Cidadeverde.com
Universo Acessível

Lançada a Campanha "Isso não tem vaga"

                 Isso não tem vaga! Esse é o título da campanha lnçada hoje no Teresina Shoping pela Secretaria de  Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência - SEID, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para não estacionar em vagas reservadas para as pessoas com deficiência. Infelizmente essa ainda é uma prática constante, e com a Lei Brasileira de inclusão sancionada no início do ano algumas alterações vieram a punir com mais força os motoristas que cometerem esse grave erro.

              Campanhas como essa são necessárias, porém o mais importante é a atuação da STRANS em multar e rebocar os infratores, coibindo desta forma essa ação irresponsável que tanto atrapalha a vida das pessoas com deficiência. Que toda mobilização sirva para que os gestores realmente apliquem a lei como deve ser.

 

 

Cadeirantes sofrem discriminação ao tentar comprar ingresso para show

O que era para ser uma diversão virou caso de polícia!

                 Uma tristeza ter que lutar pelo óbvio, esse é meu lamento! Dia 29 de fevereiro fui até uma loja de vendas de ingressos, e como qualquer cidadão, fui comprar quatro ingressos. Não imaginava o que sucederia logo após minha solicitação de compra, ao ver-me numa cadeira de rodas a atendente perguntou se era para mim, afirmei que sim, e ainda completei, quero mais dois para cadeirantes na área vip do show. Então sem cerimônias, foi logo negando a venda na frete dos presentes e logo uma fila foi se formando, pois queriam comprar também. Os vendedores sem nenhum preparo diziam em uma só voz, cadeirante não pode comprar ingresso na área vip, devido a existência de um local reservado e gratuito.

              Apesar de chocada insisti mencionando os artigos da Lei de inclusão Brasileira, continuei sendo ignorada. Enquanto um grupo de atendentes entrara para conversar devido a minha exaltação, aproveitei para ir até a moça que passava o cartão, e disse para ela passar no meu crédito os ingressos. Como ela tinha boa vontade, disse que ia tirar, mas que seria na lateral para não ficarmos atrapalhando as demais pessoas. Isso mesmo, atrapalhando, estava tão humilhada que aceitei, na certeza de sair dali direto e gritar ao mundo tamanha humilhação. 

                 O grupo veio da gerência mais desafiador, esbravejando por a atendente ter emitido meus ingressos. Falavam que não eram para ter aceito minha compra e eu ia me sentindo com uma doença infecto contagiosa. Foi então que um colega de trabalho presenciando toda a cena também protestou exigindo mais respeito,  pois eu já estava perplexa com tamanha irracionalidade, questionando todo o tempo o porque daquela atitude discriminatória, e a unica coisa que eles diziam era que não podiam ter cadeirantes em outro lugar que não fosse o reservado.

               Então depois de conseguir os ingressos com muito constrangimento, fui informada pela supervisora que meus ingressos não teriam validade, pois o lugar de cadeirantes já havia sido escolhido. Nunca tinha visto tamanha incongruência, pois não estávamos pedindo, apenas como qualquer consumidor comprando e tendo o seu direito de escolha ignorado. Que tipo de cidadãos somos nós? De segunda categoria? Nosso dinheiro não tem valor? E as leis servem para quê? São perguntas que ainda não encontrei respostas, e vamos continuar lutando contra esse critério de tratar diferentemente as pessoas baseados na condição física, ou qualquer outra condição que seja diferente dos padrões estabelecidos.

           Denunciamos na Delegacia de Direitos Humanos, na Promotoria de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Ministério Público Estadual, e na Comissão de Defesa dos direitos da Pessoa com Deficiência da OAB, da qual obtivemos irrestrito apoio. Vamos aguardar as audiências, vendo como agirão os órgãos fiscalizadores, diante de tais absurdos. Verdadeiros retrocessos precisam  ser denunciados e punidos.

                   Esperamos trazer boas notícias em breve dessas audiências.

 

Promessas para o Transporte Eficiente

Prefeitura promete melhorias no Transporte Eficiente

.

