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ACEP: Quarenta e oito anos de inclusão

Ocorreu hoje pela manhã sessão Solene na Assembléia Legislativa do Piauí em homenagem aos 48 anos da Associação dos Cegos do Piauí - ACEP. Essa importante entidade vem ao longo dos anos fazendo inclusão de forma muito participativa, desenvolvendo muitas atividades, dentre elas a música, mantendo a Escola de música Santa Luzia, importante atividade que ajuda na inclusão e no bem estar das pessoas assistidas, além de ensinar braile para pessoas cegas e dar aula de reforço.

O blog Universo Acessível parabeniza a ACEP e aos mais de dois mil associados que contam com essa importante entidade para juntos lutarem pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência cegas ou com baixa visão. Mais conquistas e mais inclusão ! 

Você já reparou na minha cadeira de rodas?

O senso comum diz: ah toda cadeira de rodas é igual! Mas para quem precisa se locomover o dia inteiro com uma esse pensamento é mais que uma afronta. Chego a dizer que nós, cadeirantes, somos mais especialistas que os próprios fisioterapeutas, até porque existem alguns profissionais que recomendam péssimas cadeiras, vendo primeiro o preço e não o bem estar. O modelo acima é só para mostrar o pior e mais degradante tipo, que não serve nem mesmo para quem está temporariamente sem movimentos.

Atualmente a portaria 1.272 de junho de 2013, inclui a cadeira de rodas motorizada e o modelo monobloco na tabela do SUS, o que sem dúvida alguma é uma conquista, o problema é que aqui no Piauí os modelos distribuídos estão totalmente errados, além do agravante da demora em receber o equipamento. A associação dos Deficientes Físicos de Teresina - ADEFT solicitou ao Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência - CONEDE que marque uma reunião com as entidades de defesa e representantes do SUS para que essa situação seja resolvida.

O blog vai acompanhar esse caso e em breve traremos novidades, afinal cadeira de rodas assim como qualquer equipamento que ajude na reabilitação precisa ser de qualidade, nenhuma pessoa com deficiência merece ter uma órtese ou prótese de má qualidade e para isso vamos lutar.

 

IX Caminhada pela Acessibilidade

 

 

Há nove anos a Associação dos Deficientes Físicos de Teresina - ADEFT em parceria com as entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência do estado do Piauí realizam a Caminhada pela Acessibilidade. Um evento voltado para alertar a sociedade da importância de termos uma sociedade inclusiva, onde os espaços possam ser usados por qualquer cidadão independente de sua condição física. 

As camisetas e bonés são distribuidos gratuitamente e estarão a disposição na hora da caminhada, que será realizada dia 13 de junho, às 16 horas com concentração no Mirante da Ponte Estaiada e a disperção na Potycabana ao som de muita música e integração entre as entidades.

Então vale participar e contribuir para construção dessa nova sociedade. 

 

Voltamos, agora para ficar

Queridos Amados,

Como é bom estar de volta a esse espaço democrático e que podemos compartilhar de nossas expeciências, expectativas e motivações relacionadas a acessibilidade. Estivemos ausentes por motivos pessoais, eu Carla Cléia estava grávida e o finalzinho da gravidez foi um pouquinho complicada, mas graças a Deus deu tudo certo e hoje meu Miguel tem 4 meses de vida. A nossa amiga Amparo Sousa teve que se submeter a uma cirurgia, bem mas o importante é que voltamos e com fé em Deus agora para ficar e com força total, Queremos contar com a participação de vocês, sugerindo, criticando, elogiando, do jeito que vocês preferirem. Bem pessoal é isso, a luta pela inclusão é diária e em frente sempre. Grande beijo a todos nossos leitores e somos gratas pela companhia. 

Carla Cléia

 

Sou cadeirante, e agora como vou me pesar?

A eterna briga com a balança, com o peso! No caso de um cadeirante esse problema realmente vira um dilema, pois apesar de termos de controlar nosso peso, isso se torna inviável se a pessoa é usuária de cadeira de rodas. Infelizmente não temos no Piauí uma balança que possa ser usada por um cadeirante, ela é um equipamento simples e que custa em média oito mil reais, e que tem um custo benefício muito grande para o acompanhamento nutricional.

Procuramos a equipe do Centro Integrado de Reabilitação-CEIR, referência no tratamento de reabilitação das pessoas com deficiência, porém o Superintendente Anderson Luz informou que ainda não foi possível adquirir por falta de recursos.  
Maykon Barbosa dos Santos, 30 anos, há seis meses com uma lesão medular, e a quatro fazendo tratamento no centro, disse que só sabe o peso de quando andava, desde que está na cadeira não consegue acompanhar, mas sente que está perdendo peso e se preocupa com essa falta de controle.

