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Rodrigo Martins diz que Congresso não aprovará Reforma da Previdência mesmo com mudanças

Mesmo com os movimentos recentes do Governo Federal no sentido de mudar a Reforma da Previdência, o deputado federal Rodrigo Martins (PSB-PI) acredita que a proposta não será aprovada pelos deputados em 2017. Em entrevista no Jornal do Piauí, o parlamentar afirmou que os políticos tendem a pensar nas eleições do ano que vem antes de aprovarem uma medida impopular no Congresso Nacional. 

"Apesar de serem apenas alguns pontos que eles estão ventilando a possibilidade de trazer a plenário, eu acredito que ela não será votada e aprovada esse ano", disse Martins, ao correspondente da TV Cidade Verde em Brasília (DF), Délio Rocha, nesta quinta-feira (9). "Nós sabemos que a eleição está se aproximando e certamente os deputados não irão votar somente pensando na PEC ou na Reforma da Previdência, mas também pensando nas suas reeleições".

Rodrigo Martins ressaltou o esforço do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do próprio presidente da República, Michel Temer, em fazer com que uma reforma mais enxuta seja aprovada ainda neste ano. Conduto, o projeto é polêmico e complexo. "Na verdade, a Reforma da Previdência precisa ser mais debatida e discutida com a população", acrescentou. 

Nesta quinta-feira, Temer recebeu deputados em um café da manhã e anunciou uma redução ainda maior na proposta da reforma previdenciária, mas afirmou que em no máximo 10 anos será necessária a aprovação de outro projeto para equilibrar as finanças do país. 

 

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Reforma da Previdência: Governo cede e aceita tempo de contribuição menor

O governo cedeu nesta quarta-feira ao Congresso e, no fim da noite, aceitou manter em 15 anos o tempo mínimo de contribuição previdenciária para que os trabalhadores tenham direito a entrar com pedido de aposentadoria. O texto da reforma aprovado por comissão especial da Câmara em maio aumentava o pedágio para 25 anos. Porém, mesmo disposta a enxugar a reforma da Previdência, a equipe econômica ainda enfrenta uma queda de braço com os parlamentares sobre como deve ser o texto enxuto a ser colocado em votação no plenário. O governo defende que a espinha dorsal da reforma precisa ter quatro pontos, mas a base aliada só endossa dois deles.

A equipe econômica quer manter na proposta a fixação de uma idade mínima para aposentadoria, com regra de transição; a equiparação entre trabalhadores do setor privado e do serviço público; a mudança na regra de cálculo de benefícios e pensões; e a criação de um fundo de previdência complementar nos estados.

Porém, depois de reuniões com líderes esta semana, ficou claro que só duas das medidas têm consenso por ora: idade mínima e equiparação entre trabalhadores para acabar com privilégios do funcionalismo. O restante dessa espinha dorsal, além de mudanças para trabalhadores rurais e no pagamento de benefícios sociais, deve acabar caindo. As negociações continuam hoje.

Economia com reforma pode cair à metade

O relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA), afirmou ontem que o governo precisará abrir mão do texto mais amplo que foi aprovado em comissão especial da Câmara, porque perdeu força política depois de ter que fazer concessões para barrar no Congresso duas denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer.

— Depois da malfadada delação da JBS, que foi uma armação, o trâmite da reforma foi suspenso. E as condições que existiam há cinco meses para votar a reforma não são mais as mesmas. O governo enfrentou votações que tiveram um custo político para a base aliada — reconheceu Maia.
— O ótimo é inimigo do bom. Se você quer o ótimo e briga até o fim pelo ótimo, pode ficar sem nada. E sem nada é a tragédia para todos nós, do ponto de vista fiscal — afirmou o vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), sobre a decisão do governo de desidratar a proposta.

Arthur Maia disse que há um entendimento entre governo e parlamentares de que é preciso haver uma idade mínima e o fim dos privilégios. Ele lembrou que o déficit previdenciário per capita do setor público é de R$ 58 mil, enquanto o do regime geral é de R$ 3.200.

— Hoje, no Brasil, um trabalhador rural se aposenta com 60 anos para receber um salário mínimo. Já um juiz se aposenta com 50 e poucos anos e recebe cerca de R$ 40 mil. Isso não tem lógica. Não é razoável. Acabar com privilégios tem que ser um mantra da reforma — disse o relator, indicando que, agora, a ideia geral é que o teto do INSS, hoje em R$ 5.531, valha para todos os trabalhadores.