                A tão aguardada reunião com o Prefeito de Teresina Firmino Filho trouxe algumas esperanças para o segmento das pessoas com deficiência física. A audiência que era uma solicitação há mais de dois anos aconteceu no final da tarde de quarta-feira, dia 23 de setembro e com quase duas horas de atraso o Prefeito chegou com parte do seu secretariado onde era aguardado por associados da Associação dos Deficientes Físicos de Teresina, da Associação dos Cadeirantes e da Associação Piauiense pelos Direitos Iguais, compareceram ainda o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que há muito é questionado pelo segmento por sua inércia e falta de transparência.

               Em termos práticos as principais reivindicações foram acatadas e com promessa de serem executadas em quatro meses, sendo que foi atendido da seguinte forma:

  1. Atendimento do Termo de Ajustamento de Conduta pactuado na Procuradoria do Trabalho e no Ministério Público Estadual, onde afirma que o Sistema Transporte Eficiente tem que fazer parte de empresas do Sistema de Transporte Coletivo de Teresina; Atualmente a gestão dividiu com uma empresa que não tem a finalidade de transportar passageiros o que vem agravando o sucateamento da frota,  pois é uma empresa sem porte financeiro. Foi prometido pelo Prefeito que em Janeiro as empresas que ganharam o consórcio assumirão a gestão do sistema.

  2. Aquisição de mais 20 carros para aumento real da frota, pois o que ocorre é apenas compra para substituição de veículos quebrados, não acompanhando a demanda crescente, a cada dia chegam 7 cadastros para atendimento de uma frota estática. A Prefeitura garantiu a aquisição de cinco vans até janeiro e até o final de 2016 mais cinco totalizando dez veículos.

  3. Recadastramento dos usuários para verificação das pessoas reabilitadas que já podem migrar para o sistema convencional de Transporte.

  4. Planejamento e estruturação do local onde é gerenciado o sistema.

              Para a Presidente da Associação dos Cadeirantes, Jucilene Silva, o momento é de acreditar na boa vontade do gestor e fiscalizar de perto as promessas feitas na reunião. Josefa Silva, representante da Associação dos Deficientes Físicos de Teresina,  diz que houve pouco tempo para discussão de problemas que a Prefeitura acaba negligenciando e que esperava que o Prefeito tivesse mais disponibilidade em ouvir os problemas de acessibilidade enfrentados pelas pessoas com deficiência. “É frustrante aguardar, lutar tanto tempo por esse encontro e o secretariado do Prefeito vir tolhendo nossa pauta e cortando nossas falas, esperamos que pelo menos ele cumpra o pouco que prometeu, o que não faz mais do que sua obrigação” Assevera a representante.

             Gilmara Costa Silva do Nascimento, representante da Associação Piauiense pelos Direitos iguais,  acredita que parte das promessas sejam cumpridas e garante: "caso contrário vamos novamente protestar pelos nossos direitos".

             O blog está de olho e vai acompanhar o cumprimento dessas promessas, por enquanto é aguardar...

21 de Setembro Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

 

 

 

21 de Setembro - A luta diária das Pessoas com Deficiência

A data foi escolhida pela proximidade com a primavera e o dia da árvore numa representação do nascimento das reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições. Infelizmente nosso país que é reconhecidamente um dos países mais avançados na legislação protetiva as pessoas com deficiência não consegue efetivar essas leis e o direito ainda é algo distante de ser exercido.

Aqui em Teresina duas entidades de defesa do segmento se reuniram nesta data para cobrar do poder público municipal mais compromisso com a acessibilidade, em especial com o Sistema Transporte Eficiente, criado há 10 anos  e que atende cadeirantes porta a porta. As entidades apontam o sucateamento como principal ponto e ocuparam a sede da Prefeitura de Teresina em busca de uma audiência pública com o prefeito, na expectativa de melhorias para o sistema.

Apesar do Prefeito não ter recebido pessoalmente as pessoas com deficiência agendou para quarta-feira, dia 23 de setembro, uma reunião para ouvir todos os problemas existentes. Representantes da Associação dos Deficientes Físicos e da Associação dos Cadeirantes dizem que aguardam por esse momento há mais de dois anos e que esperam solucionar parte dos problemas. 

No rol das reivindicações ainda está a falta de inclusão nas escolas municipais, a ineficiência da parceria com o Ceir sobre as cadeiras de rodas, o asfaltamento de ruas onde moram pessoas cadeirantes e a falta de acessibilidade da cidade.

Aguardaremos o desenrolar da reunião e traremos novidades...

