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Greco prende homem que comandava explosões de dentro da cadeia

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O Grupo de Repreensão ao Crime Organizado (Greco) realizou uma operação para prevenir e repreender os crimes contra bancos, caixas eletrônicos e carros-fortes no Piauí. A ação resultou na prisão de Jairo William Ribeiro dos Santos, acusado de fazer parte de uma quadrilha especializada em ataques contra instituições financeiras no estado.
 
O delegado Wílliame Morais, coordenador do Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado) revelou em entrevista à TV Cidade Verde, na tarde desta sexta-feira (14), que mais um importante integrante da quadrilha foi preso.
 
“Nessa semana nós apresentamos uma pessoa, Jairo William. Com ele foram apreendidas armas e algumas bananas de dinamite. Anteriormente a prisão do Jairo, nós já tínhamos conseguido prender alguns integrantes dessa quadrilha, com veículos roubados, armamentos e bananas de dinamite. E hoje prendemos mais um, o João da Cruz, conhecido como “Joãozinho do Gelo Polar”. Ele estava recolhido no sistema prisional e era dono destes explosivos”, explicou o delegado, ressaltando que era o último integrante que faltava.
 
“Ele fazia parte dessa organização que nos apresentamos essa semana a imprensa, era o integrante que faltava ser preso. Primeiro precisávamos prender quem estava fora, para depois prender quem estava dentro (presídio) que era responsável e proprietários destes explosivos”, continua.
 
De acordo com o delegado, João da Cruz comandava o manejo dos explosivos de dentro da prisão. “Ele era o cabeça do grupo. Cada membro entrava de alguma forma, e ele entrava com os explosivos. Mesmo preso, ele tinha essa propriedade. Quando os primeiros integrantes foram presos, ele se preocupou em solicitar outros membros que não tinham sido presos e retirar os explosivos de determinado local e colocar em um mais seguro”, declarou.
 
Segundo o delegado, os explosivos seriam usados para explodir caixas eletrônicos, agências bancárias e carros-fortes. “Os explosivos seriam usados tanto em caixas eletrônicos, como em agências bancárias e carros-fortes. Como os carros-fortes tem revestimento blindado, eles interceptam estes carros e utilizam os explosivos para abrir.
 
De acordo com Willame Moraes, a venda e o controle destes explosivos é legal e fiscalizada pelo Exercito, mas os criminosos encontram formas para conseguir esse material. “A comercialização e o uso desses explosivos são fiscalizados e controlado pelo Exército, todavia a venda é legal. As organizações criminosas vão a estes locais que podem ter acesso e a posse desse material, como pedreiras e construtoras. Eles assaltam esses locais e levam esse material explosivo”, disse o delegado.
 
“O Exército tem uma série de requisitos para comercialização desse material. Geralmente, são utilizados na abertura de estradas, por exemplo. Não é em todo local que é permitido a comercialização. São poucos locais que estão disponíveis para comercialização, mas sempre com fiscalização do Exército”, continua.

Foto: Rômulo Piauilino


 
Para o delegado, os integrantes desses grupos criminosos tem conhecimento sobre o poder destrutivo desses explosivos e manejam com facilidade o material. “Eles têm conhecimento técnico, qual a quantidade de explosivo necessário para realizar os assaltos”, explica.
 
Ainda segundo o integrante do Greco, a Polícia Civil conseguiu se antecipar à ação dos criminosos, que já se preparavam para cometer novos crimes. Wíllame Moraes destacou que somente no primeiro semestre deste ano 85 pessoas foram presas por este tipo de crime no Piauí.
 
“As 85 pessoas que foram presas nesse semestre, algumas delas são do Piauí, Pernambuco, Ceará e Paraíba. Temos quadrilhas que só atacam carros-fortes, temos quadrilhas que assaltam agências bancárias. Essas pessoas se dividem em vários grupos criminosos”, pontua.

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

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