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Focos de mosquito Aedes aegypti na sede do MP3 é tema de audiência pública

O coordenador do Movimento Paz Pela Periferia (MP3), Francisco Junior, em entrevista ao programa Notícia da Manhã desta terça-feira (15), informou que a sede do MP3, localizada na Zona Sul de Teresina, possui muitos focos de criadores do mosquito Aedes Aegypti. A gravidade da situação será discutida em audiência pública, na manhã de hoje, no Ministério Público. 

foto: reprodução TV Cidade Verde

De acordo com o coordenador, mais de 20 toneladas de material está no galpão do projeto para serem processados e usados na fabricação de novos produtos. 

“O risco com os criadores de mosquito é verdade, mas precisamos não somente da punição, e sim de ajuda para processar todo esse material, principalmente dos tubos para retirada de todo o mercúrio. A Prefeitura está certa em fiscalizar, mas ela não tem ajudado no reaproveitamento do lixo eletrônico. Eu precisei demitir algumas pessoas para fazer um galpão porque não tínhamos recursos”, comentou o coordenador. 

Na oportunidade, Júnior pontuou duas soluções: 1) a Prefeitura de Teresina recolher todo o material e fazer a destinação correta dos produtos ou 2) disponibilizar dois galpões para que o MP3 tenha condições de realizar o processamento de todo o material para ser reaproveitado. 

“A cidade é de todos nós, e estamos protegendo a sociedade de todo esse lixo eletrônico que, na maioria das vezes, segue para o lixão sem processar o mercúrio e o chumbo, que vão direto para os lençóis freáticos”, acrescentou Júnior. 

O MP3 desenvolve trabalhos sociais com jovens em situação de risco oferecendo diversos cursos e atividades culturais; dentre eles: montagem e manutenção de computadores, computação básica e eletrînica de reparos. 

Carlienne Carpaso (especial para o cidadeverde.com)

redacao@cidadeverde.com 

No Piauí, 70% das cidades não têm dados sobre focos do mosquito Aedes aegypti

A governadora em exercício, Margarete Coelho (PP), informou que 70% dos municípios piauienses não têm informações sobre focos do mosquito Aedes aegypti. O vetor é o principal causador da dengue, chikungunya e zika, e está ligada à epidemia de microcefalia no País.

“Aqui no Piauí existe uma situação preocupante. É que 70% dos municípios não têm qualquer notificação, um silêncio total. Nós não conhecemos os números e naquelas cidades que conhecemos já temos situação que nos preocupa”, disse Margarete Coelho.

Segundo ela, não é classificado nem como “sub notificações”, são cidades que não existem nenhum quadro da situação, o que a governadora denominou de “silêncio absoluto” sobre o mosquito Aedes aegypti.

No Piauí, o Ministério da Saúde confirmou 38 casos de microcefalia e um caso suspeito de morte.

Segundo a governadora a situação é de “extrema gravidade”. Ela informou que o governo juntamente com o Ministério da Saúde está adotando medidas emergenciais para conter a doença no Estado.

Entre as ações está uma orientação direta para a população que usa cisternas, além de distribuição de vasilhames, tampas adequadas, capas para quem tem depósitos de água.

“Foi garantindo também a distribuição de repelentes em massa, bem como acompanhar as famílias que estejam com suspeita ou confirmação da microcefalia. Estamos tendo um aparato enorme de combate ao mosquito”, garantiu a governadora em exercício.

Alerta aos municípios

O governo informou nesta segunda-feira (14) que agentes de endemias e de vigilância ambiental da Secretaria de Estado da Saúde iniciaram hoje as visitas aos municípios do interior para pactuar com as autoridades municipais, prefeitos e secretários municipais de saúde, a união de forças para o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor dos vírus da dengue, chikungunya e zika.

As equipes percorrerão os 13 municípios que registraram maiores índices de infestação do mosquito, seguindo, simultaneamente, três rotas determinados no Plano de Contingência elaborado pela Secretaria.

Na rota um, serão visitados os municípios de Buriti dos Lopes, Cajueiro da Praia, Matias Olímpio, São Miguel do Tapuio e Sigefredo Pacheco. Na dois, Alegrete do Piauí, Francisco Santos, Jaicós, Monsenhor Hipólito e Pio IX. Já na rota três, as equipes irão aos municípios de Avelino Lopes, Bonfim do Piauí, Uruçui.

