Cidadeverde.com
Suzane Jales

A importância de acreditar

Passei as últimos semanas envolvida entre médicos, exames e cirurgia… E com uma briga com o Plano de Saúde para que tudo fosse pago por ele (isso foi só para colocar pimenta no caldo!).

Com isso, fiquei completamente ausente do resto, inclusive deixei de escrever meus artigos. Meu foco estava exclusivamente na minha saúde.

Tudo correu exatamente como eu acreditava desde o início: o plano terminou pagando tudo, a operação foi um sucesso, a biópsia deu sem malignidade e já estou quase no ponto de trabalhar novamente.

E é sobre acreditar e fazer disso algo tão natural na sua vida que eu quero falar neste meu retorno.

É claro que eu tive fagulhas de preocupação e medo… Mas, sempre que isso acontecia, eu usava técnicas de PNL e voltava a minha crença potencializadora: tudo vai dar certo. E mais: eu ainda tenho muito a fazer e preciso ter saúde para poder tocar esses projetos que fazem parte de minha Missão.

Acredite: pensar assim fez mesmo toda a diferença.

Mas tem outra dica: acredite com paixão, porque a crença faz acontecer, mas a paixão é que faz os olhos brilharem… e isso nos motiva, criando um círculo virtuoso.

Foi assim comigo. E olha que essa foi a 17ª cirurgia da minha vida! Mas do que nunca, sou só Gratidão!

Finalizo deixando um xêro (na minha terra, isso significa um carinho, um beijo e um abraço apertado) para você e sugiro um filme sobre isso que falei, baseado em fatos reais: Até o último homem (tem no Netflix, para quem é assinante).

Depois de assistir, use a sua imaginação: o que pode conquistar acreditando em você mesmo?

É isso! Se gostou, deixa aí o seu comentário e compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach
suzanejales.com.br

Que pérolas você anda escondendo?

Contaram para mim uma história que achei muito interessante e quero compartilhar com você:

Era vez uma mulher que possuía várias pérolas. Como ela não sabia ao certo de que modo poderia usá-las e tinha medo de perdê-las, decidiu guardá-las no fundo de um baú e proibiu qualquer pessoa da casa de sequer tocar nesse baú.

No começo, todo dia ela abria o baú para dar uma olhada nelas. Mas, com o passar dos anos, os afazeres do dia tomando todo o seu tempo, deixou de olhar para seu tesouro e até se esqueceu que o possuía.

Muito anos depois, ela lembrou de suas pérolas e abriu o baú, que, nessas alturas, estava em um quartinho, no fundo da casa. Para surpresa da mulher, não tinha nada lá dentro.

Ah, ela ficou extremamente raivosa e começou a bradar bem alto, lamentando que fora roubada.

Vendo-a naquele estado, o esposo disse-lhe: “Para que tanto desespero e tristeza? Coloque uma bijuteria no mesmo lugar e finja que são suas pérolas. Vai dar na mesma, pois quando elas estavam aí, você não usava pra nada”.

Aí foi que a mulher se lastimou mesmo, dizendo: “Quem dera eu pudesse voltar o tempo…”.

Agora, imagine que essa mulher é você. Como seria essa história?

Vamos além: troque as pérolas pelos seus talentos, ou dons, como também chamamos e o baú pela sua mente inconsciente. Quantos você não usou e “guardou no fundo de um baú”?

Se não relembrar, é só pensar um pouco na sua infância e adolescência… O que as pessoas com quem você convivia diziam que você fazia bem?

Pode até não ser fácil recordar assim de cara. Sem problema: faça outras vezes mais tarde. Quanto mais difícil lembrar, mais profundamente você os “escondeu”.

Nas sessões de Coaching, esse é um ponto fundamental e às vezes a gente usa várias ferramentas para ajudar o coachee (cliente) nesse processo.

A ideia aqui é que você resgate esses seus talentos e comece a usá-los no seu dia a dia.

Você vai se surpreender com o que é capaz.

Aliás, esse é o grande objetivo de um Processo de Coaching: ajudar o coachee a encontrar a melhor versão de si mesmo. E isso passa por

E aí, que tal dar uma olhada no seu “baú” e começar a usar as suas “pérolas”?

Depois, conte-me as suas descobertas.

