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Demetrios Galvão lança 'O Avesso da Lâmpada' em sarau de poesias na praça Pedro II

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O historiador e poeta Demetrios Galvão lança, nesta sexta-feira (19), o terceiro livro de sua autoria: 'O Avesso da Lâmpada'. O lançamento será realizado durante a abertura da nova temporada da Roda de Poesia Tensão, Tesão e Criação, em sarau de poesias no café Art Bar, na Praça Pedro II. 

Em entrevista ao Cidadeverde.com, Demetrios Galvão, ressalta as inquietações destacadas em 'O Avesso da Lâmpada'. O livro tem quatro capítulos e, em cada um, uma questão diferente é abordada. A obra marca o amadurecimento do poeta Demetrios.

Sobre o sarau, Demetrios acredita que o evento irá proporcionar um dos melhores lançamentos de seu livro já que a roda de poesia acontece em um espaço aberto e central da cidade, o que conversa diretamente com os poemas do “Cidades Rabiscadas”, incluso em 'O Avesso da Lâmpada'. 

A abertura da nova temporada da Roda de Poesia Tensão, Tesão e Criação será realizada a partir das 18h. O evento contará com pocket shows, feirinhas e recitais de poesias. Demetrios assina o blog "Janelas em Rotação" no Cidadeverde.com. Acesse aqui

Quais inquietações está destacando no livro “O avesso da lâmpada”?

Demetrios: O Avesso da Lâmpada é o meu livro que traz uma maior abertura na construção poética. Os 4 capítulos que compõem o livro apontam questões diferentes. Um ponto que posso destacar é a questão de uma existência mais afetiva, isso colocado como uma forma de reflexão, de ver o mundo, como trabalho nos poemas cine-mirante, musculatura cinética, a poesia não dá respostas e rinocerontes da ternura. Esses poemas apontam para uma leveza espiritual interior, um caminho novo dentro do meu trabalho. No 2º capítulo, sigo um caminho mais suave e estabeleço um diálogo com as coisas que me dão prazer e que estão presentes no meu cotidiano – o café, os cactos, a linguagem. O panorama desses poemas mostram uma dimensão caseira, com cheiro de café, textura da terra e tempo lento. Muito embora eu more em um apartamento e viva correndo o tempo todo. Indiretamente, esse capítulo é a construção de um refúgio, um esconderijo íntimo. Na terceira parte do livro, a inquietação são as mil e uma coisas que fazem do nosso tempo, um período de turbulências. acho que a coisa mais importante que sinaliza é a luta pela afirmação da vida. Creio que essa é a pegada do capítulo. O último capítulo é uma viagem fragmentada pelo universo das cidades. Os 30 micro poemas do “Cidades Rabiscadas” vêm sendo escritos desde 2002, portanto, uma reflexão de longa data. Não quis fazer como a maioria dos poetas que escreve sobre Teresina e falam dos seus espaços característicos e singulares. Busquei outro caminho, e capturo Teresina como se fosse qualquer cidade do mundo. Ao mesmo tempo, as micro-cidades são impressões pessoas e intransferíveis, rabiscos ou flashes de instantes.

Lançá-lo em um sarau é uma oportunidade de trocar ideias com o público e de ouvir críticas e elogios?

Acho que esse será um dos melhores lançamentos que poderei proporcionar a um livro meu. O livro é dedicado aos amigos e muitos estarão por lá. O evento também acontece em um espaço aberto e central da cidade, o que conversa diretamente com os poemas do “Cidades Rabiscadas”. Além do que, vai ter música, interação e o clima será de total liberdade. Criaremos uma zona libertária no coração da maquete urbana, produziremos um avesso do concreto. A poesia tem essa potência. Uma coisa importante é a possibilidade de conversar com o público/leitores e aproximar laços para além das palavras impressas.

Pretende lançar 'O Avesso da Lâmpada' em mais algum lugar?

Hoje em dia acredito que o livro é lançado a cada instante que o autor anda com o seu trabalho. Mas ter um momento específico e preparado para a situação é melhor ainda. Depois do lançamento no Roda de Poesia, tenho agendado um outro, no dia 9 de junho no SALIPI e algumas possibilidades em aberto. Estou esperando uma resposta do SESC de Parnaíba e tenho também alguns convites para lançar fora do Piauí.

Teia de relações afetivas  e de atividades horizontais

Esse é o meu terceiro livro publicado por uma editora independente de fora do Piauí. Dessa vez, a publicação se deu pela Editora Moinhos, sediada em Minas Gerais.Venho construindo um trabalho que toma a poesia não só como o exercício de escrita de textos, mas como construção de uma teia de relações afetivas e de atividades horizontais. Busco estar conectado com o que está acontecendo de mais contemporâneo no cenário. Então, além de escrever, edito, colaboro com sites, blogs, revistas e me espalho por outros cantos. Atuar e publicar no campo independente é uma postura política, ética e estética. Venho reforçando sempre essa conexão cada vez mais. O livro novo vem a reafirmar um percurso que iniciei ainda na adolescência quando comecei a produzir fanzines. Nunca saí dessa linha underground, acredito que as coisas foram sendo modeladas e absorvendo outros aspectos. Mas está tudo lá. Utilizo a imagem/ideia do “Avesso” para deslocar as coisas do lugar. A poesia em si, já é um exercício de criar o avesso das coisas. Mas quando trago isso para o título reforço uma imagem maior, criada ao longo dos meus livros, é só conectar INSÓLITO + BIFURCAÇÕES + O AVESSO DA LÂMPADA – são 3 dimensões nada convencionais. E nisso reside à potência do que estou tentando construir, ao tomar a poesia como substância selvagem.

Como é possível adquirir o livro?
O livro pode ser adquirido diretamente comigo, basta me procurar nas redes sociais. Mas também está disponível na livraria Entrelivros e na Tocatta.

 

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

 

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