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Suzane Jales

Um almoço que me rendeu excelentes reflexões

Na minha infância, na rua da Estrela, fomos acostumados a comer rodeados de muita gente. A mesa da nossa casa era enorme, típica das fazendas, com dois bancos grandes nas laterais. Era sempre uma festa!

Levei isso para minha vida: adoro estar com os pessoas queridas às refeições, seja no almoço ou jantar.

Então, não foi novidade receber o telefonema de um amigo chamando-me para almoçar com ele… se não fosse uma frasezinha de nada no final: “Eu quero me despedir de você”.

Ok. Isso poderia até soar normal. Só que eu sei que ele está com um CA em estágio bem avançado.

A partir desse momento, e durante os 5 dias que antecederam ao encontro, eu fiquei refletindo sobre esse convite inusitado.

De cara, lembrei que uma amiga compartilhou comigo a frase de Richard Bowell: “Qual o valor de uma vida que dura por 70 ou 80 anos se nós não fizermos nada, não acrescentarmos nada, tendo só oferecido nosso tempo e permanecido próximo de casa, aderindo ao que os outros nos dizem que é prudente e seguro? Não é isso que todos tememos: viver sem deixar um traço?”.

Perfeito! Para mim, essa é mesmo uma questão central! Nossa vida precisa ter um significado maior: um propósito para que ela valha a pena ser vivida. Independente da quantidade de anos.

Esse meu amigo construiu um legado incrível, vive sua Missão todos os dias e, por isso mesmo, estava bem tranquilo para seu estado. E continuou fazendo o que gosta: reunir-se com os amigos durante uma refeição. O fato de ser uma “despedida” nem foi citado: comemos, conversamos muito e nos abraçamos no final.

Ele não sabe quanto tempo de vida tem. Mas, afinal de contas, quem sabe?

Recordo ter ouvido uma história de que Francisco de Assis, o grande missionário cristão da Idade Média, estava tratando de seu jardim, quando um amigo aproximou-se e perguntou-lhe: o que você faria se soubesse que iria morrer hoje? Na sua simplicidade, Francisco respondeu que continuaria a fazer o que estava fazendo: cuidando do meu jardim!

Esse almoço com meu amigo reascendeu a minha crença da importância de conhecer nossa Missão, de estarmos em estado de presença e fazer o que acreditamos ser importante que seja feito naquela hora, naquele momento.

Então, alguém pode até pensar que esse artigo foi sobre morte, mas, na verdade, foi sobre como viver de maneira plena,

Espero que essa história também lhe provoque uma boa reflexão sobre a sua vida. O período natalino é ideal pra isso, não é verdade?

Aproveito para lhe desejar um Feliz Natal!

Gostou? Se sim, deixe seu comentário e compartilhe com os amigos.

Beijos mil e até o próximo.

Suzane Jales
sua coach

Os perfumes que você carrega

Um amigo enviou-me um texto de Paramahansa Yogananda que ele traduziu. É a história do almiscareiro do Himalaia. Uma coisa linda que compartilho com você no final deste artigo.

Após ler, eu tive a curiosidade de checar no Google a figura desse animal, um grande desconhecido para mim… e dei de cara com o site de um biólogo onde ele nos dá uma grande aula sobre o almíscar – nome dado a um perfume obtido a partir de uma substância de forte odor, secretada por uma glândula do veado-almiscareiro (o da história que meu amigo traduziu e que é a comercializada), de outros animais, chamados de almiscadaros, como uma espécie de boi (Ovibos moschatus), de pato (Biziura lobata) e até rato (Ondatra zibethicus), dentre outros animais. Tem até em algumas plantas.

Na história do almiscareiro do Himalaia, Paramahansa Yogananda conta que ele fica saltitando por toda parte, farejando em busca da origem daquele perfume maravilhoso. Só esquece de procurar dentro de si!

No final, ele nos compara com o almiscareiro… Boa!

Pois eu lhe convido a fazer isso também, mas sob uma outra percepção. Use a sua imaginação e visualize a cena: você exalando aquele cheiro maravilhoso… e sem sentir! Assim, nem sequer ia procurar por ele.

Aqui vale uma pausa. Aprendemos lá nos bancos escolares que o sentido do olfato ajuda-nos a detectar sinal de alerta assim que entramos em contato com um cheiro diferente. É quando o sentimos mais forte, pois é um sinal do cérebro para verificarmos se este cheiro vem de algo de nosso interesse, como um possível alimento ou algum tipo de ameaça, por exemplo.

Acontece que, quando permanecemos no mesmo ambiente, sujeitos ao mesmo cheiro por um certo tempo, o cérebro entende que este cheiro não é interessante, que não iremos reagir a ele, então a sensação começa a diminuir, até mesmo para que possamos prestar atenção a novos cheiros que venham a surgir.

Você lembra de ter chegado a algum ambiente com cheiro ruim ou bom e que as pessoas que já estavam lá nem percebiam mais esse odor? É exatamente assim que acontece…

Dito isso, voltemos a sua imaginação: você exalando um perfume maravilhoso, mas, por este fazer parte do seu dia a dia, nem o sente mais.

Você deve estar se perguntando: onde ela quer chegar com essa história?

Estamos quase lá!

No curso Líder Coach – Liderança com a Filosofia do Coaching, que ministro nas empresas, tem uma hora que considero fundamental: o resgate da motivação que cada um tem dentro de si. É impressionante a surpresa que muitos têm ao descobrir dentro de si uma força fantástica, capaz de mudar a  própria vida (e ajudar a mudar o mundo, por que não?), que está lá: guardadinha, escondida em seu interior e nem se dava conta.

Isso acontece com a motivação e outras tantas coisas que você tem dentro de si e talvez já nem perceba mais… Como alguns talentos, por exemplo. É que talento é algo que se faz de maneira tão natural que, às vezes, nem percebemos que os temos.

Será que isso também não está acontecendo com você?