Dados Epidemiológicos

Para o avanço na execução do plano, a Saúde notificou os 157 municípios que ainda não haviam enviado os dados epidemiológicos e conseguiu reduzir para 50 os municípios que ainda não enviaram as informações.

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

Você sabe como usar o repelente de mosquitos corretamente? Confira aqui

O Brasil está em alerta com a epidemia de três doenças diferentes: dengue, zika e chikungunya. Mas você sabe como se prevenir? A Sociedade Brasileira de Dermatologia dá as dicas de como evitar o problema com o uso do repelente:

Um grande número de casos de dengue vem sendo registrados no país, principalmente no Estado de São Paulo. A fim de proteger seus filhos da doença, pais estão fazendo uso indiscriminado de repelentes em crianças. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta que é preciso tomar alguns cuidado e ter conhecimento sobre os produtos disponíveis, sua eficácia e segurança de acordo com a idade da criança.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda a utilização de repelentes em crianças de acordo com a fórmula do produto, que podem ser sintéticos ou naturais. Ao escolher o produto indicado para as crianças, é importante consultar um médico dermatologista.

Os princípios ativos dos repelentes recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são:

Icaridina (KB3023): uso permitido no Brasil em crianças a partir de 2 anos de idade em concentração de 25% cujo período de proteção chega a 8 a 10 horas.
DEET: Em concentração de até 10% pode ser utilizado em maiores de 2 anos, sendo que não deve ser aplicado mais que 3 vezes ao dia em crianças de 2 a 12 anos.
IR 3535 30%: permitido pela Anvisa para crianças acima de 6 meses. Seu período de proteção conferido é de 4h.
Existem ainda os repelentes naturais, no entanto, como são altamente voláteis e seu efeito costuma ser de curta duração, não garantem proteção adequada ao Aedes aegypti, devendo ser evitados.

Bebês com até 6 meses só devem usar mosquiteiros e roupas protetoras. Não é recomendada  nenhuma substância química na pele ou repelentes elétricos que contenham produtos químicos no ambiente onde se encontram. É recomendado instalar telas nas janelas e portas e deixar o ambiente refrigerado já que os mosquitos gostam de calor e umidade.

Em geral, o uso de repelentes deve ser evitado nas crianças menores de 2 anos. Dos 6 meses aos 2 anos devem ser utilizados apenas em situações especiais, com orientação e acompanhamento médico.

Veja algumas dicas ao aplicar os repelentes:

-  Procure vestir roupas brancas nas crianças, pois roupas coloridas atraem os insetos, assim como perfumes.

-  Os dispositivos ultrassônicos e os elétricos luminosos com luz azul são ineficazes.

-  Não deve-se utilizar produtos combinados com filtros solares, pois eles costumam ser reaplicados com uma frequência maior e os repelentes não devem ser aplicados mais do que três vezes ao dia em crianças.

-  O suor atrai os insetos.

-  Não durma com repelente no corpo, lave-se antes.

-  Leia todo o rótulo antes de aplicar o produto e conserve-o para consulta.

-  Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças e não permita sua autoaplicação.

-  Evite o uso próximo a mucosas (boca, nariz, olhos, genitais) ou em pele irritada ou ferida. Para uso na face, primeiro aplique o produto nas mãos e então espalhe no rosto com cuidado.

-  Evite aplicação nas mãos das crianças e por baixo das roupas. Sempre lave as mãos após aplicar o produto.

-  Use quantidade suficiente para recobrir a pele exposta e evite reaplicações frequentes.

-  Se suspeitar de qualquer reação adversa ou intoxicação, lave a área exposta e entre em contato com o serviço de intoxicação. Se necessário, procure serviço médico e leve consigo a embalagem do repelente.

Devem-se procurar produtos aprovados pelo Ministério da Saúde e/ou Anvisa, pois garantem que o produto seja eficaz e seguro.

