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Rômulo pode voltar ao Flamengo contra o Botafogo na vaga de Diego

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Sem jogar partidas há pouco mais de um mês, o volante piauiense Rômulo pode voltar ao time titular do Flamengo neste domingo (23), quando o rubro-negro disputa a semifinal do Campeonato Carioca contra o Botafogo. 

Rômulo jogou pela última vez no dia 18 de março, contra o Resende. Depois disso, ficou aos cuidados do departamento médico rubro-negro para tratar de uma lesão na panturrilha. 

O jogador treinou normalmente nesta semana e deve ser aproveitado pelo técnico Zé Ricardo, que precisa repor a ausência do meia Diego, operado do joelho na semana passada. 

Existe a possibilidade também de outro piauiense começar o jogo como titular. O lateral Renê é uma das opções para o lado esquerdo caso Zé Ricardo opte por colocar o titular Trauco mais avançado, como fez recentemente na Libertadores contra o Atlético (PR). 

Se Renê for titular com Rômulo, será a segunda vez que os dois piauienses de Picos entrarão em campo juntos pelo rubro-negro. A última vez foi justamente em março, contra o Resende, quando o volante foi substituído e não voltou mais a jogar. 

Judoca piauiense muda estilo de vida, perde mais de 40 quilos e sonha com seleção

Fotos: Arquivo pessoal (1) e Wilson Filho/Cidadeverde.com (2)

Francinaldo Segundo em registros de 2014 e em abril de 2017. Perdeu quase uma Sarah Menezes em peso

Em dezembro de 2016, Francinaldo Segundo pesava 181 quilos. Judoca já convocado para seletivas da seleção brasileira, sofria com pressão alta e a falta de atletas em Teresina (PI) com o seu peso para treinar. Após a faculdade de Educação Física, decidiu aproveitar a nova profissão para dar exemplo e seguir outro rumo. Quatro meses depois, está 44 quilos mais magro. 

Imagine uma Sarah Menezes feita só de gordura lutando nas últimas Olimpíadas. A comparação é meio tosca, mas é quase isso. 

Francinaldo Segundo é um dos quase 100 judocas que integram a delegação piauiense, neste fim de semana, no Campeonato Brasileiro da Região I, em Belém do Pará. Sua colega na Associação de Judô Expedito Falcão, Sarah Menezes, também estará presente. Os torneios das regiões classificam os atletas para os eventos nacionais de 2017. 

É o primeiro torneio fora do Piauí após uma mudança drástica. A cirurgia bariátrica, para redução de estômago, foi no dia 19 de dezembro. Dois meses depois, ele voltou a treinar. Em março, ganhou a Copa Piauiense de Judô, sua primeira competição depois da virada radical na sua vida. Mas Francinaldo anda se sentindo um iniciante. 

- Eu ainda estou em período de adaptação, porque é uma mudança muito brusca na vida da gente. Eu mudei todo o meu estilo de vida, mudei tudo o que eu fazia antes. É tudo novo para mim. São coisas que eu fazia, mas não da maneira correta. A alimentação mudou, treino mudou. (...) Vou ter que sentir a luta, o tempo de golpe muda, a minha maneira de defender algum golpe muda porque eu não vou ter aquele peso a meu favor. Vou ter que usar muito a cabeça, lutar com a cabeça. 

Antes de embarcar para Belém do Pará, Francinaldo Segundo pesava exatos 137,2 quilos. A meta é chegar aos 120 quilos e ganhar de cinco a 10 quilos de masssa muscular. Ficar forte e encarar os melhores do país, em busca do seu sonho: a seleção brasileira. 

- Esse sonho nunca foi esquecido. Eu sempre busquei isso. Mas sempre que eu chegava na hora principal, a cabeça não ajudava. Eu perdia lutas que não era para perder. E hoje, melhorando fisicamente, isso se torna uma coisa ainda mais possível pra mim. Ainda é a minha meta e vai ser a minha meta. Enquanto eu não alcançar, vai ser a minha meta. 

Contudo, na mudança de estilo de vida, o judô não foi determinante. Tanto que Francinaldo Segundo admite até mudar de categoria. Mas a prioridade é dar um Ippon nos quilos a mais, melhorar sua saúde e ser exemplo para quem for seu aluno. 

- É uma questão de sentir o momento. Eu vou seguindo o plano. Se tiver que descer (de categoria) e eu ver que dá para descer, eu desço. Se for lutar melhor no pesado, eu vou lutar no pesado. Eu estou seguindo um plano, a primeira meta que foi traçada. A mudança de categoria é uma consequência. 

