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Suzane Jales

Ampliando o seu Mapa de Mundo

Na semana passada, uma cliente de coaching (que chamamos de coachee) fez uma pergunta interessante: como posso ampliar meu Mapa de Mundo?

Achei o questionamento dela tão importante que decidi fazer esse artigo.

Mas, vamos ao início desse assunto, especialmente para quem está chegando a meu site agora: o que é Mapa de Mundo?

Lembra do mapa do Brasil, que você estudou na escola? Aquele mapa é uma representação do território brasileiro e, claro, não o território em si. Essa é a base de um dos pressupostos da PNL: O mapa não é o território.

Isso vale para nosso mundo pessoal. Cada um de nós conhece o mundo através dos nossos 5 sentidos. Assim, vemos, ouvimos, sentimos, cheiramos e provamos o gosto de que nos rodeia.

Só que estes sentidos funcionam como filtros. Vamos vivendo e filtrando tudo: isso eu gosto, aquilo eu não quero nem ver, aquela outra coisa eu não acredito, esse é igual a tudo que já vi, etc. etc. etc.

Em outras palavras: usamos nossos filtros e vamos dando sustentação para avaliações, crenças, julgamentos e conclusões.

Isso acontece por conta de vários fatores, como, por exemplo, a personalidade, a combinação pessoal de experiências e conhecimentos, a interpretação dada para as vivências, a maneira de lidar com as próprias emoções e as dos outros, o autoconhecimento, a autoconfiança, o otimismo, o pessimismo… e por aí vai.

Então, tudo o que nós conhecemos do mundo externo, que a PNL chama de território, aprendemos de mapas internos que fazemos deste território. Está criado o nosso Mapa de Mundo.

Só fechando: o mapa que eu faço do mundo externo é diferente daquele que você faz do mesmo mundo. É que a realidade para cada um de nós é diferente pelo que percebemos dela (cada um de nós conhece um mundo que é único para nós).

Voltando ao mapa do Brasil, sabemos que seu território tem uma área com 8.511.996 km2, dividida em 26 estados e um Distrito Federal. Os mais velhos sabem que esse mapa mudou: até alguns anos, o território brasileiro era subdividido em 23 estados, 3 territórios e um Distrito Federal.

Assim também pode acontecer com nosso mapa: podemos expandi-lo e torná-lo mais rico e detalhado… E isso vai modificar positivamente a sua vida.

É aqui que entra a pergunta da minha coachee: como posso ampliar meu Mapa de Mundo?

O primeiro passo para isso é entender que existe bem mais do que seus olhos podem ver. Isso é fundamental, porque já lhe deixa com mais abertura para o diferente do que você “acha” que viu.

Depois de ter entendido isso, é preciso acreditar que você tem a capacidade de mudar seu mundo e transformar a sua vida. Pode até precisar de ajuda para despertar essa capacidade, mas que a tem, isso não tenho dúvidas. Aliás, SOMENTE você tem essa capacidade.

O passo seguinte é trabalhar para ampliar a sua visão e fazer disso um hábito. Existem várias técnicas de PNL usadas no Coaching para isso e eu compartilho algumas dicas que você pode aplicar mesmo estando só:
– Comece colocando-se no lugar do outro para perceber como ele vê o mundo;
– Use a sua imaginação e perceba as possíveis formas diferentes de sentir e “responder” aos fatos;
– Invista na flexibilidade: a rigidez só te paralisa;
– Esteja aberto(a) ao novo: aprenda coisas diferentes e conviva com pessoas que pensam diferente de você;
– Tenha projetos, objetivos e novas conquistas no seu horizonte. Sonhar é uma dádiva. Ir em busca dos sonhos é uma bênção!

Finalizo com perguntas básica de Coaching: E você, está precisando ampliar seu Mapa de Mundo para transformar sua vida e conquistar seus objetivos? O que tem lhe impedido? O que tem feito a respeito?

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach

Como superar uma decepção?

Neste artigo, eu quero lhe ajudar a superar uma decepção, quando você estiver diante desse sentimento de tristeza, descontentamento ou frustração pela ocorrência de fato inesperado, que representa um mal.

Para ser franca, eu não conheço uma só pessoa que não tenha ficado no maior baixo astral por conta de uma decepção. Pense numa coisa que nos tira do prumo!

Ela pode vir de vários locais: de um colega de trabalho, de um parceiro comercial, de um amigo, de um parente, de um companheiro… Quanto mais próxima a pessoa for da gente, pior o tombo que levamos, não é verdade?

Pois é, só que a gente sabe que nós temos o poder de determinar como nos sentimos em relação ao que nos acontece… Então, porque deixamos que esse sentimento ruim tome assento em nossos pensamentos e se instale em nosso coração?

Há muito que venho esquentando minha cabeça com essa questão. Cheguei a algumas conclusões que trouxe para a minha vida e quero compartilhar com você.

Acredito que a maioria das decepções é devido a expectativas que temos em relação às outras pessoas. Em outras palavras: esperamos que as pessoas hajam segundo os critérios que estabelecemos em nossa mente inconsciente (e até consciente). Se, por acaso, elas não agirem dessa forma, nos decepcionamos.

