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Petkovic: enfim, campeão brasileiro

Ninguém merece mais o título de campeão brasileiro do que Petkovic. Merece mais até que o próprio Flamengo, que ainda lhe deve milhões em salários atrasados, e devia hoje pagar tudo de uma vez em agradecimento.

Maurício Val/Vipcomm


Todas as homenagens são justas, e até poucas. Não estamos falando de um jogador do Flamengo. É o jogador estrangeiro mais brasileiro que existe. Craque que havia sumido do mapa após passagens por vários clubes do país, mas sem conquistar o título máximo do nosso futebol. Encerrar a carreira sem isso no currículo seria um pecado.

Adriano estreou na quarta rodada, mas não fez o time engrenar. Cuca durou 13 rodadas, e lá veio o eterno tapa buraco Andrade, que deixou de ser step. Na 21ª rodada, 3 a 0 para o Avaí, e Mengão na 14ª posição. Sem a chegada de Pet, outro treinador do eterno rodízio carioca, como Renato Gaúcho ou Joel Santana, certamente seria chamado. E a torcida rubro-negra, que já tinha se acostumado a acreditar em uma vaga na Libertadores, pode sonhar mais alto.

Pet foi fundamental nos jogos que decidiram o título de um campeonato tão equilibrado por equipes que foram apenas medianas ao longo do ano. O Flamengo foi com dois pontos de vantagem sobre os adversários na última rodada por ter ganho esses pontos sobre eles. Na 29ª rodada, show do Pet e vitória sobre o São Paulo. Na 30ª rodada, gol olímpico no Parque Antártica e a confirmação da queda do Palmeiras. Isso sem contar o empate sem gols fora de casa contra o Inter na 26ª rodada.

Ainda assim, o Flamengo, tal qual os demais que mostraram não ter um time com pinta de campeão, deu sua contribuição para equilibrar o campeonato. Sem Pet, perdeu para o Barueri. Com festa pronta no Maracanã, jogou mal e só empatou com o Goiás. E no dia da festa do título, saiu perdendo para o Grêmio, na tarde em que a zaga dormiu e o goleiro Bruno bateu roupa. Mas veio o gol do campeonato, e ele não foi do Ronaldo Angelim. Foi do Pet, que antes de ser substituído cobrou o escanteio na cabeça dele. E comemorou sozinho, deitado no chão após uma cambalhota longe das câmeras.

É uma bela história, mas que não deixa também de ser inusitada e fora dos padrões. O craque do Brasileirão é estrangeiro, tem 37 anos, e só voltou ao país exclusivamente após um acordo para renegociar o que lhe devem. Acrescentando o fato de Adriano tirar do bolso o dinheiro para pagar salários atrasados dos colegas, e suas peripécias ao longo do ano, o título do Flamengo tem a cara do jeitinho brasileiro, que tenta se virar para fazer a coisa dar certo. Tem a cara do povão, que agora é a cara de Petkovic.

Torcedores de outros clubes certamente estão chateados com o título do Flamengo, mas todos devem agradecer ao Pet. O sérvio que veio dar mais brilho ao futebol brasileiro.

Brasileirão: o melhor campeonato do mundo

Os melhores jogadores do mundo estão na Itália, Espanha, e Inglaterra. Mas o melhor campeonato de futebol do mundo é o brasileiro. E 2009 provou que a única coisa que faltava para o sucesso dos pontos corridos era o equilíbrio das equipes.

É verdade que o nível das equipes caiu, mas o equilíbrio matou os torcedores do coração. No mata-mata, só duas torcidas estariam aflitas pelo Brasil no último domingo. Ontem eram quatro acreditando no título: Flamengo, Inter, Palmeiras e São Paulo. E outros quatro, Botafogo, Coritiba, Santo André, e Fluminense, lutando para não cair para a Série B.

Além de consolidar os pontos corridos, por mais que ainda alguns insistam no contrário, o domingo mostrou também que jogador de futebol é profissional e não cai na conversa de torcida. O Grêmio, titular o reserva, jamais faria corpo mole com o Flamengo (apesar de marcar dois gols, a defesa do Mengão fez mais corpo mole lá atrás que os gaúchos). O time principal poderia ter dado mais trabalho, mas os novatos queriam calar o Maracanã.

E vem cá: é melhor ser lembrado como jogador do time que entregou o jogo ou como o cara que fez o gol naquela partida decisiva?

O que não foi lorota nesse torneio foi a campanha do Avaí. Enquanto quatro que disputavam o título trocaram de técnico, os catarinenses seguraram Silas. Não tinham grandes craques, apenas bons jogadores, e ficaram na sexta posição, à frente do Atlético/MG, que um dia foi líder, e do badalado Corinthians de Ronaldo. Com um ou dois nomes de peso, poderia ter ido mais longe.