É isso! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo.

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Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach

Estar na zona de conforto é bom ou ruim?

Essa é uma pergunta que muitos gostariam de fazer, mas talvez não externem por medo de se sentir “fora do comum”. Mas, creia, é uma pergunta genuína. Para muita gente, se é algo ruim, seria fácil descartar, certo? Hummmm, não é bem assim…

Nem sempre é fácil entender e sair dessa tal de zona de conforto – que às vezes aparenta ser espaçosa, tranquila, arejada conhecida e de portas abertas (posso sair na hora que quiser).

Mas, sair disso não é nada fácil…

O problema é que esse conforto é, na verdade, uma forma de evitar os problemas e conquistar o que se quer. E é aí que está o X da questão.

Então, muita gente fica se martirizando: quero, mas não consigo sair!

Mas, e se, ao invés de tentar sair da zona de conforto você começasse expandindo-a?

Isso mesmo: você pode aumentar a sua zona de conforto para que ela inclua outras áreas, inclusive aquelas onde você pode encontrar as soluções que tanto busca para seus problemas e o objetivo que tanto almeja…

Para isso, a mudança não precisa ser radical – o que muitas vezes dá medo. Ela pode ser feita no seu ritmo, no seu tempo…

Por exemplo: a sua zona de conforto vai crescendo à medida que você avança no processo de autoconhecimento, quando aumenta o seu mapa de mundo, quando desenvolve suas habilidades e competências, quando conquistas pequenas vitórias… Tudo o que vai lhe tornar uma pessoa mais segura, o que lhe permite seguir em frente.

Sai o medo, entra a determinação!

Como você viu, podemos ultrapassar a barreira do medo da mudança radical da zona de conforto, mas não dá para ficar sentado esperando que as mudanças aconteçam. É preciso agir, dar um passo… nem que seja um primeiro passo: depois, de repente, a magia acontece e você não mais estará na zona de conforto.

Uma das formas de você passar por essa transformação é fazer um processo de Coaching. E se quiser conhecer aquele que eu coordeno online e lhe ajudo nessa travessia, conheça o Dia de Coaching: 100 dias de transformação, no seu ritmo, no seu tempo, na hora que melhor lhe convir.

É isso! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo.

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Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach

Você anda lavando as mãos?

Eu estava fazendo uma pesquisa e, nem sei bem como, me deparei com a cena de Pôncio Pilatos quando ele ordenou que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante da multidão e exclamou sobre Jesus: “Estou inocente do sangue deste homem justo. Esta é uma questão vossa!”

Embora tivesse o poder (como interventor e governador da Judéia) de libertar, ele decidiu lavar as mãos para fugir a sua responsabilidade, se isentando de qualquer culpa ou prejuízo.

Agora, esqueça o lado religioso desse episódio e reflita…

Essa história se torna mais interessante quando sabemos que um estudo da revista Science revelou que a lavagem das mãos está associada intimamente com a absolvição da culpa da mente, podendo apagar dúvidas sobre as escolhas diárias.

E é esse o ponto que eu quero chegar: quantas vezes andamos “lavando as mãos” apenas para não tomar decisões ou para justificar uma escolha?

Isso já aconteceu com você?

Comigo, várias vezes…

É que tem decisões que não são fáceis de tomar… assim, lava-se as mãos e empurra-se com a barriga na esperança de que o problema se resolva.

Como se isso acontecesse fácil…

Infelizmente, uma hora, a “fatura” vem e temos que “pagar” pelas nossas decisões tomadas…

Ah, e não devemos esquecer de que não tomar decisão também é uma decisão: você está decidindo não agir.

Outra coisa: se você não decide, alguém pode decidir por você.

Ouvi certa vez que muita gente, mesmo tendo as mãos lavadas, não está limpa. Faz sentido…

Reflita, agora, se você tem alguma decisão importante e anda empurrando com a barriga:
– O que anda lhe impedindo:
– O que você pode fazer a respeito?

Se possível, faça uma lista de opões do que você pode fazer para resolver essa questão. Não economize criatividade e, acima de tudo, não faça pré-julgamentos.

Em seguida, veja os prós e contra de cada uma: o que você perde e o que você ganha.

Agora, está nas suas mãos: se toma a decisão ou se lava as mãos mais uma vez.