Para esses casos, a solução é simples: é não criar expectativas. Se vier algo bom, ótimo. Se não, paciência…. não estávamos esperando nada mesmo!

Só que isso não é tão fácil. Na verdade, é preciso praticar bastante até que agir assim se torne um hábito. Afinal, quantas vezes não fazemos algo e ficamos esperando que o outro retorne na mesma moeda?

Só lembro aqui que, se dou algo para alguém, é doação. Se espero retorno, aquilo se tornou moeda de troca… deixou de ser doação!

Bem, se você prestou atenção, deve lembrar que eu disse: “a maioria das decepções é devido a expectativas que temos em relação às outras pessoas”. E as outras, que embora sejam em menor quantidade, também acontecem?

Para mim, essas são aquelas feitas por pessoas que, deliberadamente, querem nos fazer o mal, querem que nos sintamos pra baixo, querem que a gente fique no fundo do poço. São poucas, mas doem à beça…

Sabem o que essas pessoas merecem? Nosso perdão!

Como assim, Suzane? A pessoa quer nosso mal, nos prejudica e nós a perdoamos?

Pois é: ela quer que fiquemos super pra baixo. Se a perdoamos, não deixamos que aquilo nos deprima e mandamos um recado para o universo de que queremos continuar bem. Isso sem falar que o mal – um “presente” que não aceitamos – fica com quem quis nos entregá-lo.

Ainda mais difícil, não é verdade?

Mas esse é um grande caminho, uma verdadeira conquista que você vai trilhando passo a passo. E quando conseguir agir assim, vai sentir uma sensação de liberdade indescritível. Aquele mal lançado contra você não vai mais ter a força que tinha.

Confesso que até hoje eu continuo praticando… e, vez por outra, ainda pego uma rasteira. Mas aí eu uso uma daquelas dicas que já compartilhei aqui para mudar meu astral.

A informação final é que todas essas formas de ação se tornam mais fácil se você se conhece, entende seus potenciais e sabe como melhor ultrapassar os obstáculos da vida usando os seus talentos.

Por isso, se você quiser experimentar navegar no mar do autoconhecimento e vivenciar um Programa de Coaching profundo, revelador e transformador, conheça o Dia de Coaching, o meu programa. Você terá 30 dias para assistir aos primeiros módulos e colocar em prática tudo o que verá lá. Depois disso, você continua apenas se acreditar que esse é o seu momento de dar um passo importante na vida e que o Coaching pode lhe ajudar nessa jornada.

Por hoje, é só. Beijos mil e até o próximo.

Suzane Jales
sua coach

Crítico interior: seu maior inimigo

Sabe aquela vozinha que vem lá do fundo da sua mente inconsciente, com questionamentos e afirmações negativas, e que aparece em determinadas situações da sua vida, sobretudo quando você está com um tantinho de dúvida, receio ou resistência de dar um passo importante?

É a voz do seu maior inimigo: o crítico interior! Ele geralmente não fala nada que preste, só critica…

Acontece mais ou menos assim: você começa a pensar em fazer uma mudança importante na vida e ele aparece. “Será que vai dar certo? E se não der?”, martela na sua cabeça. Ou tem uma prova/ apresentação para fazer e ele surge: “Acho que você não está preparado(a)”. Isso sem falar que, no final, ele capricha: “Não foi tão bom… você podia ter feito melhor!”.

Você já passou por isso?

Não é de estranhar que, por causa do crítico interior, muita gente fique “paralisada” ou acabe fazendo exatamente o contrário do que queria. E quando ele vem cheio de crenças limitantes, então… aí é que o bicho pega.

Em muitos casos, para se livrar dele, pode ser necessária uma ajuda especializada de um Coach, Psicologo ou Terapeuta.

A questão é que, de tanto “conviver” com essa vozinha (e lhe dar ouvidos!), o crítico interior meio que se torna um “amigo” que aparece para lhe “proteger e prevenir do mal”.

Aí a pessoa fica na zona de conforto… e nem percebe.

Por isso mesmo, é super importante aprender a identificar e controlar nosso crítico, não deixando que ele nos atrapalhe.

Existem técnicas de Coaching, inclusive com PNL, para lhe ajudar nesse trabalho de reconhecimento e controle. Por isso mesmo, eu dediquei um módulo inteiro do Programa Dia de Coaching só para resolver essa questão.

Mas, aqui, dá para lhe dar uma ideia de como são alguns passos importantes desse combate:

  1. Primeiro é preciso verificar a existência do crítico e identifica-lo. Muita gente nem sabe que tem esse inimigo jogando contra…
  2. Depois, é necessário entender como ele age dentro de você e quais são as situações em que ele surge para te perturbar. Anote as “frases desanimadoras” usadas por ele.
  3. Agora é hora de preparar a sua estratégia de defesa. Uma delas é criar uma frase motivadora para cada frase desanimadora que você observou que é dita pelo seu crítico interior e ficar com elas na ponta da língua.
  4. Quando o crítico aparecer e começar a perturbar, imediatamente use suas frases motivadoras.

