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Conselho de Fisioterapia do Piauí notifica hospitais

Pouca gente conhece a importância do fisioterapeuta numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Mas o assunto passou a gerar curiosidade depois que o Conselho Regional de Fisioterapia notificou unidades de saúde de Teresina que não possuem o profissional no plantão de 24 horas nas UTIs. A medida é obrigatória e determinada por meio de uma portaria do Ministério da Saúde desde o ano de 2010. Como o conselho da categoria foi criado no Piauí há seis meses, somente agora existe um órgão fiscalizador. Esses hospitais têm um prazo de 15 dias para regularizar a situação. Caso contrário, o Conselho Regional de Fisioterapia vai acionar os Ministérios Públicos Estadual e Federal.

O presidente do Conselho de Fisioterapia, Marcelino Martins, explica que os pacientes internados nas UTIs devem ser acompanhados por fisioterapeutas 24h por dia. Durante visita do conselho, foi constatado que apenas três hospitais obedecem a portaria: Hospital de Doenças Tropicais Nathan Portela, Hospital de Urgência de Teresina e Hospital Getúlio Vargas. Atualmente, os profissionais de outros hospitais só trabalham numa escala de 18 horas. "Nesse intervalo de 6 horas algum paciente pode apresentar intercorrências, piorar o estado de saúde e até mesmo vir a óbito", diz Marcelino Martins.

 


Qual o papel do fisioterapeuta na UTI?
A fisioterapia aplicada na UTI tem uma visão geral do paciente, pois atua de maneira complexa no amplo gerenciamento do funcionamento do sistema respiratório e de todas as atividades correlacionadas com a otimização da função ventilatória. É fundamental que as vias aéreas estejam sem secreção e os músculos respiratórios funcionem adequadamente. A fisioterapia auxilia na manutenção das funções vitais de diversos sistemas corporais, pois atua na prevenção e/ou no tratamento das doenças cardiopulmonares, circulatórias e musculares, reduzindo assim a chance de possíveis complicações clínicas. Ela também atua na otimização (melhora) do suporte ventilatório, através da monitorização contínua dos gases que entram e saem dos pulmões e dos aparelhos que são utilizados para que os pacientes respirem melhor. O fisioterapeuta também possui o objetivo de trabalhar a força dos músculos, diminuir a retração de tendões e evitar os vícios posturais que podem provocar contraturas e úlceras de pressão.

Criança que mora no Hospital Infantil ganha festa de aniversário

A paciente Keylane Soares Nunes da Silva, de 10 anos, ficou pequena para tanto carinho. Há dois anos internada no Hospital Infantil Lucídio Portela, ela ganhou festa de aniversário organizada pelos funcionários do hospital. A menina deu entrada na UTI no dia 26 de agosto de 2013 com graves complicações neurológicas. Devido às orações da família e ao carinho e ao tratamento recebido pelos funcionários do Hospital Infantil, Keylane progrediu positivamente e saiu da UTI, no dia 5 de setembro de 2014. Logo ela transferida para um leito na ala de neurologia.

 

Descobri que meu filho está usando drogas. E agora?

Essa é uma situação que nenhum pai ou mãe deseja passar ou imagina que nunca pode acontecer na sua família. Mas isso é mais comum do que se imagina! Drogas sempre deixam sinais. Para ajudar, é preciso ficar atento. Diante de algumas informações colhidas com a equipe da Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas, o blog VIDA trouxe algumas dicas de como os pais devem reagir ao descobrir que o filho está usando drogas. Primeiro, não dramatize o fato. Tente identificar os motivos que o levaram a fazer uso das drogas. Também tenha uma conversa franca com o seu filho. Saiba a quanto tempo e quais as drogas que ele está consumindo. Se possível, descubra qual o tipo de droga e quantidade usada por ele. é importante não discriminar o jovem por isso, chamando-o de maconheiro, marginal ou drogado. São palavras fortes que podem gerar revolta. Porém, não se sinta culpado pela atitude de seu filho. Sempre dê todo apoio necessário pois o seu filho pode estar doente. mas nunca seja conivente com furtos que o vício irá provocar. Uma das dicas mais importantes é procurar a ajuda de um especialista, embora saiba que as técnicas mais eficazes serão aquelas que você tem dentro de casa: O amor, o carinho e a compreensão.

Cuidados para evitar a impotência sexual

Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia revela que quase a metade dos homens sofre de disfunção erétil (44%). Alguns cuidados podem ser tomados pela ala masculina para evitar o problema. O primeiro deles é dormir bem. Pois estudos comprovam que os pacientes que sofrem de impotência sexual costumam despertar com facilidade durante à noite e demoravam a chegar ao estado de sono profundo. Dormir pouco ainda contribui para o aparecimento de problemas cardiovasculares e a diabetes. Ambos os problemas afetam a ereção.