É isso! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo.

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Suzane Jales
suzanejales.com.br

Você se permite...?

Toda vez que fico em frente ao computador para escrever um artigo, eu me pergunto sobre o que pode ser interessante compartilhar que, de alguma forma, contribua com a melhoria de vida das pessoas que seguem comigo nessa jornada…

Algumas escolhas recaem sobre aprendizados nos meus estudos de desenvolvimento humano; outros dos fatos que vejo e/ou vivencio; uns vêm de conversas com amigos; e tem, ainda, os que me foram despertados de várias maneiras: ao assistir a um filme ou palestra, ao ler um livro e folhear uma revista, dentre outros.

O texto de hoje é uma mistura: tem por base um aprendizado anterior, mas que foi despertado pela fala de um colega. Estava guardado lá no fundo do baú da memória… e, na verdade, tem o foco em uma simples palavrinha: PERMISSÃO.

A reflexão começa pela pergunta que é título desse artigo: você se permite?

A pergunta é importante porque muita gente não se permite e, com isso, perde muita coisa na vida. Vou explicar…

Imagine uma pessoa que, no trabalho, é mandada para outro prédio da empresa, sem que isso represente um ganho de salário. Ao chegar lá, ela sente falta dos colegas da sala anterior, não conhece ninguém, ainda não está acostumada com a nova rotina e fica super chateada.

E tá tudo bem com o fato dessa pessoa se sentir chateada… É o que ela está sentindo, mesmo (mas sabemos que alguns fingem não sentir).

A partir daí, ela tem alguns caminhos a seguir.

Um deles é começar a achar o trabalho uma porcaria e iniciar a sessão resmungo: se lastima da má sorte de ter sido mandada para lá, não quer fazer amizade com ninguém e vai ficando cada vez mais chateada…

Outro é deixar esse sentimento apenas fluir de maneira natural… vir e ir embora. A partir de então, ela pode começar a se permitir a fazer novas amizades e até a gostar desse novo desafio.

Exatamente isso tem acontecido agora com alguns amigos meus: com a crise, muitas empresas fecharam setores e quem não foi demitido foi enviado para um novo setor, alguns até em cidades diferentes.

Comigo mesmo, aconteceu algo assim, há cerca de oito anos atrás. Eu era gerente de marketing de um shopping center e fui destacada para trabalhar em outro setor do mesmo grupo empresarial, em um prédio bem distante do shopping e fazendo um novo serviço.

Mas, aqui, eu não quero falar apenas de trabalho…

Pense bem: quantas vezes uma situação semelhante a essa – estar em um local/situação que não quer/gosta – não aconteceu com você? Seja no que for: uma festa que só toca músicas de estilo que você não gosta; uma reunião chata (tipo de condomínio); uma viagem de negócio decidia às pressas sem tempo de planejar nada; uma mudança de estado civil e/ou de residência…?

Como você se sentiu?

Você se permitiu sentir raiva, tristeza, chateação… etc.?

Você se permitiu deixar esses sentimentos virem e irem embora de maneira fluida e natural?

E se permitiu abrir-se a novas possibilidades na sua vida a partir dessa nova situação?

Quando não nos permitimos sentir e ficamos “brigando” contra esse sentimento, mais forte ele fica dentro de nós. Lembre-se do que já falamos aqui: tudo que colocamos nosso foco, amplia. Então a saída não é por aí…

É sempre importante lembrar que permitir-se é o primeiro passo para superar qualquer obstáculo e alcançar o que se quer. Permita-se!

Ah, detalhe que eu quero compartilhar com você: eu tremi nas bases quando deixei o trabalho no shopping, que eu tanto amava. Mas superei ligeirinho e, hoje, não passa nem longe pela minha cabeça a ideia de voltar para lá algum dia.

Tenho um segredo que faço toda vez que me vejo em uma situação de raiva, tristeza, chateação, especialmente quando é por conta de alguma mudança que eu não queria ou não estava preparada para ela. São 4 passos:
– primeiro, eu me permito conhecer a nova situação a fundo e sentir o que passar pelo peito (veja que eu disse PASSAR: vem e vai);
– depois, eu me permito ver as novas possibilidades a partir dessa nova situação;
– na sequência, eu me permito ficar “apaixonada” pela conquista que posso ter dentro dessas novas possibilidades;
– finalizo me permitindo mergulhar de cabeça para chegar a esse objetivo que quero conquistar.

