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Suzane Jales

Um guia de como viver bem

O gerontologista e professor de desenvolvimento humano na Cornell University (EUA), Karl Pillemer entrevistou cerca de 1500 pessoas com idade entre 70 e 100 anos buscando conselhos sobre como viver uma boa vida.

Os entrevistados eram pessoas mais experiências de vida e com boas visões sobre seus próprios caminhos. “Todas essas experiências lhes tornaram especialistas incríveis em como renegociar os problemas da vida”, diz Karl.

Isso gerou o livro 30 Lições para Viver – Conselhos Verdadeiros e Testados dos Americanos Mais Sábios (“30 Lessons for Living – Tried And True Advice From The Wisest Americans”). Nele, Karl Pillemer sintetiza as “lições aprendidas” em grandes temas como família, trabalho, casamento, envelhecimento, arrependimentos, entre outros.

O jornal The New York Times resumiu em poucos parágrafos algumas das lições, veja:

SOBRE OS PAIS: “As exigências da vida moderna geralmente têm um efeito negativo na vida familiar, especialmente quando os objetivos econômicos limitam o tempo que os pais passam com os filhos. O mais importante, dizem os mais velhos, é passar mais tempo com seus filhos, mesmo que você deva se sacrificar para isso. Esteja com eles nas atividades deles e faça as coisas que lhes interessam. Tempo gasto juntos permite aos pais detectar problemas e ensinar valores importantes”.

SOBRE CARREIRA: “Nenhuma pessoa em mais de mil disse que a felicidade veio de trabalhar tão duro quanto você pode pra fazer dinheiro para comprar o que você quisesse. Ao invés disso, a versão quase universal foi resumida por um ex-atleta de 83 anos que trabalhou décadas como um recrutador e técnico de esportes: ‘A coisa mais importante é estar envolvido com uma profissão que você ame absolutamente, uma que você queira ir pro trabalho todo dia’. Apesar de poder levar um tempo pra você chegar a esse trabalho ideal, você não deveria desistir de procurar pelo que lhe faz feliz. Enquanto isso, se você está preso a um trabalho ruim, tente fazer o máximo para mudar e evoluir. E tenha em mente que uma promoção pode ser honrosa e lucrativa, mas não vale a pena se te leva pra longe do que você mais gosta”.

SOBRE O CASAMENTO: “Um casamento satisfatório que dure a vida inteira é mais provável de acontecer quando parceiros são fundamentalmente parecidos e compartilham os mesmos valores e objetivos básicos. Apesar do amor romântico inicialmente reunir a maioria dos casais, o que os mantém juntos é uma amizade crescente, a habilidade de se comunicar, a vontade de dar e receber, e o compromisso com a instituição do casamento assim como um ao outro. Uma mulher de 89 anos que se mostrou feliz de ter mantido seu casamento mesmo quando o comportamento do seu marido era prejudicado por seu serviço militar disse: ‘Cada vez mais jovens hoje estão desistindo cedo demais, rápido demais’”.

Fantástico, não é?

Agora veja como alguns depoimentos são mesmo fantásticos:

FELICIDADE REQUER OTIMISMO

June Driscoll, 89 (uma senhora debilitada que vivia em uma casa de repouso e inspirou o livro): “Bem, é assim: eu cresci no que você pode chamar de barraco, com chão sujo e sem banheiro dentro. Eu tive seis filhos, e meu marido vivia mudando de emprego. Eu trabalhei duro toda a minha vida até não aguentar. Enfrentei a depressão quando mal tínhamos o que comer. Agora aqui estou eu, em um lugar com um teto, três refeições por dia, e pessoas muito legais cuidando de mim. Há muito o que se fazer. Eu acordo e o sol está brilhando na janela. Eu estou viva, apesar de tudo. Eu posso escutar e enxergar ok. Jovem, você irá aprender, eu espero, que felicidade é o que você faz, onde você estiver. Como eu poderia ser infeliz? As pessoas reclamam o tempo todo, mas eu não. É minha responsabilidade ser o mais feliz que eu posso hoje.