O deputado deixou claro, contudo, que nem mesmo as idades e anos de contribuição aprovados na comissão especial estão garantidos. O texto que já recebeu o sinal verde estabelece uma idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres, com uma regra de transição. Essa transição começa aos 53 anos (mulher) e 55 anos (homem) no setor privado e 55 anos (mulher) e 60 anos (homem) no setor público.

Nas pensões, a reforma prevê que o benefício deixaria de ser integral e seria de 50% mais 10% por dependente. Mas não está certo se esses serão os números que estarão na emenda aglutinativa que está sendo preparada para mudar a reforma.

— Não sei dizer o que será mudado. Mas posso dizer que a reforma voltou a caminhar — disse Maia.

O relator adiantou apenas que quer manter na emenda o fim da paridade e da integralidade para os servidores públicos que ingressaram até 2003. Esse grupo hoje pode se aposentar recebendo o último salário (mais alto) e com direito aos mesmos reajustes salariais concedidos a quem está na ativa. Já o texto aprovado na comissão especial determina que integralidade e paridade só são obtidos quando o servidor atingir a nova idade mínima.

Os servidores públicos resistem à reforma e pressionam contra o fim dos privilégios. Isso também coloca em risco a espinha dorsal da reforma mais enxuta que, no fim das contas, pode acabar se tornando apenas a fixação de uma idade mínima. Cálculos do Banco Itaú apontam que a reforma, como proposta originalmente, corresponderia a uma economia de R$ 800 bilhões em dez anos. O valor cai para R$ 600 bilhões no formato que saiu da comissão especial e para cerca de R$ 350 bilhões só com a idade mínima e uma regra de transição, no mesmo período.

— Nosso ponto de partida já é muito ruim. Imagina sem mudança alguma, daqui a 15 ou 20 anos. Então, é melhor você passar essa regra (idade mínima) e, depois, quando tiver maior consenso político, ataca outros itens — avalia Pedro Schneider, economista do Banco Itaú.

Ontem, depois de reuniões com líderes, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que há diferenças de avaliação sobre a viabilidade da proposta entre líderes na Câmara e no Senado, mas disse acreditar que é possível aprovar a reforma. Ele, no entanto, evitou falar sobre o enxugamento do texto.

Após o presidente Michel Temer ter sinalizado na segunda-feira que a reforma corre o risco de não passar, a Bolsa fechou o dia em queda e dólar e juros futuros subiram. Meirelles afirmou que a reação foi “didática”, à medida que o mercado passou uma mensagem clara de que considera a reforma importante para a economia. Para ele, o que abalou o mercado foi uma “percepção equivocada” de que o governo havia “jogado a toalha” com relação às mudanças nas regras previdenciárias.

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mandou um recado ao governo e a Meirelles: não adianta simplesmente marcar uma data para a votação. Avisou que hoje não há votos para aprovar a proposta e disse que é preciso “construir” um texto que ganhe apoio dos parlamentares, para só então colocá-lo em votação.

— Se tiver voto, dá para aprovar amanhã, mas não tem voto para aprovar amanhã. Pauta única você vota num dia, mas o problema não é o dia em que a gente vai votar, é quando a gente vai ter as condições para aprovar. Não podemos ter a irresponsabilidade de pautar de qualquer jeito para perder — disse.

 

Fonte: O Globo 

Temer e Câmara batem o martelo e reforma da Previdência ficará mais light

A reforma da Previdência será suavizada. Em reunião no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (8/11) entre o presidente da República, Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e representantes da equipe econômica e líderes da base na Câmara, foi batido o martelo sobre os ajustes na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que modifica as regras para a aposentadoria. 

O ajuste no texto atual será feito por uma emenda aglutinativa, que juntará propostas já existentes para modificar o texto aprovado na comissão especial. Esse tipo de instrumento legislativo precisa de apoio de 1/10 da Câmara dos Deputados, ou seja, da assinatura de 52 deputados. O governo conta, atualmente, com pelo menos o quádruplo desses votos. Na votação da segunda denúncia contra Temer, 251 deputados a favor da rejeição da acusação.