Essa é a minha maneira. Descubra a sua!

Fácil? Nem sempre. Mas tudo é uma questão de hábito. Comece dizendo várias vezes para si: Eu me permito (tal coisa). Repita até que, realmente, sinta isso de verdade.

Por hoje é só! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo :). Se gostou, aproveita para compartilhar com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
suzanejales.com.br

Qual é a sua relação com o trabalho?

O filósofo chinês Confúcio (551 a.C.- 479 a.C.) dizia: “Busque um trabalho que você ame e nunca mais terá que trabalhar um dia em sua vida”.

Isso é muito legal e vejo que, cada vez mais, as pessoas procuram um trabalho assim…

Só que esse pensamento também dá margem para duas questões importantes… e é o que vamos refletir juntos aqui.

O primeiro deles é que, em um país com crise econômica, instabilidade política, conflitos sociais e desemprego galopante, muita gente está trabalhando no que aparece. Muitos, inclusive, bem diferente da formação que fez ou do talento que tem. É uma questão de necessidade. E aquela história de trabalhar com o que se ama vai ficando cada vez mais distante.

Para elas, talvez o importante hoje seja encontrar alegria na obrigação. E isso pode vir do propósito: ver nesse trabalho, que pode até não gostar muito, uma finalidade clara: pode ser sobreviver, passar essa “tempestade” e até mesmo juntar uma grana para depois fazer o que realmente quer.

A outra questão tem mais a ver comigo, que tive a sorte de só trabalhar onde e com que eu gostava. O problema aqui é o necessário equilíbrio.

Por anos a fio, eu mergulhava nos meus trabalhos e até esquecia do tempo. Cansei de ultrapassar meus limites físicos para garantir que aquele trabalho que eu amava fazer ficasse “perfeito”.

Naquela época, ser chamada de workaholic – viciada em trabalho – era até um elogio para mim. E, confesso, consegui muito do que sou e tenho hoje consegui graças a esse estilo de trabalhar: os bens materiais, a credibilidade… e também os problemas de saúde.

Exatamente isso: o trabalho em excesso pode gerar problemas de saúde e tem levado muita gente a consultórios de analistas e a grupos de auto ajuda. Tem até um programa no Reino Unido chamado de Workaholics Anônimos (WA), que tem muita semelhança com o já conhecido Alcoólicos Anônimos (AA).

Aliás, tem até um ditado inglês que diz: “All work and no play makes Jack a dull boy” (trabalhar sem parar e nunca brincar faz de Jack um sujeito sem graça).

O pior é que o isso ainda não é considerado oficialmente uma doença (nem é reconhecido pelo Manual de Distúrbios Mentais) e não tem muitas pesquisas nessa área. Mas existe. Ah, se existe!

Mais: vem piorando graças a tecnologia e o acesso fácil a e-mails e redes sociais da empresa onde quer que se esteja.

Segundo o jornal Extra, que produziu uma reportagem especial sobre o assunto, “Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) mostrou que 23% dos profissionais brasileiros têm tendência ao “workaholismo”, como também é chamado o vício em trabalho. Entre executivos que ocupam altos cargos, o índice chega a espantosos 90%, conforme apontou um estudo do Centro Psicológico de Controle do Stress (CPCS) feito há cerca de três anos”.

Na reportagem, o psiquiatra Roberto Shinyashiki, diz que é preciso diferenciar o worklover (aquele que ama o trabalho) do workaholic: “O worklover trabalha muito, mas também relaxa e se diverte muito. O workaholic não consegue se divertir nem relaxar e, principalmente, tem dificuldade de se relacionar com as pessoas”.

Estas são pessoas que deixam de tirar férias ou tiram pouquíssimos dias (esquecem que o cérebro precisa de descanso), comem um lanche rapidinho (muitas vezes enquanto trabalham), deixam de ir alguns eventos sociais, quase nunca se desligam do trabalho.