Você sabe os perfumes que carrega e nem percebe?

É por isso que  reforço sempre a importância do autoconhecimento. Quando você se conhecer melhor, vai descobrir tanta coisa boa dentro de si…

Tá bom: da mesma forma, vai descobrir coisas ruins. Mas isso também é bom. Afinal, nós só podemos modificar algo que sabemos existir, não é verdade? Então, de qualquer forma, conhecer-se é sempre muito bom!

E, por falar nisso, como você anda contribuindo para o seu autoconhecimento?

Ah, você pode ir além com sua reflexão: pense nas pessoas com quem se relaciona e nas coisas que tem ao seu redor… Quantas vezes você já parou para “senti-las”? Muitas vezes, só damos valor ao que temos depois que perdemos…

Essa é a nossa reflexão de hoje. Espero que você tenha gostado… Se sim, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

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O almiscareiro do Himalaia

O almíscar é uma substância de extremada fragrância, muito valiosa,  encontrada apenas numa pequena bolsa sob a pele do abdômen do almiscareiro macho, que habita as mais altas montanhas do Himalaia na Índia. De odor inebriante, brota do seu umbigo após determinada idade.  Esse perfume o excita e atrai de tal forma que passa a saltitar por toda parte, farejando em busca da sua origem embaixo das árvores e qualquer outro lugar por dias e até semanas.  Algumas vezes, por não conseguir localizá-la, acaba ficando extremamente nervoso e muito inquieto, e chega a saltar dos altos precipícios para a morte, num último e extremado esforço de encontrar a fonte daquela rara fragrância. No vale, os caçadores recolhem seu corpo e extraem a bolsa de almíscar.

Um Iluminado disse certa vez:  “Oh, tolo almiscareiro, buscastes a fragrância em todos os lugares, exceto em teu próprio corpo. Por isso não a encontrastes. Se ao menos tivesses tocado teu próprio umbigo com tuas narinas, terias encontrado o que tanto buscavas e, assim, escapado do suicídio nas rochas do vale.”

E parecem ser muitos os que se comportam como o almiscareiro. À medida que crescem, buscam pelo perfume da felicidade permanente fora de si mesmos – no jogo, nas tentações, no amor humano, e no escorregadio caminho da riqueza material – até que, finalmente, quando não conseguem mais encontrar a verdadeira felicidade, que reside escondida dentro de si mesmos, nos secretos recantos das suas próprias almas, pulam da colina da mais alta esperança ao encontro das rochas da desilusão.

Se simplesmente voltarmos nossas mentes diariamente para dentro de nós mesmos, em profunda meditação, encontraremos a fonte de toda a verdade e  felicidade eterna que existe precisamente dentro do mais profundo silêncio da nossa própria alma.

Amados buscadores!, não sejam como o almiscareiro que perece buscando a falsa felicidade, buscando no lugar errado!   Despertem! e encontrem o que buscam mergulhando na caverna da profunda contemplação.

Um guia de como viver bem

O gerontologista e professor de desenvolvimento humano na Cornell University (EUA), Karl Pillemer entrevistou cerca de 1500 pessoas com idade entre 70 e 100 anos buscando conselhos sobre como viver uma boa vida.

Os entrevistados eram pessoas mais experiências de vida e com boas visões sobre seus próprios caminhos. “Todas essas experiências lhes tornaram especialistas incríveis em como renegociar os problemas da vida”, diz Karl.

Isso gerou o livro 30 Lições para Viver – Conselhos Verdadeiros e Testados dos Americanos Mais Sábios (“30 Lessons for Living – Tried And True Advice From The Wisest Americans”). Nele, Karl Pillemer sintetiza as “lições aprendidas” em grandes temas como família, trabalho, casamento, envelhecimento, arrependimentos, entre outros.

O jornal The New York Times resumiu em poucos parágrafos algumas das lições, veja:

SOBRE OS PAIS: “As exigências da vida moderna geralmente têm um efeito negativo na vida familiar, especialmente quando os objetivos econômicos limitam o tempo que os pais passam com os filhos. O mais importante, dizem os mais velhos, é passar mais tempo com seus filhos, mesmo que você deva se sacrificar para isso. Esteja com eles nas atividades deles e faça as coisas que lhes interessam. Tempo gasto juntos permite aos pais detectar problemas e ensinar valores importantes”.

SOBRE CARREIRA: “Nenhuma pessoa em mais de mil disse que a felicidade veio de trabalhar tão duro quanto você pode pra fazer dinheiro para comprar o que você quisesse. Ao invés disso, a versão quase universal foi resumida por um ex-atleta de 83 anos que trabalhou décadas como um recrutador e técnico de esportes: ‘A coisa mais importante é estar envolvido com uma profissão que você ame absolutamente, uma que você queira ir pro trabalho todo dia’. Apesar de poder levar um tempo pra você chegar a esse trabalho ideal, você não deveria desistir de procurar pelo que lhe faz feliz. Enquanto isso, se você está preso a um trabalho ruim, tente fazer o máximo para mudar e evoluir. E tenha em mente que uma promoção pode ser honrosa e lucrativa, mas não vale a pena se te leva pra longe do que você mais gosta”.

SOBRE O CASAMENTO: “Um casamento satisfatório que dure a vida inteira é mais provável de acontecer quando parceiros são fundamentalmente parecidos e compartilham os mesmos valores e objetivos básicos. Apesar do amor romântico inicialmente reunir a maioria dos casais, o que os mantém juntos é uma amizade crescente, a habilidade de se comunicar, a vontade de dar e receber, e o compromisso com a instituição do casamento assim como um ao outro. Uma mulher de 89 anos que se mostrou feliz de ter mantido seu casamento mesmo quando o comportamento do seu marido era prejudicado por seu serviço militar disse: ‘Cada vez mais jovens hoje estão desistindo cedo demais, rápido demais’”.

Fantástico, não é?