 

A difícil tarefa de pegar um ônibus em Teresina

Nesta reportagem temos quatro personagens cadeirantes que, além de narrarem suas dificuldades diárias para se locomover, fizeram o registro através de vídeos caseiros, tudo para tratarmos da forma mais autêntica possível. Os níveis de proximidade com o sistema de ônibus de Teresina é diferente para cada um deles. 

 


Carla Cleia, Amparo Sousa, Vagner Vasconcelos e Josefa Olinda

 

Sou cadeirante há 39 anos, mas confesso nunca tinha me aventurado a pegar um ônibus em Teresina, nem em qualquer capital brasileira por onde andei, mas acompanho a dificuldade através dos colegas que vivem isso diariamente.  Então, resolvemos tratar do tema para mostrar que apesar da lei que obriga os ônibus a serem acessíveis, vivemos uma realidade bem diferente: metade da frota está acessível e, desses veículos, muitos estão com a plataforma quebrada. Outro complicador é a falta de acessibilidade na cidade, nas paradas de ônibus, nas calçadas e a falta de sensibilidade de algumas pessoas que, como passageiros ficam impacientes com a parada para um cadeirante, devido aos minutos que, nesse caso, aumentam o tempo do percurso enquanto é feito o embarque seguro.

No vídeo a seguir, vamos mostrar a reação dos outros usuários e a dificuldade enfrentada. O resultado mostraremos aqui.

No meu caso, fiquei muito indignada com o descaso ao chegar numa parada de ônibus no bairro Piçarra e perceber que não existe sequer sinalização. Os ônibus param no meio da rua expondo as pessoas a acidentes. Tivemos sorte, pois o veículo que parou estava com a plataforma funcionando, tive ajuda de algumas pessoas solidárias, mas fiquei perplexa porque na parada, além de ser inacessível, ficam carros estacionados e não há fiscalização. 

Já o Vagner Vasconcelos, 36 anos, é atleta e sai de casa todos os dias e pega ônibus para treinar no Sesc Ilhotas. Ele também filmou sua experiência diária e vamos compartilhar com vocês. Vagner ficou usuário de cadeira de rodas há 17 anos depois de um acidente jogando bola e a partir daí começou uma nova trajetória em sua vida. 

Amparo Sousa, estudante de jornalismo, usa o transporte eficiente para se locomover, pois as dificuldades do transporte coletivo não permitem que ela tenha autonomia. Apesar desse sistema apresentar problemas, ainda atende mais satisfatoriamente que o coletivo. No vídeo, ela explica o funcionamento do Transporte Eficiente. 

Assim como Amparo Sousa, a cadeirante Josefa Olinda, funcionária pública, 39 anos, mãe de dois filhos, também prefere o Transporte Eficiente, pois considera o que melhor lhe atende, tendo em vista a autonomia que lhe dá, pegando o cadeirante na porta de casa e o levando até o destino, apesar de não oferecer a agilidade que ela precisa no cotidiano.

Nós defendemos que ambos os sistemas, tanto coletivo quanto o Eficiente, recebam mais investimentos do poder público, pois os dois já estão regulamentados e atendem públicos diferentes de pessoas com deficiência, considerando que cada deficiência tem suas especificidades.

 

 

 

Veja todas as matérias do especial:

Cidadeverde.com embarca no sistema de ônibus de Teresina

Trajeto: Ônibus lotado na zona norte e desconhecimento rumo à zona Sudeste

Trajeto: Do Sul ao Leste, calor e demora no final da tarde

O mais rápido, o mais contínuo, o mais longo

A conflituosa relação entre as paradas de ônibus e os usuários

Do bonde ao ônibus: O início do transporte coletivo de Teresina

História: Depois do bonde, o ônibus

Motoristas de ônibus revelam o estresse da profissão

Cadeirantes relatam como é utilizar o transporte público em Teresina

Moovit: Usuários avaliam aplicativo que exibe horário de ônibus

Novo sistema de ônibus terá terminais, corredores e novas linhas e pontes

 

 

 

Carla Cleia

Eu também gosto de sexo. Porquê não?