Viola e Hungaro citam Juventus x Barcelona após vitória no Rivengo

Foto: Victor Costa / River AC

Atacante do River, Viola, comentou o jogo de ontem (19)...

- O time que está perdendo vai dar um sufoco. A gente viu isso no Barcelona e Juventus. Juventus trabalhou bem a bola, mas quando o Barcelona sufocou eles fizeram duas linhas de quatro e trabalharam. 

O técnico Eduardo Hungaro, também...

- Quem viu o jogo da Champions, viu um Juventus fazer duas linhas de quatro o tempo todo, e são oito jogadores defendendo. E o grande Barcelona não conseguiu fazer um gol. 

Quem lê apenas isso pode pensar que eles tão se referindo somente ao jogo entre Barcelona e Juventus, pela Liga dos Campeões da Europa. O empate sem gols classificou os italianos e eliminou o time de Neymar, Messi e companhia. 

Mas o exemplo foi usado, na verdade, para falar da vitória tricolor no Rivengo por 2 a 1, também ontem, pelo Campeonato Piauiense. 

 

Viola e Hungaro falaram das dificuldades que o Flamengo impôs no jogo. O artilheiro do Campeonato Piauiense citou o sufoco dos rubro-negros quando o River vencia por 2 a 0 e encheu o time de atacantes para fazer pressão. Os tricolores se seguraram e evitaram a virada - ainda que tenham contado com a sorte e, na reclamação dos flamenguistas, com ajuda da arbitragem. 

Já o River contou com o primeiro gol do meia-atacante Júnior Paraíba, que passou a jogar mais avançado com Eduardo Hungaro. Antes disso, Viola abriu o placar, de cabeça. O time tricolor foi melhor no primeiro tempo. Na visão do treinador, uma resposta para as críticas recebidas após o empate do fim de semana, em 1 a 1, no polêmico jogo com o Piauí.  

- Futebol é assim: você sai do céu pro inferno, do inferno pro céu num jogo. O que eu achei é que no jogo passado foi desproporcional o que aconteceu. (...) Pra quem tá fora, é sempre muito fácil fazer análises. Não acho que o River tenha jogado uma boa partida no último jogo, mas os jogadores deram uma resposta em termos de compromisso, de vontade, de atitude. E ganharam de um grande adversário, um time que jogou muito bem. Mas foi um resultado justo para o River.

Derrota no clássico reduz chances do Flamengo e Eduardo lamenta: 'doloroso'

Foto: Wilson Filho/Fla-PI

A derrota de 2 a 1 no clássico de ontem (19) com o River deixou o Flamengo em situação difícil no Campeonato Piauiense. Com 3 pontos e apenas mais dois jogos pela frente, o rubro-negro precisa de vitórias e ainda assim pode não depender somente de si para seguir no torneio. 

Eduardo, autor do gol do Leão no jogo, lamentou.

- Nós tivemos muitas chances de gols e perdemos. Clássico no momento difícil da classificação, é sempre difícil (perder), é sempre doloroso. 

 

O atacante jogou no River em 2015 e 2016. Cobrou pênalti contra o ex-clube, fez gol e não comemorou. Correu até o fundo das redes para pegar a bola e recomeçar a partida. Talvez até tivesse intenção de festejar, mas o tempo estava curto. 

Se Salomão Viegas estivesse narrando a partida pela rádio Pioneira, teria de inverter seu bordão: era gol do Flamengo e "coloque no centro que o Flamengo está com pressa". 

 

O Flamengo ainda acertou a trave com Fabinho e teve dois lances de pênaltis não marcados pela arbitragem e contestados pelo time. Houve muita reclamação de jogadores, comissão técnica e diretoria após a partida. Porém, neste caso, não adianta apelar ao Tribunal de Justiça Desportiva. 

No 2º Turno, o Flamengo só não faz campanha pior que a Sociedade Esportiva de Picos, que soma cinco derrotas em cinco jogos. Os rubro-negros venceram justamente a SEP e somam 3 pontos. Se vencerem Altos e Parnahyba, chegarão a 9 pontos, enquanto o quarto colocado já tem 7. 

Punido por atos da torcida, Parnahyba pode jogar final fora de casa

Foto: Wilson Filho/Cidade Verde

A sessão de ontem (18) do Tribunal de Justiça Desportiva do Piauí (TJD-PI) não se limitou ao caso dos cartões amarelos, levantado pelo Flamengo. Incidentes na final do 1º Turno do Campeonato Piauiense, entre Altos e Parnahyba, foram julgados na mesma noite - e o Tubarão levou a pior.

O TJD julgou a denúncia feita por conta do uso de rojões e foguetes no estádio Lindolfo Monteiro e a invasão de torcedores do Parnahyba ao gramado, na comemoração do título. A pena é de dois jogos sem mando de campo e multa de R$ 2 mil. 

O presidente do Parnahyba, Batista Filho, contestou a decisão e anunciou que irá recorrer. Disse que não houve uso de rojões dentro do campo de jogo. 

A punição, se não for revertida, pode fazer o Parnahyba jogar a final do Campeonato Piauiense fora de casa. O Tubarão tem apenas mais um jogo em seus domínios no returno, domingo (23), contra o River. Caso o time não passe para as semifinais pelo menos como vice-líder, o outro jogo de punição só seria pago na decisão do 2º Turno - se somar pontos para ter melhor campanha que seu adversário - ou na grande final do torneio.  

Na mesma sessão, o presidente do Altos, Warton Lacerda, foi ao TJD admitir que proferiu ofensas contra o trio de arbitragem, em razão da raiva provocada por um gol mal anulado na partida - o que poderia empatar o jogo em 2 a 2 e levar a partida para a prorrogação. O dirigente acabou recebendo uma suspensão de 15 dias, menor pena entre as propostas no Tribunal. 

No TJD, Parnahyba 5x0 Flamengo. No agregado, 7 a 1. E todos perdemos: perdemos tempo

Foto: Fábio Lima/Cidade Verde

É o fim da novela - pelo menos é o que parece. 

A polêmica envolvendo a falta de plural em um trecho do regulamento do Campeonato Piauiense não foi resolvida com ou sem a letra S. A solução foi um cifrão. 

A taxa que o Flamengo deveria pagar para abrir o processo contra o Parnahyba custa R$ 1.500. O clube alega que não deveria arcar com essa despesa, mas o Tribunal de Justiça Desportiva do Piauí (TJD-PI) entendeu que sim: 5 a 0 e o caso foi arquivado sem ser debatido. 

Foi 2 a 1 em campo. Com 5 a 0 fora dele, dá até pra dizer que o Parnahyba venceu por 7 a 1. Vai ter torcedor chamando o time de Tubaremanha depois dessa. 

A novela acaba sem sequer sabermos o resultado dela. O que deve ocorrer, como já antecipou o presidente do Flamengo, Tiago Vasconcelos, é a mudança no regulamento para o próximo ano, com o intuito de se evitar nova polêmica. 

Felizmente, essa situação durou pouco mais de duas semanas. É pouco tempo, mas parece mais se olharmos para a tabela do Campeonato Piauiense. Foram oito jogos disputados nesse período. Teve jogador que deixou de ser escalado por conta da dúvida levantada pelo Flamengo. Dúvida e insegurança que mexeu com os times e levou o torneio para fora de campo. 

Mais que isso. A imprensa, que tem de se ater aos fatos, acaba se voltando para a celeuma ao invés de priorizar o futebol dentro de campo. Vamos ter clássico Rivengo nesta quarta-feira (19) e ainda estamos falando da sessão de ontem do TJD. Perdemos tempo falando de problemas, porque não podemos ignorá-los, mas o ideal é que essas notícias não existissem.  

Nessa história, ninguém está certo e todo mundo está errado. A federação redigiu o regulamento, que deveria não dar espaço para nenhuma dúvida. Mas todos os clubes assinaram embaixo. 

Até o argumento de que o processo valeu para criticar o regulamento, para mostrar que ele precisa ser redigido de forma mais clara, merece questionamento. Não seria melhor uma revisão prévia, alertar antes que o erro existe, do que passarmos por toda essa celeuma? 

Antes da disputa de pontos no tapetão, os clubes precisam pensar o que é melhor para o campeonato como um todo. Em uma situação como essa, todos perdem, inclusive quem não se envolveu com a ação. O torneio denota amadorismo e perde credibilidade. 

Ao invés da disputa clubística, é preciso pensar primeiro na sobrevivência da competição. Do contrário, em 2018 vamos discutir se um jogador pode tomar um terceiro cartão amarelo na partida. 

