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Suzane Jales

Palavra X ação

No último sábado, eu participei de uma saudável discussão sobre o falar e o agir. Em época de eleição, bem que poderíamos estar nos referindo aos políticos que têm um bom discurso, mas que na hora de agir são uma negação.

 

Mas não foi esse o caso: estávamos falando de nós mesmos... Exatamente nós, que criticamos muito aqueles que consideramos demagogos, mas, muitas vezes, protelamos o que precisamos fazer. E aí, também ficamos só no falatório, com bons argumentos, inclusive para nos convencer que estamos certos em empurrar com a barriga.

 

Lá na nossa conversa, todos foram unânimes em concordar que a palavra e a ação são importantes, mas a questão residia em saber quando é preciso agir mais e falar menos...

 

Falar antes de fazer é mesmo uma das características típica da natureza humana. O problema é que, se não houver um casamento perfeito entre o que dizemos e o que fazemos, de cara já perdemos logo a credibilidade. E quem não tem credibilidade pode falar à vontade que não vai ter efeito nenhum.

 

A ação mantém a coerência entre o que realmente somos e o que falamos que somos. Essa é uma questão tão importante que eu sempre fico me perguntando se o que digo é mesmo o que eu acho ou o que eu gostaria de achar... Você já pensou sobre isso?

 

Lembro de quando eu reclamava dos meus filhos, quando pequenos, e os advertia dizendo coisas como: “Se você não comer tudo, hoje não vai ter televisão(para o mais velho) ou computador (para a mais nova)!”. Eu tinha todo o cuidado do mundo para, caso precisasse, cumprir o que eu havia dito... Se não, era desgaste na certa... e aí eu perderia totalmente o moral e o controle da situação. Quem é pai e mãe sabe bem disso.

 

Também é comum acontecer de querermos fazer um projeto grandioso que a curto ou médio prazo está fora do nosso alcance e ficamos aguardando aparecer uma hora propícia... Só que, muitas vezes, deixamos de fazer o que podemos – como, por exemplo, partes dele – por considerarmos insignificante ou inútil.

 

Recordo que, num workshop de Bety Alice Erickson em que eu estive, ela chamou nossa atenção para algo que considera muito importante: “Quando passamos a ter consciência de alguma coisa, não dá pra fingir que não mais sabemos”. E nós sabemos, por exemplo, que podemos ter o comando da nossa mente e, por conseguinte, dos resultados que dependem de nós. Compreendemos também que somos nós que escolhemos os nossos valores, crenças e decisões.

 

Assim, podemos olhar para nossos projetos de vida e optar por continuar apenas na falação ou começar a colocá-los em prática e batalhar para mudar a nossa realidade... nem que seja plantando as primeiras sementinhas. A escolha é exclusivamente nossa!



A que nos apegamos?

Quando eu tinha 14 anos e a maioria dos irmãos estava casado ou estudava fora, mudamos de casa pela primeira vez: saímos de uma residência antiga e enorme para uma casa de conjunto, de tamanho médio. Lembro que meus pais tiveram que se desfazer dos móveis, que não cabiam no novo lar. Nos planos de papai, estava a construção de uma casa nova, grande e projetada especialmente para nós. Esta nós também vendemos anos depois, quando papai já havia falecido, e fomos morar em apartamentos. Nas duas mudanças, houve muito chororó e foi fácil ver o quanto pode ser sofrido ter que abrir mão daquilo que se tem apego.

 

Eu sabia que cada uma delas tinha uma parte importante da nossa história, mas confesso que, no fundo, eu fiquei extremamente empolgada: ao contrário de muita gente, eu adoro mudança. E, depois dessas duas primeiras, já morei em tantos lugares, incluindo nova cidade, casa e apartamento, que tenho dúvidas do número exato: acho que foram doze, contando com a última delas, feita há cerca de seis meses.

 

Eu estava conversando sobre isso com uns amigos durante uma viagem: uma prima que é muito apegada a sua casa maravilhosa e que antigamente nem conseguia viajar por muitos dias para não a deixar sozinha; e um amigo que comprou um Corolla, mas não consegue se desfazer do velho Monza... Ela já superou muitas fases, mas sabe quanta coisa perdeu por causa do seu comportamento. Já ele ainda não ultrapassou a barreira e ainda está pagando um estacionamento somente para deixar o carro lá, completamente parado...

 

Engraçado esse sentimento de dependência que, sem querer, vamos criando. Eu mesma, que me considerava bem desapegada, fui pega de surpresa quando, tempos atrás, perguntaram-me quantas bolsas eu tinha. Chutei, exagerando bem, que eu deveria ter umas dez e qual não foi a minha surpresa ao chegar em casa, contá-las e constatar que só pretas eu tinha 15 e a grande maioria delas eu não usava há anos! Foi aí que descobri um sinal de apego: manter algo que não precisamos e que não nos acrescenta nada, só ocupa lugar.

