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Rebelião no presídio de Picos causa destruição e deixa dois mortos

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Dois detentos morreram durante uma rebelião na penitenciaria João de Deus Barros, no município de Picos. As vítimas foram identificadas como Alderi Pereira do Nascimento e Benedito Josenildo Alves que não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito no Hospital Regional Justino Luz. 

Imagens exclusivas da TV Cidade Verde revelam o clima de tensão. Os detentos atearam fogo no local e o Corpo de Bombeiros foi acionado. A confusão teria iniciado no pavilhão A e se estendido pela ala B. A rebelião começou durante o o banho de sol e durou cerca de 12h. 

"Um agente percebeu que havia um detento lesionado dentro do pavilhão. Imediatamente pediu reforço... os demais agentes subiram no pavilhão e viram que tinha um detento com várias perfurações de estilete", disse Sinval Hipólito Gonzaga, diretor do presídio.

Grades foram quebradas, colchões queimados e a área de acesso aos pavilhões totalmente destruída. A situação foi controlada já na madrugada desta quinta-feira (03) por volta de 1h. Grupos especiais da Polícia Militar, agentes  penitenciários e do grupo de intervenção para conter motins foram acionados.

Familiares dos presos fizeram vigília na porta do presídio. Alderi Pereira (especializado no roubo de motos) e Benedito Josenildo foram mortos com golpes de estiletes e de objetos pontiagudos supostamente após se envolverem em uma confusão. Há informações ainda de que um dos detentos teria sido morto com uma munição letal, o que está sendo investigado pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e pela direção do presídio

A superlotação na penitenciária favoreceu a ação dos detentos. A capacidade do presídio é para 144 presos, mas no local estão 390. A Sejus tem um projeto de construção de mais de um pavilhão para amenizar a situação.

"Nossa maior preocupação é não permitir a fuga e não permitir mortes. O que aconteceu foi lamentável pois a gente sempre procura evitar ações como essas e trabalhar de maneira honrosa e com compromisso com a Justiça, sociedade e principalmente com o próprio detento", reitera o diretor do presídio.

Presos serão transferidos da unidade prisional. O prejuízo causado pelo motim ainda está sendo avaliado. 

 

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com