Ao Sport faltou equilíbrio após a Libertadores. Ao Náutico, faltou sorte em alguns momentos, mas tinha mais time que outros rebaixados. Aos nordestinos, resta que Ceará e Vitória não nos decepcionem em 2010.

E resta também esperar que alguns de nossos craques fiquem por aqui. Talvez seja o que falte para o campeonato mais emocionante do mundo também seja o melhor tecnicamente.

Brasileirão 2009: as decepções

O Brasileirão de pontos corridos é assim: você arma seu time para toda a temporada, se esforça para manter a base e o treinador, traz alguns reforços, e depois é só correr para o abraço.



Rodadas atrás era tudo o que se esperava do Palmeiras. Aliás, desde o início do ano era o que se esperava do melhor time brasileiro na Libertadores, que contratou Obina ainda sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, e o fez fazer gols. Ontem, o Verdão dependia do ex-treinador, hoje no Santos, fazer seu time ganhar do Cruzeiro...

O cenário era lindo, mas tudo desmoronou. No final das contas, Obina deu início a um novo jejum de gols, só encerrado quando o time já lutava para voltar a disputar o título. Lesionado, Cleiton Xavier fez uma baita falta. Perder para todos os candidatos ao rebaixamento virou rotina. Perdeu até para o Botafogo na última rodada. De líder com folga, o Verdão virou quinto, e nem para a Libertadores vai. O Atlético/MG também fez coisa parecida, mas não gerou tanta expectativa quanto o time paulista.

Vai ter palmeirense botando culpa na camisa azul, que foi feita mais por uma questão de patrocinador do que para homenagear os tempos de Palestra Itália. Na verdade, o Palmeiras perdeu para ele mesmo, e foi a decepção de 2009. Só não frustrou mais por conta do golaço de Diego Souza do meio da rua contra o Atlético Mineiro.

Gaspar Nóbrega/Vipcomm



E só não frustrou mais também porque o Hernanes joga no São Paulo. De volante candidato à seleção brasileira, um dos melhores jogadores de 2008 se apagou. O São Paulo poderia ter sido campeão se ele tivesse o rendimento da campanha do hexa.

E nessa lista, o Palmeiras foi candidato até a pior torcida. Mas perdeu na última rodada para a do Coritiba, que deveria ter vergonha na cara e voltar hoje ao estádio Couto Pereira para ao menos limpar a bagunça da guerra campal de ontem.

Carioca torce duas vezes pelo Flamengo domingo

Quem perdeu a chance de ir para o Macaranã no domingo, poderá torcer pelo Flamengo duas vezes.

Antes de Flamengo e Grêmio pela última rodada do Brasileirão, vai rolar Flamengo e Pinheiros pelo Novo Basquete Brasil.

Quem for ao basquete na Barra da Tijuca verá a partida  às 13h (de Brasília). E o torcedor poderá permanecer no HSBC Arena para conferir Flamengo e Grêmio às 17h, em jogo que será transmitido em um telão de 75 metros quadrados Full HD.

Sem contar o DJ para animar os torcedores no intervalo.

A ideia é boa. O esporte também precisa aproveitar as oportunidades. Que sirva de exemplo.

Adriano e Pet já se deram bem...

Maurício Val/Vipcomm

O Flamengo treina em Teresópolis, onde também está a seleção brasileira feminina de futebol.


Tão felizes, né?

Gol do meio do campo vale mais de R$ 1 milhão na Espanha

Ele não é o Diego Souza, mas fez um golaço e levou uma bolada!

Tá, não foi um golaço como o do Diego Souza. Mas valeu mais de R$ 1 milhão.

A promoção "La jornada de tu vida" do BBVA, banco que patrocina o Campeonato Espanhol, premia seus clientes no intervalo dos jogos do torneio.

Miguel Ramón Rubio é de Valencia. Casado, pai de dois filhos, foi sorteado com outros três para tentar um chute do meio do campo no jogo entre Xerez e Barcelona. Antes dele, dois concorrentes acertaram a trave. O gordinho chutou fraco, a bola quase não chega na grande área. Mas entrou.

Veja o vídeo do gol aqui!

O prêmio normal de 240 mil euros estava acumulado, e Miguel levou 480 mil, mais ou menos R$ 1,23 milhão. Promoção dessas não se vê no Campeonato Brasileiro.

No jogo de ontem, o Barça venceu por 2 a 0.

Paraolímpicos também têm votação para melhor do ano

Quando o piauiense Antônio Delfino foi escolhido melhor atleta paraolímpico do ano de 2005, o Prêmio Brasil Olímpico foi entregue após a votação dos especialistas. Em 2009, tudo mudou.