A expectativa é de que o novo texto seja apresentado em até 48h. Ou seja, até sexta-feira. Deputados e governo federal ainda procuram chegar a um consenso sobre os pontos que serão mantidos no texto final após a aglutinação. Mas há uma conformidade de que, no mínimo, a reforma deve prever a idade mínima, de 62 anos para mulheres, e 65 para homens, e igualar as regras de aposentadoria entre trabalhadores dos setores público e privado, estabelecendo um teto para todos. 

O deputado federal Darcísio Perondi, vice-líder do PMDB na Câmara, afirmou que todos os pontos que acabem com os privilégios dos salários dos servidores públicos serão mantidos. “Nos últimos 14 anos, o Tesouro Nacional transferiu R$ 1,268 trilhão para cobrir privilégios desses altos salários do serviço público. Juízes, procuradores, fiscais, desembargadores, ministros. De deputados e senadores já havia sido reduzido, e vamos reduzir mais”, afirmou.

A ideia de ajustar a reforma e criar um texto mais light tem mais chances de agradar a base, avalia Perondi. “Será mais justa e mais palatável”, sustentou. A expectativa dos parlamentares é que a nova matéria crie menos desgastes com o eleitorado e possa contribuir com o equilíbrio das contas públicas. “O ótimo é inimigo do bom. Se quer o ótimo, e briga até o fim por ele, pode acabar ficando sem nada. E isso seria uma tragédia. O gasto da Previdência em dois ou três anos ocupará todo o orçamento da União. Pode acabar faltando recurso até mesmo para pagar o aposentado”, disse.


Fonte: Correio Braziliense 

Temer destaca urgência da reforma da Previdência e diz que se mantém empenhado


O presidente Michel Temer durante reunião com líderes da base aliada, no Palácio do Planalto (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Michel Temer afirmou, nesta segunda-feira (6), que continuará empenhado e trabalhando pela reforma da Previdência, mesmo que a sociedade, a mídia e o Congresso Nacional não demonstrem interesse em mudar as regras para  aposentadoria do país. Na abertura de reunião de líderes da base aliada da Câmara dos Deputados, Temer ressaltou a urgência e a relevância da reforma da Previdência e também agradeceu o apoio da base a seu governo.

Aos líderes aliados, o presidente demonstrou "gratidão" pelo apoio ao governo e ressaltou que a reforma da Previdência não é dele, mas sim compartilhada, e necessária não apenas para o futuro, mas para o presente do país.

“Ela, a reforma da Previdência, não é minha, não é pessoal, e a essa altura é do governo, mas compartilhada. Se, em um dado momento, a sociedade não quer, a mídia não quer e a combate, e naturalmente o Parlamento, que ecoa as vozes da sociedade, não quiser aprova-la, paciência. Eu continuarei a trabalhar por ela, porque sei da importância da reforma da Previdência. Não é apenas em função de uma coisa de futuro, mas de uma coisa para já”, afirmou Temer.

Em uma crítica à imprensa, Temer afirmou, que mesmo se a reforma não seja aprovada, seu governo terá dado certo. “A reforma da Previdência é a continuação importante, fundamental para fecho das reformas que estamos fazendo. Continuarem empenhando nela, trabalharei muito por ela. Por mais que não se consiga fazer tudo, se permita que quem venha depois, mais adiante,  que possa fazer uma nova revisão da Previdência Social”.

Para Temer, somente a reforma possibilitará ao país retomar os investimentos que vão impulsionar a geração de empregos. Sem uma reformulação previdenciária, disse Temer, haverá dificuldade na refotomada dos empregos e dificuldade nos investimentos governamentais, porque tudo estará direcionado para cobrir o déficit. "Muitos pretendem derrotá-la, porque, derrotando-a, derrotam o governo, mas não é verdade: derrotam o Brasil”, afirmou o presidente.

Sem citar nomes, o presidente destacou que seu governo conseguiu derrotar, com a ajuda do Congresso, “aqueles que pretendiam colocar o Brasil em uma crise política” e “derrubar o presidente da República”. 

“Vocês se lembram que urdiram-se muitas tramas para derrubar o regime posto. Quero aqui mencionar as duas denúncias que foram desautorizadas pela Câmara dos Deputados, mas hoje, como está robustamente, enfaticamente, fortemente, relevantemente demonstrado, era uma articulação que tinha este objetivo, mudar o governo para um objetivo mesquinho, minúsculo, menor, que era impedir que o presidente pudesse nomear o sucessor daquele que ocupava a Procuradoria-Geral da República, acusou Temer. “E digo isso em voz forte, com letras garrafais”, enfatizou.

