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Suzane Jales

Um almoço que me rendeu excelentes reflexões

Na minha infância, na rua da Estrela, fomos acostumados a comer rodeados de muita gente. A mesa da nossa casa era enorme, típica das fazendas, com dois bancos grandes nas laterais. Era sempre uma festa!

Levei isso para minha vida: adoro estar com os pessoas queridas às refeições, seja no almoço ou jantar.

Então, não foi novidade receber o telefonema de um amigo chamando-me para almoçar com ele… se não fosse uma frasezinha de nada no final: “Eu quero me despedir de você”.

Ok. Isso poderia até soar normal. Só que eu sei que ele está com um CA em estágio bem avançado.

A partir desse momento, e durante os 5 dias que antecederam ao encontro, eu fiquei refletindo sobre esse convite inusitado.

De cara, lembrei que uma amiga compartilhou comigo a frase de Richard Bowell: “Qual o valor de uma vida que dura por 70 ou 80 anos se nós não fizermos nada, não acrescentarmos nada, tendo só oferecido nosso tempo e permanecido próximo de casa, aderindo ao que os outros nos dizem que é prudente e seguro? Não é isso que todos tememos: viver sem deixar um traço?”.

Perfeito! Para mim, essa é mesmo uma questão central! Nossa vida precisa ter um significado maior: um propósito para que ela valha a pena ser vivida. Independente da quantidade de anos.

Esse meu amigo construiu um legado incrível, vive sua Missão todos os dias e, por isso mesmo, estava bem tranquilo para seu estado. E continuou fazendo o que gosta: reunir-se com os amigos durante uma refeição. O fato de ser uma “despedida” nem foi citado: comemos, conversamos muito e nos abraçamos no final.

Ele não sabe quanto tempo de vida tem. Mas, afinal de contas, quem sabe?

Recordo ter ouvido uma história de que Francisco de Assis, o grande missionário cristão da Idade Média, estava tratando de seu jardim, quando um amigo aproximou-se e perguntou-lhe: o que você faria se soubesse que iria morrer hoje? Na sua simplicidade, Francisco respondeu que continuaria a fazer o que estava fazendo: cuidando do meu jardim!

Esse almoço com meu amigo reascendeu a minha crença da importância de conhecer nossa Missão, de estarmos em estado de presença e fazer o que acreditamos ser importante que seja feito naquela hora, naquele momento.

Então, alguém pode até pensar que esse artigo foi sobre morte, mas, na verdade, foi sobre como viver de maneira plena,

Espero que essa história também lhe provoque uma boa reflexão sobre a sua vida. O período natalino é ideal pra isso, não é verdade?

Aproveito para lhe desejar um Feliz Natal!

Gostou? Se sim, deixe seu comentário e compartilhe com os amigos.

Beijos mil e até o próximo.

Suzane Jales
sua coach