Agora veja como alguns depoimentos são mesmo fantásticos:

FELICIDADE REQUER OTIMISMO

June Driscoll, 89 (uma senhora debilitada que vivia em uma casa de repouso e inspirou o livro): “Bem, é assim: eu cresci no que você pode chamar de barraco, com chão sujo e sem banheiro dentro. Eu tive seis filhos, e meu marido vivia mudando de emprego. Eu trabalhei duro toda a minha vida até não aguentar. Enfrentei a depressão quando mal tínhamos o que comer. Agora aqui estou eu, em um lugar com um teto, três refeições por dia, e pessoas muito legais cuidando de mim. Há muito o que se fazer. Eu acordo e o sol está brilhando na janela. Eu estou viva, apesar de tudo. Eu posso escutar e enxergar ok. Jovem, você irá aprender, eu espero, que felicidade é o que você faz, onde você estiver. Como eu poderia ser infeliz? As pessoas reclamam o tempo todo, mas eu não. É minha responsabilidade ser o mais feliz que eu posso hoje.

FELICIDADE REQUER HABILIDADE

Jane Hilliard, 90: “Minha mãe me ensinou a não chorar pelo leite derramado. Se você  fez besteira, limpe. Se você quebrou, conserte. E se você cometeu um erro, corrija. Ela também me ensinou a manter a minha palavra, ser confiável, não roubar o tempo dos outros ao chegar atrasado, e entregar logo algo que peguei emprestado. O mundo seria um lugar melhor se todos nós aprendêssemos a valorizar o outro, a respeitar a privacidade alheia e as diferenças e, mais importante, não julgar.

Eu tive que simplesmente aprender a viver, mas eventualmente eu percebi qual é o melhor jeito. Saber o que é suficiente, não usar mais do que a minha parte dos recursos naturais, a reconhecer a diferença entre querer e precisa, sentir prazer ao poder usar algo que estava quebrado. Aprender a apreciar os prazeres simples da vida tornou minha vida mais satisfatória e menos problemática. Felicidade não depende do quanto nós temos, mas é baseada no sucesso pessoal em habilidades e técnicas, senso de humor, aquisição de conhecimento, aperfeiçoamento do caráter, expressão de gratidão, satisfação de ajudar os outros, o prazer de estar com os amigos, o conforto da família e a alegria de amar.”

SABOREIE AS PEQUENAS COISAS

Larry Handley, ?: “Deixa eu te dizer, nos anos 30 nós tivemos a Depressão. Se você acha que sabe o que é crise hoje, não é nada como aquela. As pessoas não tinham o suficiente pra comer. Muitos pais da vizinhança estavam sem emprego, e nós compartilhávamos coisas simples porque as pessoas não tinham dinheiro. Vivíamos a uma quadra e meia de um lindo parque, havia muitas atividades para crianças lá e uma grande pista de skate. No verão, aconteciam shows e toda a vizinhança ia. Havia carrinhos de pipoca por todo o parque. Nós crianças ganhávamos uma moeda e ficávamos um tempão na fila decidindo o que escolher, e os pobres atrás de nós esperando pacientemente a decisão: ‘eu quero pipoca ou sorvete? Ou talvez pirulito de caramelo?’ E às vezes, aos sábados, passava matinés no cinema para as crianças. E depois do filme, ganhávamos uma outra moeda, e mais uma vez escolhíamos entre pipoca e sorvete. Cara, que sábado nós tivemos!”

CARREIRA

Esther Brookshire, 76 (trabalhou em vários empregos interessantes antes de passar 25 anos dirigindo um grande programa de trabalho voluntário): “Minhas netas e filhas dizem ‘oh, eu tenho que ganhar muito dinheiro, para mim é importante ter dinheiro e tal.’ E eu digo para elas: apenas tenha certeza que o que você está fazendo para ganhar dinheiro faz você feliz. Porque um emprego pode pagar 1 milhão de dólares, mas se você não está feliz, você não irá aproveitar. E isso é pra vida toda. Lembre, você tem que acordar de manhã e fazer isso todo os dias.”

TIRE O MELHOR DE UM EMPREGO RUIM

Sam Winston, 81 (ex-engenheiro, trabalhou também como marketing e gerente geral): “Uma coisa importante para os jovens é ser observador. Não importa qual é a tarefa, se você gosta ou não, é importante aprender tudo que você puder sobre o que acontece a sua volta. Você nunca saberá quando isso pode ser útil mais tarde. Eu tive muitas experiências diferentes ao longo da minha vida nas quais eu realmente não gostava do que fazia e tinha a sensação de que era inútil. Mas as lições que aprendi ao fazer essas coisas foram importantes na minha vida. Por exemplo, eu tive que trabalhar durante a faculdade no que muitos consideram trabalhos sem sentido. Mais tarde eles foram valiosos para mim como empregador e me ajudou a compreender as pessoas. Eu diria para os jovens não importa qual experiência é, aprenda.

Nós não aprendemos apenas com os melhores e mais brilhantes, nós aprendemos com os colegas tóxicos e manés. Pessoas são muito importantes. Eu costumo dizer que ‘há algo de bom em cada um’o. Na pior das hipóteses, você pode dizer, ‘esse é um mau exemplo’. Isso não quer dizer que as pessoas não sejam boas, a maioria é boa. A implicação é que mesmo que você ache que ela não seja, ela sempre pode servir como mau exemplo. Você pode aprender de todo mundo, não importa quem seja, não importa seu status. ”

SENDO UM BOM CHEFE

Tim Burke, 87 (fazendeiro): “Seja paciente com cada empregado. Não julgue apressadamente, e lembre que você não vive a vida deles. Há uma porção de coisas que eu gostaria de criticar em meus empregados, mas não faço. Digo pra mim mesmo ‘Tim, você não está lá’. Por isso eu não julgo ou repreendo. As coisas parecem muito diferente pra quem é de fora.