Empolgação

Citando número da economia e várias propostas enviadas pelo governo e aprovadas pelo Congresso, como a PEC dos Teto dos Gastos, a reforma do ensino médio a reforma trabalhista, a mudança da participação obrigatória da Petrobras no pré-sal, a reestruturação das estatais e o parcelamento da dívida dos estadoa, Temer se disse empolgado para continuar governando o país e aprovano mais reformas, além da previdenciária, a simplificação da carga tributária do país.

Fonte: Agência Brasil 

Prioridade do governo na Câmara é a reforma da Previdência, diz Meirelles

Um dia após a maioria dos deputados decidir pelo arquivamento da segunda denúncia apresentada contra Michel Temer e dois de seus ministros, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se reuniu hoje (26) com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para tratar das próximas pautas do Congresso.

Segundo Meirelles, a prioridade deve ser retomar a tramitação da reforma da Previdência, que foi interrompida no semestre passado depois da chegada da primeira denúncia contra Temer na Câmara.

“[O tema da reunião] foi exatamente os próximos passos da agenda econômica. A ideia é prosseguir normalmente, esta é a decisão do presidente da Câmara e com a qual concordamos integralmente. Então, vamos prosseguir normalmente, enviando os projetos da agenda econômica, que é o mais importante para o país no momento. Reforma da Previdência em primeiro lugar, reforma tributária depois”, disse Meirelles após a reunião.

O ministro afirmou que, a princípio, o governo tentará avançar com a proposta de emenda à Constituição com mudanças nas regras de acesso à aposentadoria da maneira como foi aprovada na comissão especial. Ele negou que haverá enxugamento da medida, deixando o projeto apenas com a alteração da idade mínima, e acredita que a base aliada terá votos suficientes para aprovar a reforma na Câmara, mesmo depois da redução da vantagem do governo na votação da denúncia ontem (25).

Como se trata de uma emenda constitucional, para ser aprovada, a reforma precisa de pelo menos 308 votos do total de 513 deputados. É possível [aprovar]. São assuntos diferentes [denúncia e reforma], eu acredito que há uma consciência de que a reforma da Previdência é absolutamente necessária”, completou o ministro.

O encontro de Maia com o ministro ocorreu pela manhã na residência oficial da presidência da Câmara e contou com a presença de alguns parlamentares e líderes partidários. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, também tem agenda marcada com Maia para hoje.

Vencida a denúncia, Maia quer retomar a rotina legislativa e deve priorizar a agenda econômica. Os deputados devem também tentar avançar na proposta de simplificação tributária que está sob análise de uma comissão da Casa.

Padilha

Mais cedo, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse em evento no Tribunal de Contas da União, que integrantes do governo vão conversar com Maia e líderes de partidos para retomar negociações para a votação das reformas, em especial a da Previdência.

“Vamos ver com o presidente Rodrigo Maia qual é o calendário que ele propõe e também temos que ver com ele e os líderes na Câmara quais os tópicos que devemos enfocar com mais veemência nesse momento”, disse Padilha, antes de participar do 1° Fórum Nacional de Controle.

Ele citou que o presidente da Câmara fez uma manifestação favorável à retomada do tema. “Acho que é uma pauta que interessa tanto ao governo quanto ao Congresso. O presidente Rodrigo Maia já ontem manifestou interesse em possamos fazer com que ande a reforma da Previdência. A reforma é fundamental para o Brasil”, disse.

Ontem (25), Rodrigo Maia disse que a Câmara voltará a discutir a reforma da Previdência a partir de novembro. Na avaliação de Maia, para que seja aprovada, a reforma precisará ser enxugada e focada em aspectos considerados essenciais para “acabar com a maior transferência de renda do mundo de pobres para ricos”.

MP do Fies

O ministro da Educação, Mendonça Filho, também participou da reunião com Maia para tratar da Medida Provisória que propõe mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que aguarda votação dos deputados. Segundo o ministro, o presidente da Câmara disse que colocará a medida em pauta na próxima semana.

A MP altera leis que regulam o Fies, as formas de concessão e pagamento e o modelo de gestão e inclui outras fontes de recurso para o Fundo. O ministro acredita que a MP passará sem dificuldades pelo Congresso.