 

Passei a incluir minhas bolsas no pacote de doações que faço todo final de ano para o bazar da paróquia, mas isso me mostrou que, na verdade, todos nós somos apegados a alguma coisa: somos possessivos e nos mantemos agarrados a tudo que achamos que nos pertence.

 

E não existem apenas apegos materiais: o apego emocional (a paixões que já terminaram, os rancores, as mágoas etc.) e às ideias (da própria pessoa ou aquelas ouvidas e/ou lidas em livros) podem ser mais fortes ainda... e mais dolorido para se deixar ir!

 

Pior é saber que quando nos apegamos, sem perceber, ficamos menos compreensíveis, tendemos ao egoísmo e podemos até nos tornar preconceituosos. Assim: começamos a pensar em termos de “meu tempo”, “meu espaço”, “meu trabalho”, “meus pensamentos”... Defendemos isso com dentes e garras e nos afastamos de tudo que o coloca em cheque ou o questiona.

 

Bom é saber que depois de soltar o que nos prende somos surpreendidos com o novo que vem e que, muitas vezes, é muito melhor ou pelo menos mais importante para o nosso crescimento. Melhor ainda é perceber que o novo pode vir da mesma pessoa, do mesmo relacionamento e da mesma casa... é só permitir-se!

Entender isso é libertador porque está aí a maior barreira contra o apego: a consciência. Quanto mais consciente nos tornamos, maior será o desapego.

 

Sei que não é fácil descartar uma parte que consideramos importante na nossa vida: é algo que exige muita reflexão e dedicação. Mas podemos começar pelo primeiro degrau, desfazendo-nos de objetos que não têm mais utilidade ou função, de roupas que não nos servem mais ou que pouco usamos (tem tanta gente precisando)... Aí vamos criando o hábito e quando nos sentirmos seguros, partimos para coisas mais complicadas, maiores, mas que necessitamos "deixar ir".



Lições que aprendi com o aikido

Meu contato com o aikido começou no primeiro dia do meu curso de coach. Arline Davis, nossa mestra, propôs uma apresentação diferente: cada um de nós deveria escrever num pedaço de papel algo inusitado, diferente ou incomum que fizesse. Depois, todos os papéis foram dobrados, colocados em uma caixa e ela ia tirando um por vez. Quando um papel era lido, nós tentávamos adivinhar quem aparentava fazer o que estava escrito ali. Foi divertido dar palpites e ficar discutindo: será mesmo essa pessoa? Quando o grupo chegava mais ou menos a um consenso, o autor se revelava, ia pra frente da sala e falava daquela e de outras características dele, apresentando-se para o grupo.

 

Num desses papéis estava escrito “Pratico aikido”. Era o colega sentado ao meu lado e que realmente lembrava um samurai. Foi logo descoberto! Na sua apresentação, ele disse que o aikido é também conhecido como a “Arte da paz” e que visa o autodesenvolvimento do ser humano e sua integração com a vida. Aquilo foi, para mim, como sinos badalando no ar... E assim, a curiosidade em mim e a amizade entre nós dois instalaram-se de imediato.

 

Ao longo do curso e depois dele, nós conversamos muito sobre essa prática criada pelo japonês Morihei Ueshiba em meados da década de 40. Foi assim que aprendi, por exemplo, que os três ideogramas que formam o nome dessa arte levam-nos melhor a seu conceito: AI é harmonia, união, integração e foneticamente, em japonês, também pode significar amor; KI, conhecido na China como Chi e na Índia como Prana, é energia, a energia vital, a própria vida; DO, que na China é chamado de Tao, é o caminho, o modo de vida.

 

Em um dos nossos diálogos, emocionado, meu amigo confidenciou: “O aikido salvou a minha vida!”. Na hora, isso já me impressionou, mas entendi mesmo o seu real significado quando li um texto de Paulo Netto: “Os ensinamentos de Morihei foram resumidos na frase ‘Takemusu Aiki’. Take sim­boliza valor e bravura; representa a irreprimível e inabalável coragem de viver. Musu representa nascimento, crescimento, realização, plenitude. É a força criativa do cosmos responsável pela produção de tudo o que sustenta a vida”. Foram palavras como as que soltamos no Morro do Gritador, na cidade piauiense de Pedro II: elas voltaram e ficaram ressonando em mim.

 

Meses depois, ele convidou-me para assistir a um treino na cidade de Itaquá, em São Paulo. Eu estava eufórica: ia ver na prática o que só conhecia na teoria... Seu trabalho era voluntário e o grupo de alunos nos esperava na calçada. “O sensei chegou!”, anunciou um deles, muito animado. Entendi logo que sensei era professor em japonês – uma classe muito respeitada por eles: quando um professor se inclina diante do imperador, este último suaviza o ato de humildade curvando-se, ele próprio, em respeito ao docente. Não é o mesmo gesto feito por um súdito, porém é um movimento perceptível que, partindo de um imperador, é considerado honra extrema.

 

O Dojo (local onde se pratica a arte) era simples: um galpão com um tatame que tomava grande parte do piso de cimento. Mas dava para sentir que o clima daquele ambiente era diferente: tinha uma energia boa no ar.

 

Acomodei-me num banco e fiquei observando tudo o que acontecia. Por ser completamente leiga no assunto, é difícil expressar o que vi: um treino de aikido vai muito além do físico, do movimento, da técnica...

 

De um lado do tatame, em perfeita união, algumas crianças com enormes sorrisos nos lábios pareciam estar aprendendo a cair. Mas, olhando melhor, achei que, na verdade, estavam descobrindo como se levantar depois de uma queda. Recordei os meus tempos de Grupos de Jovens e do padre Luciano, que nos lembrava sempre: “Façam suas orações ajoelhados, mesmo que não acreditem nelas. Pelo menos vão engrossar a pele dos joelhos. Assim, se um dia caírem, não sentirão tanto e vão levantar-se rapidamente”.

 

Do outro lado, um aluno se preparava com o sensei para fazer as provas que poderiam lhe dar a faixa preta (depois soube que ele conquistou). Um outro aluno também o auxiliava. A prática era sempre assim: quem aplicava a técnica demonstrava um profundo respeito pelo outro, que a recebia, pois sabia que precisava do seu colega... E ele estava lá, pronto para ajudá-lo. Havia cumplicidade, parceria... Era fácil vê ali a importância de compartilhar, de não querer fazer tudo sozinho. Lindo, verdadeiro e profundo!

 

E o que dizer dos movimentos? Circulares, eles pareciam completamente sintonizados com o fluxo do universo. Mas o que me chamou mais a atenção foi sentir a presença do princípio da não resistência.

Quando recebia uma tentativa de aprisionamento, o “atacado” apenas acolhia a agressão, buscava seu centro e, ignorando a parte do corpo aprisionada, movimentava-se livremente aplicando uma técnica vigorosa, apesar de suave, e libertava-se daquela “prisão”.  Sem confronto e sem precisar pensar no que fazia. Tudo era harmônico e natural. Impossível descrever! Só posso dizer que pude ver integração e equilíbrio.

 

Os alunos traziam nos olhos admiração e respeito pelo sensei e este estava lá com um grande espírito de cooperação para se entregar por inteiro, sem esperar nada de volta... embora fosse visível que ele também recebia, e muito! Mas o que ele ganhava era igualmente doado pelos alunos. Era a própria materialização das palavras do escritor Fabrício Carpinejar: “A troca é um ato infeliz do amor, indica que não houve doação”. Lá não havia troca, só muito amor no ar...

 

Ao final, fui chamada para me reunir com eles no centro do tatame, onde foi depositado tudo o que eles haviam levado: refrigerante, bolo e biscoitos, que foram repartidos entre os presentes. Qualquer semelhança com a santa ceia não era mera coincidência.

 

Voltei de Itaquá com a alma aos pulos e o coração cheio de ensinamentos... Ainda hoje, quando fecho os olhos, posso reviver cada momento que passei lá.

 

Infelizmente, em Teresina, onde moro, não tem um local para a prática do aikido. Mas passei a exercitar a sua filosofia de vida, que, de alguma forma, já fazia parte da minha essência. Proceder assim foi um aprendizado que me foi repassado por este sensei. Quando ele precisou morar em outra cidade e deixar o mosteiro que frequentava, recebeu de um monge a seguinte mensagem: “Você não precisar se isolar e morar num mosteiro para viver como um monge. Seja-o onde e com quem estiver!”.


Morihei Ueshiba

É obvio!

Nos festejos de São Raimundo Nonato, que acontecem no final do mês de agosto, na cidade de União-PI – terra da minha mãe -, tem procissão, missas, barraquinhas de comidas, bebidas e produtos artesanais, leilões, shows e muitas festas.

 

Minha infância e juventude foram marcadas por esses eventos e eu lembro bem como acontecia: No café da manhã, era hora do caldo de carne no Zé Silva; Depois, banhávamos de piscina no clube Apache ou íamos para a beira do rio Raiz; Mais tarde, vinha a parte da igreja e o papo também rolava solto na praça; E, para finalizar, tinha o imperdível baile no Comercial Esporte Clube onde nós fazíamos fila para dançar com o tio Arias. Ele foi para nós uma espécie de professor dessa maravilhosa arte de percorrer o salão se sentindo levitar... Inesquecível!

 

Num desses festejos eu comecei uma grande amizade com duas primas – Caubyra e Tânia. Passamos a ser um trio inseparável: estudávamos no mesmo colégio, brincávamos, saíamos e nos divertíamos juntas. A ligação era tanta, que, mesmo quando não estávamos lado a lado, muitas vezes bastava o olhar diferente de uma de nós para que as outras duas entendessem do que se tratava: era um “paquera” que acabara de chegar, uma “curica” do nosso abuso que estava passando, uma roupa mais extravagante que “mangávamos”... e outras coisas do gênero.

 

Na verdade, esse tipo de conexão é muito comum e começa bem cedo na nossa vida: é interpretando o choro dos bebês que as mães sabem se é dor, fome, sono ou se ele está apenas querendo colo. Normalmente, para que ela se instale, é preciso uma convivência intensa, mesmo que seja por pouco tempo.

 

Porém, mesmo com uma grande sintonia, não é possível garantir sempre que a mensagem seja captada corretamente. No caso meu e de minhas primas, às vezes era necessário utilizar gestos ou articular exageradamente as palavras sem emitir som.

 

Isso vale também para quando queremos nos expressar usando palavras. A questão é que a gente, vez por outra, esquece que cada um tem seu próprio padrão de comunicação e interpretação da realidade. Além disso, como nosso pensamento é muito mais rápido do que a nossa comunicação verbal, podemos falar algo diferente da ideia formada no nosso cérebro. Eu já me peguei completando frases que eu só iniciei no pensamento. Tipo: “Você não acha?”. E, como eu não havia dito nada antes, a pessoa ficava olhando pra mim sem entender nada...

 

Se já não bastasse essas possibilidades de ruído citadas, mesmo sem notar, nós costumamos omitir informações (deixamos de lado elementos importantes), generalizamos (fazemos uma experiência tornar-se referência para todas as outras) e até distorcemos (mudamos, julgamos ou pressupomos pensamentos e ações dos outros).

 

Um exemplo bem simples do que falei acima: se disser “Ah, estou muito confusa”, há uma omissão, uma vez que não falamos em relação a que estamos confusas. Se for “Eu sempre falo desse jeito”, estamos fazendo uma generalização que detectamos também ao ouvir um jamais, sempre, todos, tudo... E se falar “Ela não me ligou... está chateada comigo”, é uma distorção, pois uma coisa não significa necessariamente a outra.

 

E são tantos os exemplos de frases que não nos deixam receber a mensagem por completo... Senão, vejamos: “Estou com um sentimento ruim”, “Fico deprimido com isso”, “Estou consciente do problema que causei”, “Ela me detesta”, “Eu disse que ia tentar”, “Essa ideia foi a pior”, “Tenho que ir logo”, “Isso não é possível”, “Ele só faz isso só pra me chatear”... Mas esta é a que mais escuto: “É óbvio!”.

 

Quantas vezes ouvimos frases como essas? E quantas vezes também nos pegamos falando assim? Aí, quando surgem os conflitos, não sabemos o motivo... Pode ser falha na comunicação! Por isso, é bom prestarmos atenção à forma de nos comunicar, inclusive com o nosso corpo: o corpo fala e, muitas vezes, desmente o que as palavras dizem... E é sempre bom recordar o velho guerreiro, Chacrinha, que dizia: “Quem não se comunica, se trumbica!”.

 

Por falar em forma de se comunicar, lembrei da piada que terminou gerando um bordão: Certa vez, o Zorro cavalgava por um desfiladeiro ao lado do seu fiel companheiro, o índio Tonto. De repente, muitos comanches surgiram diante deles. “Comanches à frente, Tonto”, disse Zorro. “Vamos pegar o desvio”, completou. E assim os dois fizeram. Cavalgaram mais um pouco e avistaram uma nova fileira de comanches. Diante do inevitável, Zorro comentou: “Problema, Tonto, nós estamos cercados!”. Tonto, sabiamente, perguntou: “Nós quem, cara pálida?”.

 

A piada foi só pra lembrar: A partir de agora, quando alguém disser que algo “É obvio”, reflita: “Obvio para quem, cara pálida?”. Se não for para você, questione e tire suas dúvidas antes de concordar ou discordar.

 


O tempo vale ouro

Minha família sempre foi musical: minha mãe tocava violino, acordeom, bandolim e pandeiro (os dois últimos até hoje) e meus irmãos, Carlos e Elder, fundaram com os amigos a banda “Black White” que tinha como empresário o ex-Ministro dos Transportes João Henrique de Almeida Sousa, mas que foi desativada por ordem de meu pai, Cleanto Jales. Para ele, música era só diversão, não profissão.