Eu tive três ou quatro indivíduos que sabiam mais do que eu, mas cresceram sobre condições diferentes do que eu. Eu não tentava dizer como o trabalho devia ser feito porque eles sabiam mais sobre aquilo. Eu os indagava — como pode isso? e aquilo? —, mas tinha cuidado pra não chegar botando banca.”

TRABALHO X ESTILO DE VIDA

Joe McCluskey, 70: “A vida no trabalho é mais importante que estilo de vida. É o que você faz o dia todo que fornece a mais profunda satisfação na vida. É legal viver sob circunstâncias agradáveis, mas não existe substituto para fazer algo que você gosta e faz bem.

Claro que não há problema em ter os dois. Por a mão na massa foi o que me deu a maior satisfação. Uma vez eu trabalhei como gerente corporativo e descobri que era muito chato ficar longe da produção, onde toda a ação estava. Eu, então, abri uma pequena empresa e me empreguei como chefe de produção, e percebi que dobrar minhas mangas todas as manhãs e fazer as coisas era a diversão que eu procurava.

NÃO ESPERE PARA VIVER

Malcolm Campbell, 70 (ex-professor universitário de uma das universidades da Ivy League, se considerava workaholic): “Parece levar uma vida toda para aprender a viver o momento, mas não deveria. Eu certamente sinto que minha vida sempre foi muito voltada pro futuro. É uma tendência natural — claro que você pensa sobre o futuro, não estou dizendo que isso é ruim.

Mas cara, só se tem a ganhar quando se consegue estar no momento e apreciar o que está acontecendo ao seu redor neste exato momento. Eu tenho me tornado cada vez melhor nisso, e tenho gostado. Traz paz e ajuda você a encontrar seu próprio lugar. Mas eu gostaria de ter aprendido isso nos meus 30 anos em vez de nos meus 60 — teria me dado mais décadas para apreciar a vida neste mundo. Essa é a minha lição para os mais jovens.”

DIZER SIM É SINAL DE CORAGEM

Joe Schlueter, 73 (professor de empreendedorismo): “A lição que eu aprendi é que realmente compensa dizer sim, a menos que você tenha uma razão sólida pra dizer não. E na minha vida profissional, eu não dizia não. Eu concordava com as coisas. Não era sempre divertido, mas frequentemente acabava em algo interessante.

O princípio é verdadeiro no trabalho, em voluntariado, e em todas as outras coisas em que as pessoas dizem ‘você quer fazer isso?’ Bom, por que não? A vida fica chata se você diz ‘não, eu não quero tentar nada novo.’ E pessoas não devem privar porque elas não se consideram qualificadas. Eu consigo pensar em várias coisas das quais eu não me sentia qualificado pra fazer, mas se alguém mais faz, você pode aprender. Ou compensar isso em vários outros jeitos. Então, se você é uma dessas pessoas que diz ‘não, não consigo fazer’ ou ‘não, não quero’, está perdendo muita coisa que a vida tem a oferecer. A vida é uma aventura, mas pra aproveitar você tem que dizer sim para as coisas.”

AMOR PARA JOVENS

Allison Hanley, 72: “Eu diria para você conhecer muito bem a pessoa e não se casar cedo. Eu casei muito cedo e fazendo um retrospecto, teria sido melhor pra mim, e eu teria sido mais feliz se eu fosse mais velha e mais forte. Eu achava que podia mudar algumas coisas na pessoa com quem me casei e, infelizmente, não pude. Assim que me casei, fiquei logo grávida e percebi que seria muito difícil sair, por razões financeiras e também pelos valores da minha família. Isso é algo que aprendi ao longo do caminho — que eu jamais poderia mudar alguém. Eu só posso mudar a mim mesmo.”

CASAMENTO

April Stern, 71: “Parece simples, mas vocês têm que gostar um do outro. Ser amigos, tentar passar daquele sufoco inicial e perfeito, e se certificar de que há uma amizade verdadeira por trás. Eu não acho que é preciso ter interesses idênticos, mas é preciso compartilhar valores. Isso é bem importante. Isso foi crítico [pra nós]. É… acho que valores são provavelmente a coisa mais importante.

Valores políticos, a vontade de não querer viver de maneira ostentadora, sobre comprometimento com os outros e com nós mesmos. Nós dois amávamos viajar, e tínhamos um ar de aventureiros. Gostávamos das mesmas pessoas e acho que isso é importante. Nós tínhamos valores muito parecidos sobre nossos filhos e o que queríamos deles. E vocês têm que ter um senso de humor parecido. Essa foi uma parte muito importante na nossa vida a dois. De fato, apenas duas semanas antes dele morrer, nós estávamos conversando e ele disse algo que eu me acabei rindo, e ele olhou para mim com uma sensação de satisfação e disse ‘eu ainda consigo lhe fazer rir depois de todos esses anos’. E ele podia mesmo.

Nós ambos amávamos certos tipos de coisas. Nós amávamos filmes, bons filmes, parte do nosso namoro envolveu ficar acordado a noite toda pensando no que Ingmar Bergman queria passar com aquele filme. Nós ambos adorávamos ler, e amávamos falar sobre o que estávamos lendo. Apesar de termos nos conhecidos nos anos 60, conseguimos nos comprometer com a monogamia e confiar, isso foi muito importante para nós.”

NO CASAMENTO, OU É GANHA-GANHA OU PERDE-PERDE

Sue Bennett, 86: “Bom, casamento não é uma relação 50/50. Às vezes pode ser 90/10. Depende da situação. Você precisa sempre dar muito. Precisa entender de onde ela vem – se colocar no seu lugar. E precisa ter paz na família. Então você decide, bem, ok, é assim. Você cede. Eu aprendi isso com a experiência. Há momentos em que você cede e momentos em que a outra pessoa cede — você não pode ficar sentado contando quem ganha o que.”

Antoinette Watkins, 81: “Ao acordar de manhã, pense ‘o que eu posso fazer para tornar o dia dela(e) um pouco mais feliz?’. Você precisa trabalhar para dar suporte um para o outro e trabalhar com um time — então, dará certo por muitos anos.”

CASAMENTO É COMPROMENTIMENTO

Mark Minton, 72: “Houve momentos em que nós realmente fomos duros um com o outro. Mas casamento precisa de trabalho para ser prazeroso. É necessário uma esperança teimosa e um comprometimento teimoso que precisa ser levado a sério. Você aguenta, trabalha nisso, e com o tempo você percebe que valeu à pena. Qualquer relacionamento passa por momentos obscuros assim como momentos brilhantes, então os picos são mais valorizados, mas existirão vales que você precisará atravessar e não desistir. Desistir em um relacionamento significa abrir mão de todas as futuras possibilidades. Veja, haverá sacrifício, mas tem que haver sacrifício ou a vida não será vivida integralmente.”

CASAMENTO: AS BRIGAS

Dora Bernal, 86 (casada há 67 anos): “Eu só consigo pensar em uma coisa: não é porque vocês brigaram que é o fim do mundo, entende? Ao final, vocês ainda são duas pessoas morando juntas, vindo de famílias diferentes, com educação diferentes. Mesmo que a religião seja a mesma, vocês são duas pessoas diferentes. E se brigarem, precisam admitir ‘e daí? nós brigamos’. Dez minutos depois vocês esquecem. Conforme se envelhece, viram cinco minutos. Hoje, as pessoas brigam e agem como se fosse o fim do mundo”.

TENHA FÉ

Curtis Mcallister, 74 (um senhor em forma, casado com uma senhora de 73 igualmente atraente. Ambos lidaram com sérios problemas de saúde desde os 30 anos): “Eu lembro quando a Bárbara começou a ter uns sintomas muito malucos em seu abdômen e algum tempo depois ela ela teve câncer no ovário que voltou muitos anos mais tarde. Eu digo que ela é um milagre ambulante. Nós oramos — e agradecemos a Deus.

Talvez ele tenha curado ela, mas é mais uma questão de que estávamos juntos cuidando dela. Se ela morresse ou melhorasse, nós tínhamos fé em Deus, não de um jeito fanático ou algo assim. Ela meditava bastante e fazia coisas que ajudava pessoas a superar, contar com Deus a ajudou. Há muito mais na vida do que sua própria existência. Acho que todos nós precisamos de alguma espiritualidade, ter fé que é mais do que estes anos aqui, do que estes 74 anos.. Tem uma recompensa depois daqui.

Renata Moratz, 77: “É verdade que isso [religião] é uma das raízes da minha essência. Eu não me lembro de quando eu não conhecia que eu era amada por Deus, uma generosa e onipotente divindade. Isso me levou a espalhar a mensagem gospel de Jesus, o Cristo. Mas não importa a que igreja você pertence ou não pertence. Se muçulmanos estivessem aqui, hindus estivessem aqui, budistas estivessem aqui, judeus estivessem aqui, todos lhe falariam que a religião deles diz ‘ame uns aos outros e perdoem uns aos outros’. Esse é o ponto em comum.

Cora Jenkins, 97: “Tenha uma profunda fé, mas não fanática.”

ENVELHEÇA COM ENTUSIASMO

Ramona Olberg, 76: “Eu falo para os jovens que envelhecer é ótimo porque você pode fazer o que tiver vontade e aproveitar qualquer coisa. Você não está presa. Você pode fazer qualquer coisa. Levante e vá a algum lugar sozinho. E se alguém convidar você, você vai. Não fique em casa. Quando mais jovem, se alguém me convidava, eu achava uma desculpa. Mas agora, não! Fui!”

CUIDE DA SUA SAÚDE!

Todd Ouellette, 76: “Bom, eu sei disso: envelhecer é normal. Mas se você precisa ser empurrado em uma cadeira de rodas com um cilindro de oxigênio, e sabe alguma coisa hoje que pode prevenir isso, faça. Porque é quando você envelhece que mais tem oportunidade de sentar e aproveitar a vida. Mas só se você não estiver com a saúde horrível, como obesidade ou algo parecido. O que você puder fazer pra manter sua saúde, faça agora. Fique longe de cigarros ou o que quer que seja, porque isso definitivamente fará diferença mais tarde na sua vida.”

CUIDE DA SUA SAÚDE! PELOS OUTROS TAMBÉM.

Tina Oliver, ?: “Meu marido me prometeu que faríamos 50 anos de casados, e ele mentiu. Ele me deixou depois de 47 anos e meio. Ele estava doente há algum tempo. Ele teve um enfarto, e antes disso uma cirurgia na carótida, primeiro de um lado, depois no outro. Ele fumava. Nenhum dos meus filhos fuma, graças a Deus. Eles viram como o pai deles estava. Ele foi para o hospital, ficou lá por 5 meses e meio depois da cirurgia no coração e nunca voltou pra casa. Cinco meses e meio. Eram 83km todos os dias por 5 meses e meio, e eu fui todos os dias. Sabe, as crianças viram como ele sofreu. E quando você falava algo, ‘não fume assim’ ou do quanto bebia, ele falava ‘o que tem? Todos vamos morrer um dia.’ Mas quem sofre? A família.”

O QUE VOCÊ IRÁ DEIXAR?

Mabel Leutz, 91: “Acho que a principal coisa é o amor. Dê amor, deixe seus filhos e netos convencidos que você ama a eles e às suas famílias. Se eu pudesse fazer uma coisa diferente na minha vida, seria ter demonstrado mais compaixão com as pessoas em geral. Sabe, quando se é muito crítica com certas pessoas… mas agora que eu vejo o que eles estavam passando, eu queria ter sido mais atenciosa.”