“[A MP] tem pouca resistência, até da oposição, porque é uma matéria razoavelmente consensual. A necessidade de reestruturação do Fies tem como lógica a sustentabilidade, o rombo potencial identificado da ordem de R$ 32 bilhões, que mostra que como está não pode ficar, e ao mesmo tempo a gente tem dificuldades relativas à questão da manutenção do programa em si”, disse Mendonça Filho.

Fonte: Agência Brasil 

Sem reforma da Previdência, governo cortará o abono, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que, se o Congresso Nacional não aprovar a reforma da Previdência, o governo poderá, como uma das primeiras medidas alternativas, acabar com o abono salarial que custa à União cerca de R$ 20 bilhões por ano.

Criado no governo militar como principal política social, o abono confere a quem recebe até dois salários mínimos por mês um salário mínimo a mais por ano.

A ideia de extinguir esse programa vem sendo acalentada desde a gestão da presidente Dilma Rousseff, sob o argumento de que hoje existem outros programas sociais em vigor, como o Bolsa Família e os benefícios de prestação continuada.

Uma das medidas de difícil aprovação, no âmbito da reforma da previdência, é o endurecimento das regras de acesso à Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), que é um benefício contínuo. Outra mudança proposta da reforma que também sofre oposição da bancada ruralista no Congresso é a contribuição dos trabalhadores rurais à previdência social.

Ontem, Meirelles disse que é muito complicado retirar a obrigatoriedade dessa contribuição. Na pior das hipóteses, o governo vai alterar a forma de comprovação de que o trabalhador que for requerer a aposentadoria exerceu de fato, o trabalho no campo. Hoje, essa certificação é dada pelos sindicatos rurais. O ministro sugere que seja feita pela própria Previdência, como apontou na segunda-feira, em jantar promovido pelo site Poder 360.

 

Fonte: Valor Econômico 

Brasil precisa aprovar reforma para não igualar crise do Rio de Janeiro, diz Heráclito Fortes

Em entrevista no Jornal do Piauí desta quinta-feira (10), o deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI) avaliou as possibilidades de aprovação da Reforma da Previdência e defendeu que o Brasil faça uma opção para que a crise nacional ganhe proporções da que atinge o Rio de Janeiro. 

"Anote o que estou dizendo: daqui a dois anos o Brasil vira um Rio de Janeiro", disse Fortes na TV Cidade Verde, após afirmar que o Brasil precisa fazer uma opção por "uma reforma que não prejudique o povo, mas que também não prejudique o Brasil". 

A dificuldade para que a reforma seja aprovada já é admitida entre congressistas, uma vez que houve desgaste político após a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer. Deputados e senadores aliados não estariam dispostos a um novo desgaste e o projeto pode ser alterado para correr o risco de não ser aprovado. 

Heráclito Fortes comentou que temas polêmicos, como a idade limite, podem ser revistos. Mas que existem situações graves, como as diferenças para funcionários de algumas classes - ele citou o Poder Judiciário como exemplo. 

Foto: Wilson Filho/Cidade Verde

Reforma Política
O deputado federal também comentou as dificuldades para se aprovar uma reforma política eficaz. "Fica todo mundo preocupado em ter uma eleição financeiramente mais robusta", afirmou Fortes. Ele citou como uma das medidas necessárias a elaboração de critérios eficazes para o dinheiro destinado ao pagamento de marqueteiros nas campanhas eleitorais. 

Outra crítica de Heráclito Fortes foi ao comando de partidos que estariam apenas brigando para arrecadar mais dinheiro. "Os presidentes de partidos viraram pedintes de arrecadação, de porta de igreja e com chapéu na mão", desabafou. O deputado alertou que em breve deverão ser descobertos escândalos envolvendo a a aplicação de recursos eleitorais por parte das siglas. 

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Gerente do INSS no Piauí defende Reforma da Previdência, mas crê em alterações

Foto: Pablo Cavalcante/Rádio Cidade Verde

Em entrevista no Cidade Verde Notícias, desta terça-feira (8), o gerente no Piauí do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Ney Ferraz Júnior, defendeu a aprovação do projeto atual da Reforma da Previdência, mas não crê que ele será votado da forma como está. 

