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Limpeza de bueiros e galerias é intensificada na zona Leste

Cedo ou tarde os teresinenses contam com a chegada do período chuvoso. Por isso a Prefeitura de Teresina tem realizado ações preventivas para evitar o alagamento das ruas em decorrência do acúmulo de lixo em regiões da zona Leste. A ação, que compreende a limpeza de galerias, bocas de lobo e desentupimento dos bueiros, conta com cerca de oito homens que fazem a limpeza por bairro.

A primeira região contemplada foi o bairro Recanto das Palmeiras, mas a ação já se estendeu também aos bairros Madre Teresa e Satélite. “Iniciamos os serviços no Recanto das Palmeiras, onde executamos a limpeza e coleta do lixo nos pontos de passagem de água, mas vamos contemplar todos os bairros da zona Leste, sem exceção”, garante o gerente de serviços urbanos da SDU Leste, Marcos Almeida.
 
De acordo com relatório anual das atividades da SDU, a limpeza de galerias e conservação dos bueiros faz parte da programação da Prefeitura, de forma periódica, e os serviços visam garantir o perfeito escoamento das águas pluviais e impedir que o material sólido retido durante as chuvas cause maiores transtornos. “Só na zona Leste existem 73 galerias e bueiros que funcionam como facilitadores da passagem de água nessa região. Anualmente é realizada a remoção desses resíduos, que acumulam, em média, cinco mil toneladas”, disse.
 
Segundo Marcos Almeida a colaboração da população é fundamental. “Solicitamos também o apoio da população no sentido de fazer o acondicionamento do lixo da maneira correta e em evitar despejar materiais em praças e no meio de ruas e avenidas”, explicou.

 

redacao@cidadeverde.com

Firmino solicita participação do Exército para combater o mosquito Aedes aegypti

As ações do Plano Emergencial de Combate ao Aedes aegypti programadas pela Prefeitura de Teresina já terão início nesta semana. Para auxiliar no desenvolvimento desse plano, o prefeito Firmino Filho formalizou ao 2º Batalhão de Engenharia e Construção o pedido para que sejam destinados homens do Exército. 

Em conversa na manhã desta segunda-feira (14), o prefeito Firmino Filho, o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Francisco Pádua, e o comandante do 2º BEC, Coronel Marcelo Pereira de Carvalho, trataram sobre o tema. Por conta da decretação de estado de emergência em todo o país, o Exército Brasileiro foi colocado em alerta para que possa auxiliar estados e municípios nas atividades de combate.

O prefeito explicou ao comandante que o planejamento para Teresina começa de forma imediata e antecipada ao período chuvoso. "A Prefeitura vem tratando esse assunto de forma enérgica. Faremos uma varredura na cidade. A cada dois meses, os agentes de endemias percorrerão todos os bairros de Teresina para verificar a existência de focos do mosquito. O período de maior risco é o período chuvoso porque as larvas do mosquito estão escondidas e chega a chuva e a eclosão dos ovos", alerta Firmino Filho. 

A participação dos homens do Exército se daria no auxílio aos agentes de endemia nesta varredura e nos mutirões de limpeza, que já inicia neste sábado (19) em quatro grandes bairros da cidade. "O efetivo da Fundação Municipal de Saúde vai estar neste sábado fazendo o que estamos chamando de faxina em toda cidade e gostaríamos já de contar com a colaboração dos homens do batalhão", afirma Francisco Pádua. 

O comandante do 2º BEC, Coronel Marcelo, confirmou a intenção de auxiliar a Prefeitura nas ações que forem necessárias. Porém, recomendou que fosse enviado ofício ao Ministério da Defesa comunicando a necessidade e solicitando a liberação do efetivo. "O Exército já está ciente do problema e em alerta. Sugerimos que o prefeito faça o documento ao ministério e esse trâmite deve ser bastante rápido. Temos total condição de apoiar e disponibilidade de pessoal para isso", destaca.

O Aedes aegypti é o vetor do zika, vírus suspeito de estar causando a microcefalia no país. A infestação da doença está sendo tratada de forma emergencial e, em Teresina, há 19 casos sendo investigados. Em todo o Estado, 38 casos estão sob suspeita. 

A primeira varredura em busca de focos do mosquito terá início em janeiro. Mais de 10 mil imóveis serão visitados, mesmo os que estão fechados. Segundo o prefeito Firmino Filho, outras ações com a perspectiva de atrair a atenção da população serão desenvolvidas. É o exemplo de um aplicativo para celular que permite que as pessoas enviem fotos de lixões, terrenos abandonados e outros possíveis criadouros do mosquito para a prefeitura. "Nós precisamos despertar nas pessoas a necessidade para essa vigilância permanente, tanto em relação às suas próprias casas como em relação a outros pontos da cidade. Com esse aplicativo, a foto que ela enviar já chegará para a Prefeitura com a localização dada pelo GPS. Então, nós iremos lá eliminar esses focos", finalizou.