Joshua Bateman, ?: “Quem você já ajudou? Que círculos participou? Quem gosta de você? Algumas pessoas que eu conheço nunca ajudaram ninguém. Elas nunca fizeram nada. Nunca participaram de grupos — elas viveram as próprias vidas por conta própria. Sabe o que mais? Ninguém vai ao funeral delas. Vai ser como se elas nunca tivessem passado pela Terra. Elas nunca deixaram nenhuma marquinha.”

É isso. Espero que você tenha gostado…

Eu gostei tanto que quis compartilhar com você. Acredito que vale uma boa reflexão: Como está minha vida hoje?

Beijos mil e até o próximo!

 

Onde estão as cartas do seu jogo?

Meu pai era um apreciador de um bom jogo de buraco. Na época que morávamos na rua da Estrela (nome lindo que a Prefeitura decidiu mudar para o sem sal Desembargador Freitas), fazíamos noitadas desse jogo de cartas em nossa casa.

Eu era pequena, mas via que os amigos de meus irmãos enchiam o nosso lar, que exalava diversão e alegria quase todos os dias. Há pouco tempo, um deles mandou um presente para minha mãe com uma carta que dizia: Vocês foram a minha referência de família!

Isso, realmente, nos enche de orgulho!

Lembrei muito dessa parte da minha vida, quando li a história de um rabino judeu que esteve preso no Gulag – um terrível conjunto de campos de trabalho forçado que Stalin construiu na Sibéria.

Esse rabino contou que, no Gulag, o regulamento era muito rigoroso e, entre muitas coisas, proibia o jogo de cartas. A pena para quem não cumprisse essa regra era uma solitária numa cela subterrânea, o que, com o inverno rigoroso da Sibéria, era quase uma sentença de morte.

Mas os presos preferiam assumir o risco de perder a vida a deixar de jogar: única alegria que tinham nas madrugadas da prisão.

Só que, conta o rabino em suas memórias, eles foram dedurados e os soldados se armaram para pegar os infratores: revistaram todos os presos e seus pertences, mas não encontraram o baralho.

De madrugada, tentaram novo flagrante: todos os presos ficaram nus e foi feita uma revista ainda mais rigorosa… e nada! Não deu outra: os guardas descontaram toda a raiva no preso que havia denunciado a infração.

Depois que foram deixados sozinhos, o rabino perguntou aos colegas de cela como haviam conseguido esconder a “arma do crime” tão bem. Sorrindo, eles disseram que eram “batedores de carteira” e faziam isso como ninguém. Quando a turma da vigilância entrou, o preso que estava com o baralho “escondeu-o” no bolso de um dos guardas. No final da revista, de maneira discreta, outro preso pegou-o de volta. “Eles jamais pensariam em procurar o baralho em si mesmos”, explicou o detento.

Simples assim!

Agora, cá entre nós, isso também não acontece conosco? Quantas vezes a gente não procura a fonte dos nossos problemas nos outros? Quanta vezes também não procuramos a solução fora de nós?

É assim que culpamos o nosso chefe, os clientes, a economia, o mercado, os políticos… Enfim!

É claro que não está em nossas mãos uma porção de coisas. Mas como se sentir com algo que nos aconteça e o que fazer a respeito depende somente de nós.

Fica aqui a sugestão: em nenhum momento, devemos esquecer que temos, internamente, as ferramentas necessárias para dar a volta por cima… apesar do que nos aconteça.

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales - sua coach
suzanejales.com.br

 

Será que ainda dá tempo?

Quando eu me preparei para escrever este artigo, fiz as contas: faltam menos de 50 dias para 2016 terminar.

O ano passou como um filme na minha cabeça…

Revi minha listinha de coisas que eu queria fazer, as decisões que tomei, o esforço e o investimento de tempo e dinheiro que fiz no intuito de melhorar a minha vida… Muita coisa legal eu consegui.

É, mas também lembrei do que eu tinha como meta e que não saiu do papel.

Aí pensei: o que eu ainda posso fazer de diferente para cumprir mais metas e sentir que este ano realmente valeu a pena?

Tá bom: o tempo está curto! Mas, nem tive dúvida: posso não fazer tudo, mas ainda dá para fazer alguma coisa. E eu vou aproveitar cada segundo!

Lembrei que uma amiga me falava sempre de uma frase do Eclesiastes, que diz “Se o machado está cego e sua lâmina não foi afiada, é preciso golpear com mais força; agir com sabedoria assegura o sucesso.”

Então, já montei uma estratégia para conseguir. A primeira foi definir uma prioridade. Afinal, não dá para conseguir tudo o que em um ano eu não consegui, né?

Acima de tudo, fui realista!

Depois disso, decidi dizer “não” às coisas que não são importantes. Nesse momento, não quero nada do que só consome meu tempo.

De resto, é foco total!

E você, topa se motivar para ver o que consegue fazer até os fogos do réveillon?

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach

 

Então, levanta e anda!

Eu li, certa vez, que a congregação Beneditina, como todas as outras, tem suas regras. Antes de tudo, quero dizer que, como era um texto da internet, não sei se era verdadeiro, mas, independentemente disso, a regra 34 chamou a minha atenção: É proibido resmungar!

Veja que legal! Lá não estava escrito que é proibido discordar, discutir, reclamar, debater… Tudo isso é permitido. Só é proibido resmungar!

Aí fiquei pensando: sou meio arisca a regras, normas, dogmas… mas essa eu gostei!

Não sei se você lembra, mas resmungar é falar entre dentes e com rabugice. É dar sinais de descontentamento dizendo coisas desagradáveis em voz baixa, murmurando meio que pra si mesmo.

Quem resmunga, fala, fala, fala… e nada faz para mudar o que não está lhe agradando.

É uma questão de atitude!

Quem resmunga é o tipo de pessoa que fica amaldiçoando a escuridão ao invés de levantar e procurar acender a vela.

É uma questão de decisão!

Agora, vamos pensar juntos: nós estamos agindo para resolver nossos problemas, sejam eles pequenos ou grandes, ou só resmungamos?