O mais importante no combate ao mosquito da dengue é evitar que ele prolifere, não deixando acumular água, principalmente em pneus, no lixo, nos copos plásticos, tampas de garrafas, latinhas, como também deixando que o agente de saúde aplique o pó nos ralos e locais onde se acumula água. É importante manter o quintal da casa e as calhas limpas, sem água empoçada. Recolher o lixo e fechá-lo no saco plástico e não jogar lixo no chão são medidas simples e práticas para salvar vidas.


Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

Limpeza de bueiros e galerias é intensificada na zona Leste

Cedo ou tarde os teresinenses contam com a chegada do período chuvoso. Por isso a Prefeitura de Teresina tem realizado ações preventivas para evitar o alagamento das ruas em decorrência do acúmulo de lixo em regiões da zona Leste. A ação, que compreende a limpeza de galerias, bocas de lobo e desentupimento dos bueiros, conta com cerca de oito homens que fazem a limpeza por bairro.

A primeira região contemplada foi o bairro Recanto das Palmeiras, mas a ação já se estendeu também aos bairros Madre Teresa e Satélite. “Iniciamos os serviços no Recanto das Palmeiras, onde executamos a limpeza e coleta do lixo nos pontos de passagem de água, mas vamos contemplar todos os bairros da zona Leste, sem exceção”, garante o gerente de serviços urbanos da SDU Leste, Marcos Almeida.
 
De acordo com relatório anual das atividades da SDU, a limpeza de galerias e conservação dos bueiros faz parte da programação da Prefeitura, de forma periódica, e os serviços visam garantir o perfeito escoamento das águas pluviais e impedir que o material sólido retido durante as chuvas cause maiores transtornos. “Só na zona Leste existem 73 galerias e bueiros que funcionam como facilitadores da passagem de água nessa região. Anualmente é realizada a remoção desses resíduos, que acumulam, em média, cinco mil toneladas”, disse.
 
Segundo Marcos Almeida a colaboração da população é fundamental. “Solicitamos também o apoio da população no sentido de fazer o acondicionamento do lixo da maneira correta e em evitar despejar materiais em praças e no meio de ruas e avenidas”, explicou.

 

redacao@cidadeverde.com

Firmino solicita participação do Exército para combater o mosquito Aedes aegypti

As ações do Plano Emergencial de Combate ao Aedes aegypti programadas pela Prefeitura de Teresina já terão início nesta semana. Para auxiliar no desenvolvimento desse plano, o prefeito Firmino Filho formalizou ao 2º Batalhão de Engenharia e Construção o pedido para que sejam destinados homens do Exército. 

Em conversa na manhã desta segunda-feira (14), o prefeito Firmino Filho, o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Francisco Pádua, e o comandante do 2º BEC, Coronel Marcelo Pereira de Carvalho, trataram sobre o tema. Por conta da decretação de estado de emergência em todo o país, o Exército Brasileiro foi colocado em alerta para que possa auxiliar estados e municípios nas atividades de combate.

O prefeito explicou ao comandante que o planejamento para Teresina começa de forma imediata e antecipada ao período chuvoso. "A Prefeitura vem tratando esse assunto de forma enérgica. Faremos uma varredura na cidade. A cada dois meses, os agentes de endemias percorrerão todos os bairros de Teresina para verificar a existência de focos do mosquito. O período de maior risco é o período chuvoso porque as larvas do mosquito estão escondidas e chega a chuva e a eclosão dos ovos", alerta Firmino Filho. 

A participação dos homens do Exército se daria no auxílio aos agentes de endemia nesta varredura e nos mutirões de limpeza, que já inicia neste sábado (19) em quatro grandes bairros da cidade. "O efetivo da Fundação Municipal de Saúde vai estar neste sábado fazendo o que estamos chamando de faxina em toda cidade e gostaríamos já de contar com a colaboração dos homens do batalhão", afirma Francisco Pádua. 

O comandante do 2º BEC, Coronel Marcelo, confirmou a intenção de auxiliar a Prefeitura nas ações que forem necessárias. Porém, recomendou que fosse enviado ofício ao Ministério da Defesa comunicando a necessidade e solicitando a liberação do efetivo. "O Exército já está ciente do problema e em alerta. Sugerimos que o prefeito faça o documento ao ministério e esse trâmite deve ser bastante rápido. Temos total condição de apoiar e disponibilidade de pessoal para isso", destaca.

