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Suzane Jales

Refletindo sobre mudanças e transformações interiores

Quando sentei em frente ao computador para escrever e compartilhar minhas reflexões com você, lembrei-me de quando, anos atrás, estava escrevendo a biografia de Dom Miguel Fenelon Câmara, que foi arcebispo de minha cidade, e fiz algumas entrevistas com ele.

Em uma dessas entrevistas, eu perguntei sobre suas impressões a cerca de outros grandes líderes religiosos, de modo especial, o Dalai Lama. Ele, então, falou do respeito que tinha por todos aqueles que trabalham para que as pessoas vivam em paz, façam o bem e sejam generosas, independente da religião que possuem.

Achei perfeito, pois é assim que eu também sinto. Mas, confesso, foi uma surpresa ouvir isso de um arcebispo da igreja católica. Acho que imaginei outro tipo de resposta que nem ouso dizer…

Essa história veio à minha memória por um motivo especial: não é que eu estava estudando um pouco sobre essa minha ânsia de trabalhar na construção de um mundo melhor (e, muitas vezes, acho que estou fazendo pouco), quando me deparei exatamente com dois pensamentos de Dalai Lama?

No primeiro, ele disse: “Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Essas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto”.

No segundo, falou o seguinte: “É muito melhor perceber um defeito em si mesmo, do que dezenas no outro, pois o seu defeito você pode mudar… Antes de sair apontando o dedo para os defeitos alheios, saiba reconhecer as suas falhas e tente corrigi-las. É muito fácil criticar os outros, mas assumir os seus próprios defeitos pode ser um dos principais desafios da sua vida! E nunca esqueça, os defeitos dos outros não dependem de você, os seus, sim!”

Com isso, minha reflexão ampliou-se: a busca do autoconhecimento é contínua. Precisamos estar atentos ao que mudou no nosso interior e checar como podemos nos aperfeiçoar dentro da nova realidade que se descortina a cada dia…

Muitas perguntas passaram a ecoar dentro de mim… e lhe convido a também fazer essa reflexão comigo.

Será que estou tão preocupada com o exterior e esquecendo-me do que vem se passando no meu interior? Mais: o que estou fazendo para melhorar as coisas dentro da minha própria família?

Essa última pergunta teve muito a ver com o fato de termos reunidos nossos parentes na última semana para comemorar os 94 anos de minha mãe, Miriam. E quando se junta todo mundo é uma ótima oportunidade para se observar como, mesmo sendo da mesma família, as pessoas são tão diferentes…

A essas alturas, meu pensamento voou e percorri algumas cenas que vivi. De modo especial lembrei-me de um fato que aconteceu com meu pai, Cleanto Jales, e meu irmão mais velho, Carlos Roberto, ambos falecidos e que deixaram uma enorme saudade. Carlos, sempre muito correto, era candidato a prefeito de uma pequena cidade do interior do meu estado. Ele havia ficado muito chateado com a atitude de uma adversária e foi contar para o papai. O patriarca da nossa família pensou um pouco e deu um veredito que não era exatamente o que nós esperávamos: “É… fico aqui imaginando que, se eu estivesse no lugar dela, será que não faria do mesmo jeito?”.

Pois é… Quantas vezes nós criticamos a ação de uma pessoa, sem ter feito um esforço para entender seu “Mapa de Mundo”? Quantas vezes, estando em seu lugar – e com a carga das experiências que ela teve/viveu – não faria da mesma forma ou talvez até pior?

Quantas vezes nos lamentamos de algo que está acontecendo e que não podemos controlar e esquecemos de agir nas coisas que estão ao nosso alcance?

Não é brinquedo, não! O mundo muda, as pessoas mudam… E nós? Estamos abertos a essas mudanças, sobretudo em nosso interior? O que estamos fazendo a respeito?

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach

Dica para manter a serenidade quando as coisas vão mal

Para mim, a semana que passou foi uma loucura, daquelas que é difícil ter tranquilidade por alguns minutos…

Primeiro, descobri que havia goteira no meu escritório (e tem chovido muuuuito na minha cidade). Então, o início da semana foi um tal de afasta móveis, coloca os livros que molharam para secar, contrata serviço, compra telha, limpa tudo… aff!

Quando pensei que teria sossego, veio, literalmente, o golpe: meu celular ficou mudo, minha conta do banco foi hackeada e levaram praticamente tudo dela.

Foi a vez de ir na agência para conferir o furto, prepara documento, ir às delegacias (fui a três), resgatar o chip, formatar o celular, baixar de novo os aplicativos que tinha… Pense num sufoco! E olhe que eu já estava cansada com os primeiros problemas… e tive que enfrentar mais perrengues.

Como eu disse para as pessoas que participam do projeto Coaching de Bolso, a tendência foi ficar no maior baixo astral. para evitar isso, primeiro eu usei uma técnica de PNL para mudar esse estado. Depois, lembrei de um ensinamento que recebi em um curso e que gerou um vídeo que está lá no meu canal do YouTube: Topou? Vigia!

É uma dica super legal para que a gente não se deixe levar pelos nossos pensamentos quando acontece algo negativo inesperado e encontre a serenidade que precisa para resolver o que precisa. Foi o meu caso na semana que passou.

E é esse vídeo de 2015 que eu lhe convido a assistir, Assim você já fica com uma informação preciosa nas mãos (para mim vale ouro e uso sempre que necessário). Confira aqui:

Ah, se você quiser a técnica de PNL que falei (e que enviei para a turma do Coaching de Bolso que acompanhou meu último perrengue), é só me informar enviando um e-mail para contato@suzanejales.com.br.

É isso! Que venham dias melhores!

Beijos mil e até o próximo.

Suzane Jales
sua coach

Atitudes que controlam a ansiedade

Nesse artigo, fechamos o assunto sobre a ansiedade (até aparecerem novidades sobre o tema). Nele, quero compartilhar com você atitudes que ajudam a controlar esse mal do século e também mais uma técnica da PNL que vai lhe ajudar nessa tarefa.

Primeiro, veja algumas importantes atitudes que você pode implementar na sua vida:

  1. Estabelecer prioridades

Quantas vezes não tivemos a tendência de fazer tudo ao mesmo tempo como se as coisas tivessem a mesma importância? Pois é… Só que, com isso, existe a tendência de fazer algumas delas mal feitas, em função do tempo que tivemos para realizá-la. Outras, nem conseguimos fazer… O resultado é mais ansiedade.

Assim, avalie todas o que você tem para fazer e escolha as de maior importância para desenvolver primeiro. Isso vai lhe ajudar a organizar melhor seu dia.

  1. Treinar a sua assertividade

Essa eu aprendi há tempos: Em situações de pressão temos três escolhas de resposta/ação: a assertiva, a passiva e a agressiva. A resposta agressiva provoca a liberação de substâncias que fazem mal ao seu organismo. A passividade faz com que seu corpo retenha adrenalina, gerando dores musculares. Já expressar sua insatisfação de forma controlada, diminuirá as fontes de estresse e resolverá as situações com mais inteligência. Isso é ser assertivo.

É preciso treinar para ser assertivo. Vamos lá?

  1. Não alimentar sentimentos negativos

Ficar remoendo sentimentos negativos e fatos ruins que aconteceram pode nos levar ao ressentimento e isso leva ao estresse, além de ser uma fonte de doenças.