Que tal colocarmos a regra Beneditina em nossa vida?

Finalizo com a letra de Emicida e Rael da Rima, que sugere o que podemos fazer:
Quem costuma vir de onde eu sou
Às vezes não tem motivos pra
Seguir
Então levanta e anda, vai…
Mas eu sei que vai, que o sonho te traz
Coisas que te faz
Prosseguir
Vai, levanta e anda, vai…

Reflita aí e depois me conta depois o que achou disso.

Até o próximo!

Suzane Jales
sua coach

 

Como enfrentar os confrontos do dia a dia

Antes de começar, preciso dizer que não sou praticante de Aikido, mas até ajudei a montar um grupo na minha cidade. É que sou apaixonada pela filosofia que permeia essa arte marcial japonesa, desenvolvida aproximadamente entre os anos de 1930 e 1960 por Morihei Ueshiba. O objetivo dele era criar uma arte em que os seus praticantes pudessem defender-se a si próprios a partir do ataque adversário. Até já escrevi sobre isso AQUI.

O aikido é, também, traduzido como “o caminho da unificação, da energia da vida” ou, ainda, “o caminho do espírito harmonioso”. Acho FAN-TÁS-TI-CO!

Um dos membros desse grupo da minha cidade,  enviou-nos um texto muito legal com dicas preciosas do Morihei Ueshiba, que servem como uma luva para nossa vida, afinal, quem nunca teve que enfrentar um confronto?

Em resumo, ele diz que, sabendo que quando você estiver em busca de um objetivo irá defrontar-se com forças opostas, precisa usar essa força a seu favor. Na verdade, aprenda a detectar e resolver os problemas, antes que eles se manifestem e é sempre bom buscar a harmonia e o entendimento, antes de qualquer coisa.

Se o problema já estiver formado, não focar nele: é preciso entendê-lo para saber como confrontá-lo. Você precisa, também, estar preparado para grandes provas a fim de resistir e aguentar firme no seu caminho.

Para isso, não gaste a sua energia desnecessariamente e aceite tudo aquilo que a vida lhe oferecer. Dependendo das circunstâncias, seja duro como um diamante, flexível como uma pena, generoso como a água ou vazio como o ar.

Aí estão, na íntegra, as dicas de Morihei Ueshiba sobre como enfrentar os confrontos do dia a dia:

1) Quem tem um objetivo na vida, fatalmente irá defrontar-se com uma força oposta. Para eliminar essa força, é preciso fazê-la trabalhar a seu favor.

2) Um verdadeiro guerreiro jamais sacrifica seus amigos para derrotar o adversário: ele tem que aprender a detectar e resolver os problemas, antes que eles se manifestem.

3) A melhor maneira de enfrentar-se com o adversário é convencê-lo da inutilidade de seus gestos. O guerreiro mostra que seu objetivo não é destruir nada, mas construir sua própria vida. Quem caminha em direção ao seu sonho busca a harmonia e o entendimento antes de qualquer coisa.

4) Não fique olhando o tempo todo os problemas que estão no seu caminho: eles terminarão por hipnotizá-lo, impedindo qualquer ação.

5) A força de um homem não está na coragem de atacar, mas na capacidade de resistir aos ataques. Desta maneira, prepare-se – através de meditação, exercícios, e uma profunda consciência de seus propósitos – para aguentar firme e continuar no caminho, mesmo que procurem afastá-lo de sua meta.

6) Esteja preparado para grandes provas, à medida que o sonho se torna realidade.

7) Não olhe sua vida com ressentimento, e esteja preparado para aceitar tudo aquilo que ela lhe oferece; cada dia traz em si a alegria e a fúria, dor e prazer, escuridão e luz, crescimento e decadência. Tudo isso faz parte do ciclo da natureza – portanto não tente reclamar ou lutar contra a vida. Aceite-a, e ela o aceitará.

8) Quando perceber que um adversário se aproxima, avance e lhe diga palavras delicadas. Se ele insistir na sua agressividade, não aceite a luta a não ser que ela vá lhe acrescentar algo; neste caso, utilize a força do oponente, e não gaste a sua energia.

9) Se a origem do seu problema é o fogo, não adianta contra-atacar com mais fogo, porque isso só irá aumentar o incêndio: neste caso, apenas a água será capaz de combater o mal.

10) Saiba o momento correto de usar cada uma das quatro qualidades que a natureza nos ensina. Dependendo das circunstâncias, seja duro como um diamante, flexível como uma pena, generoso como a água ou vazio como o ar.

Se gostou, deixe seu comentário e compartilhe com os amigos! 

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach
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P.S.: Se quiser saber mais sobre meu trabalho, ver vídeos e podcasts que produzo, confira aqui:
suzanejales.com.br

Como a rotina afeta sua vida?

Todo domingo pela manhã, eu aqueço a alma num bom cinema de arte que tem na minha cidade. OK, antes que alguém torça o nariz para esses filmes “autorais”, preciso concordar que eles não são mesmo de leitura fácil: divertem, mas nos deixam com a cabeça cheia de questionamentos.

E é exatamente isso o que eu gosto!

Ontem, foi ainda um pouco mais complexo. Além de difícil, Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência é um filme estranho… e bota estranho nisso!

Mas a matéria-prima desse longa-metragem pode nos ajudar numa reflexão fantástica: a rotina do dia a dia que nos leva a falar e agir como robôs (no caso do filme, a maquiagem deixa os personagens quase mortos-vivos).

Este artigo é sobre como a rotina pode afetar a nossa vida. E eu descobri dados preocupantes!

Em 2007, um estudo de pesquisadores da universidade King’s College, de Londres, chegou à conclusão de que a rotina de trabalho pode causar depressão. Isso mesmo: Quem vive atribulado com longas jornadas de trabalho e prazos curtos para entregar o serviço, é um grande candidato a sofrer de depressão.