Atacante piauiense é a mais nova sensação do Sport Recife

Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Clube que revelou o artilheiro Leonardo, hoje no céu, e o lateral Renê, atualmente no Flamengo, o Sport Recife agora faz os olhos de seus torcedores brilharem com mais um talento piauiense. 

Edimar Ribeiro da Costa Junior, o Juninho, tem apenas 17 anos, mas entrou com tudo no time profissional do Sport. Já são cinco gols pelo Leão, dois deles em uma virada espetacular no último domingo (16). 

Na Ilha do Retiro, o Spotr perdia por 2 a 1 para o Náutico. Juninho virou o jogo com gols aos 44 e 46 minutos do segundo tempo, para frustração goleiro Tiago Cardoso, também piauiense. 

No meio da semana passada, ele já havia entrado em campo na vitória por 2 a 1 sobre o Joinville, pela Copa do Brasil, marcando o gol da vitória, sem ângulo. Ficou tão empolgado que tirou a camisa e jogou para a torcida. 

O primeiro gol de Juninho como profissional foi na Copa do Nordeste, no jogo de ida das quartas-de-final, contra o Campinense (PB). Enquanto o conterrâneo Augusto comemorava do outro lado, o garoto da cidade de Amarante fez o gol de honra, que permitiu ao Sport jogar por um resultado mais tranquilo na partida de volta e se classificar para a semifinal. 

Pelo Campeonato Pernambucano, Juninho já havia deixado sua marca em um jogo contra o Central. 

Juninho foi um dos artilheiros da Copa do Brasil Sub-17, no ano passado, com sete gols. No ano passado, o talento foi convocado para a seleção brasileira da mesma faixa etária. 

Integrado ao elenco profissional do Sport em janeiro, o jogador foi descoberto em uma peneira na cidade de Amarante, a mesma do lutador do UFC Francisco Massaranduba. Já há quem defenda o garoto no time titular. Parece cedo, né? O técnico Ney Franco deve decidir. 

Mas se for pelo apelido, o atacante tem tudo para fazer sucesso no Sport. A torcida que vibrou com Juninho Pernambucano nos anos 1990 parece que vai cair nas graças agora do Juninho Piauiense.

Piauí 1x1 River - uma tragédia em três atos

Primeiro Ato - o árbitro

A imagem da equipe de arbitragem cercada pelo batalhão de choque da Polícia Militar dá o tom de como foi polêmica, no mínimo polêmica a atuação de Antônio Lopes. 

Fotos: Fábio Lima/Cidade Verde

O Piauí reclamou do pênalti marcado contra o clube, sofrido e convertido por Viola. 

Depois se revolvou com a falta que resultou na expulsão de Alisson - que seria apenas o primeiro a levar cartão vermelho na partida. As imagens mostram até que Negueba parece cavar a falta, mas o zagueiro do Piauí fez o gesto para puxar o riverino pelo ombro. Deu razão ao juiz. 

Os lances foram o suficiente para deixar jogadores e comissão técnica com os nervos a flor da pele. Mas faltou firmeza na atuação do árbitro, que em alguns momentos parecia perdido. Antonio Lopes demorou para dar o cartão para Alisson - se foi falta no último homem, teria de ter aplicado a punição de imediato. 

Houve um princípio de confusão entre jogadores dos dois times no primeiro tempo e o árbitro olhava para outro lado do campo. Na etapa final, a confusão foi no banco de reservas e foram os próprios clubes que contornaram a situação, sem arbitragem e sem polícia. 

Era o cenário para que o futebol deixasse o protagonismo do jogo.

Segundo Ato - o cai-cai

O Piauí teve mais dois jogadores expulsos: Dudu por supostamente atrasar sua saída na substituição, e Testinha, por falta.

Nos minutos finais, falta para o River perto da grande área. Na cobrança... não teve cobrança. 

Nil e Cinelton caíram em campo. Alegaram não ter mais condições físicas de continuarem na partida. Com cinco a menos no Piauí, o árbitro não poderia seguir o jogo e deu o assunto por encerrado. 

O presidente do Piauí, Jacob Júnior, disse que os jogadores estavam desgastados por terem corrido em campo por um time com três a menos. 

Mas quem estava no estádio viu, sim, gestos com os braços de encerrar, de parar... Eu mesmo vi. 

Difícil vai ser o River conseguir provar o cai-cai, mas é muita coincidência que o time que pode sofrer um gol no último lance do jogo perca dois jogadores de uma vez por desgaste físico ou lesão. 