Tem uma técnica da PNL que é bem legal para nos ajudar nessa tarefa: Escolha uma lembrança que lhe faz sentir bem e guarde como uma “âncora” que você pode usar quando precisar… Assim, quando algum sentimento negativo chegar, procure desviar seu pensamento para  sua âncora e preencha sua mente com essa lembrança agradável.

Isso pode parecer difícil no começo, mas, com a prática, você vai notar que se tornará cada vez mais rápido e eficaz.

  1. Procurar ver a vida sob um ângulo mais positivo

Tem muita gente que só pensa nas possibilidades negativas em qualquer situação… Não se permita ser assim. Lembre-se que, para tudo, existem pelo menos duas possibilidades: o sucesso e o fracasso. Então, que tal focar no sucesso do que vai fazer?

Para isso, escolha sempre pensar primeiro nas possibilidades positivas de suas ações. Isso lhe fará ver o mundo com mais esperança.

É claro que isso não elimina o planejamento para se evitar as possibilidades de problemas que podem acontecer… mas o foco é sempre no sucesso, legal?

  1. Abandonar a ideia de perfeição

No Coaching, trabalhamos para que você despertar a melhor versão de si mesmo a cada novo desafio! Mas, muitas vezes, recebemos cobranças para sermos perfeitos… e parte dessa cobrança vem de nós mesmos. Só que a gente sabe que perfeição não existe.

Assim, quando há essa cobrança da perfeição, podemos nos sentir ansiosos, frustrados e culpados sempre que não a atingimos. E tudo isso é um grande veneno, que nós mesmos estamos fabricando e tomando.

Então, cobre-se menos e permita-se falhar.

  1. Procurar frequentar ambientes alegres e agradáveis

Pense um pouco: como você se sente em ambientes alegres e agradáveis? Isso lhe afeta positivamente seu estado interior?

Veja bem: você não precisa fugir dos lugares onde tem que estar, mas, sempre que puder escolher, vá a lugares que lhe tragam boas energias e algum tipo de motivação. Isso será como um remédio contra a ansiedade. Simples assim!

  1. Começar a observar as coisas boas ao seu redor

Há quanto tempo você não observa as coisas boas que tem ao seu redor? Há quanto tempo você não passeia na praia ou no campo, não assiste ao pôr do sol, não observa o céu, a lua e as estrelas?

Muitas vezes esquecemos de aproveitar essas coisas que temos à nossa volta e que possam nos inspirar a ter sensações positivas e agradáveis. Fazer isso vez por outra vai lhe ajudar a mandar a ansiedade bem pra longe…

  1. Sorrir e dar gargalhadas

Lembra da expressão “rir é o melhor remédio” da Reades’s Digest? Pois o Dr. Madan Kataria fundou na Índia o “Clube do Riso” e começou uma revolução de risos e gargalhadas que está se difundindo por todo o mundo.

É assim que ele definiu o seu método: “Em suma, o yoga do riso é uma combinação de autoindução de riso, exercícios de yoga, respiração e exercícios de alongamento. Com um pouco de diversão se transformam em riso verdadeiro. O nosso corpo produz uma resposta semelhante à que temos de riso espontâneo”.

Então, que tal sorrir e dar gargalhada mais vezes? Eu, por exemplo, assisto pelo menos uma comédia por semana. Amo!

Ah, isso não vai mudar radicalmente a sua vida, mas, sem dúvida, ela lhe parecerá muito melhor, mais leve e sem alto grau de ansiedade.

  1. Meditar regularmente

Quem medita de forma regular, lida melhor com a ansiedade e o estresse do dia a dia, dentre outras dezenas de benefícios.

Um estudo, feito em 2014, na Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, foi mais um a dar aval científico à pratica da meditação: de acordo com o trabalho, meditar durante 30 minutos todos os dias ajuda a aliviar sintomas da ansiedade, depressão e dores crônicas.

Veja aqui um passo a passo para quem ainda não sabe/não consegue meditar:

  1. Sente-se no chão com a coluna ereta pois assim irá respirar melhor. Se conseguir, cruze as penas. Mas o importante é que você fique tranquila. Se o seu corpo ficar calmo, sua mente também ficará.
  2. Coloque uma mão em cima da outra, com as palmas para cima e os polegares unidos. Você ficará mais receptiva e aberta a energias positivas.
  3. Mantenha os olhos semicerrados (não freche completamente) e voltados para baixo, fixo em um ponto. Isso irá ajudá-la a fugir dos problemas e livrar seus pensamentos do que a está preocupando.
  4. Estipule um tempo para meditar. Comece devagar (tipo 5 minutos, por exemplo) e, à medida que se sentir confortável, vá aumentando esse tempo.
  5. Comece a meditar observando a sua respiração. Assim, seus pensamentos se voltam para a respiração.
  6. Quando ficar inquieta, volte a observar a sua respiração. Assim, você acalma os pensamentos e esquece um pouco os problemas.
  7. Não “brigue” com o pensamento que surgir. Apenas não foque nele. Deixe que venha e que vá embora.
  8. Finalize a meditação unindo as mãos, como se fossem rezar, e ande lentamente em círculos. Isso ajuda a reforçar o foco nos seus objetivos imediatos.
  9. Por fim, agradeça pela meditação feita. Gratidão é tudo!

É importante criar o hábito de meditar todos os dias. Para isso, é preciso persistir. Esqueça essa história de 21 dias: é preciso 100 dias para criar um novo hábito.

Descobri isso ao fazer estudos para definir o tempo ideal do meu Programa de Coaching Online. Por isso ele tem um tempo mínimo de 100 dias.

………………

Agora, que tal fechar com mais uma técnica de Programação Neurolinguística para lhe ajudar no combate a ansiedade?

  1. Quando se sentir ansioso(a), vá para um local que tenha uma pia (banheiro, lavabo ou cozinha, por exemplo).
  2. Chegando lá, pare um pouco, observe a sua respiração e imagine toda a sua ansiedade como uma bola de energia à sua frente. Se possível, imagine uma cor, um formato e até um peso para essa energia.
  3. Estique os braços e pegue essa bola com suas mãos. Observe-a em suas mãos.
  4. Depois, lave as mãos com agua corrente e fria e sinta essa energia se desgrudando se sua mão.
  5. Visualize suas mãos limpas.
  6. Pode ser que, neste momento, ainda exista um pouco da energia e/ou que ela tenha mudado de cor, formato e peso. Neste caso, repita o exercício até que não sobre nada dela.
  7. Faça esse exercício quantas vezes forem necessárias até sentir que a sensação física de ansiedade tenha passado.

É isso!

Quando fizer o exercício, conte para mim como foi para você.

Beijos mil e até o próximo!

 

P.S.: Lembro que tenho um minicurso que custa só R$ 37,00 (que podem ser divididos em até 4X no cartão) e que ensina como combater a ansiedade usando a EFT (Emotional Freedom Techniques – técnica de libertação emocional). Uma técnica simples, que você já pode começar a fazer agora mesmo.

O curso é 100% online: São dois vídeos + áudio desses vídeos + Bônus: E-book Viva em Paz. Confira AQUI os detalhes.

