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Cabeça boa e jogar fechadinho: a receita do Piauí para escapar do rebaixamento

Foto: Eduardo Frota

Desde o vice-campeonato estadual em 2014, o Piauí Esporte Clube passa por maus momentos dentro de campo. A cada ano, a luta do rubroanil tem sido contra o rebaixamento. 

Após uma campanha incolor, inodora e insípida na Copa do Nordeste de 2015, o Piauí saiu da condição de semifinalista do 1º Turno para lanterna do 2º Turno. Por sorte, não houve rebaixamento naquele ano. 

Em 2016, com o descenso reativado, duas equipes iriam cair. O Piauí encerrou o 1º Turno em sexto lugar entre oito times, superior apenas a Caiçara e Cori-Sabbá. 

No 2º Turno daquele ano, o clube rubroanil sentiu a pressão e reagiu a ponto de ser um dos semifinalistas - o que está perto de acontecer novamente. 

Um dos principais responsáveis pela virada de 2017 é o novo treinador. O Piauí trocou Marcão por Fabiano Macau, que focou primeiro o lado psicológico. Após a vitória sobre o Flamengo por 3 a 1, ele revelou a dificuldade de se trabalhar a cabeça dos atletas pressionados pela zona de rebaixamento. 

Foto: Fábio Lima/Cidade Verde

- A gente tinha confiança, porque os meninos são guerreiros pra caramba e a gente vem conversando, e a gente vem recuperando essa parte psicológica, que é muito difícil. 

Depois do primeiro triunfo, veio o Parnahyba, campeão do 1º Turno. E o Piauí se impôs taticamente mais uma vez. O Tubarão até desperdiçou chances de gol, mas o sistema de marcação treinado por Macau surtiu maior resultado. 

- Eu tenho certeza que a gente vai chegar lá dessa maneira: jogar fechadinho, com a casinha fechada, sair organizado e tentar aproveitar os contra-ataques.

É dessa forma que o Piauí vai encarar o River neste domingo (16), às 17h, no Lindolfo Monteiro. O risco de rebaixamento não foi afastado por completo e o rubroanil agora briga para ser semifinalista do returno. Com tempo apenas para recuperar os jogadores fisicamente e trabalhar posicionamento em campo, Macau deve repetir a estratégia dos últimos jogos. 

- Nós temos que focar na determinação, no empenho até o final, até o extra. A gente tem que chegar com tudo, com muita vontade, e a gente vai fazer diferença no final. 

Um esforço que os jogadores do rubroanil querem repetir, assim como a oração após a vitória por 1 a 0 sobre o Parnahyba, na última quarta-feira.