Pelo segundo ano consecutivo é realizado o Prêmio Brasil Paraolímpico, promoção do Instituto Superar. Agora, a votação é popular e acontece no site www.institutosuperar.com.br. Além dos melhores atletas e equipes do paradesporto de 2009, você também elege as melhores reportagens do ano .

O prêmio tem a chancela do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Os vencedores serão conhecidos na festa de premiação no Rio de Janeiro, dia 8 de dezembro.

Flu x LDU: Eu quase vi o milagre

Mas quase no esporte é coisa de quem fez um pouco menos.



E o Flu fez muito no Maracanã. Mas fez pouco no Equador. Não adianta culpar a altitude pelo jogo anterior, e nem reclamar de lentidão do árbitro na partida de volta do Rio de Janeiro. O time carioca não fez na primeira da final o básico marcar cada jogador, e marcou por zona. Na altitude, todo chute de longe era um petardo. E a LDU venceu por 5 a 1. E foi pouco.

No nível do mar, a LDU mostrou que é um time que depende do mando de campo, e podia ter perdido de mais que 3 a 0. Isso já bastaria ao Fluminense, mas o time do Equador mereceu o título por ter sido mais eficiente. Usou o que podia: altitude, regulamento, jogo de ida em casa. Foi mais sábia, e também tinha um time melhor que o brasileiro.

No entanto, a LDU pode sonhar, contratar, inventar, mas não consegue uma torcida como a do Fluminense. Não é todo torcedor que vai receber seu time no aeroporto depois de tomar 5 a 1 e ainda aplaudir. A torcida tricolor não deu um exemplo: deu uma aula, que alguns palmeirenses deveriam assistir.

O problema é que o sofrimento tricolor ainda não acabou. Ao menos é preciso esperar empate com o Coritiba para se garantir na Série A. Tanto amor em meio ao sofrimento faz da torcida do Flu a melhor do Brasil no momento - que me desculpem os flamenguistas.

Judoca João Derly arrebenta com a raquete

Itamar Aguiar/VIPCOMM


Esse aí nunca foi tenista. A foto não engana. Mas é bicampeão mundial de Judô.

Trata-se do gaúcho João Derly, que no último domingo (29) esteve ao lado do conterrâneo Lucas Engel. Os dois disputaram etapa de Porto Alegre do Circuito Centauro de Duplas de Tênis, em Porto Alegre.

Pouca gente falou nisso, mas Derly mudou de categoria. Subiu de meio-leve (até 66kg) para leve (até 73kg). Abriu caminho para muita gente que passou anos sem chance de ser titular da seleção brasileira, como o piauiense Benito Mussolini Neto - que infelizmente perdeu a seletiva deste ano.

Resta saber como será a vida de João Derly na nova categoria. A mudança foi baseada em exames médicos, físicos, antropométricos, nutricionais e fisiológicos, e o desgaste durante os torneios deverá ser menor.

Mas todo mundo sabe que as mudanças nas regras do Judô serão seu principal desafio. Mostrar para o mundo que pode ser campeão de novo, mesmo sem as catadas abaixo da cintura que eram sua especialidade, será a segunda grande virada na carreira do judoca, que já teve de cumprir dois anos de suspensão por dopping antes de ser campeão mundial.

Ah, Derly perdeu a partida. Na verdade, foi só um tie-break contra Yuri Radowsky, parceiro de Engel, e Renata Guimarães. Placar de 7 a 5.

Já sabe o grupo do Piauí na Copa São Paulo? Veja aqui

O sorteio da Copa São Paulo de Futebol Júnior colocou o Piauí Esporte Clube no Grupo X, com sede em São Paulo. Não me lembro de equipe piauiense que tenha jogado a competição na capital em anos anteriores.

O Grupo X tem ainda Nacional/SP, Botafogo/RJ, e Desportiva/ES.

Há novidades curiosas na Copinha, como um time da Arábia Saudita no Grupo P, o mesmo de Paulínia/SP, Remo/PA, e Atlético/PR. Há outro da África do Sul no Grupo F, o mesmo do Fluminense/RJ.

No Grupo S, em Taubaté, o Flamengo/RJ terá entre seus adversários o Sport Club Shallon/RO.

Aliás, os grandes do Rio de Janeiro estão todos confirmados, depois de alguns anos de ausência em função do torneio ter sido tomado por empresários e clubes nunca vistos. Enfim...

A inscrição dos 30 atletas por clube, nascidos entre 1991 e 1994, termina dia 30 de novembro. No congresso técnico, dia 2 de janeiro, cinco nomes deverão ser cortados. O jogo de abertura será no dia 3.

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