Cidadeverde.com

Registrado caso de calazar humano em Picos

Após a realização de exames laboratoriais, solicitados pela Unidade Básica de Saúde do bairro Ipueiras, foi confirmado um caso de calazar humano na cidade de Picos. Trata-se de um homem de aproximadamente 28 anos de idade, que por questões éticas não teve seu nome revelado.

Depois da confirmação do diagnóstico, a equipe médica da UBS – Ipueiras encaminhou o paciente ao Hospital Regional de Picos para que ele imediatamente iniciasse o tratamento.

Segundo o coordenador do Centro de Zoonoses de Picos, Agenor Martins, em torno da gravidade do fato ocorreu uma mobilização de vários segmentos da Secretaria de Saúde do município, sendo a Atenção Básica; Vigilância Epidemiológica e Vigilância Ambiental em Saúde, no sentido de promover ações preventivas para evitar o aparecimento de novos casos.

Agenor Martins informou ainda que uma destas ações foi uma investigação epidemiológica realizada pelo Centro de Controle de Zoonoses com a aplicação de Teste Rápido DPP Leishmaniose visceral canina nos animais que vivem em volta do endereço onde foi verificado o caso. “Foram realizados 57 exames, destes total foram constatados 19 cães reagentes, inclusive os dois pertencentes à família do doente”, disse Agenor.

O coordenador declarou que a situação é preocupante, pois a proporção de animais que reagiram ao teste é alta em relação ao total dos examinados, o que significa a existência de uma grande quantidade de cães, que mesmo aparentemente saudáveis, possuem a doença e desta forma funcionam como reservatório servindo de fonte para a sua transmissão ao homem.

Para a prevenção do calazar canino é recomendado aos proprietários de animais à vacinação e o uso de coleiras especiais. “Principalmente, manter um ambiente doméstico higiênico dando o destino adequado ao lixo, pois o mosquito vive e se reproduz preferencialmente em locais úmidos, escuros e com acúmulo de matéria orgânica em decomposição”, completou Agenor Martins.

A Doença

A Leishmaniose visceral, ou calazar, é uma doença transmitida pela fêmea do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis) infectada que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi, o agente causador da doença. Os principais sintomas da leishmaniose visceral são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos.

Nos centros urbanos a transmissão se torna potencialmente perigosa por causa do grande número de cães, que adquirem a infecção e servem de fonte para a transmissão ao homem. A doença não é contagiosa, não se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão da doença ocorre necessariamente através da picada do mosquito fêmea infectado.

Fonte: Ascom
cidades@cidadeverde.com