E não estão aproveitando o que conquistaram

O X da questão é saber se você é workaholic ou worklover. Para isso, é bom se observar e se conhecer mais. Porque o comum é que o viciado em trabalho não admita que está com problemas. Em geral, só descobre quando adoece. Sabe aquela história de que quando você não para, o seu corpo pode lhe parar? É por aí…

Reproduzi, no final deste artigo, um questionário feito pelo Extra para você saber se é workaholic. Faça o teste!

Outra questão que devemos observar é a cobrança com os filhos. A psicóloga Marilda Novaes Lipp, diz que as práticas adotadas por pais na educação dos filhos estão contribuindo para que mais pessoas se viciem em trabalho: “As crianças modernas estão sempre em alguma aula, se preparando para uma vida de ocupação. Os pais estão ensinando que o lazer não é importante”.

Tudo isso passa por algo que já falamos muito aqui: crença. O workaholic acredita que essa é a única (ou a correta) forma de se trabalhar. E isso se torna uma verdade para ele, que vai procurar argumentos para justifica-la… e fica cego quanto os contraditórios.

Nessa história toda, é sempre bom lembrar que, como em tudo na vida, o equilíbrio é o ponto central. Quanto a esse aspecto, o filósofo Mário Sérgio Cortella lembra que “É evidente que você precisa se dedicar à carreira, mas não pode deixar que apenas um aspecto da vida obscureça todos os demais. É preciso buscar um equilíbrio entre as diversas faces da existência. E esse equilíbrio é igual ao necessário para andar de bicicleta: você precisa estar sempre em movimento para não cair. Equilíbrio significa ser capaz de ir aos extremos sem se perder neles… Uma pessoa que passa o tempo todo obcecada pela carreira está adoentada. É preciso cautela, porque isso vai torná-la infeliz. Há momentos na vida em que você vai se dedicar mais aos filhos do que à sua carreira. Em outros, você precisará trabalhar por 12,13 horas por dia e ficará menos tempo com a família. O importante é não se perder nos extremos, mas saber transitar entre eles”.

Ah, eu disse no começo que ERA workaholic. Deixei de ser. Essa foi uma das mudanças que eu fiz na vida depois de ter feito um Processo de Coaching, aliás, Autocoaching – o mesmo que hoje ensino as pessoas a fazer no Dia de Coaching.

É isso! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo.

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Suzane Jales,
sua coach

Reflita: o que ainda dá pra fazer?

No último sábado, entramos no mês de julho. Já se passaram 6 meses de 2017… e faltam exatamente 6 meses para ele terminar.

Em datas como essa, eu costumo refletir sobre os passos que dei durante o ano e lhe convido a fazer o mesmo:
– Terei feito o meu melhor para garantir que este seja um ano produtivo?
– Se sim, como posso maximizar isso nos meses que estão por vir?
– Se não, o que me impediu? E o que ainda posso fazer para mudar esse quadro?

Ainda no 1º de julho, eu estava assistindo a versão brasileira do programa “Quem quer ser um milionário?”, quando me lembrei do filme que leva esse nome.

Se você não o assistiu (e eu super recomendo), é uma bela história de amor, simples, forte, marcante e envolvente.  Na película, Jamal Malik, de 18 anos, vem de uma família das favelas de Mumbai, Índia, e está prestes a ganhar o prêmio de 20 milhões de rúpias no programa “Quem Quer Ser Um Milionário?”, um feito que nenhum participante jamais conseguira até então. Como é visto por toda a população através da televisão, Jamal acaba sendo preso por suspeita de trapaça. Afinal, como um rapaz que morou toda a vida na rua pode ter conhecimento suficiente para vencer o jogo? Teria ele roubado? Ou seria apenas sorte? Para provar sua inocência, Jamal começa a contar a sua história e de onde ele tirou a resposta para cada uma das perguntas, relembrando da sua infância com seu irmão na favela e falando da sua paixão pela jovem Latika.

O detalhe interessante é que esse filme, rodado totalmente na Índia e com um elenco desconhecido, tornou-se o grande vencedor do maior prêmio de Hollywood de 2009: “Quem Quer Ser Um Milionário?” arrebatou nada menos do que oito dos dez Oscars a que estava indicado: melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, mixagem de som, edição, trilha sonora original e canção original.

Pense num filme espetacular!