"Era o ideal? Sim, para tentar diminuir esse déficit previdenciário. Mas nós temos que trabalhar com o que nós podemos", disse Ney Ferraz Júnior, sem acreditar que deputados federais e senadores votarão medidas impopulares com a proximidade das eleições de 2018. 

Na visão do gerente, ainda que o projeto de Reforma da Previdência seja alterado, sua aprovação será importante. "Acredito eu que essa reforma mais flexível, colocando a idade mínima tanto para o homem como para a mulher, dificultando alguns outros benefícios, colocando essas alterações em vigência, acredito que seja aprovado e diminuirá déficit", declarou na Rádio Cidade Verde.

Ney Ferraz Júnior citou como exemplos benefícios assistenciais que não geram contrapartida para a Previdência. E sustentou que, se nada for feito, o pagamento dos benefícios ficará insustentável.  

"Vai chegar um ponto em nível nacional em que não vai ter sustentabilidade para pagar", declarou. "Quando se for realizar essa reforma, não se está buscando tolher direitos. Independentemente do Governo que aí esteja, ela terá de ser realizada". 

Na entrevista, Ney Ferraz Júnior também falou sobre o prazo para as perícias de quem recebe o auxílio doença e outros assuntos relacionados à Previdência. Ouça na íntegra:

 

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Rodrigo Martins prevê dificuldades para que Reforma da Previdência seja votada

 

O deputado federal Rodrigo Martins (PSB-PI) não acredita que o Governo Federal colocará em votação a Reforma da Previdência. Se isso ocorrer, o parlamentar prevê que o projeto seja reduzido, para evitar risco de derrota na Câmara dos Deputados. Consequências da redução da base governista, constatada na semana passada, após a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer. 

"O placar não foi o esperado por eles. Eu acredito que a Reforma da Previdência não será colocada de agora. Mas se for colocada será uma reforma muito mínima, muito pequena, tendo em vista a grande possibilidade de sair derrotada na Câmara Federal", disse Martins, em entrevista no Jornal do Piauí, da TV Cidade Verde. 

O Governo previa a votação da reforma em outubro e não admitia reduções no projeto. Com parlamentares descontentes deixando a base e a expectativa de novas delações que podem atingir Michel Temer, Rodrigo Martins avalia que a Reforma da Previdência, se ocorrer, será uma reforma "meia sola", o que chegou a não ser admitido pelo ministro Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência.

Na Rádio Cidade verde, Rodrigo Martins comentou sobre a possibilidade de perder a indicação de três cargos no Governo Federal, que o mesmo colocou a disposição antes da votação da denúncia. "É uma posição do Governo, não vou condenar.  (...) Eu, particularmente, prefiro ter a liberdade de escolher o meu voto com consciência do que ficar amarrado por pequenos cargos em nível estadual por conta do governo federal".

 

O parlamentar também disse que a votação deixou o governo Temer mais enfraquecido e a repercussão negativa da primeira votação deve tornar ainda mais complicada a apreciação de uma segunda denúncia, tornando mais difícil a manutenção da base governista. 

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Presidente da CPI da Previdência diz que não há déficit e culpa devedores

A Previdência Social brasileira não é deficitária. A afirmação é do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS). “Setores do patronato arrecadam, por ano, em torno de R$25 bilhões do bolso do trabalhador e não repassam à Previdência”, denunciou, na última sessão do colegiado antes do recesso parlamentar, previsto para ocorrer de 18 a 31 de julho.

Ainda segundo Paim, ao final dos trabalhos a comissão vai mostrar que o rombo na Previdência está diretamente ligado a uma divida acumulada de grandes bancos, empresas e grandes montadoras, que ultrapassa R$ 500 bilhões.

Com encerramento dos trabalhos previsto para 8 de setembro, o relator da comissão, senador Hélio José (PMDB-DF), já adiantou que pedirá a prorrogação dos trabalhos para preparar um relatório mais “completo e propositivo”. O documento, adiantou o senador, deverá propor medidas para mudar a Previdência Social, como um combate mais efetivo à inadimplência. "Não é possível convivermos com os grandes devedores não pagando a Previdência", disse.

Desde 26 de abril, quando começou, até hoje, foram realizadas 22 reuniões, 18 audiências públicas com cerca de 90 pessoas entre especialistas do governo, sindicatos e sociedade civil.

Fonte: Agência Brasil

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