É isso aí. Essa é uma das técnicas que usamos no processo de Coaching.

Use à vontade, mas não espere resultados rápidos. Lembre-se que foram anos e anos deixando esse crítico crescer dentro de você. É preciso disciplina, paciência e persistência para lhe livrar dele ou enfraquecê-lo o suficiente para que ele não lhe cause mal.

Finalizo com um aviso importante, descrito pelo meu mestre Nicolau Cursino: “E mesmo que a cabeça recue, o coração avança. Agir pelo coração, coragem (coeur = coração, age = ação), é também não ouvir seus próprios pensamentos, quando não te levam ao caminho mais alto. É preciso saber distinguir a voz interna que critica e paralisa (inner critic) da voz interna que orienta e encoraja (inner coach).

Beijos mil,

Suzane Jales
sua coach

Refletindo sobre mudanças e transformações interiores

Quando sentei em frente ao computador para escrever e compartilhar minhas reflexões com você, lembrei-me de quando, anos atrás, estava escrevendo a biografia de Dom Miguel Fenelon Câmara, que foi arcebispo de minha cidade, e fiz algumas entrevistas com ele.

Em uma dessas entrevistas, eu perguntei sobre suas impressões a cerca de outros grandes líderes religiosos, de modo especial, o Dalai Lama. Ele, então, falou do respeito que tinha por todos aqueles que trabalham para que as pessoas vivam em paz, façam o bem e sejam generosas, independente da religião que possuem.

Achei perfeito, pois é assim que eu também sinto. Mas, confesso, foi uma surpresa ouvir isso de um arcebispo da igreja católica. Acho que imaginei outro tipo de resposta que nem ouso dizer…

Essa história veio à minha memória por um motivo especial: não é que eu estava estudando um pouco sobre essa minha ânsia de trabalhar na construção de um mundo melhor (e, muitas vezes, acho que estou fazendo pouco), quando me deparei exatamente com dois pensamentos de Dalai Lama?

No primeiro, ele disse: “Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Essas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto”.

No segundo, falou o seguinte: “É muito melhor perceber um defeito em si mesmo, do que dezenas no outro, pois o seu defeito você pode mudar… Antes de sair apontando o dedo para os defeitos alheios, saiba reconhecer as suas falhas e tente corrigi-las. É muito fácil criticar os outros, mas assumir os seus próprios defeitos pode ser um dos principais desafios da sua vida! E nunca esqueça, os defeitos dos outros não dependem de você, os seus, sim!”

Com isso, minha reflexão ampliou-se: a busca do autoconhecimento é contínua. Precisamos estar atentos ao que mudou no nosso interior e checar como podemos nos aperfeiçoar dentro da nova realidade que se descortina a cada dia…

Muitas perguntas passaram a ecoar dentro de mim… e lhe convido a também fazer essa reflexão comigo.

Será que estou tão preocupada com o exterior e esquecendo-me do que vem se passando no meu interior? Mais: o que estou fazendo para melhorar as coisas dentro da minha própria família?

Essa última pergunta teve muito a ver com o fato de termos reunidos nossos parentes na última semana para comemorar os 94 anos de minha mãe, Miriam. E quando se junta todo mundo é uma ótima oportunidade para se observar como, mesmo sendo da mesma família, as pessoas são tão diferentes…

A essas alturas, meu pensamento voou e percorri algumas cenas que vivi. De modo especial lembrei-me de um fato que aconteceu com meu pai, Cleanto Jales, e meu irmão mais velho, Carlos Roberto, ambos falecidos e que deixaram uma enorme saudade. Carlos, sempre muito correto, era candidato a prefeito de uma pequena cidade do interior do meu estado. Ele havia ficado muito chateado com a atitude de uma adversária e foi contar para o papai. O patriarca da nossa família pensou um pouco e deu um veredito que não era exatamente o que nós esperávamos: “É… fico aqui imaginando que, se eu estivesse no lugar dela, será que não faria do mesmo jeito?”.

Pois é… Quantas vezes nós criticamos a ação de uma pessoa, sem ter feito um esforço para entender seu “Mapa de Mundo”? Quantas vezes, estando em seu lugar – e com a carga das experiências que ela teve/viveu – não faria da mesma forma ou talvez até pior?

Quantas vezes nos lamentamos de algo que está acontecendo e que não podemos controlar e esquecemos de agir nas coisas que estão ao nosso alcance?

Não é brinquedo, não! O mundo muda, as pessoas mudam… E nós? Estamos abertos a essas mudanças, sobretudo em nosso interior? O que estamos fazendo a respeito?

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach

Dica para manter a serenidade quando as coisas vão mal

Para mim, a semana que passou foi uma loucura, daquelas que é difícil ter tranquilidade por alguns minutos…

Primeiro, descobri que havia goteira no meu escritório (e tem chovido muuuuito na minha cidade). Então, o início da semana foi um tal de afasta móveis, coloca os livros que molharam para secar, contrata serviço, compra telha, limpa tudo… aff!

Quando pensei que teria sossego, veio, literalmente, o golpe: meu celular ficou mudo, minha conta do banco foi hackeada e levaram praticamente tudo dela.

