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Equoterapia: Inclusão social e mais autoestima para os praticantes

A relação homem-cavalo é de longo tempo. No campo os equinos auxiliam na produção da pecuária e da agricultura, sem contar a eficiência no transporte de cargas. Até mesmo na segurança eles são úteis, pois são utilizados na montaria de policiais. E claro, que até no esporte eles são essenciais para o desempenho de atletas, como é o caso do enduro equestre, polo e hipismo. De fato é um instrumento de trabalho e tanto. Quer mais?! Até mesmo para promoção da inclusão social e aumento da autoestima o cavalo tem importância, já que é utilizado como recurso terapêutico na equoterapia.  A técnica proporciona à pessoa com necessidades especiais e/ou deficiência o desenvolvimento de suas potencialidades conforme seus limites físicos e psicológicos. A prática une saúde, educação, equitação e trato do animal, possibilitando que o praticante se relacione melhor com as pessoas e o ambiente onde vive.

A Equoterapia foi reconhecida como método terapêutico em 1997, pelo Conselho Federal de Medicina. De acordo com as recomendações da ANDE-Brasil (Associação Nacional de Equoterapia), o trabalho com a equoterapia deve ser realizado com uma equipe multidisciplinar, com no mínimo, três profissionais: equitador, fisioterapeuta e psicólogo.  O atendimento só é indicado para pacientes aprovados por uma avaliação médica. A equoterapia é importante porque corrige postura, melhora equilíbrio, concentração, coordenação, auxilia no desenvolvimento da marcha, e ainda trabalha a mente. “A evolução depende muito de cada um, porém cada um apresenta um desenvolvimento, ganho de equilíbrio, melhora na escola tanto na leitura quanto na escrita, melhora de comportamento e ganho de força muscular. É uma alegria a cada relato, uma vitória, conquistas de que o meu trabalho está ajudando cada um de alguma forma”, destaca a fisioterapeuta, Bruna Félix Martins.