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Os mitos e verdades na luta contra o mosquito da zika

O medo do zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, acendeu um sinal de alerta. Os repelentes, num piscar de olhos, sumiram das farmácias — e, então, surgiu uma série de receitas caseiras para combater o mosquito. Por isso, o EXTRA ouviu quatro especialistas para descobrir o que é eficiente e o que não serve de nada na luta contra o inseto.

Entre as dicas que podem ajudar na prevenção do mosquito, que também transmite a dengue e a chikungunya, estão salinizar a água em locais de difícil remoção, já que o Aedes não se reproduz em água salgada. E atenção: perfumes doces podem atrair o mosquito. Por outro lado, segundo o biólogo Rafael Sandoval, professor Universidade Estadual de Campinas, alguns conselhos populares, como comer alho, não passam de lendas.

— Outro mito é que o Aedes aegypti pica somente durante o dia. O período diurno é o de maior atividade, mas, caso já esteja no ambiente, pode atacar também à noite — afirma.

Ainda que alguns especialistas concordem que as receitas podem auxiliar na proteção, o Diretor Técnico da Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas, o biólogo Marcelo Freitas, faz o alerta de que não se deve confiar apenas em medidas que não sejam cientificamente comprovadas.

— As pessoas não podem se apegar às “receitas da vovó” para uma epidemia tão perigosa — adverte o biólogo.
Segundo ele, o método mais eficaz, além do uso de repelentes químicos, é o combate ativo contra mosquito.

Mistura caseira ajuda, afirma fitoterapeuta

A receita do repelente feito à base de cravo-da-Índia, álcool, óleo corporal e outras ervas é uma das que estão mais em alta. E, na avaliação do fitoterapeuta e naturopata André Resende, a medida é eficiente para espantar o Aedes aegypti.

— As ervas podem ser usadas quando pintar gripe, tosse, cólica... — diz o especialista em ervas medicinais: — E a mistura de álcool com cravo pode, sim, combater o transmissor da zika.

O especialista afirma que o repelente natural para o corpo pode durar até três meses.
— Em um liquidificador, bata uma xícara de chá de cravo-da-Índia, 20 folhas de citronela fresca, dois punhados de manjericão fresco e 480ml de álcool. Filtre e misture com 100 ml de óleo mineral antes de usar no corpo — ensina.

As folhas de citronela, explica o especialista, podem ser usadas também como repelente na casa. Batidas com álcool, elas podem ser espalhadas pelos cômodos.

Antes da fazer uso de receitas caseiras, o ideal é consultar um médico para evitar problemas como intoxicações e reações alérgicas.

 

 

Fonte: Extra

 

Anvisa libera última fase de testes da vacina contra dengue

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (11) o Instituto Butantan a iniciar a fase 3 de estudos da vacina contra dengue. Esta é a última etapa para protocolar o registro da imunização, quando serão avaliadas qualidade, segurança e eficácia do produto.

Em nota, a agência disse que tem acompanhado todos os procedimentos, “o que contribuiu para o processo de análise fosse realizado dentro dos padrões internacionais de qualidade, uma vez que a liberação de uma vacina para teste em milhares de pessoas, como ocorre na fase 3, exige que se tenha absoluta certeza da segurança do produto”.

O pedido do Instituto Butantan para iniciar a fase III ocorreu em 10 de abril. A Anvisa disse considerar importante que seja disponibilizada em breve imunização segura e eficaz.

O desenvolvimento desta vacina é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A vacina é feita com os próprios vírus da dengue, que foram modificados para que a pessoa desenvolva anticorpos contra os quatro sorotipos da dengue sem desenvolver os sintomas relacionados a eles.

Os testes têm mostrado que bastará uma dose para que a vacina seja eficaz. Trata-se da vacina brasileira contra dengue em fase mais avançada de desenvolvimento, mas há outras iniciativas em andamento no mundo (leia mais abaixo).

Os testes clínicos vêm sendo realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) e Hospital das Clínicas da Facultade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HC-FMRP-USP).

A terceira e última fase do estudo prevê a vacinação de 17 mil voluntários no período de um ano. As vacinações devem ser feitas em 15 centros em todo o país em pessoas de 2 a 59 anos. Durante a fase 2 do estudo, 300 pessoas foram vacinadas.

Existem outras iniciativas de desenvolvimento de vacina contra dengue no mundo. A que está em fase mais avançada é a da farmacêutica Sanofi Pasteur. O laboratório já concluiu a fase 3 de pesquisa clínica e submeteu o produto à avaliação da Anvisa em março.

Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está envolvida em dois projetos de desenvolvimento de vacina. A farmacêutica japonesa Takeda também está na corrida pelo desenvolvimento de uma vacina contra dengue.

Fonte: G1

Firmino defende postura mais dura contra o Aedes aegypti

O prefeito Firmino Filho (PSDB) defendeu nesta quinta-feira (10) uma postura mais enérgica do poder público contra o mosquito Aedes aegypti. O vetor é o causador da Dengue, Chikungunya e agora da Microcefalia, síndrome que causa a mal formação do cérebro de bebês em virtude do vírus Zika. 

"É necessário que nós possamos ter uma postura muito mais dura, muito mais rígida, no enfrentamento ao Aedes. Nesse processo, o poder público federal, Estado e município tem que ter um fortalecimento de suas ações e um conjunto de novas ações", afirmou o prefeito durante a inauguração da Unidade Básica de Saúde Sérgio Luiz Chantal Nunes, no bairro Três Andares, na zona Sul de Teresina.

Segundo Firmino, a prefeitura vai disponibilizar na próxima semana o seu plano de combate ao mosquito. "Para que possamos intensificar e aumentar as ações relacionadas ao vetor", disse o prefeito, ressaltando que é necessário rever os ensinamentos de quando surgiu a dengue. "Não podemos deixar volumes abertos para que não aconteça a acumulação de água", lembrou.

A UBS
Foi a 27ª obra da atenção básica em saúde. Foi investido nos serviços de reforma da UBS um total de R$ 161.188,83. A unidade teve a sala de vacina reformada, assim como três consultórios médicos e a farmácia. A sala de marcação de consultas agora conta com arquivo e a sala de espera está mais ampla. Dois consultórios odontológicos, escovódromo, sala de procedimentos, dois consultórios médicos, sala de esterilização, sala de expurgo, dois banheiros adaptados para pessoas com necessidades especiais, área de atividades coletivas, casa de resíduos e rampas de acesso para cadeirantes foram construídos.

Hérlon Moraes (Com informações da TV Cidade Verde)
herlonmoraes@cidadeverde.com

Grávidas devem evitar repelentes caseiros contra vírus Zika

Com o aumento de casos de microcefalia no país, relacionados ao vírus Zika, a coordenadora do ambulatório de microcefalia do Hospital Oswaldo Cruz, Regina Coeli, recomendou que grávidas usem repelentes para evitar que sejam picadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus.

O Hospital Oswaldo Cruz tem centralizado o atendimento aos pacientes com Zika em Pernambuco, estado que registra o maior número de casos de microcefalia, com mais de 800. Em uma palestra no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) na manhã de hoje (10), a médica alertou que as gestantes busquem usar os repelentes do tipo deet e icaridina e evitar os repelentes caseiros, pois não têm comprovação científica de serem eficazes.

Foto: Agência Brasil

 

"A gente orienta que os repelentes caseiros não têm nenhuma conotação científica", disse.

A diferença entre o deet e o icaridina, segundo Regina Coeli, é o tempo de intervalo para o uso. Enquanto o deet deve ser passado aproximadamente de três horas em três horas, o icaridina pode ter intervalos de oito a dez horas. Em dias quentes, os períodos de reposição devem ser menores por causa do suor.

Amamentação

A infectologista destacou também que a detecção de vírus Zika não é motivo para as mães interromperem a amamentação, pois o vetor de transmissão da doença é o mosquito. Outro mito que a médica desmentiu foi a associação de que vacinas para gestantes pode causar a doença. "Todas as vacinas dadas às gestantes são seguras".

Como ainda não existe exame específico para detectar o vírus, a confirmação dos casos tem ocorrido por meio do PCR, atualmente o exame mais confiável para o diagnóstico e deve ser feita o mais cedo possível. Regina Coeli recomenda que as gestantes com manchas vermelhas no corpo procurem imediatamente o obstetra para que o exame seja realizado nos primeiros três a cinco dias. Além das manchas, a gestante também pode ter febre.

"Antes de qualquer coisa, é preciso se tranquilizar. Nem toda manchinha vai ser infecção pelo Zika e vai provocar microcefalia. Pode ser um quadro alérgico, por exemplo".

Em caso de diagnóstico do Zika durante a gestação, a coordenadora orienta que o ultrassom seja feito um mês depois do surgimento da doença, pois antes desse período é difícil identificar efeito do vírus. O ultrassom mais conclusivo se dá entre a 32ª e a 35ª semanas de gestação.

"Não há necessidade de fazer ultrassom todo mês. Se você tem a infecção, espere pelo menos um mês para fazer o ultrassom. E se, em um mês, foi normal, entre a 32ª e a 35ª semanas, faça um novo ultrassom".