Ainda não é fácil, mesmo morando num estado que se diz expoente na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ainda nos depararmos com precariedades simples, porém valiosas para qualidade de vida de quem precisa. Ate agora improvisamos, chegamos nos consultórios e centros médicos pedindo como se fossemos cidadãos de segunda categoria, eu mesma, quando tenho que me pesar, passo por constrangimentos, tendo que sair da cadeira e sentar na balança, correndo riscos de acidentes na hora dessa transferência. O mais agravante é que os profissionais que deveriam ter seus consultórios equipados para atender todos os pacientes, ainda ficam com um ponto de interrogação no rosto, como se nós é que estivéssemos sendo inconvenientes. 
Nossa amiga do Blog Amparo Sousa é paciente do Sarah em São Luís e atesta os benefícios que este equipamento pode trazer e sente prejudicada, pois quando retorna a Teresina não tem como continuar o controle de peso. A rede Sarah de reabilitação possui essa balança em todas as suas unidades, o que facilita e complementa todo trabalho de reabilitação que é feito em seus pacientes.
 Esperamos em breve trazer a notícia aqui no nosso blog que o Piauí não passa mais por esse constrangimento e que pelo menos exista uma balança que pese cadeirantes, faremos questão de mostrar a aquisição e principalmente parabenizar. Que seja breve!

Eleições 2014 - Quais os planos de governo de cada candidato para o segmento das pessoas com deficiência?

Eleições chegando, novos rumos se aproximam e nós, pessoas com deficiência, precisamos saber o que cada candidato preparou para dar continuidade a uma política tão imprescindível que é a da inclusão.
Então em breve o blog vai trazer novidades, conversar com cada candidato a Governador do Estado e ouvir suas propostas. O importante é saber que precisamos de mais avanços, a inclusão é um processo diário e saber o que cada candidato pensa a respeito é primordial para darmos o nosso tão precioso voto, afinal representamos quase 18% da população do estado.

O Direito à participação política das pessoas com Deficiência

A Agência Europeia para os Direitos Fundamentais publicou, em Viena, o relatório “O Direito à participação política das pessoas com deficiência: indicadores de direitos humanos”. O relatório analisa a situação da participação política das pessoas com deficiência em 28 Estados-Membros da União Europeia (UE).



O relatório revela que na maioria dos Estados-Membros da UE , as pessoas com deficiência são cidadãos ativos, mais interessados em participar na vida política do que a restante população se lhe forem dadas as condições necessárias.

Todavia, os dados revelam também que subsistem desafios significativos que afetam algumas pessoas com deficiência e que surgem agrupados em quatro temas-chave:

- Supressão de obstáculos jurídicos e administrativos;
- Aumentar a consciência dos direitos ;
- Tornar a participação política mais acessível;
- Expandir as oportunidades de participação.

Segundo a entidade, na União Europeia existem 80 milhões de pessoas com deficiência e uma em cada quatro famílias na UE inclui uma pessoa com deficiência .

Fonte: Agência Europeia para os Direitos Fundamentais

Um táxi por favor...

Sempre que um cadeirante solicita um táxi a história se repete, a demora duplica e quando o taxista chega sempre bem disposto para não dizer o contrário, dispara a perguntinha mágica: A cadeira vai? Aí eu respiro fundo conto até 10 e respondo eloquentemente:  Ah quando o senhor sai deixa suas pernas em casa? Claro que ele percebe que fez uma pergunta fora do contexto e a grosseria cometida.


Mas o problema nem sempre dá para ser encarado com bom humor, pois na maioria das vezes a recusa dos taxistas é algo notório e nada educado. Essa triste realidade não é privilégio da nossa cidade, aliás várias capitais tem o mesmo problema,  em recente viagem pela Cidade Maravilhosa ficamos horrorizadas com o tratamento dispensado a quem usa cadeira de rodas, táxi lá não é caro o problema é conseguir pegar um, em alguns casos eles queriam cobrar dobrado, abuso. 

Conversei com vários profissionais e com muita curiosidade perguntei porque taxista tem tanto pavor de pegar cadeirante, a resposta nem sempre é explícita, mas em geral são o peso da cadeira, medo de ralar o carro, receio de ter que pegar o cadeirante no colo e ter que colocar no carro e alguns mais sem muito fundamento, afinal qualquer um pode de um dia para outro precisar de uma cadeira...