Foi a vez de ir na agência para conferir o furto, prepara documento, ir às delegacias (fui a três), resgatar o chip, formatar o celular, baixar de novo os aplicativos que tinha… Pense num sufoco! E olhe que eu já estava cansada com os primeiros problemas… e tive que enfrentar mais perrengues.

Como eu disse para as pessoas que participam do projeto Coaching de Bolso, a tendência foi ficar no maior baixo astral. para evitar isso, primeiro eu usei uma técnica de PNL para mudar esse estado. Depois, lembrei de um ensinamento que recebi em um curso e que gerou um vídeo que está lá no meu canal do YouTube: Topou? Vigia!

É uma dica super legal para que a gente não se deixe levar pelos nossos pensamentos quando acontece algo negativo inesperado e encontre a serenidade que precisa para resolver o que precisa. Foi o meu caso na semana que passou.

E é esse vídeo de 2015 que eu lhe convido a assistir, Assim você já fica com uma informação preciosa nas mãos (para mim vale ouro e uso sempre que necessário). Confira aqui:

Ah, se você quiser a técnica de PNL que falei (e que enviei para a turma do Coaching de Bolso que acompanhou meu último perrengue), é só me informar enviando um e-mail para contato@suzanejales.com.br.

É isso! Que venham dias melhores!

Beijos mil e até o próximo.

Suzane Jales
sua coach

Atitudes que controlam a ansiedade

Nesse artigo, fechamos o assunto sobre a ansiedade (até aparecerem novidades sobre o tema). Nele, quero compartilhar com você atitudes que ajudam a controlar esse mal do século e também mais uma técnica da PNL que vai lhe ajudar nessa tarefa.

Primeiro, veja algumas importantes atitudes que você pode implementar na sua vida:

  1. Estabelecer prioridades

Quantas vezes não tivemos a tendência de fazer tudo ao mesmo tempo como se as coisas tivessem a mesma importância? Pois é… Só que, com isso, existe a tendência de fazer algumas delas mal feitas, em função do tempo que tivemos para realizá-la. Outras, nem conseguimos fazer… O resultado é mais ansiedade.

Assim, avalie todas o que você tem para fazer e escolha as de maior importância para desenvolver primeiro. Isso vai lhe ajudar a organizar melhor seu dia.

  1. Treinar a sua assertividade

Essa eu aprendi há tempos: Em situações de pressão temos três escolhas de resposta/ação: a assertiva, a passiva e a agressiva. A resposta agressiva provoca a liberação de substâncias que fazem mal ao seu organismo. A passividade faz com que seu corpo retenha adrenalina, gerando dores musculares. Já expressar sua insatisfação de forma controlada, diminuirá as fontes de estresse e resolverá as situações com mais inteligência. Isso é ser assertivo.

É preciso treinar para ser assertivo. Vamos lá?

  1. Não alimentar sentimentos negativos

Ficar remoendo sentimentos negativos e fatos ruins que aconteceram pode nos levar ao ressentimento e isso leva ao estresse, além de ser uma fonte de doenças.

Tem uma técnica da PNL que é bem legal para nos ajudar nessa tarefa: Escolha uma lembrança que lhe faz sentir bem e guarde como uma “âncora” que você pode usar quando precisar… Assim, quando algum sentimento negativo chegar, procure desviar seu pensamento para  sua âncora e preencha sua mente com essa lembrança agradável.

Isso pode parecer difícil no começo, mas, com a prática, você vai notar que se tornará cada vez mais rápido e eficaz.

  1. Procurar ver a vida sob um ângulo mais positivo

Tem muita gente que só pensa nas possibilidades negativas em qualquer situação… Não se permita ser assim. Lembre-se que, para tudo, existem pelo menos duas possibilidades: o sucesso e o fracasso. Então, que tal focar no sucesso do que vai fazer?

Para isso, escolha sempre pensar primeiro nas possibilidades positivas de suas ações. Isso lhe fará ver o mundo com mais esperança.

É claro que isso não elimina o planejamento para se evitar as possibilidades de problemas que podem acontecer… mas o foco é sempre no sucesso, legal?

  1. Abandonar a ideia de perfeição

No Coaching, trabalhamos para que você despertar a melhor versão de si mesmo a cada novo desafio! Mas, muitas vezes, recebemos cobranças para sermos perfeitos… e parte dessa cobrança vem de nós mesmos. Só que a gente sabe que perfeição não existe.

Assim, quando há essa cobrança da perfeição, podemos nos sentir ansiosos, frustrados e culpados sempre que não a atingimos. E tudo isso é um grande veneno, que nós mesmos estamos fabricando e tomando.

Então, cobre-se menos e permita-se falhar.

  1. Procurar frequentar ambientes alegres e agradáveis

Pense um pouco: como você se sente em ambientes alegres e agradáveis? Isso lhe afeta positivamente seu estado interior?

Veja bem: você não precisa fugir dos lugares onde tem que estar, mas, sempre que puder escolher, vá a lugares que lhe tragam boas energias e algum tipo de motivação. Isso será como um remédio contra a ansiedade. Simples assim!

