Cidadeverde.com
Suzane Jales

Em busca de nossa essência

Em “Barca de Gleyre”, obra que reúne a correspondência ativa de Monteiro Lobato com o escritor mineiro Godofredo Rangel, entre 1903 e 1943, o criador de Sítio do Pica-pau Amarelo dá um conselho para o amigo: “Seja você mesmo, porque ou somos nós mesmos ou não somos coisa nenhuma”.

Essa é uma verdade inconteste.

Ainda assim, é impressionante ver como muita gente ainda se veste, trabalha, fala, pensa… enfim, fazem sua existência segundo a opinião dos outros. São pessoas que vivem de aparência… Só esquecem que você É o que você FAZ e não o que você PENSA que é, o que você DESEJA ser ou o que você DIZ que é.

Isso está às nossas vistas todos os dias, concorda?

Tem também aquelas que fingem ser um tipo de pessoa para esconder algo que elas não gostam. Por exemplo, aquela pessoa que diz: “Eu não sou preconceituoso, MAS…” e completa a frase com algo preconceituoso. É isso: essa pessoa pode falar mil vezes que não é preconceituosa… e isso não a torna sem preconceito. Porque é algo que está impregnado internamente nela. Só que como é politicamente incorreto, ela finge que é assim.

Finge e acredita no seu fingimento.

Mas é preciso citar também aqueles que não vivem seguindo os ditames dos outros, mas ainda não aprenderam a enxergar e dar valor ao seu próprio conteúdo. Estão numa espécie de limbo.

Tenho um amigo que diz não conseguir seguir em frente em alguns aspectos de sua vida porque se sente como se estivesse num palco, sem ter repertório. E vive em busca dessa sua essência que não consegue ver. Na minha percepção, qualquer um que lhe conheça bem sabe que ele tem um repertório enorme, apenas não acredita nele.

E se não acredita, é como se ele não existisse mesmo.

Em todos os casos que citei, no fundo, no fundo, são pessoas tristes. Afinal, nada é mais doloroso do que o peso de afastar-se de sua essência e até carregar um “outro” dentro de si.

O bom é saber que este caminho tem volta. Pode até não ser muito fácil, mas é possível encontrar um retorno, sim!

Os passos passam por auto-observação, reconhecer esse distanciamento de si e, claro, ação de ir em busca de sua essência.

Vamos falar de cada um deles. E vamos fazer isso através das palavras do psiquiatra, escritor e palestrante Roberto Shinyashiki.

Auto-observação: “Se você perceber o que acontece em sua vida, vai observar que existe um padrão de sucesso e outro de fracasso.” (Roberto Shinyashiki)

Cabe a nós fazer essa auto-observação sem julgamentos. O bom é que isso seja feito com o sentimento de acolhimento e carinho. Seja carinhoso(a) com você!

Reconhecimento: “Na simplicidade aprendemos que reconhecer um erro não nos diminui, mas nos engrandece, e que as pessoas não existem para nos admirar, mas para compartilhar conosco a beleza da existência”. (Roberto Shinyashiki)

Aqui, Shinyashiki fala em erro, mas podemos estender também como passos que damos que nos levam para longe de nossa essência. É importante que, depois da auto-observação, possamos, de verdade, reconhecer esses “passos em falso”. Mais: entender que é preciso fazer algo a respeito.

Ação: “A grande verdade é que você é a pessoa que escolhe ser. Todos os dias você decide se continua do jeito que é ou muda. A grande glória do ser humano é poder participar de sua auto-criação” (Roberto Shinyashiki)

É… todo dia é dia de decisão. Que tal dar uma mexida na sua vida? Então, comece fazendo as perguntas poderosas de Coaching:
– O que quero ao invés disso?
– Que passos posso dar para conseguir?
– O que está me impedindo?
– O que vou fazer a respeito?

Finalizo esse artigo ainda com as palavras de Roberto Shinyashiki: “Seja uma pessoa que valoriza a essência, não a aparência, cultive os valores mais profundos e não caia na tentação de se tornar um ‘super’ em um mundo de estrelas sem brilho próprio”.

É isso! Aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo. Se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach