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Presos relatam medo vivido durante rebeliões e OAB pede reforma urgente

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Dois presos da Casa de Custódia, que receberam alvará de soltura nesta quinta-feira (17), contaram um pouco do que viveram durante as duas rebeliões realizadas desde a última segunda-feira (14). Um deles afirmou que permaneceu escondido com medo de ser assassinado dentro do presídio. "Eu estava escondido, não saí. Fiquei só no banheiro. Senti muito medo de morrer", disse.  

O outro preso contou que viu detentos levar tiro na cabeça e no braço, com armas fatais. A Secretaria da Justiça do Piauí está finalizando a recontagem e a identificação dos internos. Ao todo, 150 homens das forças especiais permanecerão na Casa de Custódia e 80 no presídio de Parnaíba, para garantir a segurança. 

A Polícia Militar investiga se houve tiro letal e não tem prazo para retirar os militares dos presídios. O comando acredita que a rebelião está relacionada à greve dos Agentes Penitenciários. "Acreditamos que tudo tem a ver com o que acontecia do lado de fora do muro", declara o comandante geral da PM, coronel Carlos Augusto.

O advogado Lucas Villa, representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PI, considerou que a situação na Custódia é preocupante e que o governo precisa iniciar, imediatamente, as obras de reforma. "Os presos ainda estão sem água, sem visitação. Se não forem feitos os reparos, os presos não poderão permanecer lá. O que percebemos é que os pavilhões estão pacificados. O diálogo está sendo produtivo e a direção já informou que as visitas serão retomadas na próxima semana. Mas, a Casa de Custódia continua sendo um barril de pólvora", alerta.

 

Jordana Cury
jordanacury@cidadeverde.com

 

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