A associação entre a microcefalia e o vírus Zika, reconhecida pelo Ministério da Saúde, ocorre somente nos primeiros quatro meses de gestação, explica Regina Coeli. Ainda não há informações suficientes, segundo ela, para confirmar uma relação entre o contágio por Zika nas semanas seguintes e problemas de saúde no bebê. 

A médica destacou que é preciso dar acolhimento a mães, que estão com muitas dúvidas e nervosismo. "As mães chegam muito exauridas do ponto de vista psicológico. A gente tem que dar muito amor a essas crianças".

 

Fonte: Agência Brasil

Governo decreta estado de emergência ao chegar a 38 casos de microcefalia

O Governo do Estado decretou situação excepcional de emergência em saúde pública no Piauí pelo período de 180 dias - o período servirá para a execução de ações necessárias ao combate do mosquito Aedes aegypti e ao controle das doenças que ele transmite, dengue, chikungunya e zika, além da contenção de ocorrência do número elevado dos casos de microcefalia. Serão investidos R$ 5,5 milhões nas ações.

O Decreto 16.327/2015 possibilita a execução imediata do plano de ação. “Nós temos esse assustador aumento dos casos de microcefalia, onde as crianças têm grande possibilidade de terem várias deficiências, precisando de equipe de multiprofissionais e uma rede de reabilitação que seja fortalecida. Precisamos, acima de tudo, que os municípios ponham em campo seus agentes de saúde e de endemia, que os meios de comunicação sensibilizem a população. Estamos diante da zika, que traz relação com a microcefalia. O que está nas nossas mãos, gestores estaduais municipais, é o futuro dos nossos piauienses”, disse o secretário de Estado da Saúde, Francisco Costa.

O plano de contingência tomou por base o aumento dos casos de microcefalia com evidência confirmada pela Fiocruz da relação com a zika vírus, que também é transmitida pelo Aedes aegypti, com registro até 25/10/2015 de 423 casos suspeitos e 36 casos cofirmados.

Segundo o diretor da Unidade de Vigilância e Atenção à Sáude (DUVAS), Herlon Guimarães, o número de notificações teve recentemente uma queda devido à redução do tamanho do perímetro encefálico determinado como corte pelo Ministério da Saúde que era de 33 cm para 32 cm. “No início da investigação, buscamos as ocorrências de microcefalia com até 33 cm, que era a medida preconizada pelo Ministério da Saúde e também para não nos escapar nenhum caso. Mas, com a redução da medida para 32 cm, o número de casos suspeitos caiu pela metade e continuou o número confirmado de 36 casos”, disse o diretor.

Dentre as ações do plano de contingência estão apoiar e assessorar os municípios no sentido de desenvolver atividades de prevenção, como mobilização de alunos da rede pública de ensino, substituição de reservatórios domésticos de água por cisterna urbana; criar gabinetes de monitoramento de crise. Outras medidas visam o aparelhamento dos municípios,  como manter a frota de veículos e equipamentos de fumacê para combater a epidemias e promover ampla capacitação em atualização de manejo clínico para profissionais da saúde.

O próximo passo será reunir os órgãos e municípios, para dar início à execução das ações previstas no plano.

 


Jordana Cury
Com informações da Sesapi
redacao@cidadeverde.com

Pediatras do Piauí entram na guerra contra o zika e a microcefalia

A Sociedade de Pediatria do Piauí vai entrar na guerra contra o mosquito Aedes aegypti. A intenção é cobrar das instituições públicas, ações efetivas contra o vetor causador da Dengue, Chikungunya e agora da Microcefalia, síndrome que causa a mal formação do cérebro de bebês em virtude do vírus Zika. Uma reunião na noite desta quarta-feira (9) no Conselho Regional de Medicina (CRM) marca o início de um planejamento de atuação. 

Participam do encontro representantes da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Secretaria de Estado da Saúde, diretores de hospitais infectologistas, pediatras e obstetras. Ao final sairá uma carta com orientações ao poder público.

"A microcefalia é uma síndrome que impede o desenvolvimento do cérebro e vai resultar numa deficiência mental. Desta epidemia o mais importante é o cidadão. Esse é o primeiro passo que estamos dando para saber como mobilizar a sociedade", disse o pediatra Noronha Filho.

Segundo ele, a Sociedade de Pediatria será o agente catalisador para o máximo de informações chegue à população. "Queremos movimentar as instituições para que chegue à sociedade civil. O Aedes já existia aqui com a Dengue, Chikungunya e agora com a microcefalia e outras síndromes neurológicas. É uma epidemia séria e não sabemos onde vai chegar", alerta.