 

redacao@cidadeverde.com

Revista revela planta típica do PI capaz de matar a larva do Aedes

 

A Edição 126 da Revista Cidade Verde mostra por que é tão difícil exterminar o mosquito Aedes aegypti - o vetor de transmissão dos vírus da dengue e da zika. O leitor terá acesso a informações detalhadas sobre o ciclo de vida desse inseto, que hoje é considerado o maior vilão da saúde pública.

A ciência estuda novas fórmulas para matar as larvas da espécie, que tem se tornado resistente a inseticidas químicos. Na reportagem especial, o leitor vai conhecer qual planta comum em Teresina é capaz de ser tão eficiente quanto os larvicidas utilizados pelos agentes de endemias.

Nas Páginas Verdes, a diretora de Vigilância em Saúde da FMS e médica pediatra, Amarilis Borba, tira dúvidas sobre os casos de microcefalia, que têm causado pânico nas mães do Nordeste. 

Outro destaque dessa edição é o serviço de distribuição de energia elétrica no Estado. Especialistas explicam por que temos tantos problemas com oscilações e quedas de energia. A privatização volta à tona após a Eletrobras nacional anunciar que pretende votar a possibilidade de leilorar as distribuidoras.

A RCV traz ainda um dado preocupante: Menos da metade da população do Piauí tem alimentação garantida, mas o Estado é um dos que mais desperdiça alimentos no país. 

Essas e outras reportagens especiais está na Edição 126, que já está nas bancas. Para mais informações acesse: www.revistacidadeverde.com.br.

Jordana Cury
jordanacury@cidadeverde.com

Os mitos e verdades na luta contra o mosquito da zika

O medo do zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, acendeu um sinal de alerta. Os repelentes, num piscar de olhos, sumiram das farmácias — e, então, surgiu uma série de receitas caseiras para combater o mosquito. Por isso, o EXTRA ouviu quatro especialistas para descobrir o que é eficiente e o que não serve de nada na luta contra o inseto.

Entre as dicas que podem ajudar na prevenção do mosquito, que também transmite a dengue e a chikungunya, estão salinizar a água em locais de difícil remoção, já que o Aedes não se reproduz em água salgada. E atenção: perfumes doces podem atrair o mosquito. Por outro lado, segundo o biólogo Rafael Sandoval, professor Universidade Estadual de Campinas, alguns conselhos populares, como comer alho, não passam de lendas.

— Outro mito é que o Aedes aegypti pica somente durante o dia. O período diurno é o de maior atividade, mas, caso já esteja no ambiente, pode atacar também à noite — afirma.

Ainda que alguns especialistas concordem que as receitas podem auxiliar na proteção, o Diretor Técnico da Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas, o biólogo Marcelo Freitas, faz o alerta de que não se deve confiar apenas em medidas que não sejam cientificamente comprovadas.

— As pessoas não podem se apegar às “receitas da vovó” para uma epidemia tão perigosa — adverte o biólogo.
Segundo ele, o método mais eficaz, além do uso de repelentes químicos, é o combate ativo contra mosquito.

Mistura caseira ajuda, afirma fitoterapeuta

A receita do repelente feito à base de cravo-da-Índia, álcool, óleo corporal e outras ervas é uma das que estão mais em alta. E, na avaliação do fitoterapeuta e naturopata André Resende, a medida é eficiente para espantar o Aedes aegypti.

— As ervas podem ser usadas quando pintar gripe, tosse, cólica... — diz o especialista em ervas medicinais: — E a mistura de álcool com cravo pode, sim, combater o transmissor da zika.

O especialista afirma que o repelente natural para o corpo pode durar até três meses.
— Em um liquidificador, bata uma xícara de chá de cravo-da-Índia, 20 folhas de citronela fresca, dois punhados de manjericão fresco e 480ml de álcool. Filtre e misture com 100 ml de óleo mineral antes de usar no corpo — ensina.

As folhas de citronela, explica o especialista, podem ser usadas também como repelente na casa. Batidas com álcool, elas podem ser espalhadas pelos cômodos.

Antes da fazer uso de receitas caseiras, o ideal é consultar um médico para evitar problemas como intoxicações e reações alérgicas.