O melhor é que podemos tirar muitas ideias ao assisti-lo, o que pode potencializar a reflexão que propus no início desse artigo. A principal delas é algo que ouço muito de meus mestres: Tudo o que lhe acontece tem um propósito! Mas eles afirmavam claramente que você precisa se superar para conseguir “aproveitar”  quando a hora certa chegar. Se você se dispersar por um instante, pode colocar tudo a perder.

No filme, Jamal sabia as respostas das perguntas porque ele era um grande observador daquilo que acontecia a sua volta. E mostra que capacidades como observação, concentração, boa memória, perspicácia, jogo de cintura, determinação e persistência tornam-se cruciais para o sucesso ou fracasso de qualquer jornada.

É no mundo que ele encontra as respostas para as perguntas do jogo… e da sua própria vida.

Então, o convite aqui é para que você aprenda a observar suas ações e suas atitudes, bem como o que acontece com você, sempre verificando os fatos que se repetem ao longo da sua vida. É que tudo tem uma lição e um ensinamento a nos oferecer, ainda que não entendamos e só a utilizemos no futuro.

É sair do “Por que isso aconteceu comigo?” e ir para o “Para que isso aconteceu comigo?”.

Lembro que no meu curso gratuito de autoconhecimento, “Conhecendo por dentro, conquistando por fora”, tem um vídeo onde eu abordo essa questão bem a fundo.

É importante dizer que quando aprendemos com o que acontece conosco, deixamos de cair na mesma esparrela várias vezes…

Lembre-se que o nosso cérebro aprende pela experiência e a repetição gera o hábito.

Outra reflexão que podemos tirar do filme é que Jamal revela suas ambições e deixa claro que seu amor por Latika era o seu “Bem Maior”.

E você, qual é o seu bem maior? Ou, em outras palavras: Pelo o que você luta?

Finalizo lembrando que somos os únicos responsáveis pelas escolhas que fazemos na vida e, mais: como é incrível a nossa capacidade de recriar a própria realidade.

Aproveite essa data que marca o meio do ano para refletir sobre o que passou e o que você pode fazer daqui para a frente para criar uma realidade onde você realize o que quer e, ao final de dezembro possa dizer: esse ano tinha tudo para ser ruim, mas foi fantástico!

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Suzane Jales,
sua coach

Desejo X Necessidade

Recentemente, eu vi uma discussão entre formadores de opinião sobre a felicidade, que aconteceu em um programa de TV. Achei muito interessante e decidi compartilhar com você alguns pontos dessa discussão.

Nela, muito se falou da confusão que fazemos entre desejo e necessidade, sobretudo porque a indústria do consumo nos confunde o tempo todo ao criar desejos artificiais que são vendidos como necessidades sem as quais não poderemos ser felizes.

Na discussão, ficou claro que a gente sofre muito mais porque as coisas não são como a gente gostaria que elas fossem. Assim, felicidade tem a ver com a expectativa que se tem daquilo que se procura alcançar na vida.

E ultrapassar essa questão tem a ver com autoconhecimento – que foi citado com o mais difícil dos conhecimentos. É que quanto mais distante estamos de nossa essência, mais difícil entender o que é, realmente, uma necessidade e não um desejo em nossa vida.

Fomos lembrados que podemos ser “orientados” pelos outros do que é bom pra nós… mas quando conseguimos definir isso, nós mesmos, descobrimos a chave de vários problemas…

A grande questão é que confundir desejo com necessidade é um dos principais obstáculos do nosso equilíbrio interior, da nossa harmonia e, por conseguinte, da nossa felicidade.

E essa confusão não é só quanto a questões materiais. Muitas vezes, a carência afetiva nos leva a acreditar que “precisamos” de um determinado relacionamento para ser feliz.

Quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra!

Na discussão, o Lama Michel, que era um dos debatedores, lembrou que “a felicidade não é um objetivo que a gente tem que alcançar, mas é um estado interior que a gente pode desenvolver dentro de nós”. Pra ele, o objetivo é, dentro desse contexto, estar bem consigo mesmo e com os outros que estão à sua volta, independentemente de onde estiver, com quem estiver e em qual contexto se encontrar.

Não é fácil chegar nesse ponto, não!