Em algumas capitais, como o Rio de Janeiro, existe o táxi acessível, modelo doblô onde a cadeira de rodas entra completamente, nada confortável, mas uma alternativa, especialmente para quem não consegue passar da cadeira para o banco do carro sem auxilio de outra pessoa, o único inconveniente é que custa bem mais caro, o que na nossa opinião fere o principio de isonomia, já pagamos mais pelos serviços ofertados e não podemos aceitar, o governo é que tinha que entrar com algumas isenções para que o taxista pudesse ofertar o serviço, que de certa forma tem o cunho social, pode ser cobrado mas sem exploração, sem acréscimos.

Esperamos que aqui em Teresina o serviço de Táxi Acessível seja implementado, com tarifa igual aos táxis comuns e enquanto o serviço não chega que as companhias possam capacitar seus cooperados a atenderem bem a todas as pessoas, independente delas terem ou não uma deficiência. 


Vamos construir juntos um Universo Acessível

Gente que emoção, blog no ar... Somos duas amigas cadeirantes, Amparo Sousa e Carla Cléia, estamos na luta por um Universo Acessível há quase vinte anos e não nos cansamos de lutar para que a palavra Acessibilidade seja cada vez mais efetivada na nossa sociedade, e não nos referimos apenas as pessoas com deficiência, mas  para todas as pessoas que uma hora ou outra irá precisar dessa palavrinha mágica. Então que tal construirmos juntos um Universo Acessível? Contamos com vocês! 

E para estrear em grande estilo, queremos abordar um assunto ainda pouco falado mas que nós mulheres com deficiência  sofremos no dia a dia, Os desafios da Maternidade para uma mulher com deficiência.


Infelizmente o preconceito ainda está muito presente na nossa sociedade, e quando decidimos ser mães, ´vemos um ponto de interrogação na cara dos médicos, que na maioria das vezes não sabem como lidar com a situação, precisamos convece-los que somos capazes e isso é aprova inequívoca que ainda engatinhamos rumo a uma sociedade inclusiva.  Eu mesma, Carla, passei por inúmeros problemas, sou cadeirante, tenho 38 anos e há mais de 14 anos estou tentando engravidar, já ouvi cada coisa de médico, desde quanto você ganha a como vai poder cuidar do seu bebê? Não é fácil não, passar por tudo isso e não desistir da maternidade.

Josefa Silva, cadeirante, 38 anos, é mãe pela segunda vez, engravidou sem dificuldades e cuida dos seus bebês normalmente, claro que com as dificuldades diárias de uma cadeirante, falta de acessibilidade nas clínicas, um exemplo chocante é que no Piauí não existe uma Maternidade acessível, a começar pelas macas altas e a falta de pessoal qualificado para lidar com o diferencial,  mas ainda assim nada nos impede de seguirmos em frente com nossos sonhos.


Nessa busca desenfreada para ser mãe, tive contato com mais de 18 ginecologistas/obstetras e  desses apenas dois me apoiaram plenamente, vou até citar o nome , como uma forma de incentivá-los, Dr. Pedro carneiro e Dr. Anatole Borges ( cuidando atualmente). 

Mas o importante é não desistir, os órgãos de fiscalização existem e precisam ser provocados, no caso do nosso estado o Ministério Público tem realizado um bom trabalho e o nosso papel como cidadão é fiscalizar, provocar e não se conformar, afinal nosso espaço só será respeitado se lutarmos por isso...

A importância da cadeira de rodas adequada

Infelizmente as pessoas sem deficiência acham que qualquer modelo de cadeira de rodas atende as necessidades de quem precisa de uma, mas esse pensamento além de ser completamente errado pode prejudicar a vida de quem utiliza desse meio para se locomover. A foto acima ilustra o modelo que deveria deixar de ser fabricada, pois além de prejudicar a reabilitação, ainda causa um extremo desconforto, que pode levar  inclusive a  depressão pela falta de autonomia e porque não incluir a aparência incapacitante desse modelo.. 

Atualmente a portaria 1272 de junho de 2013 fixa regras e inclui o modelo de cadeiras motorizadas e monobloco, o que ao ver do segmento foi uma conqusta, contudo o fato é que no Piauí a qualidade das orteses distribuídas tem causado indignação ao segmento, além do tempo de espera que aumentou muito, existem processos que demoram mais de ano. Imagina por esmplo precisar de uma cadeira de rodas,  não ter outro meio de se locomover e ter que esperar meses por um direito seu.Algumas pessoas com deficiência sem alternativas ficam isolados sem condições de exercer sua cidadania, aguardando um equipamento indispensável para sua inclusão.

A Associação dos Deficientes Físicos de Teresina - ADEFT protocolou junto ao Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Pessoas com deficiência um ofício solicitando esclarecimentos dessas denúncias para que tais irregularidades sejam sanadas.

O blog está de olho e vai acompanhar o desfecho dessa história.

 

 

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