FELICIDADE REQUER HABILIDADE

Jane Hilliard, 90: “Minha mãe me ensinou a não chorar pelo leite derramado. Se você  fez besteira, limpe. Se você quebrou, conserte. E se você cometeu um erro, corrija. Ela também me ensinou a manter a minha palavra, ser confiável, não roubar o tempo dos outros ao chegar atrasado, e entregar logo algo que peguei emprestado. O mundo seria um lugar melhor se todos nós aprendêssemos a valorizar o outro, a respeitar a privacidade alheia e as diferenças e, mais importante, não julgar.

Eu tive que simplesmente aprender a viver, mas eventualmente eu percebi qual é o melhor jeito. Saber o que é suficiente, não usar mais do que a minha parte dos recursos naturais, a reconhecer a diferença entre querer e precisa, sentir prazer ao poder usar algo que estava quebrado. Aprender a apreciar os prazeres simples da vida tornou minha vida mais satisfatória e menos problemática. Felicidade não depende do quanto nós temos, mas é baseada no sucesso pessoal em habilidades e técnicas, senso de humor, aquisição de conhecimento, aperfeiçoamento do caráter, expressão de gratidão, satisfação de ajudar os outros, o prazer de estar com os amigos, o conforto da família e a alegria de amar.”

SABOREIE AS PEQUENAS COISAS

Larry Handley, ?: “Deixa eu te dizer, nos anos 30 nós tivemos a Depressão. Se você acha que sabe o que é crise hoje, não é nada como aquela. As pessoas não tinham o suficiente pra comer. Muitos pais da vizinhança estavam sem emprego, e nós compartilhávamos coisas simples porque as pessoas não tinham dinheiro. Vivíamos a uma quadra e meia de um lindo parque, havia muitas atividades para crianças lá e uma grande pista de skate. No verão, aconteciam shows e toda a vizinhança ia. Havia carrinhos de pipoca por todo o parque. Nós crianças ganhávamos uma moeda e ficávamos um tempão na fila decidindo o que escolher, e os pobres atrás de nós esperando pacientemente a decisão: ‘eu quero pipoca ou sorvete? Ou talvez pirulito de caramelo?’ E às vezes, aos sábados, passava matinés no cinema para as crianças. E depois do filme, ganhávamos uma outra moeda, e mais uma vez escolhíamos entre pipoca e sorvete. Cara, que sábado nós tivemos!”

CARREIRA

Esther Brookshire, 76 (trabalhou em vários empregos interessantes antes de passar 25 anos dirigindo um grande programa de trabalho voluntário): “Minhas netas e filhas dizem ‘oh, eu tenho que ganhar muito dinheiro, para mim é importante ter dinheiro e tal.’ E eu digo para elas: apenas tenha certeza que o que você está fazendo para ganhar dinheiro faz você feliz. Porque um emprego pode pagar 1 milhão de dólares, mas se você não está feliz, você não irá aproveitar. E isso é pra vida toda. Lembre, você tem que acordar de manhã e fazer isso todo os dias.”

TIRE O MELHOR DE UM EMPREGO RUIM

Sam Winston, 81 (ex-engenheiro, trabalhou também como marketing e gerente geral): “Uma coisa importante para os jovens é ser observador. Não importa qual é a tarefa, se você gosta ou não, é importante aprender tudo que você puder sobre o que acontece a sua volta. Você nunca saberá quando isso pode ser útil mais tarde. Eu tive muitas experiências diferentes ao longo da minha vida nas quais eu realmente não gostava do que fazia e tinha a sensação de que era inútil. Mas as lições que aprendi ao fazer essas coisas foram importantes na minha vida. Por exemplo, eu tive que trabalhar durante a faculdade no que muitos consideram trabalhos sem sentido. Mais tarde eles foram valiosos para mim como empregador e me ajudou a compreender as pessoas. Eu diria para os jovens não importa qual experiência é, aprenda.

Nós não aprendemos apenas com os melhores e mais brilhantes, nós aprendemos com os colegas tóxicos e manés. Pessoas são muito importantes. Eu costumo dizer que ‘há algo de bom em cada um’o. Na pior das hipóteses, você pode dizer, ‘esse é um mau exemplo’. Isso não quer dizer que as pessoas não sejam boas, a maioria é boa. A implicação é que mesmo que você ache que ela não seja, ela sempre pode servir como mau exemplo. Você pode aprender de todo mundo, não importa quem seja, não importa seu status. ”

SENDO UM BOM CHEFE

Tim Burke, 87 (fazendeiro): “Seja paciente com cada empregado. Não julgue apressadamente, e lembre que você não vive a vida deles. Há uma porção de coisas que eu gostaria de criticar em meus empregados, mas não faço. Digo pra mim mesmo ‘Tim, você não está lá’. Por isso eu não julgo ou repreendo. As coisas parecem muito diferente pra quem é de fora.