 

 

Fonte: Extra

 

Anvisa libera última fase de testes da vacina contra dengue

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (11) o Instituto Butantan a iniciar a fase 3 de estudos da vacina contra dengue. Esta é a última etapa para protocolar o registro da imunização, quando serão avaliadas qualidade, segurança e eficácia do produto.

Em nota, a agência disse que tem acompanhado todos os procedimentos, “o que contribuiu para o processo de análise fosse realizado dentro dos padrões internacionais de qualidade, uma vez que a liberação de uma vacina para teste em milhares de pessoas, como ocorre na fase 3, exige que se tenha absoluta certeza da segurança do produto”.

O pedido do Instituto Butantan para iniciar a fase III ocorreu em 10 de abril. A Anvisa disse considerar importante que seja disponibilizada em breve imunização segura e eficaz.

O desenvolvimento desta vacina é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A vacina é feita com os próprios vírus da dengue, que foram modificados para que a pessoa desenvolva anticorpos contra os quatro sorotipos da dengue sem desenvolver os sintomas relacionados a eles.

Os testes têm mostrado que bastará uma dose para que a vacina seja eficaz. Trata-se da vacina brasileira contra dengue em fase mais avançada de desenvolvimento, mas há outras iniciativas em andamento no mundo (leia mais abaixo).

Os testes clínicos vêm sendo realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) e Hospital das Clínicas da Facultade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HC-FMRP-USP).

A terceira e última fase do estudo prevê a vacinação de 17 mil voluntários no período de um ano. As vacinações devem ser feitas em 15 centros em todo o país em pessoas de 2 a 59 anos. Durante a fase 2 do estudo, 300 pessoas foram vacinadas.

Existem outras iniciativas de desenvolvimento de vacina contra dengue no mundo. A que está em fase mais avançada é a da farmacêutica Sanofi Pasteur. O laboratório já concluiu a fase 3 de pesquisa clínica e submeteu o produto à avaliação da Anvisa em março.

Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está envolvida em dois projetos de desenvolvimento de vacina. A farmacêutica japonesa Takeda também está na corrida pelo desenvolvimento de uma vacina contra dengue.

Fonte: G1

Firmino defende postura mais dura contra o Aedes aegypti

O prefeito Firmino Filho (PSDB) defendeu nesta quinta-feira (10) uma postura mais enérgica do poder público contra o mosquito Aedes aegypti. O vetor é o causador da Dengue, Chikungunya e agora da Microcefalia, síndrome que causa a mal formação do cérebro de bebês em virtude do vírus Zika. 

"É necessário que nós possamos ter uma postura muito mais dura, muito mais rígida, no enfrentamento ao Aedes. Nesse processo, o poder público federal, Estado e município tem que ter um fortalecimento de suas ações e um conjunto de novas ações", afirmou o prefeito durante a inauguração da Unidade Básica de Saúde Sérgio Luiz Chantal Nunes, no bairro Três Andares, na zona Sul de Teresina.

Segundo Firmino, a prefeitura vai disponibilizar na próxima semana o seu plano de combate ao mosquito. "Para que possamos intensificar e aumentar as ações relacionadas ao vetor", disse o prefeito, ressaltando que é necessário rever os ensinamentos de quando surgiu a dengue. "Não podemos deixar volumes abertos para que não aconteça a acumulação de água", lembrou.

A UBS
Foi a 27ª obra da atenção básica em saúde. Foi investido nos serviços de reforma da UBS um total de R$ 161.188,83. A unidade teve a sala de vacina reformada, assim como três consultórios médicos e a farmácia. A sala de marcação de consultas agora conta com arquivo e a sala de espera está mais ampla. Dois consultórios odontológicos, escovódromo, sala de procedimentos, dois consultórios médicos, sala de esterilização, sala de expurgo, dois banheiros adaptados para pessoas com necessidades especiais, área de atividades coletivas, casa de resíduos e rampas de acesso para cadeirantes foram construídos.

Hérlon Moraes (Com informações da TV Cidade Verde)
herlonmoraes@cidadeverde.com

Grávidas devem evitar repelentes caseiros contra vírus Zika

Com o aumento de casos de microcefalia no país, relacionados ao vírus Zika, a coordenadora do ambulatório de microcefalia do Hospital Oswaldo Cruz, Regina Coeli, recomendou que grávidas usem repelentes para evitar que sejam picadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus.

O Hospital Oswaldo Cruz tem centralizado o atendimento aos pacientes com Zika em Pernambuco, estado que registra o maior número de casos de microcefalia, com mais de 800. Em uma palestra no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) na manhã de hoje (10), a médica alertou que as gestantes busquem usar os repelentes do tipo deet e icaridina e evitar os repelentes caseiros, pois não têm comprovação científica de serem eficazes.