Técnicas simples para combater a ansiedade

Quem tem ansiedade, sabe bem o que é conviver com sintomas como irritação, angústia, tensão constante, nervosismo, dificuldade de concentração, preocupação excessiva, insônia, agitação, sentimentos fora de foco, dificuldade de concentração, tremor nas pálpebras, sensação de que o peito encolhe, pensamento de que tudo é negativo, perda de prazer pela vida e uma sensação de que tudo está fora de controle…

Claro que muita gente ansiosa sente só alguns desses sintomas. Mas tem pessoas que encaram todos eles…

É bom frisar que a ansiedade é um alerta de que devemos ficar atentos para alguma coisa em nossa vida. Em outras palavras: é um aviso de que alguma coisa está acontecendo e merece a nossa atenção. Então, a princípio, ela não é um transtorno.

O problema é quando esse estado esporádico, torna-se frequente. Aí o bicho pega!

Quem tem ansiedade passa a concentrar a atenção em possíveis eventos futuros, esquecendo do presente e do passado. Com isso, não consegue ter acesso aos seus recursos internos para poder usá-los de maneira eficaz. E dá em criança, adolescente, adulto, homem, mulher…

Lembro que há anos já se vem falando que a ansiedade seria o mal do século. Hoje estamos constatando que as previsões, infelizmente, estavam certas. Só para se ter uma ideia, em 1989, Beletsis já dizia que “ansiedade é um estado emocional que irá trazer mais seres humanos para tratamento psiquiátrico do que qualquer outra coisa”. Isso há 28 anos!

Pois é, mas ainda tem muita gente que não considera a ansiedade digna de preocupação, de necessidade de tratamento… Tem alguns que acham até que é “frescura”. Uma pena!

O site Como Sou? Tem um teste bem simples para conferir qual é o seu grau de ansiedade. Você pode conferir AQUI.

Ah, é comum que o ansioso tenha uma ânsia por uma solução rápida, tipo tomar um remédio que resolva. Isso está na própria natureza da ansiedade… E tem muitos casos complexos que talvez necessitem mesmo de psicoterapia e, em alguns casos, de uso de medicamento. Nesses casos, recomendo procurar ajuda externa.

Neste artigo, estamos falando de casos que sejam mais simples e que a própria pessoa possa trabalhar essa questão para, no mínimo, minimizá-la.

Então, vamos lá!

A essas alturas, talvez você já esteja até pensando nisso… Se sim, acertou: o autoconhecimento é o primeiro passo para a superação da ansiedade. Num processo de Coaching, esse é sempre o início de tudo. Nele, vai-se a questões pessoais de maneira mais profunda…

Tenho um Curso Básico de Autoconhecimento Grátis que, antes, era entregue via e-mail e que, agora, reformulado, é feito em uma área de membros especial, 100% online. Se você tiver interesse, faça sua inscrição AQUI e receba imediatamente em seu e-mail o link de acesso. É um ótimo começo!

Por estar ligada diretamente aos nossos pensamentos, podemos usar a Programação Neurolinguística (PNL) para ajudar no controle da ansiedade. A prática tem conseguido excelentes resultados em muitos casos.

Vou compartilhar aqui técnicas bem simples da PNL que uso nos processos de Coaching quando detecto que esse problema está afetando a conquista do objetivo do coachee. Experimente fazer essa sequência abaixo:

1. Identifique o gatilho que lhe faz se sentir ansioso(a)

Faça uma reflexão para descobrir em quais situações a ansiedade aparece. Depois, analise essas situações para ver o que é possível mudar, no que se refere à produção da situação que leva ao processo ansioso.

2. Faça uma Ressignificação

Ressignificar é dar um novo significado, nesse caso, aos gatilhos que disparam a ansiedade.  Talvez essa seja a fase que leve mais tempo, mas é importantíssimo para o controle desse problema. Então, é hora de encontrar o centro disparador da ansiedade e entender o que faz com que você fique ansioso(a) e mudar a sua percepção sobre ele. Pergunte-se: Porquê isso me deixa ansioso(a)? Que significado isso tem em minha vida, para me deixar assim? Que forma diferente eu tenho de ver/perceber essa situação?

3. Dissocie o padrão da ansiedade

Dissocie o padrão da ansiedade com exercícios de visualização e mentalização feitos antes de dormir e, ao levantar. Feitos nesses horários são ainda mais poderosos e eficazes. Se possível, use uma agenda para fazer as suas anotações. Pela manhã, ao levantar, pergunte-se quais são as 3 coisas mais importantes que você espera do seu dia. À noite, ao deitar, pergunte-se quais foram as 3 coisas mais importantes que você realizou no dia. Isso vai lhe ajudar a criar crenças potencializadoras ao perceber o seu dia de uma forma mais positiva.

4. Perguntas poderosas de Coaching

Faça-se sempre as perguntas poderosas de Coaching que são determinantes na mudança de estado de ansiedade: Vai resolver alguma coisa eu ficar ansioso(a) com isso? Posso mudar esta situação ou não? O que quero ao invés disso? O que eu posso fazer a respeito?

Agora é fazer o que o grande atleta João do Pulo falava sempre: treinar, treinar, treinar.

Aproveito essa oportunidade para informar que eu tenho um minicurso que ensina como combater a ansiedade, mas usando usando uma outra técnica, a EFT (Emotional Freedom Techniques – técnica de libertação emocional, também chamada de acupuntura sem agulhas).

O curso é 100% online: São dois vídeos + áudio desses vídeos + Bônus: E-book Viva em Paz. Confira AQUI os detalhes.

No próximo artigo, vou compartilhar outras técnicas de PNL para serem usadas no combate à ansiedade.

Beijos mil e até lá!

Suzane Jales
sua coach

A difícil tarefa de mudar um hábito ruim

Na semana passada, as pessoas que participam de um projeto que faço com muito carinho – o Coaching de Bolso – refletiram sobre mudança de hábito. Mas o assunto rendeu tantas perguntas, que decidi aprofundar mais nesse tema e escrever um artigo sobre isso.

Primeiro, lembro que mudar não é fácil. É só recordar que muitas das promessas de mudança que fizemos no Ano Novo não duraram nem até o Carnaval que começa esta semana… já saíram pelo ralo.

Segundo uma pesquisa americana da Universidade Duke, os hábitos estão presentes em 40% do nosso tempo. Ou seja: eles fazem parte do nosso dia a dia. São atitudes tomadas conscientemente e que podem ser mudadas, por mais difícil que pareça, e que podem ser bons ou ruins.

Isso mesmo. A gente esquece, mas existem hábitos bons. Minha mãe, por exemplo, tem o excelente hábito de fazer palavras todos os dias. E isso com quase 94 anos! Imagino que, depois disso, você deve ter lembrado de vários deles que tem...

É bom que se diga que hábitos bons podem nos ajudar a ter uma vida mais saudável, a ter mais conhecimento, a ter sucesso carreiras em nossa vida… Vamos falar neles mais a frente.

A questão é que existem hábitos ruins que podem nos limitar e impedir nossas conquistas. E são esses que talvez você considere a possibilidade de mudar.

Na reflexão do Coaching de Bolso da semana passada, a dica era clara: é importante começar aos poucos, com hábitos mais simples e a partir de metas possíveis de serem alcançadas. É fundamental também dar um prazo para conseguir isso. Nosso cérebro trabalha melhor tendo esse detalhamento.

Por exemplo: uma cliente de Coaching queria livrar-se do hábito de se empanturrar de doces em 3 meses e estabeleceu que seu primeiro passo seria diminuir a quantidade de sobremesa de uma das suas refeições. Em seguida, ela eliminou por completo as guloseimas de uma delas. Hoje, ela só come nos finais de semana. E está feliz com isso.

Se você quiser experimentar, procure ver qual será a melhor forma pra você. Esse é um caminho.

