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Suzane Jales

A difícil tarefa de mudar um hábito ruim

Na semana passada, as pessoas que participam de um projeto que faço com muito carinho – o Coaching de Bolso – refletiram sobre mudança de hábito. Mas o assunto rendeu tantas perguntas, que decidi aprofundar mais nesse tema e escrever um artigo sobre isso.

Primeiro, lembro que mudar não é fácil. É só recordar que muitas das promessas de mudança que fizemos no Ano Novo não duraram nem até o Carnaval que começa esta semana… já saíram pelo ralo.

Segundo uma pesquisa americana da Universidade Duke, os hábitos estão presentes em 40% do nosso tempo. Ou seja: eles fazem parte do nosso dia a dia. São atitudes tomadas conscientemente e que podem ser mudadas, por mais difícil que pareça, e que podem ser bons ou ruins.

Isso mesmo. A gente esquece, mas existem hábitos bons. Minha mãe, por exemplo, tem o excelente hábito de fazer palavras todos os dias. E isso com quase 94 anos! Imagino que, depois disso, você deve ter lembrado de vários deles que tem...

É bom que se diga que hábitos bons podem nos ajudar a ter uma vida mais saudável, a ter mais conhecimento, a ter sucesso carreiras em nossa vida… Vamos falar neles mais a frente.

A questão é que existem hábitos ruins que podem nos limitar e impedir nossas conquistas. E são esses que talvez você considere a possibilidade de mudar.

Na reflexão do Coaching de Bolso da semana passada, a dica era clara: é importante começar aos poucos, com hábitos mais simples e a partir de metas possíveis de serem alcançadas. É fundamental também dar um prazo para conseguir isso. Nosso cérebro trabalha melhor tendo esse detalhamento.

Por exemplo: uma cliente de Coaching queria livrar-se do hábito de se empanturrar de doces em 3 meses e estabeleceu que seu primeiro passo seria diminuir a quantidade de sobremesa de uma das suas refeições. Em seguida, ela eliminou por completo as guloseimas de uma delas. Hoje, ela só come nos finais de semana. E está feliz com isso.

Se você quiser experimentar, procure ver qual será a melhor forma pra você. Esse é um caminho.

A ajuda de amigos e familiares nessa hora também é importante nesse momento, bem como manter a persistência.

Outra dica legal, é criar uma nova rotina positiva na sua vida até formar um novo hábito, só que saudável. Com isso, mesmo que que você dê uma “escorregada”, o hábito velho se torna mais controlável.

Nessa tarefa, a Programação Neurolinguística (PNL) nos ensina que devemos identificar a “intenção positiva” que esse hábito ruim traz. Pode ser proteção, aliviar a ansiedade, dar prazer, ser admirado(a)… Enfim, é buscar a “recompensa” que se ganha mantendo esse hábito.

Aí é introduzir um novo hábito com esse mesmo ganho (o da intenção positiva) para, de maneira natural, ir acontecendo a tão esperada mudança.

Lembro, ainda, o livro O Poder do Hábito (Editora Objetiva), de Charles Duhigg, que mostra algumas formas de criar novos hábitos. Um deles, parte dos quatro pontos:
– Rotina: identificar o comportamento que quer mudar.
– Recompensa: confira o que você realmente busca com esse hábito.
– Gatilho: descobrir o que desencadeia a ação do hábito e anotar os padrões que se repetem no momento anterior ao impulso da ação.
– Plano de ação: entendendo o que está por trás de um hábito, trocá-lo por outro.

Por fim, é insistir, persistir e não desistir. Em caso mais complicados, lembro que um bom processo de Coaching pode ser fundamental para conseguir essa mudança.

Por hoje é só. Beijos mil e até o próximo!