 

A banda se desfez, mas o grupo sempre se reunia na nossa casa da Rua da Estrela para tocar. No repertório, muito Fevers, Renato e seus Blue Caps e Beatles. Era também época dos festivais e lembro que eles curtiam muito a música de Geraldo Vandré que só ficou em segundo lugar no III Festival Internacional da Canção, mas se tornou um hino de resistência do movimento civil e estudantil que fazia oposição à ditadura militar: “Pra não dizer que não falei das flores”. E assim, desde pequena, aprendi “Que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer".

 

Cresci reforçando a ideia de que “tempo é ouro” e qualquer possibilidade de deixar as coisas terem um fluxo mais lento me soava como preguiça, falta de vontade, desleixo... E quando fui trabalhar nas emissoras de TV (Timon e Clube), a coisa só piorou: lá eu aprendi que o minuto que deixamos de levar algo ao ar é perdido, sem possibilidade de retorno.

 

Foi sempre assim: numa ânsia de aproveitar bem o meu tempo, minha mente não para, e eu fazia de tudo um pouco... a ponto de parecer que meu dia tinha mais do que 24 horas.

 

O humorista e jornalista João Cláudio Moreno, aproveitando essa deixa, até dizia: “Todo mundo se ressente que o tempo urge, que o tempo está passando mais depressa, que um dia com 24 horas não é suficiente para nossas tarefas mais corriqueiras. Tem gente mesmo que chega a perguntar: Onde a gente compra um dia com 30 horas? Eu digo sempre: Nem adianta procurar. A Suzane Jales já comprou todos!”. E registrou isso num depoimento que foi publicado no meu livro “JOÃO – Um olhar sobre a produção”.

 

Entretanto, eu descobri que, mais do que prudente, muitas vezes é extremamente necessário deixar o rio da nossa existência correr no seu ritmo, sem interferir nesse processo... Aí vi a importância de me desapegar do tempo e viver fazendo as coisas mais lentamente ou apenas me permitindo não fazer absolutamente nada sem sentir culpa. Dá pra imaginar como tem sido isso para mim? Um longo, lento e necessário aprendizado!

 

Nesse processo, deparei-me com uma historinha que divido com vocês... Quem sabe possa ser útil para alguém?

 

Era uma vez um menino e seu avô que viajavam a pé por uma estrada carroçal. A água que eles levavam já havia acabado e o sol estava muito quente. De repente, eles avistaram um riacho um pouco mais adiante. O menino saiu correndo em disparada, mas quando ele estava chegando perto do riacho, uma carruagem passou pela beirinha, mexendo na água e trazendo para a superfície folhas, gravetos e muita sujeira.

O menino olhou decepcionado e voltou dizendo para o avô que não dava para beber, pois a água estava muito suja. O avô então pediu que ele tivesse paciência e aguardasse um pouco mais para ver como ela ficaria. Chateado e com muita sede, o menino não quis esperar muito: correu novamente até o riacho e voltou dizendo que a água estava mesmo turva.

 

O avô disse-lhe, então: “Sabe, meu netinho, em algumas situações, como essa, só nos resta confiar que a sujeira vai baixar para, depois, beber a água. Não há o que possamos fazer... a não ser esperar”.



Vendo nossas sombras

Anos atrás, quando iniciei o primeiro curso de Programação Neurolinguística (PNL), senti-me como se tivesse instalado no meu peito um telescópio com a lente voltada para dentro. À medida que avançava nos cinco módulos do Practitioner, fui aprendendo a usar ferramentas importantíssimas para movimentar, regular e ler o que conseguia ver através desse telescópio.

 

Há poucos dias, comecei a fazer o PNL Master pelo módulo Integração – uma nomenclatura adotada pela Iluminatta Brasil que tem tudo a ver com a visão do todo que se busca. Nesta fase, de forma sistêmica, passamos a observar as conexões e a fazer um ajuste ainda mais preciso nas lentes, como um trabalho de sintonia fina. Com isso, pudemos ver não apenas as partes que a luz nos permite, mas também acessar as sombras.

 

Funciona mais ou menos assim: você aprende a ampliar enormemente a sua percepção e, com isso, começa a perceber melhor o que te rodeia e a encontrar-se com uma parte sua que a consciência havia escondido bem escondidinha.

 

É uma experiência única: não tenho palavras para definir o que se passou. Acho mesmo que só experimentando para ver, ouvir e sentir...

 

Se você tiver o interesse em dar um passo nesse caminho, peço que pare alguns minutos e analise, com muita sinceridade, a forma que você está lidando com coisas importantes da sua vida como carreira, sonhos, projetos e relacionamentos. O que você vem fazendo te aproxima ou afasta deles?

 

Se procurar bem no fundo do fundo do fundo de suas ações, talvez você se surpreenda ao descobrir que, muitas vezes, pode estar jogando milho e ao mesmo tempo dizendo “xô, galinha”...


Dá pra ter paz assim?

Uma amiga desabafou comigo que sua vida estava um caos: o trabalho estava levando-a à exaustão, seu carro estava quebrado, ela tinha problemas com o filho e seu relacionamento não estava lá um céu de brigadeiro. “Assim não dá pra se ter paz!”, disse-me.

 

Eu lembrei, então, uma história que ouvi há algum tempo atrás: Um rei de uma terra muito, muito distante estava enfrentando sérias dificuldades com guerras explodindo por toda a região. Algumas eram lutas pequenas, dentro do próprio reino; outras eram maiores e envolviam nômades e grupos rivais, que atacavam sem dó.

 

O rei estava desolado... Ele sabia que precisava se concentrar para poder tomar as decisões certas, mas ele não conseguia ter um momento de sossego, num local que pudesse buscar o equilíbrio que precisava.

 

O rei foi aconselhado a criar um ambiente propício que lhe remetesse à serenidade que tanto necessitava, e ordenou que o arquiteto real ambientasse esse local, o que foi feito imediatamente. O rei foi conferir e achou que ainda faltava algo. “Um quadro que me remeta à paz.. É isso o que eu preciso aqui!”, disse o rei.

 

Rapidamente, foram convocados os melhores artistas do reino para que pintassem um quadro representativo da paz perfeita. O rei, pessoalmente, escolheria um deles. O alvoroço foi total. Cada um queria a honra de ter uma obra exposta no palácio real.

 

Na hora marcada, o rei entrou no grande salão e começou a ver os trabalhos feitos: um retratava um campo florido; um outro trazia borboletas que bailavam no ar; tinha um com uma belíssima praia com palmeiras ao vento; outro, ainda, mostrava pássaros voando num céu azul de tirar o fôlego; havia um com um lago de águas cristalinas refletindo as montanhas; e o quadro bem do final mostrava um grande rochedo sendo chicoteado com violência pelas ondas do mar em meio a uma tempestade estrondosa, com muitos relâmpagos.

 

O rei parou totalmente abismado na frente desse último e exclamou: “É este o quadro que quero!”.

 

Todos ficaram pasmos. Um dos pintores não se conteve e perguntou: “Desculpe nossa ignorância, mas com tantos quadros belíssimos, por que vossa majestade escolheu exatamente esse, que demonstra tanta brutalidade?

 

Com uma grande sabedoria no olhar, o rei disse-lhes: “Vocês notaram que, apesar das agressões das ondas e da grande tempestade, numa das fendas dessa montanha de rocha existe um arbusto crescendo e que, neste arbusto, encontra-se um ninho onde podemos ver um passarinho com seus filhotes dormindo calmamente?

 

Alguns artistas se aproximaram mais do quadro e viram os pássaros, mas, ainda assim, ficaram com uma cara de quem não estava entendendo nada...

 

Com um sorriso compreensivo, o rei falou: “Senhores, a paz, a verdadeira paz, é um estado de espírito. Paz não é estar num lugar sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz é, apesar de estar no meio da tormenta, ainda permanecer calmo no nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz: se a nossa consciência está tranquila, tudo à nossa volta pode estar em revolução que conseguiremos manter a nossa serenidade”.



Prazeres simples para mentes simples

Betty caminhava apressada pelo saguão do aeroporto. Faltavam poucos minutos para o encerramento do check in, mas, ainda assim, ela observou o belíssimo colar que uma senhora usava. Parou em frente a ela, virou-se e comentou: “Que belo colar!”. Já ia voltando a caminhar, quando a mulher respondeu, segurando, orgulhosa, o colar: “É mesmo lindo, não é?”. As duas deram, então, uma boa risada. Betty continuou rumo ao balcão da companhia e a mulher ficou ali, feliz. Ambas viveram um momento único e que, provavelmente, jamais ocorrerá entre as duas... mas que elas não deixaram passar em branco!

 

A história acima é verdadeira e a protagonista é Betty Alice Erickson, filha do brilhante Milton Erickson (aquele que desenvolveu uma forma revolucionária de hipnose que ficou conhecida com o seu nome: Hipnose Ericksoniana). Ela é psicoterapeuta com mais de 20 anos de prática e possui décadas de experiência em hipnose – começou servindo de sujeito de demonstração para seu pai, nos anos de 1950.

 

Em sua última estada no Brasil, durante um curso promovido pelo ACT Institute, Betty Erickson contou para um pequeno grupo de pessoas – do qual eu tive a honra de participar – histórias e estratégias criadas por seu pai e que nos levam a uma vida mais eficaz.

 

Uma delas foi demonstrada no fato ocorrido no aeroporto: lembrar à nossa mente inconsciente o que de bom acontece no nosso cotidiano. Para isso, informa, é importante notar, vibrar e/ou comemorar cada pequena alegria que desfrutamos. “Prazeres simples para mentes simples”, diz ela.