A ajuda de amigos e familiares nessa hora também é importante nesse momento, bem como manter a persistência.

Outra dica legal, é criar uma nova rotina positiva na sua vida até formar um novo hábito, só que saudável. Com isso, mesmo que que você dê uma “escorregada”, o hábito velho se torna mais controlável.

Nessa tarefa, a Programação Neurolinguística (PNL) nos ensina que devemos identificar a “intenção positiva” que esse hábito ruim traz. Pode ser proteção, aliviar a ansiedade, dar prazer, ser admirado(a)… Enfim, é buscar a “recompensa” que se ganha mantendo esse hábito.

Aí é introduzir um novo hábito com esse mesmo ganho (o da intenção positiva) para, de maneira natural, ir acontecendo a tão esperada mudança.

Lembro, ainda, o livro O Poder do Hábito (Editora Objetiva), de Charles Duhigg, que mostra algumas formas de criar novos hábitos. Um deles, parte dos quatro pontos:
– Rotina: identificar o comportamento que quer mudar.
– Recompensa: confira o que você realmente busca com esse hábito.
– Gatilho: descobrir o que desencadeia a ação do hábito e anotar os padrões que se repetem no momento anterior ao impulso da ação.
– Plano de ação: entendendo o que está por trás de um hábito, trocá-lo por outro.

Por fim, é insistir, persistir e não desistir. Em caso mais complicados, lembro que um bom processo de Coaching pode ser fundamental para conseguir essa mudança.

Por hoje é só. Beijos mil e até o próximo!

Reconexão, energia e equilíbrio

Final das férias. Sentei para escrever um texto e compartilhar com você sobre a pequena comunidade da Barra Grande, com apenas 2.500 pessoas, onde passei os últimos dias… Pensei em falar de como as pessoas de lá se mobilizaram para garantir a limpeza do local, como cuidam dos animais de rua, como se preocupam com o tipo de educação que querem para as crianças, como as mulheres buscam autoconhecimento e autoestima, como todos estão se mobilizando para ter uma vida com mais qualidade e como criaram uma rede de ajuda usando o WhatsApp, dentre outras coisas.

Mas, ao começar as primeiras frases, vi que, na verdade, eu queria mesmo era falar da experiência de reconexão comigo mesmo que tive esses dias e que podem geram algumas ideias para você.

Foram 22 dias onde eu não era a filha, a mãe, a dona de casa, a Coach, a profissional… Era apenas EU.

Não sei se acontece com você, mas no meu dia a dia, essas coisas se misturam muito. Além disso, tem sempre muito “barulho” que desvia a nossa atenção do que realmente importa, não é verdade? Sem falar que, com isso, o ambiente externo passa a nos influenciar muito mais.

Eu nunca havia passado tanto tempo vivendo uma sensação de presença absoluta. Eu fazia o que queria ou precisava fazer focada apenas no que estava fazendo: sem ansiedade, sem preocupações, sem cobranças, sem julgamentos.

Você não tem ideia de como isso foi espetacular!

E eu decidi escrever sobre isso porque, sinceramente, eu acredito que a gente precisa mesmo desse tempo para aquietar a mente e se manter em contato consigo. Essa é uma conquista pessoal e cada um deve procurar (e encontrar) a sua forma de fazer isso. No meu caso foi vendo o dia nascer e o sol se pôr; foi caminhando na beira do mar; foi ouvindo uma música que acalma o meu espírito; foi me balançando numa rede ouvindo o barulho do vento nas árvores; foi meditando…

Isso me relaxou, trouxe serenidade, me reconectou, e me deu uma grande sensação de equilíbrio. Sinto que mudou até meu ritmo (externo e interno).

Um detalhe: eu senti que estava precisando dessa reconexão e fui me preparando para que quando tivesse uma chance, eu pudesse viajar. E compartilho com você alguns desses “sinais” que me deixaram em alerta de que eu precisava desse tempo para mim:

– Eu estava me sentindo acelerada, como se estivesse “plugada” o tempo todo.

– Estava dormindo pouco e mal.

– Estava me sentindo cansada com facilidade.

– Sentia que meu humor estava oscilando com mais frequência que o normal.

– Estava com dificuldade para meditar.

– Minha intuição estava falhando muito (eu acredito muito nela).

Então, é isso. Fui em busca de mais clareza, conexão e deixar a energia fluir mais livremente na minha vida. Voltei com tudo nos seus eixos e pronta para compartilhar os aprendizados da vida com você.

Vamos que vamos!

Um almoço que me rendeu excelentes reflexões

Na minha infância, na rua da Estrela, fomos acostumados a comer rodeados de muita gente. A mesa da nossa casa era enorme, típica das fazendas, com dois bancos grandes nas laterais. Era sempre uma festa!

Levei isso para minha vida: adoro estar com os pessoas queridas às refeições, seja no almoço ou jantar.

Então, não foi novidade receber o telefonema de um amigo chamando-me para almoçar com ele… se não fosse uma frasezinha de nada no final: “Eu quero me despedir de você”.

Ok. Isso poderia até soar normal. Só que eu sei que ele está com um CA em estágio bem avançado.

A partir desse momento, e durante os 5 dias que antecederam ao encontro, eu fiquei refletindo sobre esse convite inusitado.

De cara, lembrei que uma amiga compartilhou comigo a frase de Richard Bowell: “Qual o valor de uma vida que dura por 70 ou 80 anos se nós não fizermos nada, não acrescentarmos nada, tendo só oferecido nosso tempo e permanecido próximo de casa, aderindo ao que os outros nos dizem que é prudente e seguro? Não é isso que todos tememos: viver sem deixar um traço?”.

Perfeito! Para mim, essa é mesmo uma questão central! Nossa vida precisa ter um significado maior: um propósito para que ela valha a pena ser vivida. Independente da quantidade de anos.

Esse meu amigo construiu um legado incrível, vive sua Missão todos os dias e, por isso mesmo, estava bem tranquilo para seu estado. E continuou fazendo o que gosta: reunir-se com os amigos durante uma refeição. O fato de ser uma “despedida” nem foi citado: comemos, conversamos muito e nos abraçamos no final.

Ele não sabe quanto tempo de vida tem. Mas, afinal de contas, quem sabe?

Recordo ter ouvido uma história de que Francisco de Assis, o grande missionário cristão da Idade Média, estava tratando de seu jardim, quando um amigo aproximou-se e perguntou-lhe: o que você faria se soubesse que iria morrer hoje? Na sua simplicidade, Francisco respondeu que continuaria a fazer o que estava fazendo: cuidando do meu jardim!

Esse almoço com meu amigo reascendeu a minha crença da importância de conhecer nossa Missão, de estarmos em estado de presença e fazer o que acreditamos ser importante que seja feito naquela hora, naquele momento.

Então, alguém pode até pensar que esse artigo foi sobre morte, mas, na verdade, foi sobre como viver de maneira plena,

Espero que essa história também lhe provoque uma boa reflexão sobre a sua vida. O período natalino é ideal pra isso, não é verdade?

Aproveito para lhe desejar um Feliz Natal!

Gostou? Se sim, deixe seu comentário e compartilhe com os amigos.

Beijos mil e até o próximo.

Suzane Jales
sua coach

Os perfumes que você carrega

Um amigo enviou-me um texto de Paramahansa Yogananda que ele traduziu. É a história do almiscareiro do Himalaia. Uma coisa linda que compartilho com você no final deste artigo.