Terceiro Ato - a revolta da torcida

Após o jogo, enquanto o Piauí reclamava do árbitro e o River se queixava do suposto "cai-cai", torcedores riverinos ignoravam as duas situações. A revolta era pelo fato de o Galo não conseguir vencer, com três jogadores a mais, o time rubroanil. 

Tudo bem, teve o Humberto expulso. Mas ainda assim eram dois a mais. 

E teve uma bola do Viola na trave no segundo tempo, é verdade. Mas o River pouco produziu. 

Eduardo Hungaro disse que o jogo do Piauí foi não jogar, fazer muitas faltas e evitar que o River jogasse também. Pode não ser o melhor do espírito esportivo, mas deu certo para o rubroanil.

Enquanto o treinador concedia entrevista coletiva, torcedores se aglomeraram no portão que leva ao vestiário tricolor. Gritavam contra o treinador, que soma dois empates seguidos contra equipes que, em tese, brigam mais para não cair do que pelo título. Foram muitos xingamentos e outras palavras que seus filhos pequenos não podem ouvir ou ler. 

A tropa de choque foi acionada para proteger o ônibus, que recebeu os jogadores aos gritos de "vergonha, time sem vergonha". 

A revolta aumentou depois de um jogador supostamente xingar um dos membros da torcida organizada River Chopp - sim, não eram torcedores da Esporão do Galo, é bom frisar.   

O carro do técnico foi cercado por riverinos e foi necessário que a polícia intervisse para que o veículo deixasse o estádio. 

Tudo isso e ninguém vai falar do gol de falta de Dudu, no começo do jogo. Nem de Viola isolado na artilharia, após o gol de pênalti. Só a tropa de choque se destaca nas fotos. Porque quanto mais se tenta fazer o futebol dar certo dentro de campo, mais parece se querer tirar o protagonismo do espetáculo. É a várzea que não quer deixar de ser várzea. 

Cabeça boa e jogar fechadinho: a receita do Piauí para escapar do rebaixamento

Foto: Eduardo Frota

Desde o vice-campeonato estadual em 2014, o Piauí Esporte Clube passa por maus momentos dentro de campo. A cada ano, a luta do rubroanil tem sido contra o rebaixamento. 

Após uma campanha incolor, inodora e insípida na Copa do Nordeste de 2015, o Piauí saiu da condição de semifinalista do 1º Turno para lanterna do 2º Turno. Por sorte, não houve rebaixamento naquele ano. 

Em 2016, com o descenso reativado, duas equipes iriam cair. O Piauí encerrou o 1º Turno em sexto lugar entre oito times, superior apenas a Caiçara e Cori-Sabbá. 

No 2º Turno daquele ano, o clube rubroanil sentiu a pressão e reagiu a ponto de ser um dos semifinalistas - o que está perto de acontecer novamente. 

Um dos principais responsáveis pela virada de 2017 é o novo treinador. O Piauí trocou Marcão por Fabiano Macau, que focou primeiro o lado psicológico. Após a vitória sobre o Flamengo por 3 a 1, ele revelou a dificuldade de se trabalhar a cabeça dos atletas pressionados pela zona de rebaixamento. 

Foto: Fábio Lima/Cidade Verde

- A gente tinha confiança, porque os meninos são guerreiros pra caramba e a gente vem conversando, e a gente vem recuperando essa parte psicológica, que é muito difícil. 

Depois do primeiro triunfo, veio o Parnahyba, campeão do 1º Turno. E o Piauí se impôs taticamente mais uma vez. O Tubarão até desperdiçou chances de gol, mas o sistema de marcação treinado por Macau surtiu maior resultado. 

- Eu tenho certeza que a gente vai chegar lá dessa maneira: jogar fechadinho, com a casinha fechada, sair organizado e tentar aproveitar os contra-ataques.

É dessa forma que o Piauí vai encarar o River neste domingo (16), às 17h, no Lindolfo Monteiro. O risco de rebaixamento não foi afastado por completo e o rubroanil agora briga para ser semifinalista do returno. Com tempo apenas para recuperar os jogadores fisicamente e trabalhar posicionamento em campo, Macau deve repetir a estratégia dos últimos jogos. 

- Nós temos que focar na determinação, no empenho até o final, até o extra. A gente tem que chegar com tudo, com muita vontade, e a gente vai fazer diferença no final. 

Um esforço que os jogadores do rubroanil querem repetir, assim como a oração após a vitória por 1 a 0 sobre o Parnahyba, na última quarta-feira. 

 

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