Eu tive três ou quatro indivíduos que sabiam mais do que eu, mas cresceram sobre condições diferentes do que eu. Eu não tentava dizer como o trabalho devia ser feito porque eles sabiam mais sobre aquilo. Eu os indagava — como pode isso? e aquilo? —, mas tinha cuidado pra não chegar botando banca.”

TRABALHO X ESTILO DE VIDA

Joe McCluskey, 70: “A vida no trabalho é mais importante que estilo de vida. É o que você faz o dia todo que fornece a mais profunda satisfação na vida. É legal viver sob circunstâncias agradáveis, mas não existe substituto para fazer algo que você gosta e faz bem.

Claro que não há problema em ter os dois. Por a mão na massa foi o que me deu a maior satisfação. Uma vez eu trabalhei como gerente corporativo e descobri que era muito chato ficar longe da produção, onde toda a ação estava. Eu, então, abri uma pequena empresa e me empreguei como chefe de produção, e percebi que dobrar minhas mangas todas as manhãs e fazer as coisas era a diversão que eu procurava.

NÃO ESPERE PARA VIVER

Malcolm Campbell, 70 (ex-professor universitário de uma das universidades da Ivy League, se considerava workaholic): “Parece levar uma vida toda para aprender a viver o momento, mas não deveria. Eu certamente sinto que minha vida sempre foi muito voltada pro futuro. É uma tendência natural — claro que você pensa sobre o futuro, não estou dizendo que isso é ruim.

Mas cara, só se tem a ganhar quando se consegue estar no momento e apreciar o que está acontecendo ao seu redor neste exato momento. Eu tenho me tornado cada vez melhor nisso, e tenho gostado. Traz paz e ajuda você a encontrar seu próprio lugar. Mas eu gostaria de ter aprendido isso nos meus 30 anos em vez de nos meus 60 — teria me dado mais décadas para apreciar a vida neste mundo. Essa é a minha lição para os mais jovens.”

DIZER SIM É SINAL DE CORAGEM

Joe Schlueter, 73 (professor de empreendedorismo): “A lição que eu aprendi é que realmente compensa dizer sim, a menos que você tenha uma razão sólida pra dizer não. E na minha vida profissional, eu não dizia não. Eu concordava com as coisas. Não era sempre divertido, mas frequentemente acabava em algo interessante.

O princípio é verdadeiro no trabalho, em voluntariado, e em todas as outras coisas em que as pessoas dizem ‘você quer fazer isso?’ Bom, por que não? A vida fica chata se você diz ‘não, eu não quero tentar nada novo.’ E pessoas não devem privar porque elas não se consideram qualificadas. Eu consigo pensar em várias coisas das quais eu não me sentia qualificado pra fazer, mas se alguém mais faz, você pode aprender. Ou compensar isso em vários outros jeitos. Então, se você é uma dessas pessoas que diz ‘não, não consigo fazer’ ou ‘não, não quero’, está perdendo muita coisa que a vida tem a oferecer. A vida é uma aventura, mas pra aproveitar você tem que dizer sim para as coisas.”

AMOR PARA JOVENS

Allison Hanley, 72: “Eu diria para você conhecer muito bem a pessoa e não se casar cedo. Eu casei muito cedo e fazendo um retrospecto, teria sido melhor pra mim, e eu teria sido mais feliz se eu fosse mais velha e mais forte. Eu achava que podia mudar algumas coisas na pessoa com quem me casei e, infelizmente, não pude. Assim que me casei, fiquei logo grávida e percebi que seria muito difícil sair, por razões financeiras e também pelos valores da minha família. Isso é algo que aprendi ao longo do caminho — que eu jamais poderia mudar alguém. Eu só posso mudar a mim mesmo.”