Após ler, eu tive a curiosidade de checar no Google a figura desse animal, um grande desconhecido para mim… e dei de cara com o site de um biólogo onde ele nos dá uma grande aula sobre o almíscar – nome dado a um perfume obtido a partir de uma substância de forte odor, secretada por uma glândula do veado-almiscareiro (o da história que meu amigo traduziu e que é a comercializada), de outros animais, chamados de almiscadaros, como uma espécie de boi (Ovibos moschatus), de pato (Biziura lobata) e até rato (Ondatra zibethicus), dentre outros animais. Tem até em algumas plantas.

Na história do almiscareiro do Himalaia, Paramahansa Yogananda conta que ele fica saltitando por toda parte, farejando em busca da origem daquele perfume maravilhoso. Só esquece de procurar dentro de si!

No final, ele nos compara com o almiscareiro… Boa!

Pois eu lhe convido a fazer isso também, mas sob uma outra percepção. Use a sua imaginação e visualize a cena: você exalando aquele cheiro maravilhoso… e sem sentir! Assim, nem sequer ia procurar por ele.

Aqui vale uma pausa. Aprendemos lá nos bancos escolares que o sentido do olfato ajuda-nos a detectar sinal de alerta assim que entramos em contato com um cheiro diferente. É quando o sentimos mais forte, pois é um sinal do cérebro para verificarmos se este cheiro vem de algo de nosso interesse, como um possível alimento ou algum tipo de ameaça, por exemplo.

Acontece que, quando permanecemos no mesmo ambiente, sujeitos ao mesmo cheiro por um certo tempo, o cérebro entende que este cheiro não é interessante, que não iremos reagir a ele, então a sensação começa a diminuir, até mesmo para que possamos prestar atenção a novos cheiros que venham a surgir.

Você lembra de ter chegado a algum ambiente com cheiro ruim ou bom e que as pessoas que já estavam lá nem percebiam mais esse odor? É exatamente assim que acontece…

Dito isso, voltemos a sua imaginação: você exalando um perfume maravilhoso, mas, por este fazer parte do seu dia a dia, nem o sente mais.

Você deve estar se perguntando: onde ela quer chegar com essa história?

Estamos quase lá!

No curso Líder Coach – Liderança com a Filosofia do Coaching, que ministro nas empresas, tem uma hora que considero fundamental: o resgate da motivação que cada um tem dentro de si. É impressionante a surpresa que muitos têm ao descobrir dentro de si uma força fantástica, capaz de mudar a  própria vida (e ajudar a mudar o mundo, por que não?), que está lá: guardadinha, escondida em seu interior e nem se dava conta.

Isso acontece com a motivação e outras tantas coisas que você tem dentro de si e talvez já nem perceba mais… Como alguns talentos, por exemplo. É que talento é algo que se faz de maneira tão natural que, às vezes, nem percebemos que os temos.

Será que isso também não está acontecendo com você?

Você sabe os perfumes que carrega e nem percebe?

É por isso que  reforço sempre a importância do autoconhecimento. Quando você se conhecer melhor, vai descobrir tanta coisa boa dentro de si…

Tá bom: da mesma forma, vai descobrir coisas ruins. Mas isso também é bom. Afinal, nós só podemos modificar algo que sabemos existir, não é verdade? Então, de qualquer forma, conhecer-se é sempre muito bom!

E, por falar nisso, como você anda contribuindo para o seu autoconhecimento?

Ah, você pode ir além com sua reflexão: pense nas pessoas com quem se relaciona e nas coisas que tem ao seu redor… Quantas vezes você já parou para “senti-las”? Muitas vezes, só damos valor ao que temos depois que perdemos…

Essa é a nossa reflexão de hoje. Espero que você tenha gostado… Se sim, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

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O almiscareiro do Himalaia

O almíscar é uma substância de extremada fragrância, muito valiosa,  encontrada apenas numa pequena bolsa sob a pele do abdômen do almiscareiro macho, que habita as mais altas montanhas do Himalaia na Índia. De odor inebriante, brota do seu umbigo após determinada idade.  Esse perfume o excita e atrai de tal forma que passa a saltitar por toda parte, farejando em busca da sua origem embaixo das árvores e qualquer outro lugar por dias e até semanas.  Algumas vezes, por não conseguir localizá-la, acaba ficando extremamente nervoso e muito inquieto, e chega a saltar dos altos precipícios para a morte, num último e extremado esforço de encontrar a fonte daquela rara fragrância. No vale, os caçadores recolhem seu corpo e extraem a bolsa de almíscar.

Um Iluminado disse certa vez:  “Oh, tolo almiscareiro, buscastes a fragrância em todos os lugares, exceto em teu próprio corpo. Por isso não a encontrastes. Se ao menos tivesses tocado teu próprio umbigo com tuas narinas, terias encontrado o que tanto buscavas e, assim, escapado do suicídio nas rochas do vale.”

E parecem ser muitos os que se comportam como o almiscareiro. À medida que crescem, buscam pelo perfume da felicidade permanente fora de si mesmos – no jogo, nas tentações, no amor humano, e no escorregadio caminho da riqueza material – até que, finalmente, quando não conseguem mais encontrar a verdadeira felicidade, que reside escondida dentro de si mesmos, nos secretos recantos das suas próprias almas, pulam da colina da mais alta esperança ao encontro das rochas da desilusão.

Se simplesmente voltarmos nossas mentes diariamente para dentro de nós mesmos, em profunda meditação, encontraremos a fonte de toda a verdade e  felicidade eterna que existe precisamente dentro do mais profundo silêncio da nossa própria alma.

Amados buscadores!, não sejam como o almiscareiro que perece buscando a falsa felicidade, buscando no lugar errado!   Despertem! e encontrem o que buscam mergulhando na caverna da profunda contemplação.

Um guia de como viver bem

O gerontologista e professor de desenvolvimento humano na Cornell University (EUA), Karl Pillemer entrevistou cerca de 1500 pessoas com idade entre 70 e 100 anos buscando conselhos sobre como viver uma boa vida.

Os entrevistados eram pessoas mais experiências de vida e com boas visões sobre seus próprios caminhos. “Todas essas experiências lhes tornaram especialistas incríveis em como renegociar os problemas da vida”, diz Karl.

Isso gerou o livro 30 Lições para Viver – Conselhos Verdadeiros e Testados dos Americanos Mais Sábios (“30 Lessons for Living – Tried And True Advice From The Wisest Americans”). Nele, Karl Pillemer sintetiza as “lições aprendidas” em grandes temas como família, trabalho, casamento, envelhecimento, arrependimentos, entre outros.

O jornal The New York Times resumiu em poucos parágrafos algumas das lições, veja:

SOBRE OS PAIS: “As exigências da vida moderna geralmente têm um efeito negativo na vida familiar, especialmente quando os objetivos econômicos limitam o tempo que os pais passam com os filhos. O mais importante, dizem os mais velhos, é passar mais tempo com seus filhos, mesmo que você deva se sacrificar para isso. Esteja com eles nas atividades deles e faça as coisas que lhes interessam. Tempo gasto juntos permite aos pais detectar problemas e ensinar valores importantes”.