Foto: Agência Brasil

 

"A gente orienta que os repelentes caseiros não têm nenhuma conotação científica", disse.

A diferença entre o deet e o icaridina, segundo Regina Coeli, é o tempo de intervalo para o uso. Enquanto o deet deve ser passado aproximadamente de três horas em três horas, o icaridina pode ter intervalos de oito a dez horas. Em dias quentes, os períodos de reposição devem ser menores por causa do suor.

Amamentação

A infectologista destacou também que a detecção de vírus Zika não é motivo para as mães interromperem a amamentação, pois o vetor de transmissão da doença é o mosquito. Outro mito que a médica desmentiu foi a associação de que vacinas para gestantes pode causar a doença. "Todas as vacinas dadas às gestantes são seguras".

Como ainda não existe exame específico para detectar o vírus, a confirmação dos casos tem ocorrido por meio do PCR, atualmente o exame mais confiável para o diagnóstico e deve ser feita o mais cedo possível. Regina Coeli recomenda que as gestantes com manchas vermelhas no corpo procurem imediatamente o obstetra para que o exame seja realizado nos primeiros três a cinco dias. Além das manchas, a gestante também pode ter febre.

"Antes de qualquer coisa, é preciso se tranquilizar. Nem toda manchinha vai ser infecção pelo Zika e vai provocar microcefalia. Pode ser um quadro alérgico, por exemplo".

Em caso de diagnóstico do Zika durante a gestação, a coordenadora orienta que o ultrassom seja feito um mês depois do surgimento da doença, pois antes desse período é difícil identificar efeito do vírus. O ultrassom mais conclusivo se dá entre a 32ª e a 35ª semanas de gestação.

"Não há necessidade de fazer ultrassom todo mês. Se você tem a infecção, espere pelo menos um mês para fazer o ultrassom. E se, em um mês, foi normal, entre a 32ª e a 35ª semanas, faça um novo ultrassom".

A associação entre a microcefalia e o vírus Zika, reconhecida pelo Ministério da Saúde, ocorre somente nos primeiros quatro meses de gestação, explica Regina Coeli. Ainda não há informações suficientes, segundo ela, para confirmar uma relação entre o contágio por Zika nas semanas seguintes e problemas de saúde no bebê. 

A médica destacou que é preciso dar acolhimento a mães, que estão com muitas dúvidas e nervosismo. "As mães chegam muito exauridas do ponto de vista psicológico. A gente tem que dar muito amor a essas crianças".

 

Fonte: Agência Brasil

Governo decreta estado de emergência ao chegar a 38 casos de microcefalia

O Governo do Estado decretou situação excepcional de emergência em saúde pública no Piauí pelo período de 180 dias - o período servirá para a execução de ações necessárias ao combate do mosquito Aedes aegypti e ao controle das doenças que ele transmite, dengue, chikungunya e zika, além da contenção de ocorrência do número elevado dos casos de microcefalia. Serão investidos R$ 5,5 milhões nas ações.

O Decreto 16.327/2015 possibilita a execução imediata do plano de ação. “Nós temos esse assustador aumento dos casos de microcefalia, onde as crianças têm grande possibilidade de terem várias deficiências, precisando de equipe de multiprofissionais e uma rede de reabilitação que seja fortalecida. Precisamos, acima de tudo, que os municípios ponham em campo seus agentes de saúde e de endemia, que os meios de comunicação sensibilizem a população. Estamos diante da zika, que traz relação com a microcefalia. O que está nas nossas mãos, gestores estaduais municipais, é o futuro dos nossos piauienses”, disse o secretário de Estado da Saúde, Francisco Costa.

O plano de contingência tomou por base o aumento dos casos de microcefalia com evidência confirmada pela Fiocruz da relação com a zika vírus, que também é transmitida pelo Aedes aegypti, com registro até 25/10/2015 de 423 casos suspeitos e 36 casos cofirmados.

Segundo o diretor da Unidade de Vigilância e Atenção à Sáude (DUVAS), Herlon Guimarães, o número de notificações teve recentemente uma queda devido à redução do tamanho do perímetro encefálico determinado como corte pelo Ministério da Saúde que era de 33 cm para 32 cm. “No início da investigação, buscamos as ocorrências de microcefalia com até 33 cm, que era a medida preconizada pelo Ministério da Saúde e também para não nos escapar nenhum caso. Mas, com a redução da medida para 32 cm, o número de casos suspeitos caiu pela metade e continuou o número confirmado de 36 casos”, disse o diretor.

