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Brasileirão 2009: as decepções

O Brasileirão de pontos corridos é assim: você arma seu time para toda a temporada, se esforça para manter a base e o treinador, traz alguns reforços, e depois é só correr para o abraço.



Rodadas atrás era tudo o que se esperava do Palmeiras. Aliás, desde o início do ano era o que se esperava do melhor time brasileiro na Libertadores, que contratou Obina ainda sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, e o fez fazer gols. Ontem, o Verdão dependia do ex-treinador, hoje no Santos, fazer seu time ganhar do Cruzeiro...

O cenário era lindo, mas tudo desmoronou. No final das contas, Obina deu início a um novo jejum de gols, só encerrado quando o time já lutava para voltar a disputar o título. Lesionado, Cleiton Xavier fez uma baita falta. Perder para todos os candidatos ao rebaixamento virou rotina. Perdeu até para o Botafogo na última rodada. De líder com folga, o Verdão virou quinto, e nem para a Libertadores vai. O Atlético/MG também fez coisa parecida, mas não gerou tanta expectativa quanto o time paulista.

Vai ter palmeirense botando culpa na camisa azul, que foi feita mais por uma questão de patrocinador do que para homenagear os tempos de Palestra Itália. Na verdade, o Palmeiras perdeu para ele mesmo, e foi a decepção de 2009. Só não frustrou mais por conta do golaço de Diego Souza do meio da rua contra o Atlético Mineiro.

Gaspar Nóbrega/Vipcomm



E só não frustrou mais também porque o Hernanes joga no São Paulo. De volante candidato à seleção brasileira, um dos melhores jogadores de 2008 se apagou. O São Paulo poderia ter sido campeão se ele tivesse o rendimento da campanha do hexa.

E nessa lista, o Palmeiras foi candidato até a pior torcida. Mas perdeu na última rodada para a do Coritiba, que deveria ter vergonha na cara e voltar hoje ao estádio Couto Pereira para ao menos limpar a bagunça da guerra campal de ontem.

Carioca torce duas vezes pelo Flamengo domingo

Quem perdeu a chance de ir para o Macaranã no domingo, poderá torcer pelo Flamengo duas vezes.

Antes de Flamengo e Grêmio pela última rodada do Brasileirão, vai rolar Flamengo e Pinheiros pelo Novo Basquete Brasil.

Quem for ao basquete na Barra da Tijuca verá a partida  às 13h (de Brasília). E o torcedor poderá permanecer no HSBC Arena para conferir Flamengo e Grêmio às 17h, em jogo que será transmitido em um telão de 75 metros quadrados Full HD.

Sem contar o DJ para animar os torcedores no intervalo.

A ideia é boa. O esporte também precisa aproveitar as oportunidades. Que sirva de exemplo.

Adriano e Pet já se deram bem...

Maurício Val/Vipcomm

O Flamengo treina em Teresópolis, onde também está a seleção brasileira feminina de futebol.


Tão felizes, né?

Gol do meio do campo vale mais de R$ 1 milhão na Espanha

Ele não é o Diego Souza, mas fez um golaço e levou uma bolada!

Tá, não foi um golaço como o do Diego Souza. Mas valeu mais de R$ 1 milhão.

A promoção "La jornada de tu vida" do BBVA, banco que patrocina o Campeonato Espanhol, premia seus clientes no intervalo dos jogos do torneio.

Miguel Ramón Rubio é de Valencia. Casado, pai de dois filhos, foi sorteado com outros três para tentar um chute do meio do campo no jogo entre Xerez e Barcelona. Antes dele, dois concorrentes acertaram a trave. O gordinho chutou fraco, a bola quase não chega na grande área. Mas entrou.

Veja o vídeo do gol aqui!

O prêmio normal de 240 mil euros estava acumulado, e Miguel levou 480 mil, mais ou menos R$ 1,23 milhão. Promoção dessas não se vê no Campeonato Brasileiro.