SOBRE CARREIRA: “Nenhuma pessoa em mais de mil disse que a felicidade veio de trabalhar tão duro quanto você pode pra fazer dinheiro para comprar o que você quisesse. Ao invés disso, a versão quase universal foi resumida por um ex-atleta de 83 anos que trabalhou décadas como um recrutador e técnico de esportes: ‘A coisa mais importante é estar envolvido com uma profissão que você ame absolutamente, uma que você queira ir pro trabalho todo dia’. Apesar de poder levar um tempo pra você chegar a esse trabalho ideal, você não deveria desistir de procurar pelo que lhe faz feliz. Enquanto isso, se você está preso a um trabalho ruim, tente fazer o máximo para mudar e evoluir. E tenha em mente que uma promoção pode ser honrosa e lucrativa, mas não vale a pena se te leva pra longe do que você mais gosta”.

SOBRE O CASAMENTO: “Um casamento satisfatório que dure a vida inteira é mais provável de acontecer quando parceiros são fundamentalmente parecidos e compartilham os mesmos valores e objetivos básicos. Apesar do amor romântico inicialmente reunir a maioria dos casais, o que os mantém juntos é uma amizade crescente, a habilidade de se comunicar, a vontade de dar e receber, e o compromisso com a instituição do casamento assim como um ao outro. Uma mulher de 89 anos que se mostrou feliz de ter mantido seu casamento mesmo quando o comportamento do seu marido era prejudicado por seu serviço militar disse: ‘Cada vez mais jovens hoje estão desistindo cedo demais, rápido demais’”.

Fantástico, não é?

Agora veja como alguns depoimentos são mesmo fantásticos:

FELICIDADE REQUER OTIMISMO

June Driscoll, 89 (uma senhora debilitada que vivia em uma casa de repouso e inspirou o livro): “Bem, é assim: eu cresci no que você pode chamar de barraco, com chão sujo e sem banheiro dentro. Eu tive seis filhos, e meu marido vivia mudando de emprego. Eu trabalhei duro toda a minha vida até não aguentar. Enfrentei a depressão quando mal tínhamos o que comer. Agora aqui estou eu, em um lugar com um teto, três refeições por dia, e pessoas muito legais cuidando de mim. Há muito o que se fazer. Eu acordo e o sol está brilhando na janela. Eu estou viva, apesar de tudo. Eu posso escutar e enxergar ok. Jovem, você irá aprender, eu espero, que felicidade é o que você faz, onde você estiver. Como eu poderia ser infeliz? As pessoas reclamam o tempo todo, mas eu não. É minha responsabilidade ser o mais feliz que eu posso hoje.

FELICIDADE REQUER HABILIDADE

Jane Hilliard, 90: “Minha mãe me ensinou a não chorar pelo leite derramado. Se você  fez besteira, limpe. Se você quebrou, conserte. E se você cometeu um erro, corrija. Ela também me ensinou a manter a minha palavra, ser confiável, não roubar o tempo dos outros ao chegar atrasado, e entregar logo algo que peguei emprestado. O mundo seria um lugar melhor se todos nós aprendêssemos a valorizar o outro, a respeitar a privacidade alheia e as diferenças e, mais importante, não julgar.

Eu tive que simplesmente aprender a viver, mas eventualmente eu percebi qual é o melhor jeito. Saber o que é suficiente, não usar mais do que a minha parte dos recursos naturais, a reconhecer a diferença entre querer e precisa, sentir prazer ao poder usar algo que estava quebrado. Aprender a apreciar os prazeres simples da vida tornou minha vida mais satisfatória e menos problemática. Felicidade não depende do quanto nós temos, mas é baseada no sucesso pessoal em habilidades e técnicas, senso de humor, aquisição de conhecimento, aperfeiçoamento do caráter, expressão de gratidão, satisfação de ajudar os outros, o prazer de estar com os amigos, o conforto da família e a alegria de amar.”

SABOREIE AS PEQUENAS COISAS

Larry Handley, ?: “Deixa eu te dizer, nos anos 30 nós tivemos a Depressão. Se você acha que sabe o que é crise hoje, não é nada como aquela. As pessoas não tinham o suficiente pra comer. Muitos pais da vizinhança estavam sem emprego, e nós compartilhávamos coisas simples porque as pessoas não tinham dinheiro. Vivíamos a uma quadra e meia de um lindo parque, havia muitas atividades para crianças lá e uma grande pista de skate. No verão, aconteciam shows e toda a vizinhança ia. Havia carrinhos de pipoca por todo o parque. Nós crianças ganhávamos uma moeda e ficávamos um tempão na fila decidindo o que escolher, e os pobres atrás de nós esperando pacientemente a decisão: ‘eu quero pipoca ou sorvete? Ou talvez pirulito de caramelo?’ E às vezes, aos sábados, passava matinés no cinema para as crianças. E depois do filme, ganhávamos uma outra moeda, e mais uma vez escolhíamos entre pipoca e sorvete. Cara, que sábado nós tivemos!”

CARREIRA

Esther Brookshire, 76 (trabalhou em vários empregos interessantes antes de passar 25 anos dirigindo um grande programa de trabalho voluntário): “Minhas netas e filhas dizem ‘oh, eu tenho que ganhar muito dinheiro, para mim é importante ter dinheiro e tal.’ E eu digo para elas: apenas tenha certeza que o que você está fazendo para ganhar dinheiro faz você feliz. Porque um emprego pode pagar 1 milhão de dólares, mas se você não está feliz, você não irá aproveitar. E isso é pra vida toda. Lembre, você tem que acordar de manhã e fazer isso todo os dias.”

TIRE O MELHOR DE UM EMPREGO RUIM

Sam Winston, 81 (ex-engenheiro, trabalhou também como marketing e gerente geral): “Uma coisa importante para os jovens é ser observador. Não importa qual é a tarefa, se você gosta ou não, é importante aprender tudo que você puder sobre o que acontece a sua volta. Você nunca saberá quando isso pode ser útil mais tarde. Eu tive muitas experiências diferentes ao longo da minha vida nas quais eu realmente não gostava do que fazia e tinha a sensação de que era inútil. Mas as lições que aprendi ao fazer essas coisas foram importantes na minha vida. Por exemplo, eu tive que trabalhar durante a faculdade no que muitos consideram trabalhos sem sentido. Mais tarde eles foram valiosos para mim como empregador e me ajudou a compreender as pessoas. Eu diria para os jovens não importa qual experiência é, aprenda.

Nós não aprendemos apenas com os melhores e mais brilhantes, nós aprendemos com os colegas tóxicos e manés. Pessoas são muito importantes. Eu costumo dizer que ‘há algo de bom em cada um’o. Na pior das hipóteses, você pode dizer, ‘esse é um mau exemplo’. Isso não quer dizer que as pessoas não sejam boas, a maioria é boa. A implicação é que mesmo que você ache que ela não seja, ela sempre pode servir como mau exemplo. Você pode aprender de todo mundo, não importa quem seja, não importa seu status. ”

SENDO UM BOM CHEFE

Tim Burke, 87 (fazendeiro): “Seja paciente com cada empregado. Não julgue apressadamente, e lembre que você não vive a vida deles. Há uma porção de coisas que eu gostaria de criticar em meus empregados, mas não faço. Digo pra mim mesmo ‘Tim, você não está lá’. Por isso eu não julgo ou repreendo. As coisas parecem muito diferente pra quem é de fora.

Eu tive três ou quatro indivíduos que sabiam mais do que eu, mas cresceram sobre condições diferentes do que eu. Eu não tentava dizer como o trabalho devia ser feito porque eles sabiam mais sobre aquilo. Eu os indagava — como pode isso? e aquilo? —, mas tinha cuidado pra não chegar botando banca.”