O Piauí já registrou esse ano 38 casos de Microcefalia. "Vamos elaborar uma carta e um planejamento para começar a cobrar das instituições junto à população. Queremos funcionar como cobrador", finalizou o pediatra.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Governo confirma relação entre Guillain-Barré e vírus zika

Depois da microcefalia, o vírus zika foi relacionado a outra doença: a síndrome de Guillain-Barré, uma reação a a agentes infecciosos que provoca fraqueza muscular e paralisia. O Ministério da Saúde vinha estudando o aumento de casos, sobretudo no Nordeste. Nesta quarta-feira, a pasta confirmou a associação entre a síndrome e o vírus transmitido pelo Aedes aegypti. Mas estudos continuam sendo realizados para entender como essa relação ocorre e se há outros fatores envolvidos.

Como a doença não é de notificação compulsória, o governo federal desconhece quantas pessoas tiveram ou têm Guillan-Barré no país. Dados apontam que, no ano passado, houve 65.884 procedimentos ambulatoriais e hospitalares no SUS (incluindo internações) para tratar a síndrome. O número de procedimentos não corresponde ao número de pacientes atendidos, pois uma pessoa pode realizar mais de um atendimento.

No Brasil, a ocorrência de síndromes neurológicas relacionadas ao vírus zika foi reforçada após investigações da Universidade Federal de Pernambuco, no fim do mês passado. Amostras de seis pacientes com sintomas neurológicos registraram a presença do vírus. Do total, quatro foram confirmadas com doença de Guillain-Barré. Mas, assim como a microcefalia, o governo continua investigando como se dá a associação com o zika.

Os sintomas do Guillain-Barré começam pelas pernas, podendo irradiar para o tronco, braços e face. A síndrome, que é considerada uma doença rara, de acordo com o Ministério da Saúde, pode apresentar diferentes graus de agressividade, provocando leve fraqueza muscular em alguns pacientes ou casos de paralisia total dos quatro membros. O principal risco da síndrome é a paralisação dos músculos respiratórios, que pode levar à morte, caso não sejam adotadas as medidas de suporte respiratório.

Embora não haja números consolidados sobre casos de Guillain-Barré no país, uma vez que a notificação não é obrigatória, o aumento de diagnósticos que chamou a atenção do Ministério da Saúde, neste ano, ocorreu exatamente na mesma região onde houve uma explosão de microcefalia, sobretudo em Pernambuco. Outros estados do Nordeste registraram um aumento considerável de doentes com Guillain-Barré.

Fonte: O Globo

Após denúncia, prefeitura faz nova limpeza na praça da Cepisa para evitar o mosquito

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Após denúncia feita ontem (8) pela TV Cidade Verde, a Prefeitura de Teresina fez nova limpeza na praça Da Costa e Silva, conhecida como Praça da Cepisa, no Centro da cidade. O local tem uma fonte de água que fica acumulada e é um grande fator de risco para a proliferação do mosquito Aedes aegypti - vetor de transmissão do vírus da dengue, zika e chikungunya. 

De acordo com o coordenador da SDU Centro/Norte, Marcelo Mourão, a limpeza da praça é feita a cada três meses, mas, com a proximidade do período chuvoso, ele reconhece a necessidade de uma solução definitiva para evitar o acúmulo de água. "O nosso grande problema é que essa fonte jorra água 24 horas por dia. Temos a preocupação da limpeza, mas vamos intensificá-la ainda mais", garante.

O coordenador anunciou que será colocada uma caneleta por cima da base de concreto que levará a água até o centro da praça, onde será levada ao rio através da tubulação, evitando a proliferação do mosquito, cujas larvas se desenvolvem em água parada. A obra faz parte de um projeto de recuperação de praças. Marcelo Mourão divulgou ainda um e-mail para denúncias: ceaccentronorte@hotmail.com.

Jordana Cury
Com informações de Francisco Lima (TV Cidade Verde)
redacao@cidadeverde.com

Casos suspeitos de microcefalia chegam a 1.761 e atingem 422 municípios

O país já registrou 1.761 casos suspeitos de recém-nascidos com microcefalia, má-formação cerebral que pode trazer problemas graves ao desenvolvimento da criança. Os casos abrangem 422 municípios de 13 Estados e o Distrito Federal, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (8). No total, 19 mortes de bebês estão sendo investigados com suspeita de microcefalia.

Neste período, o estado de Pernambuco registrou o maior número de casos (804). Em seguida estão os estados de Paraíba (316), Bahia (180), Rio Grande do Norte (106), Sergipe (96), Alagoas (81), Ceará (40), Maranhão (37), Piauí (36), Tocantins (29), Rio de Janeiro (23), Mato Grosso do Sul (9), Goiás (3) e Distrito Federal (1).