  1. Começar a observar as coisas boas ao seu redor

Há quanto tempo você não observa as coisas boas que tem ao seu redor? Há quanto tempo você não passeia na praia ou no campo, não assiste ao pôr do sol, não observa o céu, a lua e as estrelas?

Muitas vezes esquecemos de aproveitar essas coisas que temos à nossa volta e que possam nos inspirar a ter sensações positivas e agradáveis. Fazer isso vez por outra vai lhe ajudar a mandar a ansiedade bem pra longe…

  1. Sorrir e dar gargalhadas

Lembra da expressão “rir é o melhor remédio” da Reades’s Digest? Pois o Dr. Madan Kataria fundou na Índia o “Clube do Riso” e começou uma revolução de risos e gargalhadas que está se difundindo por todo o mundo.

É assim que ele definiu o seu método: “Em suma, o yoga do riso é uma combinação de autoindução de riso, exercícios de yoga, respiração e exercícios de alongamento. Com um pouco de diversão se transformam em riso verdadeiro. O nosso corpo produz uma resposta semelhante à que temos de riso espontâneo”.

Então, que tal sorrir e dar gargalhada mais vezes? Eu, por exemplo, assisto pelo menos uma comédia por semana. Amo!

Ah, isso não vai mudar radicalmente a sua vida, mas, sem dúvida, ela lhe parecerá muito melhor, mais leve e sem alto grau de ansiedade.

  1. Meditar regularmente

Quem medita de forma regular, lida melhor com a ansiedade e o estresse do dia a dia, dentre outras dezenas de benefícios.

Um estudo, feito em 2014, na Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, foi mais um a dar aval científico à pratica da meditação: de acordo com o trabalho, meditar durante 30 minutos todos os dias ajuda a aliviar sintomas da ansiedade, depressão e dores crônicas.

Veja aqui um passo a passo para quem ainda não sabe/não consegue meditar:

  1. Sente-se no chão com a coluna ereta pois assim irá respirar melhor. Se conseguir, cruze as penas. Mas o importante é que você fique tranquila. Se o seu corpo ficar calmo, sua mente também ficará.
  2. Coloque uma mão em cima da outra, com as palmas para cima e os polegares unidos. Você ficará mais receptiva e aberta a energias positivas.
  3. Mantenha os olhos semicerrados (não freche completamente) e voltados para baixo, fixo em um ponto. Isso irá ajudá-la a fugir dos problemas e livrar seus pensamentos do que a está preocupando.
  4. Estipule um tempo para meditar. Comece devagar (tipo 5 minutos, por exemplo) e, à medida que se sentir confortável, vá aumentando esse tempo.
  5. Comece a meditar observando a sua respiração. Assim, seus pensamentos se voltam para a respiração.
  6. Quando ficar inquieta, volte a observar a sua respiração. Assim, você acalma os pensamentos e esquece um pouco os problemas.
  7. Não “brigue” com o pensamento que surgir. Apenas não foque nele. Deixe que venha e que vá embora.
  8. Finalize a meditação unindo as mãos, como se fossem rezar, e ande lentamente em círculos. Isso ajuda a reforçar o foco nos seus objetivos imediatos.
  9. Por fim, agradeça pela meditação feita. Gratidão é tudo!

É importante criar o hábito de meditar todos os dias. Para isso, é preciso persistir. Esqueça essa história de 21 dias: é preciso 100 dias para criar um novo hábito.

Descobri isso ao fazer estudos para definir o tempo ideal do meu Programa de Coaching Online. Por isso ele tem um tempo mínimo de 100 dias.

………………

Agora, que tal fechar com mais uma técnica de Programação Neurolinguística para lhe ajudar no combate a ansiedade?

  1. Quando se sentir ansioso(a), vá para um local que tenha uma pia (banheiro, lavabo ou cozinha, por exemplo).
  2. Chegando lá, pare um pouco, observe a sua respiração e imagine toda a sua ansiedade como uma bola de energia à sua frente. Se possível, imagine uma cor, um formato e até um peso para essa energia.
  3. Estique os braços e pegue essa bola com suas mãos. Observe-a em suas mãos.
  4. Depois, lave as mãos com agua corrente e fria e sinta essa energia se desgrudando se sua mão.
  5. Visualize suas mãos limpas.
  6. Pode ser que, neste momento, ainda exista um pouco da energia e/ou que ela tenha mudado de cor, formato e peso. Neste caso, repita o exercício até que não sobre nada dela.
  7. Faça esse exercício quantas vezes forem necessárias até sentir que a sensação física de ansiedade tenha passado.

É isso!

Quando fizer o exercício, conte para mim como foi para você.

Beijos mil e até o próximo!

 

P.S.: Lembro que tenho um minicurso que custa só R$ 37,00 (que podem ser divididos em até 4X no cartão) e que ensina como combater a ansiedade usando a EFT (Emotional Freedom Techniques – técnica de libertação emocional). Uma técnica simples, que você já pode começar a fazer agora mesmo.