CASAMENTO

April Stern, 71: “Parece simples, mas vocês têm que gostar um do outro. Ser amigos, tentar passar daquele sufoco inicial e perfeito, e se certificar de que há uma amizade verdadeira por trás. Eu não acho que é preciso ter interesses idênticos, mas é preciso compartilhar valores. Isso é bem importante. Isso foi crítico [pra nós]. É… acho que valores são provavelmente a coisa mais importante.

Valores políticos, a vontade de não querer viver de maneira ostentadora, sobre comprometimento com os outros e com nós mesmos. Nós dois amávamos viajar, e tínhamos um ar de aventureiros. Gostávamos das mesmas pessoas e acho que isso é importante. Nós tínhamos valores muito parecidos sobre nossos filhos e o que queríamos deles. E vocês têm que ter um senso de humor parecido. Essa foi uma parte muito importante na nossa vida a dois. De fato, apenas duas semanas antes dele morrer, nós estávamos conversando e ele disse algo que eu me acabei rindo, e ele olhou para mim com uma sensação de satisfação e disse ‘eu ainda consigo lhe fazer rir depois de todos esses anos’. E ele podia mesmo.

Nós ambos amávamos certos tipos de coisas. Nós amávamos filmes, bons filmes, parte do nosso namoro envolveu ficar acordado a noite toda pensando no que Ingmar Bergman queria passar com aquele filme. Nós ambos adorávamos ler, e amávamos falar sobre o que estávamos lendo. Apesar de termos nos conhecidos nos anos 60, conseguimos nos comprometer com a monogamia e confiar, isso foi muito importante para nós.”

NO CASAMENTO, OU É GANHA-GANHA OU PERDE-PERDE

Sue Bennett, 86: “Bom, casamento não é uma relação 50/50. Às vezes pode ser 90/10. Depende da situação. Você precisa sempre dar muito. Precisa entender de onde ela vem – se colocar no seu lugar. E precisa ter paz na família. Então você decide, bem, ok, é assim. Você cede. Eu aprendi isso com a experiência. Há momentos em que você cede e momentos em que a outra pessoa cede — você não pode ficar sentado contando quem ganha o que.”

Antoinette Watkins, 81: “Ao acordar de manhã, pense ‘o que eu posso fazer para tornar o dia dela(e) um pouco mais feliz?’. Você precisa trabalhar para dar suporte um para o outro e trabalhar com um time — então, dará certo por muitos anos.”

CASAMENTO É COMPROMENTIMENTO

Mark Minton, 72: “Houve momentos em que nós realmente fomos duros um com o outro. Mas casamento precisa de trabalho para ser prazeroso. É necessário uma esperança teimosa e um comprometimento teimoso que precisa ser levado a sério. Você aguenta, trabalha nisso, e com o tempo você percebe que valeu à pena. Qualquer relacionamento passa por momentos obscuros assim como momentos brilhantes, então os picos são mais valorizados, mas existirão vales que você precisará atravessar e não desistir. Desistir em um relacionamento significa abrir mão de todas as futuras possibilidades. Veja, haverá sacrifício, mas tem que haver sacrifício ou a vida não será vivida integralmente.”

CASAMENTO: AS BRIGAS

Dora Bernal, 86 (casada há 67 anos): “Eu só consigo pensar em uma coisa: não é porque vocês brigaram que é o fim do mundo, entende? Ao final, vocês ainda são duas pessoas morando juntas, vindo de famílias diferentes, com educação diferentes. Mesmo que a religião seja a mesma, vocês são duas pessoas diferentes. E se brigarem, precisam admitir ‘e daí? nós brigamos’. Dez minutos depois vocês esquecem. Conforme se envelhece, viram cinco minutos. Hoje, as pessoas brigam e agem como se fosse o fim do mundo”.

TENHA FÉ

Curtis Mcallister, 74 (um senhor em forma, casado com uma senhora de 73 igualmente atraente. Ambos lidaram com sérios problemas de saúde desde os 30 anos): “Eu lembro quando a Bárbara começou a ter uns sintomas muito malucos em seu abdômen e algum tempo depois ela ela teve câncer no ovário que voltou muitos anos mais tarde. Eu digo que ela é um milagre ambulante. Nós oramos — e agradecemos a Deus.