E, mesmo sabendo que nenhuma carreira está isenta do risco do estresse em excesso, a pesquisa revela que alguns profissionais são mais propensos à doença do século: professores de escolas primárias e secundárias, advogados, jornalistas e corretores da bolsa. É seu caso ou de alguma pessoa amiga?

Vários estudos tentaram chegar às causas biológicas e químicas por trás disso. Em 2012, um deles, desenvolvido na Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica Nature, apresentou uma explicação do por que rotinas estressantes podem causar depressão em alguns casos: o problema está no mecanismo de liberação de um hormônio cerebral chamado fator liberador de corticotrofina (CRF, na sigla em inglês).

Não vou entrar em detalhe, mas, em resumo, é como se o corpo entregasse os pontos e desistisse do combate, tamanha a fadiga frente às situações de tensão fortes e constantes. É nesse momento que a depressão aparece.

A questão é que temos uma vida extremamente agitada: o trabalho e as demandas levam-nos a ter horários certos para tudo (a fim de não deixar nada por fazer!). Isso nos cria uma rotina… que pode nos colocar no piloto automático

E o que fazer?

Não existe uma resposta única e cada pessoa vai ter que achar a sua!

Mas eu posso dar sugestões dos primeiros passos que partem da importância de estarmos sempre atentos ao momento em que estamos vivendo: observe-se, conheça-se mais, analise se as suas rotinas estão lhe deixando no piloto automático e reconheça traços de depressão em você.

Se já houver depressão, procure ajuda médica!

Agora, se ainda não chegou nesse ponto, cuide de encontrar formas de “desestressar”

É aqui que cada um escolhe a que lhe parecer melhor: cultivar a meditação, ter um hobby, praticar esporte, fazer sessões de Coaching, consultar terapeutas e tantas outras coisas… Teste algumas e encontre a sua! 

Faça isso o mais rápido possível, antes de se ver com ansiedade e a um passo da depressão.

No filme que assisti, em alguns momentos, os personagens “olham para nós” como se perguntassem o que estamos achando do que está na tela, deixando nítida a intenção do diretor de “cutucar a plateia com vara curta”.

Eu também espero ter conseguido fazer isso com você aqui!

Se gostou, deixe seu comentário: eu vou adorar saber quais são as formas que você encontrou para desestressar.

Ah, e não esqueça de compartilhar com os amigos! Tenho certeza que você conhece alguém que está precisando ler isso…

Beijos mil e até o próximo!

Isso faz sentido pra você?

Nos últimos dias, meu amigo e mentor André Cia lembrou-nos da importância de termos uma vida com mais sentido. Isso soou como música para meus ouvidos!

Tudo partiu da seguinte reflexão: já que não aceitamos nada que seja maçante, sem sal e sem graça (como filme, livro e música, dentre outros), por que raios temos que aceitar uma vida assim?

Foi isso que ele nos questionou e a pergunta ressoou dentro de mim…

Essa é mesmo uma pergunta importantíssimas que devemos nos fazer de vez em quando e de quando em vez. E eu já estava esquecida disso…

Lembrei do último curso que fiz, que me levou a compreender melhor como entramos numa zona de conforto ao nos acomodar depois de ter um desejo satisfeito.

Aliás, alguns entram nela exatamente por não conseguir a satisfação desse desejo… e se sentem frustrados com isso.

Eu decidi compartilhar com você essa história para lhe contar como eu fiz a minha reflexão. Vamos lá!

Primeiro, dei uma “vasculhada” nas várias áreas da minha vida tipo escâner… O principal é que essa análise foi feita sem julgamento: nada de dedo em riste apontando minhas culpas!

Chequei tudo com cuidado de mãe procurando um ferimento num filho, sabe como é? Afinal, as falhas também fazem parte de mim…

Assim eu descobri que, sim, em algumas delas eu ainda tenho aceitado um marasmo… e isso não faz sentido para mim!

O segundo passo foi me fazer três perguntinhas básicas de Coaching:
– O que eu quero ao invés disso?
– O que vou fazer a respeito?
– Qual o primeiro passo que eu vou dar?

Resultado: já estou colocando energia nessas áreas que estavam sem “luz”.

E você, o que me diz de refletir sobre a sua vida e conferir se tudo está nos conformes, segundo o que você deseja?

Por hoje é só! Se gostou, comente e compartilhe com os amigos.

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach

 

E se a desmotivação bater na sua porta?

Quero falar de um assunto chato: a desmotivação.

Você já se sentiu assim em relação a algo que precisa fazer? Eu já!

Essa revelação pode parecer estranha para quem me conhece, pois quase sempre sou motivada, otimista e resiliente.

Veja bem que eu disse “quase sempre”… É claro que, algumas vezes, o desânimo vem sem dar aviso.

A grande questão é o que eu faço quando a desmotivação me pega de jeito, para sair dela rapidinho. Porque esse é um sentimento que eu não deixo me dominar: ele nos paralisa ou atrapalha nosso crescimento.

Eu faço assim: Primeiro, eu reflito sobre os momentos que me encontro desmotivada. Faço isso sem me julgar:encaro como uma oportunidade para examinar se os meus objetivos estão sendo congruentes com os meus valores.

E se, por algum motivo, eu observe que alguma coisa não está sendo positiva, eu me faço algumas perguntinhas de Coaching para descobrir a melhor forma de agir.

Compartilho com você, agora, essas perguntas, que respondo, para mim mesmo, com muita sinceridade e que você também pode se fazer:

1) Qual o real motivo de eu não estar com ânimo para fazer o que preciso?

2) Eu, realmente, quero fazer isso?

3) Se não, o que eu quero ao invés disso?

4) Por que eu desejo essa outra opção?

5) Quais as consequências que eu terei se não fizer a atividade que julgo necessária, mas não estou motivada a fazer?

6) Depois de saber disso, o que vou fazer, agora?

É essa a minha dica. Teste!

Por hoje é só!

Beijos mil e até o próximo!

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