 

Assim, ela festejou quando degustou tapioca com queijo no apartamento do Eduardo Trigo (diretor do ACT Institute), vibrou quando passou por 3 sinais verdes seguidos e alegrou-se com um hambúrguer que comeu no jantar em São Paulo: “É um dos melhores que já provei!”.

 

Mesmo sabendo que Betty Erickson é americana (lá, praticamente todos amam hambúrguer), eu fiquei surpresa com a sua simplicidade e pude conferir de perto como essa tática faz mesmo uma grande diferença.

 

Mas, segundo ela, é importante se conectar na hora, quando o sentimento de prazer se instala. Depois, ele já não terá a mesma força ou, pior, podemos perder a oportunidade de nos alegrar. E nos lembrou que “uma avalanche é feita de pequenos flocos de neve”.

 

Além disso, deixou claro que, quando tiver outra pessoa envolvida, essa interação é um risco que corremos. No caso da história do colar, por exemplo, a senhora podia ter falado algo desagradável ou simplesmente ignorado o elogio. Ainda assim, ela (e eu também) acredita que vale a pena nos dar essa chance, já que correr riscos faz parte de nossa evolução.

 

E aí eu lembro de um texto de Sêneca, orador romano:

Rir é correr o risco de parecer tolo.

Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.

Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.

Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas

Amar é correr o risco de não ser correspondido.

Viver é correr o risco de morrer.

Confiar é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada.

Há pessoas que não correm nenhum risco, não faz nada, não têm nada e não são nada.

Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem .

Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.”

Somente a pessoa que corre riscos é livre.”



Stephen Paul Adler, Suzane Jales e Betty Erickson

Uma nova moldura

Uma das lembranças de quando eu era criança e morava na antiga Rua da Estrela, em Teresina, é a imagem de meu pai lendo um livro do FBI e minha mãe, um romance da Barbara Cartland. E como eles nos incentivavam à leitura!

 

Remexendo na memória, lembro que dois dos primeiros livros que eu li marcaram minha vida: O Pequeno Príncipe (de Saint-Exupéry) e Pollyanna (de Eleanor Porter).

 

O primeiro é um clássico sobre amor e amizade. Frases como “Só se vê com o coração. O Essencial é invisível aos olhos”, Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas” e Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante passaram a nortear meus relacionamentos.

 

Mas foi com a pequena Pollyanna Whittier que eu me identifiquei de imediato. O livro conta a história da simpática órfã, de personalidade radiante e alma sincera, que vai viver com sua tia, Paulina. Ela aprendeu com seu pai, um missionário pobre, uma filosofia de vida que procura em tudo que acontece algum motivo para ficar alegre, e que ela chamou de “jogo do contente”.

 

Achei aquilo fantástico. Eu queria ser como a Pollyanna! Procurei, então, incorporar o jogo do contente na minha vida. Algumas vezes dava certo, outras tantas não. Eu não sabia o que estava fazendo de “errado”, já que com a personagem era tão fácil... Como sou persistente, continuei tentando.

 

Tempos depois, ouvi de um amigo a história de um sábio que foi visitar um lugarejo. A comunidade preparou-se para recebê-lo e tudo estava impecável nos locais por onde ele passaria. Só que o convidado decidiu percorrer as vielas da cidadezinha. Isso preocupou os moradores e eles enviaram um homem à frente para ir arrumando o que fosse preciso. Porém, ele retornou logo, apreensivo, informando que, um pouco adiante, havia um cachorro morto, já em estado de putrefação, e era impossível removê-lo e acabar com o mau cheiro a tempo. Os anfitriões, então, resolveram persuadir o visitante para que ele não seguisse pelo caminho escolhido, porém não conseguiram. Ao chegar onde estava o animal morto, o sábio parou e ficou observando-o. Os moradores já se preparavam para ouvir um péssimo comentário, quando o mesmo falou: “Como este cachorro tinha os dentes lindos!”.

 

Fiquei pensando sobre isso e... bingo! Não era preciso necessariamente “ficar contente”, mas apenas se per­mitir ver ou­tros pontos além da­quele que foi escancarado pela si­tu­ação ad­versa. Já que não é possível mudar o que nos afetou, podemos alterar o sentimento vindo daí e que desequilibra nossa energia. Não como Jó Joaquim, personagem de Guimarães Rosa em Desenredo, que toma o passado como plástico e o molda. Não há mudança no passado, apenas passamos a ter novas percepções dele. É como pegar um quadro com uma cercadura que você não gosta e colocar uma nova moldura. O quadro é o mesmo, mas você passa a ter uma visão diferente dele.

 

Através dos cursos de Programação Neurolinguística (PNL) e Hipnose Ericksoniana, aprendi que isso tem nome – ressignificação ou reenquadramento – e técnicas para facilitar o processo, que, de uma forma bem simplificada, é observar a questão “do lado de fora”, como se fôssemos ex­pec­tadores. Assim, longe do “olho do furacão”, é possível que apareça alguma nuance ou um novo ponto que não havíamos visto.