A sexualidade das pessoas com deficiência

Infelizmente ainda existe muito preconceito quando o assunto é a sexualidade das pessoas com deficiência, algumas pessoas chegam a ser indelicadas e perguntarem se cadeirantes fazem sexo.  Sim fazem, e posso falar por mim, gosto demais!  Nada impede quando existe carinho desejo e atração. A deficiência é apenas um detalhe, algo que é deixado em segundo plano quando a vontade de estar junto é maior, porém há de se ter os devidos cuidados para que tudo não vire promiscuidade, cuidado com o corpo, se proteger de doenças sexualmente transmissíveis, tudo absolutamente normal.

Algumas deficiências necessitam de um pouco mais de atenção do parceiro ou parceira, o que não impede de ser perguntado ou se a pessoa tiver percepção basta observar e verá que a pessoa não é de vidro e pode sim ser tocada. Outro aspecto importante é conhecer  as preferências de cada pessoa, afinal pessoas com deficiência são iguais a que não tem nenhuma deficiência, apenas com um detalhe que altera seus sentidos ou locomoção, os sentimentos e desejos são iguais.

Essa semana achei super interessante o ensaio fotográfico de uma modelo americana paraplégica, ela falou que fez o ensaio para desmistificar esses questionamentos sobre sua capacidade de ter relação sexual. De fato ainda é muito corriqueiro, eu e meu marido somos cadeirantes e temos um filho, quando chegamos a um local nunca imaginam que é nosso filho quando descobrem percebemos a cara de perplexidade, ainda é um tabu a ser superado.

Precisamos de mais motéis acessíveis, discutir o tema é a melhor maneira, afinal a sexualidade é inerente a qualquer ser humano. Quanto mais abordarmos esse tema mais a sociedade vai entender nossos anseios, compreender que inclusão é tudo isso, inclusive poder frequentar um motel com a mesma simplicidade que qualquer pessoa frequenta e que isso não seja sinônimo de espanto, apenas de respeito às diferenças.

Acessibilidade - Onde anda você?

Migalhas de Acessibilidade

O Decreto federal 5.296 de 02 de dezembro de 2004 determina a acessibilidade em prédios públicos ou privados de uso público, onze anos se passaram e a realidade pouco mudou ainda vivenciamos constrangimentos diários e o mais agravante os proprietários e muitos gestores ainda tratam a questão sem nenhuma prioridade.

Ontem tive que retornar a um cartório onde há seis anos denunciei, não apenas pela falta de acessibilidade, apesar de ter sido atendida na calçada, pois os degraus impediam de um cadeirante entrar no local, então pedi que a responsável viesse dar uma previsão de quando faria as modificações, e ela indiferente disse que não tinha previsão alguma, indignada denunciei a imprensa, e ao poder judiciário que é quem fiscaliza os serviços prestados pelos cartórios. A mudança ocorreu de forma rápida e célere, banheiro acessível e rampas de acesso.

Depois dessas reformas nunca mais voltei, hoje retornei para cuidar de uns documentos pessoais, e tive a infeliz surpresa, muito precisa mudar ainda, os balcões estão altos e as rampas íngremes demais impedem a autonomia, e ainda oferece perigo. Pedi que a gerente de atendimento anotasse as modificações, e providenciasse o mais breve possível.

O que me causa tristeza é o fato dos profissionais envolvidos arquitetos e engenheiros não sejam capazes de aplicar corretamente os padrões corretos acessíveis, aqui abro um parênteses porque existem profissionais corretos comprometidos com a inclusão. Ser atendida num balcão dessa altura traz um constrangimento muito grande, só quem passa sabe, pagamos os mesmos tributos, e quanto a isso faço questão, e portanto temos que ser tratados como qualquer cliente com respeito e presteza.

Bem, é isso aí vamos continuar fazendo esse trabalho de formiguinha, legislação existe, basta exigirmos que seja aplicada e caso contrário denunciarmos aos órgãos competentes. Quem sabe um dia tenhamos um país plenamente inclusivo.

 

Como ensinar as crianças a lidar com deficiência?

Como falar sobre pessoas com deficiência para as crianças?

 

Há tempos venho pensando sobre o tema, mas essa semana uma cena me deixou bastante preocupada.  Como estamos educando nossas crianças para lidar com pessoas com deficiência?

Sempre que estamos no shopping uma criança se aproxima ou mesmo de longe pergunta aos pais, mamãe ela está dodói? Quando vejo que tenho abertura explico aos pais que não ensine dessa forma, mas que ensine que andar numa cadeira de rodas é uma forma diferente, assim como andar de muletas, como precisar de uma bengala para se guiar, usar as mãos para se comunicar e que nós temos que respeitar e até achar uma forma descontraída de ensinar que deficiência não é doença.