O Aedes aegypti é o vetor do zika, vírus suspeito de estar causando a microcefalia no país. A infestação da doença está sendo tratada de forma emergencial e, em Teresina, há 19 casos sendo investigados. Em todo o Estado, 38 casos estão sob suspeita. 

A primeira varredura em busca de focos do mosquito terá início em janeiro. Mais de 10 mil imóveis serão visitados, mesmo os que estão fechados. Segundo o prefeito Firmino Filho, outras ações com a perspectiva de atrair a atenção da população serão desenvolvidas. É o exemplo de um aplicativo para celular que permite que as pessoas enviem fotos de lixões, terrenos abandonados e outros possíveis criadouros do mosquito para a prefeitura. "Nós precisamos despertar nas pessoas a necessidade para essa vigilância permanente, tanto em relação às suas próprias casas como em relação a outros pontos da cidade. Com esse aplicativo, a foto que ela enviar já chegará para a Prefeitura com a localização dada pelo GPS. Então, nós iremos lá eliminar esses focos", finalizou.

 

redacao@cidadeverde.com

Revista revela planta típica do PI capaz de matar a larva do Aedes

 

A Edição 126 da Revista Cidade Verde mostra por que é tão difícil exterminar o mosquito Aedes aegypti - o vetor de transmissão dos vírus da dengue e da zika. O leitor terá acesso a informações detalhadas sobre o ciclo de vida desse inseto, que hoje é considerado o maior vilão da saúde pública.

A ciência estuda novas fórmulas para matar as larvas da espécie, que tem se tornado resistente a inseticidas químicos. Na reportagem especial, o leitor vai conhecer qual planta comum em Teresina é capaz de ser tão eficiente quanto os larvicidas utilizados pelos agentes de endemias.

Nas Páginas Verdes, a diretora de Vigilância em Saúde da FMS e médica pediatra, Amarilis Borba, tira dúvidas sobre os casos de microcefalia, que têm causado pânico nas mães do Nordeste. 

Outro destaque dessa edição é o serviço de distribuição de energia elétrica no Estado. Especialistas explicam por que temos tantos problemas com oscilações e quedas de energia. A privatização volta à tona após a Eletrobras nacional anunciar que pretende votar a possibilidade de leilorar as distribuidoras.

A RCV traz ainda um dado preocupante: Menos da metade da população do Piauí tem alimentação garantida, mas o Estado é um dos que mais desperdiça alimentos no país. 

Essas e outras reportagens especiais está na Edição 126, que já está nas bancas. Para mais informações acesse: www.revistacidadeverde.com.br.

Jordana Cury
jordanacury@cidadeverde.com

Os mitos e verdades na luta contra o mosquito da zika

O medo do zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, acendeu um sinal de alerta. Os repelentes, num piscar de olhos, sumiram das farmácias — e, então, surgiu uma série de receitas caseiras para combater o mosquito. Por isso, o EXTRA ouviu quatro especialistas para descobrir o que é eficiente e o que não serve de nada na luta contra o inseto.

Entre as dicas que podem ajudar na prevenção do mosquito, que também transmite a dengue e a chikungunya, estão salinizar a água em locais de difícil remoção, já que o Aedes não se reproduz em água salgada. E atenção: perfumes doces podem atrair o mosquito. Por outro lado, segundo o biólogo Rafael Sandoval, professor Universidade Estadual de Campinas, alguns conselhos populares, como comer alho, não passam de lendas.

— Outro mito é que o Aedes aegypti pica somente durante o dia. O período diurno é o de maior atividade, mas, caso já esteja no ambiente, pode atacar também à noite — afirma.

Ainda que alguns especialistas concordem que as receitas podem auxiliar na proteção, o Diretor Técnico da Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas, o biólogo Marcelo Freitas, faz o alerta de que não se deve confiar apenas em medidas que não sejam cientificamente comprovadas.

— As pessoas não podem se apegar às “receitas da vovó” para uma epidemia tão perigosa — adverte o biólogo.
Segundo ele, o método mais eficaz, além do uso de repelentes químicos, é o combate ativo contra mosquito.

