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Mesmo sem repasse, escolas de samba continuam produzindo desfile em Teresina

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Os presidentes das escolas de samba em Teresina se reuniram com a Fundação Cultural do Piauí (Fundac), na manhã desta quarta-feira (11), para saber se existe a possibilidade do Estado repassar recursos para o Carnaval 2017. Há algumas semanas, a Prefeitura de Teresina suspendeu o recurso às escolas, o que impossibilita a realização do evento neste ano.

Eles aguardam uma resposta oficial da Fundac já que muitas delas estão com 40% do material pronto para o desfile e continuam, na medida do possível, produzindo o desfile, que iria ocorrer na Avenida Marechal de Castelo Branco. 

Para o presidente da Skindô, Jamil Said, mesmo que se algumas escolas arcarem sozinha com os custos das fantasias e carros alegóricos, por exemplo, não haverá a presença de todas na avenida, pois não são todas que possuem orçamento. 

“Eu acredito que não haverá Carnaval. Por parte da Skindô, ela já tem uma boa parte pronta, mas não faz sentido ir para a avenida. São oito escolas de samba, não faz sentido só uma escola de samba participar. Então, eu acredito que para ser um carnaval alegre, uma coisa festiva, todas as escolas precisam participar”, disse o presidente.

Jamil ressalta que o “carnaval é para todos” e “todos tem o direito de brincar”. Ele lamenta a falta de recursos tanto por parte do poder público como pelo privado. Além disso, o presidente destacou que as escolas fazem bingo e feijoadas para arrecadar dinheiro, mas que somente isso não consegue pagar às contas de uma escola de samba.  O dinheiro repassado pelo poder público é usado, principalmente, nas fantasias. 

“O carnaval tem que ter uma continuidade, se quebrar o ritmo não adianta. Nós, os presidentes, somos tão fracos que não tem nenhuma classe lutando pelas escolas de samba. Não político, não tem ninguém. Então, seria muito bom se o comercio e o empresário ajudasse para nosso carnaval tenha outra dimensão. Não é por falta de projeto que isso não acontece”, comentou o presidente. 

Para a carnavalesca Tania Said fica a esperança de em 2018 o Piauí viver outra realidade. 

“A gente ainda fica na esperança que no próximo ano essa situação se reverta porque essa é a maior festa popular do país. A gente espera que o poder público se sensibilize já que essa é uma festa do povo, e que precisa acontecer. Cerca de 40% do material feito artesanalmente está pronto”, declarou. 


Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

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