Mas Lama Michel lembrou que existem pequenas coisas que podem nos ajudar a diferenciar o que queremos (desejo) do que precisamos (necessidade): “Diante de algo que eu vou comprar, ou diante de um objeto que eu tenho em casa, ou diante de qualquer coisa, é fazer essa simples pergunta: eu quero ou eu preciso? Se eu preciso, vamos fazer o que é necessário para obtê-lo. Se eu quero, se der e não for muito difícil, tá bom; mas se isso tiver que levar um grande esforço e tiver um preço a se pagar muito grande… como a minha saúde, o meu tempo, a minha saúde emocional e todo o resto, aí não vale a pena.”

Ele diz também que outra coisa importante é a aceitação: “Aceitação quer dizer colocar a nossa energia na solução e não ficar preso no problema… É dizer: estou diante de uma situação que eu não gosto e, em vez de ficar reclamando, procurando culpado e ficar apenas preso ao problema, a gente precisa, na verdade, é dar um passo pra trás, ver qual é o tamanho dele e ver por onde eu posso passar. Ou seja: colocar a nossa energia na solução”.

Isso eu tenho falado muito aqui, não é verdade? Foco na solução, sempre!

Mas, e se ainda não se tem solução?

Lama Michel responde: “Abra a mente, relaxe e espere para que algo surja”.

É isso! Achei muito legal esses ensinamentos do Lama Michel, um monge budista brasileiro que, desde os 12 anos despertou para sua espiritualidade. Hoje, vive pelo mundo e é respeitadíssimo.

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Suzane Jales,
sua coach

Como mudar o foco de forma imediata

Um amigo contou-me sobre um professor dele que tinha um hábito muito interessante: procurar erros de português nas provas dos alunos. E olhe que ele era professor de matemática.

Meu amigo diz que ele às vezes nem conseguia enxergar a forma que os alunos haviam resolvido a questão: conferia se o resultado estava certo… e se concentrava na parte escrita da resposta para ver se tinham erros. Aí ele marcava com caneta vermelha e colocava ao lado a forma correta de escrever.

Sabendo disso, os alunos aproveitavam para “colar” a resposta final e faziam um cálculo qualquer para disfarçar. Alguns, até cometiam erros de português de forma proposital, para atrair o foco do professor…

Entenda, não acho que querer que os alunos escrevam de forma correta seja algo ruim, muito pelo contrário: é louvável. O problema se dá na forma como isso era feito e que tornou-se o foco exclusivo do professor.

Lendo essa história pode-se pensar que esse professor era muito bobo, não é verdade? Mas, quantas vezes não agimos dessa mesma forma?

Você não acredita?

Então, lembre-se de quantas vezes você ficou com o seu foco nos problemas e nem sequer conseguia ver as soluções que existiam…

E aí vem o medo de não conseguir resolver o problema, a tristeza, a ansiedade… Enfim, o problema vai aumentando e vira uma grande bola de neve que se retroalimenta.

Estranho pensar que tem gente que age assim, mas é a pura verdade. E muitas vezes nós agimos assim!

Mas, o que fazer para melhorar o foco?

Já abordei esse tema outras vezes e dei dicas de como faço isso. Hoje, tenho mais uma dica bem interessante para compartilhar com você: mudar o foco para os pés.

Isso mesmo!

A autora do livro “The Charisma Myth” (O mito do carisma), Olivia Fox Cabane, dá como sugestão para melhorar o foco e a concentração algo bem simples: colocar nosso foco nos dedos de nossos pés na hora que sentirmos que estamos “divagando” à ermo…

Parece brincadeira, mas é isso mesmo. Ela diz que esse gesto aparentemente simples ajuda a colocar rapidamente a nossa atenção no “agora”, o que melhora o nosso foco.

Eu faço algo parecido quando estou meditando: quando sinto que começo a ser levada pelos pensamentos, trago meu foco para a entrada/saída de ar nas minhas narinas. Volto a minha conexão no mesmo instante.

Se você quer fazer algo a mais, eu tenho um curso express que ensina uma técnica que vai ajudar você a ter mais presença, centramento e consciência das diversas partes de seu corpo, o que ajuda muito a melhorar o foco e a concentração: Minicurso Relaxamento e Consciência Corporal.

Ele é acessado através de uma Área de Membros Exclusiva na Internet e tem uma vídeo-aula e um  áudio em MP3. Esse áudio você pode baixar e ouvir onde quiser (inclusive no celular). Tudo muito prático e de fácil assimilação. O curso express custa R$ 27,00 e pode ser pago em até duas vezes no cartão.