O curso é 100% online: São dois vídeos + áudio desses vídeos + Bônus: E-book Viva em Paz. Confira AQUI os detalhes.

Técnicas simples para combater a ansiedade

Quem tem ansiedade, sabe bem o que é conviver com sintomas como irritação, angústia, tensão constante, nervosismo, dificuldade de concentração, preocupação excessiva, insônia, agitação, sentimentos fora de foco, dificuldade de concentração, tremor nas pálpebras, sensação de que o peito encolhe, pensamento de que tudo é negativo, perda de prazer pela vida e uma sensação de que tudo está fora de controle…

Claro que muita gente ansiosa sente só alguns desses sintomas. Mas tem pessoas que encaram todos eles…

É bom frisar que a ansiedade é um alerta de que devemos ficar atentos para alguma coisa em nossa vida. Em outras palavras: é um aviso de que alguma coisa está acontecendo e merece a nossa atenção. Então, a princípio, ela não é um transtorno.

O problema é quando esse estado esporádico, torna-se frequente. Aí o bicho pega!

Quem tem ansiedade passa a concentrar a atenção em possíveis eventos futuros, esquecendo do presente e do passado. Com isso, não consegue ter acesso aos seus recursos internos para poder usá-los de maneira eficaz. E dá em criança, adolescente, adulto, homem, mulher…

Lembro que há anos já se vem falando que a ansiedade seria o mal do século. Hoje estamos constatando que as previsões, infelizmente, estavam certas. Só para se ter uma ideia, em 1989, Beletsis já dizia que “ansiedade é um estado emocional que irá trazer mais seres humanos para tratamento psiquiátrico do que qualquer outra coisa”. Isso há 28 anos!

Pois é, mas ainda tem muita gente que não considera a ansiedade digna de preocupação, de necessidade de tratamento… Tem alguns que acham até que é “frescura”. Uma pena!

O site Como Sou? Tem um teste bem simples para conferir qual é o seu grau de ansiedade. Você pode conferir AQUI.

Ah, é comum que o ansioso tenha uma ânsia por uma solução rápida, tipo tomar um remédio que resolva. Isso está na própria natureza da ansiedade… E tem muitos casos complexos que talvez necessitem mesmo de psicoterapia e, em alguns casos, de uso de medicamento. Nesses casos, recomendo procurar ajuda externa.

Neste artigo, estamos falando de casos que sejam mais simples e que a própria pessoa possa trabalhar essa questão para, no mínimo, minimizá-la.

Então, vamos lá!

A essas alturas, talvez você já esteja até pensando nisso… Se sim, acertou: o autoconhecimento é o primeiro passo para a superação da ansiedade. Num processo de Coaching, esse é sempre o início de tudo. Nele, vai-se a questões pessoais de maneira mais profunda…

Tenho um Curso Básico de Autoconhecimento Grátis que, antes, era entregue via e-mail e que, agora, reformulado, é feito em uma área de membros especial, 100% online. Se você tiver interesse, faça sua inscrição AQUI e receba imediatamente em seu e-mail o link de acesso. É um ótimo começo!

Por estar ligada diretamente aos nossos pensamentos, podemos usar a Programação Neurolinguística (PNL) para ajudar no controle da ansiedade. A prática tem conseguido excelentes resultados em muitos casos.

Vou compartilhar aqui técnicas bem simples da PNL que uso nos processos de Coaching quando detecto que esse problema está afetando a conquista do objetivo do coachee. Experimente fazer essa sequência abaixo:

1. Identifique o gatilho que lhe faz se sentir ansioso(a)

Faça uma reflexão para descobrir em quais situações a ansiedade aparece. Depois, analise essas situações para ver o que é possível mudar, no que se refere à produção da situação que leva ao processo ansioso.

2. Faça uma Ressignificação

Ressignificar é dar um novo significado, nesse caso, aos gatilhos que disparam a ansiedade.  Talvez essa seja a fase que leve mais tempo, mas é importantíssimo para o controle desse problema. Então, é hora de encontrar o centro disparador da ansiedade e entender o que faz com que você fique ansioso(a) e mudar a sua percepção sobre ele. Pergunte-se: Porquê isso me deixa ansioso(a)? Que significado isso tem em minha vida, para me deixar assim? Que forma diferente eu tenho de ver/perceber essa situação?

3. Dissocie o padrão da ansiedade

Dissocie o padrão da ansiedade com exercícios de visualização e mentalização feitos antes de dormir e, ao levantar. Feitos nesses horários são ainda mais poderosos e eficazes. Se possível, use uma agenda para fazer as suas anotações. Pela manhã, ao levantar, pergunte-se quais são as 3 coisas mais importantes que você espera do seu dia. À noite, ao deitar, pergunte-se quais foram as 3 coisas mais importantes que você realizou no dia. Isso vai lhe ajudar a criar crenças potencializadoras ao perceber o seu dia de uma forma mais positiva.

4. Perguntas poderosas de Coaching

Faça-se sempre as perguntas poderosas de Coaching que são determinantes na mudança de estado de ansiedade: Vai resolver alguma coisa eu ficar ansioso(a) com isso? Posso mudar esta situação ou não? O que quero ao invés disso? O que eu posso fazer a respeito?

Agora é fazer o que o grande atleta João do Pulo falava sempre: treinar, treinar, treinar.

Aproveito essa oportunidade para informar que eu tenho um minicurso que ensina como combater a ansiedade, mas usando usando uma outra técnica, a EFT (Emotional Freedom Techniques – técnica de libertação emocional, também chamada de acupuntura sem agulhas).

O curso é 100% online: São dois vídeos + áudio desses vídeos + Bônus: E-book Viva em Paz. Confira AQUI os detalhes.

No próximo artigo, vou compartilhar outras técnicas de PNL para serem usadas no combate à ansiedade.

Beijos mil e até lá!

Suzane Jales
sua coach

A difícil tarefa de mudar um hábito ruim

Na semana passada, as pessoas que participam de um projeto que faço com muito carinho – o Coaching de Bolso – refletiram sobre mudança de hábito. Mas o assunto rendeu tantas perguntas, que decidi aprofundar mais nesse tema e escrever um artigo sobre isso.

Primeiro, lembro que mudar não é fácil. É só recordar que muitas das promessas de mudança que fizemos no Ano Novo não duraram nem até o Carnaval que começa esta semana… já saíram pelo ralo.

Segundo uma pesquisa americana da Universidade Duke, os hábitos estão presentes em 40% do nosso tempo. Ou seja: eles fazem parte do nosso dia a dia. São atitudes tomadas conscientemente e que podem ser mudadas, por mais difícil que pareça, e que podem ser bons ou ruins.

Isso mesmo. A gente esquece, mas existem hábitos bons. Minha mãe, por exemplo, tem o excelente hábito de fazer palavras todos os dias. E isso com quase 94 anos! Imagino que, depois disso, você deve ter lembrado de vários deles que tem...

É bom que se diga que hábitos bons podem nos ajudar a ter uma vida mais saudável, a ter mais conhecimento, a ter sucesso carreiras em nossa vida… Vamos falar neles mais a frente.

A questão é que existem hábitos ruins que podem nos limitar e impedir nossas conquistas. E são esses que talvez você considere a possibilidade de mudar.

Na reflexão do Coaching de Bolso da semana passada, a dica era clara: é importante começar aos poucos, com hábitos mais simples e a partir de metas possíveis de serem alcançadas. É fundamental também dar um prazo para conseguir isso. Nosso cérebro trabalha melhor tendo esse detalhamento.

Por exemplo: uma cliente de Coaching queria livrar-se do hábito de se empanturrar de doces em 3 meses e estabeleceu que seu primeiro passo seria diminuir a quantidade de sobremesa de uma das suas refeições. Em seguida, ela eliminou por completo as guloseimas de uma delas. Hoje, ela só come nos finais de semana. E está feliz com isso.

Se você quiser experimentar, procure ver qual será a melhor forma pra você. Esse é um caminho.

A ajuda de amigos e familiares nessa hora também é importante nesse momento, bem como manter a persistência.

Outra dica legal, é criar uma nova rotina positiva na sua vida até formar um novo hábito, só que saudável. Com isso, mesmo que que você dê uma “escorregada”, o hábito velho se torna mais controlável.

Nessa tarefa, a Programação Neurolinguística (PNL) nos ensina que devemos identificar a “intenção positiva” que esse hábito ruim traz. Pode ser proteção, aliviar a ansiedade, dar prazer, ser admirado(a)… Enfim, é buscar a “recompensa” que se ganha mantendo esse hábito.

Aí é introduzir um novo hábito com esse mesmo ganho (o da intenção positiva) para, de maneira natural, ir acontecendo a tão esperada mudança.

Lembro, ainda, o livro O Poder do Hábito (Editora Objetiva), de Charles Duhigg, que mostra algumas formas de criar novos hábitos. Um deles, parte dos quatro pontos:
– Rotina: identificar o comportamento que quer mudar.
– Recompensa: confira o que você realmente busca com esse hábito.
– Gatilho: descobrir o que desencadeia a ação do hábito e anotar os padrões que se repetem no momento anterior ao impulso da ação.
– Plano de ação: entendendo o que está por trás de um hábito, trocá-lo por outro.

Por fim, é insistir, persistir e não desistir. Em caso mais complicados, lembro que um bom processo de Coaching pode ser fundamental para conseguir essa mudança.

Por hoje é só. Beijos mil e até o próximo!

Reconexão, energia e equilíbrio

Final das férias. Sentei para escrever um texto e compartilhar com você sobre a pequena comunidade da Barra Grande, com apenas 2.500 pessoas, onde passei os últimos dias… Pensei em falar de como as pessoas de lá se mobilizaram para garantir a limpeza do local, como cuidam dos animais de rua, como se preocupam com o tipo de educação que querem para as crianças, como as mulheres buscam autoconhecimento e autoestima, como todos estão se mobilizando para ter uma vida com mais qualidade e como criaram uma rede de ajuda usando o WhatsApp, dentre outras coisas.

