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'Não tirei medidor, nem roubei energia', reage empresário Franklin Kalume

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O empresário Franklin Kalume foi conduzido na manhã desta sexta-feira (14) a delegacia sob a suspeita de que estaria desviando energia elétrica do apartamento onde mora. Em entrevista ao Cidadeverde.com o empresário negou que tenha agido de forma dolosa e disse que solicitou a instalação de contador para o imóvel, mas o pedido formalizado junto a Eletrobrás, nunca foi atendido.

"Eu pago todos os meses R$ 15 mil de conta de luz da minha empresa. Por isso, eu jamais ia deixar de pagar uma conta que daria no máximo, exagerando, mil reais", disse o empresário que mora só em um condomínio localizado no bairro Jockey, próximo ao cruzamento das avenida Ininga e Joquey Clube, zona Leste de Teresina.

Os policiais civis comandados pelo delegado Laércio Evangelista chegaram ao apartamento por volta das 7h30. Constataram que dos 28 apartamentos do condomínio, o de Franklin Kalume era o único que não possuía contador instalado. 

Franklin, proprietário da empresa Kalfix, foi levado a sede da Greco e disse nunca ter percebido que o contador não havia sido instalado. 

"Eu não agi de má fé. Fiz a solicitação de colocação do medidor. Quando recebi o apartamento, depois de reforma e colocação de mobília, ele estava com a energia ligada e passei a morar nele. Moro sozinho e jamais me negaria a pagar a energia elétrica da minha casa", disse. 

Perguntado pela reportagem sobre como nunca percebeu que a energia não estava sendo cobrada, ele esclareceu que as contas pessoais dele, incluindo despesas de água, luz e taxa de condomínio de imóveis pertencentes a parentes próximos são realizadas por um grupo de funcionários e que ele não conhece os valores totais pagos. 

"Existem pessoas que cuidam de todas essas contas. Não conheço valores específicos de cada um desses imóveis. Alguns são pagos com débitos em contas e todos administrados por terceiros. Não controlo essas contas", explicou.

O empresário Franklin Kalume disse ainda que não instalou equipamentos que promovem desvio de energia e que caracterizam a intenção de se beneficiar de desvio.

"Não tirei medidor, nem roubei energia. O que aconteceu é que nunca fui atendido no meu pedido de instalação de medidor de energia e não sabia disso. Estou disposto a pagar os valores que forem levantados. Estou com a cabeça muito tranquila. Se eu tivesse sido alertado que o medidor não estava instalado, eu teria tomado providências. Sou incapaz de fazer um negócio desses. Minha cabeça está tranquila", declarou.

O empresário Franklin Kalume foi liberado por volta de 13h após o pagamento de R$ 38 mil em fiança.

 

Flash Joelson Giordani
redacao@cidadeverde.com

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