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Débora Falabella critica cobranças pela eterna jovialidade das atrizes: 'Absurdo'

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No ar como a vaidosa Irene em “A força do querer”, Débora Falabella não tem uma semelhança sequer com a vilã. A personagem golpista da novela das nove carrega, junto com a ganância, um grande apego à imagem. Na vida, porém, a aparência passa longe de ser um dos assuntos que preocupam a atriz. Aos 38 anos, ela é crítica aos padrões de beleza impostos às artistas e se posiciona contra a ditadura antienvelhecimento.

— Esta exigência é um dos maiores absurdos do mundo. A gente tem que poder envelhecer. É bom, tem que ser bom. O curioso é que isso é exclusivamente em relação à mulher porque, na minha opinião, os homens não são tão cobrados assim. Esta exigência ainda não é algo que me afete, mas acho que, com a maturidade, ganhamos algumas coisas, perdemos outras. A vida é assim. A sociedade tem que parar com a bobagem de colocar que a mulher só é bonita num momento da vida — frisa.

Discreta em relação à vida pessoal, a atriz costuma compartilhar outras críticas sociais e políticas em seus perfis em redes sociais, mas revela se sentir mais à vontade se posicionando com a arte.

— Não dá para fingir que nada acontece — expressa Débora, que se diz cuidadosa com as declarações: — Eu sou como consigo ser. Não crio nada. Existem pessoas que têm liberdade com o público de se expor, de se colocar. Para mim, é muito mais confortável estar como uma personagem do que numa entrevista. É realmente algo mais fácil. Numa entrevista, quem está dizendo sou eu, não tem aquela proteção da personagem. Então, eu acho que agir assim é algo natural. Vivo dessa maneira desde o início da carreira, dos 19 ou 20 anos. Eu não tenho interesse em ser uma personalidade. Eu tenho interesse em ser uma atriz, essa personalidade de papéis na arte.

 

Fonte: Extra 

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