Entre o total de casos, foram notificados 19 óbitos, nos estados do Rio Grande do Norte (7), Sergipe (4), Rio de Janeiro (2), Maranhão (1), Bahia (2), Ceará (1), Paraíba (1) e Piauí (1). As mortes foram de bebês com microcefalia, e suspeita de infecção pelo vírus Zika. Os casos ainda estão em investigação para confirmar a causa dos óbitos.

Desde o dia 7 de dezembro, o Ministério da Saúde passou a adotar, em consonância com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, a medida padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 32 cm, para a triagem de bebês suspeitos de microcefalia. Até então, a medida utilizada pelo Ministério era de 33 cm. A iniciativa teve como objetivo incluir um número maior de bebês na investigação, visando uma melhor compreensão da situação.

Vale esclarecer que o perímetro cefálico (PC) varia conforme a idade gestacional do bebê. Assim, na maioria das crianças que nascem após nove meses de gestação, o crânio com 33 cm de diâmetro é considerado normal para a população brasileira, podendo haver alguma variação para menos, dependendo das características étnicas e genéticas da população.

PROTOCOLO - O Ministério da Saúde elaborou um protocolo emergencial de vigilância e resposta aos casos de microcefalia relacionados à infecção pelo Zika. O objetivo do protocolo é passar informações, orientações técnicas e diretrizes aos profissionais de saúde e equipes de vigilância. O material foi elaborado a partir das discussões entre o Ministério da Saúde e especialistas de diversas áreas da medicina, epidemiologia, estatística, geografia, laboratório, além de representantes das Secretarias de Saúde de Estados e Municípios afetados.

O protocolo contém orientações como a definição de casos suspeitos de microcefalia durante a gestação, caso suspeito durante o parto ou após o nascimento, critérios para exclusão de casos suspeitos, sistema de notificação e investigação laboratorial.  Além disso, há orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica, dos casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados. Por fim, o protocolo traz informações sobre o reforço do combate ao mosquito Aedes aegypti.

Zika vírus: entenda a transmissão

Como ocorre a transmissão

Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o zika também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Quais são os sintomas

Os principais sintomas da doença provocada pelo zika vírus são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. A evolução da doença costuma ser benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias. O quadro de zika é muito menos agressivo que o da dengue, por exemplo.

Como é o tratamento

Não há vacina nem tratamento específico para a doença. Segundo informações do Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias.

Qual é a relação entre o zika e a microcefalia

A relação entre zika e microcefalia foi confirmada pela primeira vez no mundo no fim de novembro pelo Ministério da Saúde brasileiro. A investigação ocorreu depois da constatação de um número muito elevado de casos em regiões que também tinham sido acometidas por casos de zika.

 

Da Redação (Com informação do Ministério da Saúde)
redacao@cidadeverde.com

Piauí registra dois novos casos de microcefalia e investiga relação com zika vírus


Imagem ilustrativa

O Comitê de Operações de Emergências em Saúde Pública do Piauí registrou, neste fim de semana, dois novos casos de microcefalia no Estado. As autoridades em saúde irão investigar se o novos registros possuem relação com o zika vírus. 

Os dois novos casos são de bebês nascidos no interior do Piauí, um deles em Oeiras - 313 quilômetros ao Sul de Teresina. Com isso, chega a 38 o número de bebês nascidos com a má formação em 2015 no Estado - quatro vezes mais que o registrado normalmente.

A maternidade Evangelina Rosa, em Teresina, centraliza o registro dos casos na capital. Lá foi instalado o centro de referência em microcefalia, que deve atender cinco pacientes por semana, através de agendamento. 

Mas os casos também podem ser verificados no interior. Miriane Araújo, gerente de Vigilância em Saúde, informou que os maiores centros, como Picos e Parnaíba, devem fazer a investigação sem a necessidade de encaminhar os casos para o centro de microcefalia em Teresina.

A dona de casa Domingas da Cruz está preocupada com sua gravidez. Ela garante seguir todas as recomendações dos médicos, como uso de repelentes e ações para evitar o mosquito transmissor do vírus. 

Já Daylane Ferreira tem outra preocupação: cuidar da filha que nasceu com microcefalia. "Jesus só manda aquela coisa forte para quem consegue sustentar. Eu tenho bastante paciência, amo ela demias, acima de qualquer coisa."

reportagem de Egídio Brito (TV Cidade Verde)
redacao@cidadeverde.com

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