Dentre as ações do plano de contingência estão apoiar e assessorar os municípios no sentido de desenvolver atividades de prevenção, como mobilização de alunos da rede pública de ensino, substituição de reservatórios domésticos de água por cisterna urbana; criar gabinetes de monitoramento de crise. Outras medidas visam o aparelhamento dos municípios,  como manter a frota de veículos e equipamentos de fumacê para combater a epidemias e promover ampla capacitação em atualização de manejo clínico para profissionais da saúde.

O próximo passo será reunir os órgãos e municípios, para dar início à execução das ações previstas no plano.

 


Jordana Cury
Com informações da Sesapi
redacao@cidadeverde.com

Pediatras do Piauí entram na guerra contra o zika e a microcefalia

A Sociedade de Pediatria do Piauí vai entrar na guerra contra o mosquito Aedes aegypti. A intenção é cobrar das instituições públicas, ações efetivas contra o vetor causador da Dengue, Chikungunya e agora da Microcefalia, síndrome que causa a mal formação do cérebro de bebês em virtude do vírus Zika. Uma reunião na noite desta quarta-feira (9) no Conselho Regional de Medicina (CRM) marca o início de um planejamento de atuação. 

Participam do encontro representantes da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Secretaria de Estado da Saúde, diretores de hospitais infectologistas, pediatras e obstetras. Ao final sairá uma carta com orientações ao poder público.

"A microcefalia é uma síndrome que impede o desenvolvimento do cérebro e vai resultar numa deficiência mental. Desta epidemia o mais importante é o cidadão. Esse é o primeiro passo que estamos dando para saber como mobilizar a sociedade", disse o pediatra Noronha Filho.

Segundo ele, a Sociedade de Pediatria será o agente catalisador para o máximo de informações chegue à população. "Queremos movimentar as instituições para que chegue à sociedade civil. O Aedes já existia aqui com a Dengue, Chikungunya e agora com a microcefalia e outras síndromes neurológicas. É uma epidemia séria e não sabemos onde vai chegar", alerta.

O Piauí já registrou esse ano 38 casos de Microcefalia. "Vamos elaborar uma carta e um planejamento para começar a cobrar das instituições junto à população. Queremos funcionar como cobrador", finalizou o pediatra.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Governo confirma relação entre Guillain-Barré e vírus zika

Depois da microcefalia, o vírus zika foi relacionado a outra doença: a síndrome de Guillain-Barré, uma reação a a agentes infecciosos que provoca fraqueza muscular e paralisia. O Ministério da Saúde vinha estudando o aumento de casos, sobretudo no Nordeste. Nesta quarta-feira, a pasta confirmou a associação entre a síndrome e o vírus transmitido pelo Aedes aegypti. Mas estudos continuam sendo realizados para entender como essa relação ocorre e se há outros fatores envolvidos.

Como a doença não é de notificação compulsória, o governo federal desconhece quantas pessoas tiveram ou têm Guillan-Barré no país. Dados apontam que, no ano passado, houve 65.884 procedimentos ambulatoriais e hospitalares no SUS (incluindo internações) para tratar a síndrome. O número de procedimentos não corresponde ao número de pacientes atendidos, pois uma pessoa pode realizar mais de um atendimento.

No Brasil, a ocorrência de síndromes neurológicas relacionadas ao vírus zika foi reforçada após investigações da Universidade Federal de Pernambuco, no fim do mês passado. Amostras de seis pacientes com sintomas neurológicos registraram a presença do vírus. Do total, quatro foram confirmadas com doença de Guillain-Barré. Mas, assim como a microcefalia, o governo continua investigando como se dá a associação com o zika.

Os sintomas do Guillain-Barré começam pelas pernas, podendo irradiar para o tronco, braços e face. A síndrome, que é considerada uma doença rara, de acordo com o Ministério da Saúde, pode apresentar diferentes graus de agressividade, provocando leve fraqueza muscular em alguns pacientes ou casos de paralisia total dos quatro membros. O principal risco da síndrome é a paralisação dos músculos respiratórios, que pode levar à morte, caso não sejam adotadas as medidas de suporte respiratório.

Embora não haja números consolidados sobre casos de Guillain-Barré no país, uma vez que a notificação não é obrigatória, o aumento de diagnósticos que chamou a atenção do Ministério da Saúde, neste ano, ocorreu exatamente na mesma região onde houve uma explosão de microcefalia, sobretudo em Pernambuco. Outros estados do Nordeste registraram um aumento considerável de doentes com Guillain-Barré.

Fonte: O Globo

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