Talvez ele tenha curado ela, mas é mais uma questão de que estávamos juntos cuidando dela. Se ela morresse ou melhorasse, nós tínhamos fé em Deus, não de um jeito fanático ou algo assim. Ela meditava bastante e fazia coisas que ajudava pessoas a superar, contar com Deus a ajudou. Há muito mais na vida do que sua própria existência. Acho que todos nós precisamos de alguma espiritualidade, ter fé que é mais do que estes anos aqui, do que estes 74 anos.. Tem uma recompensa depois daqui.

Renata Moratz, 77: “É verdade que isso [religião] é uma das raízes da minha essência. Eu não me lembro de quando eu não conhecia que eu era amada por Deus, uma generosa e onipotente divindade. Isso me levou a espalhar a mensagem gospel de Jesus, o Cristo. Mas não importa a que igreja você pertence ou não pertence. Se muçulmanos estivessem aqui, hindus estivessem aqui, budistas estivessem aqui, judeus estivessem aqui, todos lhe falariam que a religião deles diz ‘ame uns aos outros e perdoem uns aos outros’. Esse é o ponto em comum.

Cora Jenkins, 97: “Tenha uma profunda fé, mas não fanática.”

ENVELHEÇA COM ENTUSIASMO

Ramona Olberg, 76: “Eu falo para os jovens que envelhecer é ótimo porque você pode fazer o que tiver vontade e aproveitar qualquer coisa. Você não está presa. Você pode fazer qualquer coisa. Levante e vá a algum lugar sozinho. E se alguém convidar você, você vai. Não fique em casa. Quando mais jovem, se alguém me convidava, eu achava uma desculpa. Mas agora, não! Fui!”

CUIDE DA SUA SAÚDE!

Todd Ouellette, 76: “Bom, eu sei disso: envelhecer é normal. Mas se você precisa ser empurrado em uma cadeira de rodas com um cilindro de oxigênio, e sabe alguma coisa hoje que pode prevenir isso, faça. Porque é quando você envelhece que mais tem oportunidade de sentar e aproveitar a vida. Mas só se você não estiver com a saúde horrível, como obesidade ou algo parecido. O que você puder fazer pra manter sua saúde, faça agora. Fique longe de cigarros ou o que quer que seja, porque isso definitivamente fará diferença mais tarde na sua vida.”

CUIDE DA SUA SAÚDE! PELOS OUTROS TAMBÉM.

Tina Oliver, ?: “Meu marido me prometeu que faríamos 50 anos de casados, e ele mentiu. Ele me deixou depois de 47 anos e meio. Ele estava doente há algum tempo. Ele teve um enfarto, e antes disso uma cirurgia na carótida, primeiro de um lado, depois no outro. Ele fumava. Nenhum dos meus filhos fuma, graças a Deus. Eles viram como o pai deles estava. Ele foi para o hospital, ficou lá por 5 meses e meio depois da cirurgia no coração e nunca voltou pra casa. Cinco meses e meio. Eram 83km todos os dias por 5 meses e meio, e eu fui todos os dias. Sabe, as crianças viram como ele sofreu. E quando você falava algo, ‘não fume assim’ ou do quanto bebia, ele falava ‘o que tem? Todos vamos morrer um dia.’ Mas quem sofre? A família.”

O QUE VOCÊ IRÁ DEIXAR?

Mabel Leutz, 91: “Acho que a principal coisa é o amor. Dê amor, deixe seus filhos e netos convencidos que você ama a eles e às suas famílias. Se eu pudesse fazer uma coisa diferente na minha vida, seria ter demonstrado mais compaixão com as pessoas em geral. Sabe, quando se é muito crítica com certas pessoas… mas agora que eu vejo o que eles estavam passando, eu queria ter sido mais atenciosa.”

Joshua Bateman, ?: “Quem você já ajudou? Que círculos participou? Quem gosta de você? Algumas pessoas que eu conheço nunca ajudaram ninguém. Elas nunca fizeram nada. Nunca participaram de grupos — elas viveram as próprias vidas por conta própria. Sabe o que mais? Ninguém vai ao funeral delas. Vai ser como se elas nunca tivessem passado pela Terra. Elas nunca deixaram nenhuma marquinha.”

É isso. Espero que você tenha gostado…

Eu gostei tanto que quis compartilhar com você. Acredito que vale uma boa reflexão: Como está minha vida hoje?

Beijos mil e até o próximo!