TRABALHO X ESTILO DE VIDA

Joe McCluskey, 70: “A vida no trabalho é mais importante que estilo de vida. É o que você faz o dia todo que fornece a mais profunda satisfação na vida. É legal viver sob circunstâncias agradáveis, mas não existe substituto para fazer algo que você gosta e faz bem.

Claro que não há problema em ter os dois. Por a mão na massa foi o que me deu a maior satisfação. Uma vez eu trabalhei como gerente corporativo e descobri que era muito chato ficar longe da produção, onde toda a ação estava. Eu, então, abri uma pequena empresa e me empreguei como chefe de produção, e percebi que dobrar minhas mangas todas as manhãs e fazer as coisas era a diversão que eu procurava.

NÃO ESPERE PARA VIVER

Malcolm Campbell, 70 (ex-professor universitário de uma das universidades da Ivy League, se considerava workaholic): “Parece levar uma vida toda para aprender a viver o momento, mas não deveria. Eu certamente sinto que minha vida sempre foi muito voltada pro futuro. É uma tendência natural — claro que você pensa sobre o futuro, não estou dizendo que isso é ruim.

Mas cara, só se tem a ganhar quando se consegue estar no momento e apreciar o que está acontecendo ao seu redor neste exato momento. Eu tenho me tornado cada vez melhor nisso, e tenho gostado. Traz paz e ajuda você a encontrar seu próprio lugar. Mas eu gostaria de ter aprendido isso nos meus 30 anos em vez de nos meus 60 — teria me dado mais décadas para apreciar a vida neste mundo. Essa é a minha lição para os mais jovens.”

DIZER SIM É SINAL DE CORAGEM

Joe Schlueter, 73 (professor de empreendedorismo): “A lição que eu aprendi é que realmente compensa dizer sim, a menos que você tenha uma razão sólida pra dizer não. E na minha vida profissional, eu não dizia não. Eu concordava com as coisas. Não era sempre divertido, mas frequentemente acabava em algo interessante.

O princípio é verdadeiro no trabalho, em voluntariado, e em todas as outras coisas em que as pessoas dizem ‘você quer fazer isso?’ Bom, por que não? A vida fica chata se você diz ‘não, eu não quero tentar nada novo.’ E pessoas não devem privar porque elas não se consideram qualificadas. Eu consigo pensar em várias coisas das quais eu não me sentia qualificado pra fazer, mas se alguém mais faz, você pode aprender. Ou compensar isso em vários outros jeitos. Então, se você é uma dessas pessoas que diz ‘não, não consigo fazer’ ou ‘não, não quero’, está perdendo muita coisa que a vida tem a oferecer. A vida é uma aventura, mas pra aproveitar você tem que dizer sim para as coisas.”

AMOR PARA JOVENS

Allison Hanley, 72: “Eu diria para você conhecer muito bem a pessoa e não se casar cedo. Eu casei muito cedo e fazendo um retrospecto, teria sido melhor pra mim, e eu teria sido mais feliz se eu fosse mais velha e mais forte. Eu achava que podia mudar algumas coisas na pessoa com quem me casei e, infelizmente, não pude. Assim que me casei, fiquei logo grávida e percebi que seria muito difícil sair, por razões financeiras e também pelos valores da minha família. Isso é algo que aprendi ao longo do caminho — que eu jamais poderia mudar alguém. Eu só posso mudar a mim mesmo.”

CASAMENTO

April Stern, 71: “Parece simples, mas vocês têm que gostar um do outro. Ser amigos, tentar passar daquele sufoco inicial e perfeito, e se certificar de que há uma amizade verdadeira por trás. Eu não acho que é preciso ter interesses idênticos, mas é preciso compartilhar valores. Isso é bem importante. Isso foi crítico [pra nós]. É… acho que valores são provavelmente a coisa mais importante.

Valores políticos, a vontade de não querer viver de maneira ostentadora, sobre comprometimento com os outros e com nós mesmos. Nós dois amávamos viajar, e tínhamos um ar de aventureiros. Gostávamos das mesmas pessoas e acho que isso é importante. Nós tínhamos valores muito parecidos sobre nossos filhos e o que queríamos deles. E vocês têm que ter um senso de humor parecido. Essa foi uma parte muito importante na nossa vida a dois. De fato, apenas duas semanas antes dele morrer, nós estávamos conversando e ele disse algo que eu me acabei rindo, e ele olhou para mim com uma sensação de satisfação e disse ‘eu ainda consigo lhe fazer rir depois de todos esses anos’. E ele podia mesmo.

Nós ambos amávamos certos tipos de coisas. Nós amávamos filmes, bons filmes, parte do nosso namoro envolveu ficar acordado a noite toda pensando no que Ingmar Bergman queria passar com aquele filme. Nós ambos adorávamos ler, e amávamos falar sobre o que estávamos lendo. Apesar de termos nos conhecidos nos anos 60, conseguimos nos comprometer com a monogamia e confiar, isso foi muito importante para nós.”

NO CASAMENTO, OU É GANHA-GANHA OU PERDE-PERDE

Sue Bennett, 86: “Bom, casamento não é uma relação 50/50. Às vezes pode ser 90/10. Depende da situação. Você precisa sempre dar muito. Precisa entender de onde ela vem – se colocar no seu lugar. E precisa ter paz na família. Então você decide, bem, ok, é assim. Você cede. Eu aprendi isso com a experiência. Há momentos em que você cede e momentos em que a outra pessoa cede — você não pode ficar sentado contando quem ganha o que.”

Antoinette Watkins, 81: “Ao acordar de manhã, pense ‘o que eu posso fazer para tornar o dia dela(e) um pouco mais feliz?’. Você precisa trabalhar para dar suporte um para o outro e trabalhar com um time — então, dará certo por muitos anos.”

CASAMENTO É COMPROMENTIMENTO

Mark Minton, 72: “Houve momentos em que nós realmente fomos duros um com o outro. Mas casamento precisa de trabalho para ser prazeroso. É necessário uma esperança teimosa e um comprometimento teimoso que precisa ser levado a sério. Você aguenta, trabalha nisso, e com o tempo você percebe que valeu à pena. Qualquer relacionamento passa por momentos obscuros assim como momentos brilhantes, então os picos são mais valorizados, mas existirão vales que você precisará atravessar e não desistir. Desistir em um relacionamento significa abrir mão de todas as futuras possibilidades. Veja, haverá sacrifício, mas tem que haver sacrifício ou a vida não será vivida integralmente.”

CASAMENTO: AS BRIGAS

Dora Bernal, 86 (casada há 67 anos): “Eu só consigo pensar em uma coisa: não é porque vocês brigaram que é o fim do mundo, entende? Ao final, vocês ainda são duas pessoas morando juntas, vindo de famílias diferentes, com educação diferentes. Mesmo que a religião seja a mesma, vocês são duas pessoas diferentes. E se brigarem, precisam admitir ‘e daí? nós brigamos’. Dez minutos depois vocês esquecem. Conforme se envelhece, viram cinco minutos. Hoje, as pessoas brigam e agem como se fosse o fim do mundo”.