Mas, ao começar as primeiras frases, vi que, na verdade, eu queria mesmo era falar da experiência de reconexão comigo mesmo que tive esses dias e que podem geram algumas ideias para você.

Foram 22 dias onde eu não era a filha, a mãe, a dona de casa, a Coach, a profissional… Era apenas EU.

Não sei se acontece com você, mas no meu dia a dia, essas coisas se misturam muito. Além disso, tem sempre muito “barulho” que desvia a nossa atenção do que realmente importa, não é verdade? Sem falar que, com isso, o ambiente externo passa a nos influenciar muito mais.

Eu nunca havia passado tanto tempo vivendo uma sensação de presença absoluta. Eu fazia o que queria ou precisava fazer focada apenas no que estava fazendo: sem ansiedade, sem preocupações, sem cobranças, sem julgamentos.

Você não tem ideia de como isso foi espetacular!

E eu decidi escrever sobre isso porque, sinceramente, eu acredito que a gente precisa mesmo desse tempo para aquietar a mente e se manter em contato consigo. Essa é uma conquista pessoal e cada um deve procurar (e encontrar) a sua forma de fazer isso. No meu caso foi vendo o dia nascer e o sol se pôr; foi caminhando na beira do mar; foi ouvindo uma música que acalma o meu espírito; foi me balançando numa rede ouvindo o barulho do vento nas árvores; foi meditando…

Isso me relaxou, trouxe serenidade, me reconectou, e me deu uma grande sensação de equilíbrio. Sinto que mudou até meu ritmo (externo e interno).

Um detalhe: eu senti que estava precisando dessa reconexão e fui me preparando para que quando tivesse uma chance, eu pudesse viajar. E compartilho com você alguns desses “sinais” que me deixaram em alerta de que eu precisava desse tempo para mim:

– Eu estava me sentindo acelerada, como se estivesse “plugada” o tempo todo.

– Estava dormindo pouco e mal.

– Estava me sentindo cansada com facilidade.

– Sentia que meu humor estava oscilando com mais frequência que o normal.

– Estava com dificuldade para meditar.

– Minha intuição estava falhando muito (eu acredito muito nela).

Então, é isso. Fui em busca de mais clareza, conexão e deixar a energia fluir mais livremente na minha vida. Voltei com tudo nos seus eixos e pronta para compartilhar os aprendizados da vida com você.

Vamos que vamos!

Um almoço que me rendeu excelentes reflexões

Na minha infância, na rua da Estrela, fomos acostumados a comer rodeados de muita gente. A mesa da nossa casa era enorme, típica das fazendas, com dois bancos grandes nas laterais. Era sempre uma festa!

Levei isso para minha vida: adoro estar com os pessoas queridas às refeições, seja no almoço ou jantar.

Então, não foi novidade receber o telefonema de um amigo chamando-me para almoçar com ele… se não fosse uma frasezinha de nada no final: “Eu quero me despedir de você”.

Ok. Isso poderia até soar normal. Só que eu sei que ele está com um CA em estágio bem avançado.

A partir desse momento, e durante os 5 dias que antecederam ao encontro, eu fiquei refletindo sobre esse convite inusitado.

De cara, lembrei que uma amiga compartilhou comigo a frase de Richard Bowell: “Qual o valor de uma vida que dura por 70 ou 80 anos se nós não fizermos nada, não acrescentarmos nada, tendo só oferecido nosso tempo e permanecido próximo de casa, aderindo ao que os outros nos dizem que é prudente e seguro? Não é isso que todos tememos: viver sem deixar um traço?”.

Perfeito! Para mim, essa é mesmo uma questão central! Nossa vida precisa ter um significado maior: um propósito para que ela valha a pena ser vivida. Independente da quantidade de anos.

Esse meu amigo construiu um legado incrível, vive sua Missão todos os dias e, por isso mesmo, estava bem tranquilo para seu estado. E continuou fazendo o que gosta: reunir-se com os amigos durante uma refeição. O fato de ser uma “despedida” nem foi citado: comemos, conversamos muito e nos abraçamos no final.

Ele não sabe quanto tempo de vida tem. Mas, afinal de contas, quem sabe?

Recordo ter ouvido uma história de que Francisco de Assis, o grande missionário cristão da Idade Média, estava tratando de seu jardim, quando um amigo aproximou-se e perguntou-lhe: o que você faria se soubesse que iria morrer hoje? Na sua simplicidade, Francisco respondeu que continuaria a fazer o que estava fazendo: cuidando do meu jardim!

Esse almoço com meu amigo reascendeu a minha crença da importância de conhecer nossa Missão, de estarmos em estado de presença e fazer o que acreditamos ser importante que seja feito naquela hora, naquele momento.

Então, alguém pode até pensar que esse artigo foi sobre morte, mas, na verdade, foi sobre como viver de maneira plena,

Espero que essa história também lhe provoque uma boa reflexão sobre a sua vida. O período natalino é ideal pra isso, não é verdade?

Aproveito para lhe desejar um Feliz Natal!

Gostou? Se sim, deixe seu comentário e compartilhe com os amigos.

Beijos mil e até o próximo.

Suzane Jales
sua coach

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