No jogo de ontem, o Barça venceu por 2 a 0.

Paraolímpicos também têm votação para melhor do ano

Quando o piauiense Antônio Delfino foi escolhido melhor atleta paraolímpico do ano de 2005, o Prêmio Brasil Olímpico foi entregue após a votação dos especialistas. Em 2009, tudo mudou.

Pelo segundo ano consecutivo é realizado o Prêmio Brasil Paraolímpico, promoção do Instituto Superar. Agora, a votação é popular e acontece no site www.institutosuperar.com.br. Além dos melhores atletas e equipes do paradesporto de 2009, você também elege as melhores reportagens do ano .

O prêmio tem a chancela do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Os vencedores serão conhecidos na festa de premiação no Rio de Janeiro, dia 8 de dezembro.

Flu x LDU: Eu quase vi o milagre

Mas quase no esporte é coisa de quem fez um pouco menos.



E o Flu fez muito no Maracanã. Mas fez pouco no Equador. Não adianta culpar a altitude pelo jogo anterior, e nem reclamar de lentidão do árbitro na partida de volta do Rio de Janeiro. O time carioca não fez na primeira da final o básico marcar cada jogador, e marcou por zona. Na altitude, todo chute de longe era um petardo. E a LDU venceu por 5 a 1. E foi pouco.

No nível do mar, a LDU mostrou que é um time que depende do mando de campo, e podia ter perdido de mais que 3 a 0. Isso já bastaria ao Fluminense, mas o time do Equador mereceu o título por ter sido mais eficiente. Usou o que podia: altitude, regulamento, jogo de ida em casa. Foi mais sábia, e também tinha um time melhor que o brasileiro.

No entanto, a LDU pode sonhar, contratar, inventar, mas não consegue uma torcida como a do Fluminense. Não é todo torcedor que vai receber seu time no aeroporto depois de tomar 5 a 1 e ainda aplaudir. A torcida tricolor não deu um exemplo: deu uma aula, que alguns palmeirenses deveriam assistir.

O problema é que o sofrimento tricolor ainda não acabou. Ao menos é preciso esperar empate com o Coritiba para se garantir na Série A. Tanto amor em meio ao sofrimento faz da torcida do Flu a melhor do Brasil no momento - que me desculpem os flamenguistas.

Judoca João Derly arrebenta com a raquete

Itamar Aguiar/VIPCOMM


Esse aí nunca foi tenista. A foto não engana. Mas é bicampeão mundial de Judô.

Trata-se do gaúcho João Derly, que no último domingo (29) esteve ao lado do conterrâneo Lucas Engel. Os dois disputaram etapa de Porto Alegre do Circuito Centauro de Duplas de Tênis, em Porto Alegre.

Pouca gente falou nisso, mas Derly mudou de categoria. Subiu de meio-leve (até 66kg) para leve (até 73kg). Abriu caminho para muita gente que passou anos sem chance de ser titular da seleção brasileira, como o piauiense Benito Mussolini Neto - que infelizmente perdeu a seletiva deste ano.

Resta saber como será a vida de João Derly na nova categoria. A mudança foi baseada em exames médicos, físicos, antropométricos, nutricionais e fisiológicos, e o desgaste durante os torneios deverá ser menor.

Mas todo mundo sabe que as mudanças nas regras do Judô serão seu principal desafio. Mostrar para o mundo que pode ser campeão de novo, mesmo sem as catadas abaixo da cintura que eram sua especialidade, será a segunda grande virada na carreira do judoca, que já teve de cumprir dois anos de suspensão por dopping antes de ser campeão mundial.

Ah, Derly perdeu a partida. Na verdade, foi só um tie-break contra Yuri Radowsky, parceiro de Engel, e Renata Guimarães. Placar de 7 a 5.

Já sabe o grupo do Piauí na Copa São Paulo? Veja aqui

O sorteio da Copa São Paulo de Futebol Júnior colocou o Piauí Esporte Clube no Grupo X, com sede em São Paulo. Não me lembro de equipe piauiense que tenha jogado a competição na capital em anos anteriores.

