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Artigo: Por que o fisioterapeuta não deve prostituir o mercado?

ARTIGO

Por: Dra. Amanda Damasceno Soares (*)

 

Quando um profissional se forma, tudo que ele quer é iniciar logo o exercício de sua profissão. Entre os Fisioterapeutas não é diferente, basta registrar-se junto ao Sistema COFFITO/CREFITO e já pode começar a trabalhar com atendimentos domiciliares, em hospitais, clubes, clínicas, centros de reabilitação ou mesmo dedicar sua carreira ao magistério formando novos Fisioterapeutas. Mas por que falar neste assunto? Porque enquanto um Fisioterapeuta aceitar trabalhar por valores a R$ 5, por exemplo, não haverá valorização da Fisioterapia e do Fisioterapeuta. Muitos Fisioterapeutas deixam de lado ou esquecem o esforço que fizeram ao estudar Fisioterapia e ainda fazem para melhorar sua capacidade profissional e por não encontrar outras oportunidades acabam aceitando o que o empregador quiser pagar.

Não é bem assim, é sabido que o mercado de trabalho para o Fisioterapeuta não é fácil, principalmente para quem está recém-formado e que trás uma bagagem profissional com pouca experiência profissional, já que a experiência de estágio adquirida na faculdade nem sempre é suficiente, nem sempre ajudará porque querendo ou não a experiência e o olhar de quem já tem certo tempo de trabalho contarão muito mais, sobretudo nos momentos difíceis do trabalho que exigirão tomadas de decisão que só a experiência será determinante. É sabido também que além da pouca experiência, o novo Fisioterapeuta encontrará um mercado de trabalho altamente competitivo e agressivo, e que ficarão aqueles e aquelas que se dedicarem ao máximo e dispuserem a buscar atualizações, especializações e que também estejam preparados para novas tecnologias que surgem a todo instante. O Fisioterapeuta que está recém-formado ou quem já está há algum tempo no mercado de trabalho precisa pensar com responsabilidade no papel que está desempenhando e tomar cuidado para não prostituir a Fisioterapia, ela depende primeiramente do Fisioterapeuta para ser valorizada.

 

(*) Fisioterapeuta graduada pela Universidade Estácio de Sá de Niterói e Especialista em Acupuntura pelas Faculdades Pestalozzi de Niterói