A cena que me deixou preocupada aconteceu num consultório médico, um menino de aproximadamente 10 anos, estava lanchando com os pais, quando chegou uma pessoa de baixa estatura, essa criança ficou tão curiosa que queria ir falar, tocar nela, e a pessoa visivelmente constrangida se esquivava incomodada, os pais percebendo trataram de tirar a criança dali, não sei os que eles explicaram, mas viravam o pescoço do menino toda hora impedindo que ele olhasse. Então vi a necessidade de tratar do tema.

As crianças precisam ser educadas para a aceitação, e para isso os pais precisam buscar essas informações, infelizmente nem todas as pessoas com deficiência se aceitam e com isso dificultam esse aprendizado, porém esclarecendo talvez essas pessoas passem até a se aceitar. O processo de aceitação não é simples, muitos de nós apesar de convivermos há muitos anos com a deficiência ainda temos dificuldade, mais isso a gente trata em outro post.

Uma dica para os pais é incentivar o contato, deficiência não é doença, portanto não é contagioso, nunca diga a seu filho que a pessoa está dodói, diga que ela tem uma forma diferente de andar ou de se comunicar, incentive ele a aprender, por exemplo a língua brasileira de sinais, crianças adoram novidades e certamente vão curtir aprender falar com as mãozinhas e assim com todas as deficiências existem maneiras peculiares de ensinar.

Se educarmos nossas crianças certamente teremos uma sociedade sem preconceito, elas são a chave de um futuro melhor,  só depende de nós!

Os vetos da Presidente Dilma na Lei Brasileira de Inclusão

Os vetos da Presidente Dilma na Lei Brasileira de Inclusão

Depois de sancionada a lei traz mudanças positivas para o segmento das pessoas com deficiência, porém pouco aplicáveis tendo em vista a falta de fiscalização para que de fato  se torne uma lei eficaz.

Alguns vetos importantes ocorreram como:

  • Trecho que obrigava empresas que têm entre 50 e 99 funcionários a contratar pelo menos uma pessoa com deficiência. Atualmente, a obrigação vale apenas para as empresas com 100 funcionários ou mais.

  •  Artigo que previa reserva de 10% das vagas nos processos seletivos para cursos de nível técnico, tecnológico e superior de instituições federais públicas e privadas.

  • Artigo que dava prioridade na tramitação de processos de pessoas com deficiência na Justiça.

  • Obrigatoriedade de autoescolas a terem um carro adaptado para pessoas com deficiência a cada 20 veículos na frota; 

  • Ampliação das regras de isenção de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para automóveis para pessoas com deficiência.  

Esses artigos vetados ajudariam bastante na inclusão, infelizmente perdemos uma ótima oportunidade de avançar, esperamos que pelo menos o que foi aprovado seja implementado. 

 

Aprovada a Lei Brasileira de Inclusão

A presidenta Dilma Rousseff sancionou dia 6 de julho, a Lei Brasileira de Inclusão – Estatuto da Pessoa com Deficiência, espécie de marco legal para pessoas com algum tipo de limitação intelectual ou física. O texto, aprovado em junho pelo Congresso Nacional, classifica o que é deficiência, prevê atendimento prioritário em órgãos públicos e dá ênfase às políticas públicas em áreas como educação, saúde, trabalho, infraestrutura urbana, cultura e esporte para as pessoas com deficiência.

Entre as inovações da lei, está o auxílio-inclusão, que será pago às pessoas com deficiência moderada ou grave que entrarem no mercado de trabalho, e a definição de pena de reclusão de um a três anos para quem discriminar pessoas com deficiência.

Para garantir a acessibilidade, a lei também prevê mudanças no Estatuto da Cidade para que a União seja corresponsável, junto aos estados e municípios, pela melhoria de condições de calçadas, passeios e locais públicos para garantir o acesso de pessoas com deficiência.

A Lei Brasileira de Inclusão foi uma proposta do senador Paulo Paim, em 2003. Foi aprovada em 2006 e seguiu para a Câmara dos Deputados, onde teve relatório da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) aprovado. Neste ano, o PL foi reencaminhado ao Senado e recebeu a relatoria do Romário.

Posts anteriores