O Grupo X tem ainda Nacional/SP, Botafogo/RJ, e Desportiva/ES.

Há novidades curiosas na Copinha, como um time da Arábia Saudita no Grupo P, o mesmo de Paulínia/SP, Remo/PA, e Atlético/PR. Há outro da África do Sul no Grupo F, o mesmo do Fluminense/RJ.

No Grupo S, em Taubaté, o Flamengo/RJ terá entre seus adversários o Sport Club Shallon/RO.

Aliás, os grandes do Rio de Janeiro estão todos confirmados, depois de alguns anos de ausência em função do torneio ter sido tomado por empresários e clubes nunca vistos. Enfim...

A inscrição dos 30 atletas por clube, nascidos entre 1991 e 1994, termina dia 30 de novembro. No congresso técnico, dia 2 de janeiro, cinco nomes deverão ser cortados. O jogo de abertura será no dia 3.

Parnahyba lançará campanha para reerguer seu próprio estádio

Após visita de conselheiros no último fim de semana às obras do Centro de Treinamento, a diretoria do Parnahyba Sport Club anunciou que lançará campanha junto aos torcedores. A intenção é obter material de construção para reerguer o estádio Petrônio Portella, também chamado de "Internacional", que é de propriedade do clube.

O Parnahyba é o único clube de futebol do Piauí com estádio próprio, que não pertence à Prefeitura ou Governo do Estado.

Quem quiser, já pode ajudar doando material em Parnaíba no local das obras. Os torcedores e colaboradores terão seu nome registrado pela diretoria em futura homenagem do Tubarão durante a reinauguração do espaço.

Um blog "na esportiva"

Era um garoto que aprendia a nadar na piscina do River Atlético Clube - sim, nas escolinhas que existiam no final dos anos 80, início dos anos 90... Já faz um tempinho...

Certo tempo queria nadar como o Gustavo Borges. Também queria ter a força do Aurélio Miguel, sacar como o Marcelo Negrão, jogar como o Raí... Na impossibilidade disso tudo ao mesmo tempo, o curso de Publicidade ficou de lado, e o jornalista surgiu.

Foi como jornalista que percebi poder fazer muito mais que imitar meus ídolos de infância. Poderia falar de todos eles. E hoje narro a força da Sarah Menezes, a velocidade da Moema Sales e do Lauro Wilson Filho nas piscinas, e da Fernanda Araújo e tantos outros nas pistas, a resistência do maratonista José Teles, a agilidade das promessas do Badminton, o esforço dos que praticam Futsal, Vôlei, Handebol, e tantas modalidades no Piauí.

E só a Internet para suportar minha fome por esportes. Antes mesmo de me formar na Universidade Federal do Piauí, já vivia pelas quatro linhas, e escrevia bem mais que isso no jornal O Dia, onde fui estagiário, repórter, e editor de esportes. As matérias sobravam, muitas nunca foram publicadas.

E o blog surge para saciar essa fome, e fazer valer todos os e-mails que ainda recebo com fotos, sugestões de notas e pautas, pedidos de atletas e técnicos para que divulgem suas competições. Dá um aperto no peito não transformar tudo em matérias, mas o novo espaço poderá dar conta disso. Afinal, vamos trabalhar isso de forma diferente.

Textos rápidos, com bom humor. Vamos tentar levar quase tudo na esportiva - afinal, é preciso tratar de coisas sérias também. E falar só de competição não dá. Os bastidores, os momentos inusitados, e o mundo que vive esporte: música, cinema, política, economia, saúde... O leitor perceberá que o esporte vai muito além de vitórias e derrotas.

Aos que cobraram, obrigado pela insistência. Rafael Solano, valeu pela arte. Mateus Pontes, obrigado pela dedicação no trabalho de web. E vamos seguir a vida, na esportiva.

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