É isso! Aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo.

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Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach

Em busca de nossa essência

Em “Barca de Gleyre”, obra que reúne a correspondência ativa de Monteiro Lobato com o escritor mineiro Godofredo Rangel, entre 1903 e 1943, o criador de Sítio do Pica-pau Amarelo dá um conselho para o amigo: “Seja você mesmo, porque ou somos nós mesmos ou não somos coisa nenhuma”.

Essa é uma verdade inconteste.

Ainda assim, é impressionante ver como muita gente ainda se veste, trabalha, fala, pensa… enfim, fazem sua existência segundo a opinião dos outros. São pessoas que vivem de aparência… Só esquecem que você É o que você FAZ e não o que você PENSA que é, o que você DESEJA ser ou o que você DIZ que é.

Isso está às nossas vistas todos os dias, concorda?

Tem também aquelas que fingem ser um tipo de pessoa para esconder algo que elas não gostam. Por exemplo, aquela pessoa que diz: “Eu não sou preconceituoso, MAS…” e completa a frase com algo preconceituoso. É isso: essa pessoa pode falar mil vezes que não é preconceituosa… e isso não a torna sem preconceito. Porque é algo que está impregnado internamente nela. Só que como é politicamente incorreto, ela finge que é assim.

Finge e acredita no seu fingimento.

Mas é preciso citar também aqueles que não vivem seguindo os ditames dos outros, mas ainda não aprenderam a enxergar e dar valor ao seu próprio conteúdo. Estão numa espécie de limbo.

Tenho um amigo que diz não conseguir seguir em frente em alguns aspectos de sua vida porque se sente como se estivesse num palco, sem ter repertório. E vive em busca dessa sua essência que não consegue ver. Na minha percepção, qualquer um que lhe conheça bem sabe que ele tem um repertório enorme, apenas não acredita nele.

E se não acredita, é como se ele não existisse mesmo.

Em todos os casos que citei, no fundo, no fundo, são pessoas tristes. Afinal, nada é mais doloroso do que o peso de afastar-se de sua essência e até carregar um “outro” dentro de si.

O bom é saber que este caminho tem volta. Pode até não ser muito fácil, mas é possível encontrar um retorno, sim!

Os passos passam por auto-observação, reconhecer esse distanciamento de si e, claro, ação de ir em busca de sua essência.

Vamos falar de cada um deles. E vamos fazer isso através das palavras do psiquiatra, escritor e palestrante Roberto Shinyashiki.

Auto-observação: “Se você perceber o que acontece em sua vida, vai observar que existe um padrão de sucesso e outro de fracasso.” (Roberto Shinyashiki)

Cabe a nós fazer essa auto-observação sem julgamentos. O bom é que isso seja feito com o sentimento de acolhimento e carinho. Seja carinhoso(a) com você!

Reconhecimento: “Na simplicidade aprendemos que reconhecer um erro não nos diminui, mas nos engrandece, e que as pessoas não existem para nos admirar, mas para compartilhar conosco a beleza da existência”. (Roberto Shinyashiki)

Aqui, Shinyashiki fala em erro, mas podemos estender também como passos que damos que nos levam para longe de nossa essência. É importante que, depois da auto-observação, possamos, de verdade, reconhecer esses “passos em falso”. Mais: entender que é preciso fazer algo a respeito.

Ação: “A grande verdade é que você é a pessoa que escolhe ser. Todos os dias você decide se continua do jeito que é ou muda. A grande glória do ser humano é poder participar de sua auto-criação” (Roberto Shinyashiki)

É… todo dia é dia de decisão. Que tal dar uma mexida na sua vida? Então, comece fazendo as perguntas poderosas de Coaching:
– O que quero ao invés disso?
– Que passos posso dar para conseguir?
– O que está me impedindo?
– O que vou fazer a respeito?

Finalizo esse artigo ainda com as palavras de Roberto Shinyashiki: “Seja uma pessoa que valoriza a essência, não a aparência, cultive os valores mais profundos e não caia na tentação de se tornar um ‘super’ em um mundo de estrelas sem brilho próprio”.

É isso! Aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo. Se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach

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