TENHA FÉ

Curtis Mcallister, 74 (um senhor em forma, casado com uma senhora de 73 igualmente atraente. Ambos lidaram com sérios problemas de saúde desde os 30 anos): “Eu lembro quando a Bárbara começou a ter uns sintomas muito malucos em seu abdômen e algum tempo depois ela ela teve câncer no ovário que voltou muitos anos mais tarde. Eu digo que ela é um milagre ambulante. Nós oramos — e agradecemos a Deus.

Talvez ele tenha curado ela, mas é mais uma questão de que estávamos juntos cuidando dela. Se ela morresse ou melhorasse, nós tínhamos fé em Deus, não de um jeito fanático ou algo assim. Ela meditava bastante e fazia coisas que ajudava pessoas a superar, contar com Deus a ajudou. Há muito mais na vida do que sua própria existência. Acho que todos nós precisamos de alguma espiritualidade, ter fé que é mais do que estes anos aqui, do que estes 74 anos.. Tem uma recompensa depois daqui.

Renata Moratz, 77: “É verdade que isso [religião] é uma das raízes da minha essência. Eu não me lembro de quando eu não conhecia que eu era amada por Deus, uma generosa e onipotente divindade. Isso me levou a espalhar a mensagem gospel de Jesus, o Cristo. Mas não importa a que igreja você pertence ou não pertence. Se muçulmanos estivessem aqui, hindus estivessem aqui, budistas estivessem aqui, judeus estivessem aqui, todos lhe falariam que a religião deles diz ‘ame uns aos outros e perdoem uns aos outros’. Esse é o ponto em comum.

Cora Jenkins, 97: “Tenha uma profunda fé, mas não fanática.”

ENVELHEÇA COM ENTUSIASMO

Ramona Olberg, 76: “Eu falo para os jovens que envelhecer é ótimo porque você pode fazer o que tiver vontade e aproveitar qualquer coisa. Você não está presa. Você pode fazer qualquer coisa. Levante e vá a algum lugar sozinho. E se alguém convidar você, você vai. Não fique em casa. Quando mais jovem, se alguém me convidava, eu achava uma desculpa. Mas agora, não! Fui!”

CUIDE DA SUA SAÚDE!

Todd Ouellette, 76: “Bom, eu sei disso: envelhecer é normal. Mas se você precisa ser empurrado em uma cadeira de rodas com um cilindro de oxigênio, e sabe alguma coisa hoje que pode prevenir isso, faça. Porque é quando você envelhece que mais tem oportunidade de sentar e aproveitar a vida. Mas só se você não estiver com a saúde horrível, como obesidade ou algo parecido. O que você puder fazer pra manter sua saúde, faça agora. Fique longe de cigarros ou o que quer que seja, porque isso definitivamente fará diferença mais tarde na sua vida.”

CUIDE DA SUA SAÚDE! PELOS OUTROS TAMBÉM.

Tina Oliver, ?: “Meu marido me prometeu que faríamos 50 anos de casados, e ele mentiu. Ele me deixou depois de 47 anos e meio. Ele estava doente há algum tempo. Ele teve um enfarto, e antes disso uma cirurgia na carótida, primeiro de um lado, depois no outro. Ele fumava. Nenhum dos meus filhos fuma, graças a Deus. Eles viram como o pai deles estava. Ele foi para o hospital, ficou lá por 5 meses e meio depois da cirurgia no coração e nunca voltou pra casa. Cinco meses e meio. Eram 83km todos os dias por 5 meses e meio, e eu fui todos os dias. Sabe, as crianças viram como ele sofreu. E quando você falava algo, ‘não fume assim’ ou do quanto bebia, ele falava ‘o que tem? Todos vamos morrer um dia.’ Mas quem sofre? A família.”

O QUE VOCÊ IRÁ DEIXAR?

Mabel Leutz, 91: “Acho que a principal coisa é o amor. Dê amor, deixe seus filhos e netos convencidos que você ama a eles e às suas famílias. Se eu pudesse fazer uma coisa diferente na minha vida, seria ter demonstrado mais compaixão com as pessoas em geral. Sabe, quando se é muito crítica com certas pessoas… mas agora que eu vejo o que eles estavam passando, eu queria ter sido mais atenciosa.”

Joshua Bateman, ?: “Quem você já ajudou? Que círculos participou? Quem gosta de você? Algumas pessoas que eu conheço nunca ajudaram ninguém. Elas nunca fizeram nada. Nunca participaram de grupos — elas viveram as próprias vidas por conta própria. Sabe o que mais? Ninguém vai ao funeral delas. Vai ser como se elas nunca tivessem passado pela Terra. Elas nunca deixaram nenhuma marquinha.”

É isso. Espero que você tenha gostado…

Eu gostei tanto que quis compartilhar com você. Acredito que vale uma boa reflexão: Como está minha vida hoje?

Beijos mil e até o próximo!

 

Onde estão as cartas do seu jogo?

Meu pai era um apreciador de um bom jogo de buraco. Na época que morávamos na rua da Estrela (nome lindo que a Prefeitura decidiu mudar para o sem sal Desembargador Freitas), fazíamos noitadas desse jogo de cartas em nossa casa.

Eu era pequena, mas via que os amigos de meus irmãos enchiam o nosso lar, que exalava diversão e alegria quase todos os dias. Há pouco tempo, um deles mandou um presente para minha mãe com uma carta que dizia: Vocês foram a minha referência de família!

Isso, realmente, nos enche de orgulho!

Lembrei muito dessa parte da minha vida, quando li a história de um rabino judeu que esteve preso no Gulag – um terrível conjunto de campos de trabalho forçado que Stalin construiu na Sibéria.

Esse rabino contou que, no Gulag, o regulamento era muito rigoroso e, entre muitas coisas, proibia o jogo de cartas. A pena para quem não cumprisse essa regra era uma solitária numa cela subterrânea, o que, com o inverno rigoroso da Sibéria, era quase uma sentença de morte.

Mas os presos preferiam assumir o risco de perder a vida a deixar de jogar: única alegria que tinham nas madrugadas da prisão.

Só que, conta o rabino em suas memórias, eles foram dedurados e os soldados se armaram para pegar os infratores: revistaram todos os presos e seus pertences, mas não encontraram o baralho.

De madrugada, tentaram novo flagrante: todos os presos ficaram nus e foi feita uma revista ainda mais rigorosa… e nada! Não deu outra: os guardas descontaram toda a raiva no preso que havia denunciado a infração.

Depois que foram deixados sozinhos, o rabino perguntou aos colegas de cela como haviam conseguido esconder a “arma do crime” tão bem. Sorrindo, eles disseram que eram “batedores de carteira” e faziam isso como ninguém. Quando a turma da vigilância entrou, o preso que estava com o baralho “escondeu-o” no bolso de um dos guardas. No final da revista, de maneira discreta, outro preso pegou-o de volta. “Eles jamais pensariam em procurar o baralho em si mesmos”, explicou o detento.

Simples assim!

Agora, cá entre nós, isso também não acontece conosco? Quantas vezes a gente não procura a fonte dos nossos problemas nos outros? Quanta vezes também não procuramos a solução fora de nós?

É assim que culpamos o nosso chefe, os clientes, a economia, o mercado, os políticos… Enfim!

É claro que não está em nossas mãos uma porção de coisas. Mas como se sentir com algo que nos aconteça e o que fazer a respeito depende somente de nós.

Fica aqui a sugestão: em nenhum momento, devemos esquecer que temos, internamente, as ferramentas necessárias para dar a volta por cima… apesar do que nos aconteça.

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales - sua coach
suzanejales.com.br

 

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