 

Agir dessa forma ajuda a po­ten­ci­a­lizar nossa ca­pa­ci­dade de su­pe­ração em mo­mentos desfavoráveis e a escolher como vamos nos sentir em relação a eles. E isso faz toda a diferença! Até aquela situação sem saída co­meça a mostrar que tem al­gumas frestas que podem se transformar em portas e janelas.

 

Infelizmente, não é sempre fácil agir dessa forma, especialmente no começo. Algumas questões eu levei anos para reenquadrar, mas é um caminho viável, com êxito comprovado.  E lembro o que nos disse o escritor Orison Swett Marden: “O início de um hábito é como um fio invisível, mas a cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende, de forma irremediável, no pensamento e ação”.



Onde está a minha felicidade?

Começo este artigo fazendo uma confissão: usei no texto anterior o termo “felicidade plena” com a intenção de provocar mesmo. Eu imaginei (e torci para) que pudesse dar bochicho e, claro, um bom tema para um novo artigo. Por isso, parafraseando o talentoso jornalista Francisco Magalhães, quero agradecer aos meus 3 ou 4 leitores que o repercutiram, seja por e-mail, seja no facebook.

 

Diferente do filme de Carlos Alberto Riccelli e Bruna Lombardi (que tem cenas gravadas no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí), no título, eu não perguntei “Onde está a felicidade?”, mas “Onde está a minha felicidade?”, porque este é um conceito abstrato, subjetivo e absolutamente pessoal.

 

Cada um de nós criou – ou idealizou – a felicidade segundo o nosso mapa de mundo e, por isso mesmo, ela é diferente, dependendo de cada pessoa. Em termos gerais, nossos padrões ocidentais nos levam a procurar a felicidade fora de nós, enquanto os orientais a veem no nosso interior. Vamos divagar mais sobre isso...

 

Há pessoas que se consideram felizes sem ter praticamente coisa nenhuma, enquanto outras são infelizes, mesmo possuindo quase tudo. E, mesmo sabendo que é delicado falar sobre momentos difíceis que enfrentamos, já que a dor só é entendida por quem a sente, conheço pessoas que acreditam que doenças, sofrimento e tristeza não signifiquem infelicidade. Elas encaram de forma positiva as experiências pelas quais passam e dizem que tudo serve de estrutura para seu espírito... E isso é uma verdade para elas!

 

Onde está, então, o “X” da questão? Charles Chaplin dá uma pista: "Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade".

 

A grande resposta é que a felicidade está onde nós a colocamos... e que pode ser num local inacessível! Por exemplo: quem achar que só será feliz quando não tiver problemas nem passar por dores e tristezas está fadado a ser infeliz, a condicionar a felicidade a meros momentos ou dizer que ela não existe.

 

Eu prefiro acreditar (e essa minha crença, ao contrário de ser limitadora, é potencializadora) que dores, problemas, sofrimentos, tristezas e alegrias são como as ondas: vêm e vão. Mas o mar continua lá!

 

Isso posto, vamos à questão da “felicidade plena”.

 

Durante um curso que fiz, o professor propôs uma dinâmica: ele dava um comando e todos nós tínhamos que nos movimentar e formar o número solicitado por ele, cada vez num menor tempo possível. E assim ele foi chamando: 2, 9, 8, 5, 7. Íamos diminuindo nosso tempo cada vez mais e melhorando nossa performance até que ele pediu um “8 perfeito”... Foi um desastre: nós simplesmente levamos mais do triplo do tempo que havíamos gasto no primeiro número. Nossa cabeça deu um nó: tivemos primeiro que ficar imaginando o que era um 8 perfeito antes de começar a agir e ficamos “corrigindo”, achando que ainda não tínhamos conseguido, que não estava perfeito...

 

Fazendo um paralelo, eu pergunto: qual a diferença de felicidade para “felicidade plena”? Felicidade pode ser “medida”, como fazemos com a alegria e tristeza (essas, sim, têm grandes, pequenas, passageiras, etc.)? Ou ela é um “estado” como a gravidez, que você tem ou não tem (nunca ouvi alguém dizer que está ligeiramente grávida)?

 

Como cada um de nós é um ser único, não existe uma fórmula que sirva para todos e isso tem som de música para meus ouvidos... Que bom que somos diferentes: é essa diversidade que torna a vida empolgante. É por isso que cada um precisa escolher o seu próprio caminho e o seu jeito de caminhar...

 

E você? Já pensou sobre onde está colocando a sua felicidade e no que tem feito para conquistá-la?

 

P.S.: Se você pensa em perguntar, eu respondo: sim, eu sou uma pessoa feliz!



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