Mistura caseira ajuda, afirma fitoterapeuta

A receita do repelente feito à base de cravo-da-Índia, álcool, óleo corporal e outras ervas é uma das que estão mais em alta. E, na avaliação do fitoterapeuta e naturopata André Resende, a medida é eficiente para espantar o Aedes aegypti.

— As ervas podem ser usadas quando pintar gripe, tosse, cólica... — diz o especialista em ervas medicinais: — E a mistura de álcool com cravo pode, sim, combater o transmissor da zika.

O especialista afirma que o repelente natural para o corpo pode durar até três meses.
— Em um liquidificador, bata uma xícara de chá de cravo-da-Índia, 20 folhas de citronela fresca, dois punhados de manjericão fresco e 480ml de álcool. Filtre e misture com 100 ml de óleo mineral antes de usar no corpo — ensina.

As folhas de citronela, explica o especialista, podem ser usadas também como repelente na casa. Batidas com álcool, elas podem ser espalhadas pelos cômodos.

Antes da fazer uso de receitas caseiras, o ideal é consultar um médico para evitar problemas como intoxicações e reações alérgicas.

 

 

Fonte: Extra

 

Anvisa libera última fase de testes da vacina contra dengue

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (11) o Instituto Butantan a iniciar a fase 3 de estudos da vacina contra dengue. Esta é a última etapa para protocolar o registro da imunização, quando serão avaliadas qualidade, segurança e eficácia do produto.

Em nota, a agência disse que tem acompanhado todos os procedimentos, “o que contribuiu para o processo de análise fosse realizado dentro dos padrões internacionais de qualidade, uma vez que a liberação de uma vacina para teste em milhares de pessoas, como ocorre na fase 3, exige que se tenha absoluta certeza da segurança do produto”.

O pedido do Instituto Butantan para iniciar a fase III ocorreu em 10 de abril. A Anvisa disse considerar importante que seja disponibilizada em breve imunização segura e eficaz.

O desenvolvimento desta vacina é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A vacina é feita com os próprios vírus da dengue, que foram modificados para que a pessoa desenvolva anticorpos contra os quatro sorotipos da dengue sem desenvolver os sintomas relacionados a eles.

Os testes têm mostrado que bastará uma dose para que a vacina seja eficaz. Trata-se da vacina brasileira contra dengue em fase mais avançada de desenvolvimento, mas há outras iniciativas em andamento no mundo (leia mais abaixo).

Os testes clínicos vêm sendo realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) e Hospital das Clínicas da Facultade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HC-FMRP-USP).

A terceira e última fase do estudo prevê a vacinação de 17 mil voluntários no período de um ano. As vacinações devem ser feitas em 15 centros em todo o país em pessoas de 2 a 59 anos. Durante a fase 2 do estudo, 300 pessoas foram vacinadas.

Existem outras iniciativas de desenvolvimento de vacina contra dengue no mundo. A que está em fase mais avançada é a da farmacêutica Sanofi Pasteur. O laboratório já concluiu a fase 3 de pesquisa clínica e submeteu o produto à avaliação da Anvisa em março.

Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está envolvida em dois projetos de desenvolvimento de vacina. A farmacêutica japonesa Takeda também está na corrida pelo desenvolvimento de uma vacina contra dengue.

Fonte: G1

Firmino defende postura mais dura contra o Aedes aegypti

O prefeito Firmino Filho (PSDB) defendeu nesta quinta-feira (10) uma postura mais enérgica do poder público contra o mosquito Aedes aegypti. O vetor é o causador da Dengue, Chikungunya e agora da Microcefalia, síndrome que causa a mal formação do cérebro de bebês em virtude do vírus Zika. 

"É necessário que nós possamos ter uma postura muito mais dura, muito mais rígida, no enfrentamento ao Aedes. Nesse processo, o poder público federal, Estado e município tem que ter um fortalecimento de suas ações e um conjunto de novas ações", afirmou o prefeito durante a inauguração da Unidade Básica de Saúde Sérgio Luiz Chantal Nunes, no bairro Três Andares, na zona Sul de Teresina.

Segundo Firmino, a prefeitura vai disponibilizar na próxima semana o seu plano de combate ao mosquito. "Para que possamos intensificar e aumentar as ações relacionadas ao vetor", disse o prefeito, ressaltando que é necessário rever os ensinamentos de quando surgiu a dengue. "Não podemos deixar volumes abertos para que não aconteça a acumulação de água", lembrou.

A UBS
Foi a 27ª obra da atenção básica em saúde. Foi investido nos serviços de reforma da UBS um total de R$ 161.188,83. A unidade teve a sala de vacina reformada, assim como três consultórios médicos e a farmácia. A sala de marcação de consultas agora conta com arquivo e a sala de espera está mais ampla. Dois consultórios odontológicos, escovódromo, sala de procedimentos, dois consultórios médicos, sala de esterilização, sala de expurgo, dois banheiros adaptados para pessoas com necessidades especiais, área de atividades coletivas, casa de resíduos e rampas de acesso para cadeirantes foram construídos.

Hérlon Moraes (Com informações da TV Cidade Verde)
herlonmoraes@cidadeverde.com

Grávidas devem evitar repelentes caseiros contra vírus Zika

Com o aumento de casos de microcefalia no país, relacionados ao vírus Zika, a coordenadora do ambulatório de microcefalia do Hospital Oswaldo Cruz, Regina Coeli, recomendou que grávidas usem repelentes para evitar que sejam picadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus.

O Hospital Oswaldo Cruz tem centralizado o atendimento aos pacientes com Zika em Pernambuco, estado que registra o maior número de casos de microcefalia, com mais de 800. Em uma palestra no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) na manhã de hoje (10), a médica alertou que as gestantes busquem usar os repelentes do tipo deet e icaridina e evitar os repelentes caseiros, pois não têm comprovação científica de serem eficazes.

Foto: Agência Brasil

 

"A gente orienta que os repelentes caseiros não têm nenhuma conotação científica", disse.

A diferença entre o deet e o icaridina, segundo Regina Coeli, é o tempo de intervalo para o uso. Enquanto o deet deve ser passado aproximadamente de três horas em três horas, o icaridina pode ter intervalos de oito a dez horas. Em dias quentes, os períodos de reposição devem ser menores por causa do suor.

Amamentação

A infectologista destacou também que a detecção de vírus Zika não é motivo para as mães interromperem a amamentação, pois o vetor de transmissão da doença é o mosquito. Outro mito que a médica desmentiu foi a associação de que vacinas para gestantes pode causar a doença. "Todas as vacinas dadas às gestantes são seguras".

Como ainda não existe exame específico para detectar o vírus, a confirmação dos casos tem ocorrido por meio do PCR, atualmente o exame mais confiável para o diagnóstico e deve ser feita o mais cedo possível. Regina Coeli recomenda que as gestantes com manchas vermelhas no corpo procurem imediatamente o obstetra para que o exame seja realizado nos primeiros três a cinco dias. Além das manchas, a gestante também pode ter febre.

"Antes de qualquer coisa, é preciso se tranquilizar. Nem toda manchinha vai ser infecção pelo Zika e vai provocar microcefalia. Pode ser um quadro alérgico, por exemplo".

Em caso de diagnóstico do Zika durante a gestação, a coordenadora orienta que o ultrassom seja feito um mês depois do surgimento da doença, pois antes desse período é difícil identificar efeito do vírus. O ultrassom mais conclusivo se dá entre a 32ª e a 35ª semanas de gestação.

"Não há necessidade de fazer ultrassom todo mês. Se você tem a infecção, espere pelo menos um mês para fazer o ultrassom. E se, em um mês, foi normal, entre a 32ª e a 35ª semanas, faça um novo ultrassom".

A associação entre a microcefalia e o vírus Zika, reconhecida pelo Ministério da Saúde, ocorre somente nos primeiros quatro meses de gestação, explica Regina Coeli. Ainda não há informações suficientes, segundo ela, para confirmar uma relação entre o contágio por Zika nas semanas seguintes e problemas de saúde no bebê. 

A médica destacou que é preciso dar acolhimento a mães, que estão com muitas dúvidas e nervosismo. "As mães chegam muito exauridas do ponto de vista psicológico. A gente tem que dar muito amor a essas crianças".

 

Fonte: Agência Brasil

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