bons quanto falam".

Os planos, no entanto, são bastante ambiciosos. Ma conta já ter feito uma aposta com um executivo sênior do Walmart de que a Alibaba será maior do que a rede varejista americana em 10 anos. "Se o Walmart quiser ter 10 mil novos clientes, ele terá que construir toda uma estrutura. Eu preciso apenas de dois servidores".

E o empresário quer ter muito mais do que 10 mil novos clientes.  Ele pretende levar a Alibaba para o mundo inteiro. "Queremos ajudar pequenas empresas a vender para todos os lugares. Ter uma plataforma global, para que uma companhia norueguesa possa vender para uma argentina".

Contato com o exterior
Com ambições de se tornar global, Ma tem familiaridade com o mundo ocidental. Ele é fluente em inglês e tem pouco sotaque. O empresário começou a aprender a língua quando trabalhou ainda adolescente como guia turístico em sua cidade natal, Hangzhou. "Quando eu tinha 12, 13 anos, não havia sequer livros de inglês onde eu morava.  Por nove anos, fui guia de graça para aprender a língua. Isso me mudou. Foi uma experiência que abriu a minha mente. Tudo o que eu ouvia era muito diferente do que meus pais e as escolas falavam".

O nome ocidental de Ma, "Jack", surgiu nessa época. Uma turista de quem ele ficou amigo e passou a se corresponder reclamou da dificuldade em pronunciar seu nome chinês, Ma Yun. Ela propôs então o uso de "Jack". "Ela me disse: meu pai se chama Jack, meu marido se chama Jack. Posso te chamar de Jack? Eu aceitei", conta.  

A primeira visita aos EUA veio em 1995. Nesta viagem, Ma foi visitar um amigo em Seattle. Foi quando ele foi apresentado à internet. Não foi amor à primeira vista. "O sistema era bastante lento. Computador era algo muito caro na China. Se eu gostasse, não poderia pagar", diz. Relutante, ele testou uma busca. Procurou pela palavra cerveja. Encontrou vários resultados sobre cervejas alemãs, americanas, japonesas ... mas nada sobre cervejas chinesas. Fez uma nova busca. Desta vez, por China. Nenhum resultado.

Ma, com a ajuda de alguns amigos, decidiu então fazer uma página para anunciar seus serviços de tradução para o chinês. Era uma página bem simples e feia, segundo conta. Ela entrou no ar às 9h40. Às 12h30, ele já havia recebido cinco e-mails. "Meu amigo me ligou empolgado para dizer que tinham chegado e-mails. Minha resposta? O que são e-mails?". As pessoas que haviam escrito as mensagens diziam que nunca tinham visto um site sobre a China na internet e sugeriam se era possível fazer algum negócio juntos.

O empresário voltou para a China e abriu a China Pages, uma companhia de criação de sites para pequenas empresas. Depois, aceitou um emprego no governo. Dessa época, ela guarda uma lição: "apaixone-se pelo governo, mas não se case com ele". A próxima empreitada foi a vencedora fundação da Alibaba.

Ousar
Nos primeiros três anos, a Alibaba não faturava. A plataforma funcionava basicamente como um ponto de encontro entre consumidores e empresas. "Não podíamos realizar as transações por conta de restrições regulatórias. Os bancos não queriam entrar no negócio. Foi quando ouvi numa palestra que liderança é assumir responsabilidades. Decidi então que faríamos. Falei aos meus colegas que se algo desse errado eu que iria para a prisão". Nascia então a Alipay, uma empresa de pagamentos eletrônicos. A decisão foi recebida com ceticismo. Disseram a Ma que essa era a ideia mais estúpida que ele havia tido. Atualmente,  800 milhões de clientes usam a Alipay.

Uma das principais inspirações de Ma para administrar seu negócio vem do filme Forrest Gump. "Eu amo o Forrest Gump. A mensagem é: simplicidade, nunca desista , acredite no que está fazendo, goste do que está fazendo, mesmo que os outros não entendam", diz. "A vida é mesmo como descrita no filme: 'uma caixa de chocolates, você nunca sabe o que irá encontrar'".

O tai chi, praticado pelo empresário, é outra fonte de inspiração. "Eu uso a filosofia do tai chi nos negócios: tenha calma, sempre há uma saída, busque seu equilíbrio. Eu não odeio o eBay, por exemplo. É ele que me ajuda a ter equilíbrio". E de equilíbrio a Alibaba irá precisar se quiser  levar seu modelo chinês de sucesso para o resto do mundo.

Fonte: Revista Época

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