 

 

Outro alerta é com relação aos fumantes. A Universidade Real de Londres apresentou uma pesquisa que diz que os homens que fumam tem 40% mais chances de sofrer impotência sexual. A explicação está nas substâncias encontradas no cigarro que entopem a microcirculação, afetando também o pênis e a ereção. O diabetes também é fator para a impotência sexual masculina. As artérias do pênis são muito sensíveis às alterações vasculares causadas pela doença. Pelo menos a metade dos homens diabéticos sofrem de disfunção erétil.

 

 

A barriga, pode crer, também contribui para o problema. Isso já foi até comprovado cientificamente pela Escola de Saúde Pública de Harvard, em pesquisa divulgada internacionalmente. Os obesos sofrem mais de impotência por terem o sistema circulatório debilitado. A circunferência abdominal não é a causa direta da disfunção erétil, mas sim as alterações metabólicas decorrentes da obesidade.

 

Procure um Urologista!

Mastologista Luiz Ayrton Santos fala sobre Câncer de Mama no Piauí

ARTIGO

Por: LUIZ AYRTON SANTOS JUNIOR

Médico mastologista – CRM-PI  1683

mastologia@mastologia.com.br

 

Desde os mais remotos documentos humanos, notadamente os papiros egípcios do passado, até os nossos tempos, o câncer de mama é descrito como um flagelo da humanidade, mas bem que já não mais poderia ser. A mama é a parte feminina mais significante, pois é o símbolo da feminilidade, da fertilidade e da maternidade ao longo de toda a história da existência humana. E por que exatamente a mama é acometida do câncer que mais mata as mulheres? Injusta e inexplicável interrogação, entretanto o que sabemos é que, sendo a mama feminina o órgão mais estudado no corpo humano, já estamos compreendendo que podemos ganhar, pelo menos em parte, esta guerra.

Mais de um milhão de mulheres no mundo serão acometidas da doença neste ano. Para o Brasil, esperamos 57.120 casos para 2014 (INCA, 2013) e para o Piauí 560 casos. Morrerão ainda este ano mais de 13.000 mulheres com câncer de mama e mais de 120 homens. No ano passado morreram quase 180 pessoas com câncer de mama no Piauí. E quase 160 brasileiros recebem todos os dias o diagnóstico de um câncer de mama. Mesmo levando em consideração algumas dificuldades de acesso ao diagnóstico e ao tratamento, a sobrevida média mundial da doença, após cinco anos de diagnóstico, chega a 61%.

Das mulheres piauienses que tiverem que enfrentar o espelho com a doença, umas terão boas chances enquanto outras terão chances bastante remotas de cura. Esse disparate é a maior das injustiças sócio-medicinais. Essas últimas mulheres, nem sempre culpadas por essa situação, são o foco de nosso trabalho porque a todos devemos garantir saúde com qualidade e no câncer de mama o diagnóstico e tratamento precoce devem receber os principais olhares.

O tratamento consiste em quimioterapia complementar à cirurgia, mas atualmente muitas mais mulheres são submetidas à quimioterapia antes da cirurgia. Tudo nos leva a crer que no futuro, muito mais do que agora, o tratamento será orientado de pessoa para pessoa, cabendo individualmente a resposta de um determinado individuo diferente do outro. Está na quimioterapia o segredo da cura. Muitas pessoas submetidas à quimioterapia toleram com mais facilidade o tratamento hoje que no passado. Algumas intercorrências ainda são visíveis como conseqüência do tratamento como a queda de cabelos que muitas vezes, ao voltarem a nascer, tem um fio melhor que antes segundo dizem muitas das nossas pacientes.

Temos defendido que o câncer em si não é uma doença mas um ‘estado de espírito’ onde fatores associados de exposição a carcinógenos (produtos que causam câncer) pela intensidade ou pelo período prolongado de exposição e também pela capacidade de defesa de um organismo estão diretamente relacionado com o desenvolvimento da doença e a capacidade que cada um de nós temos para que nosso organismo reaja positivamente a um tratamento.

O movimento Outubro Rosa tem sido vitorioso no nosso país. Claro, guardada certas proporções. As caminhadas envolvendo pessoas na cor rosa ou a iluminação de monumentos são convertidos em movimentos de ganhos sociais, pois as caminhadas fortalecem o ‘lobby rosa’ que é feito junto a deputados e senadores, elaboradores de nossas leis, com o intuito de pontificarmos avanços na luta contra a doença. Podemos citar alguns exemplos dessas vitórias: A Lei da Mamografia, que exige que os gestores ofereçam o exame e atinjam uma cobertura mamográfica nas mulheres suficientes para o diagnóstico precoce e controle da doença;  a Lei da Reconstrução Mamária, extensiva ao SUS e aos planos de saúde, que garantem às mulheres mastectomizadas, que tem seus seios extirpados, poderem reconstruir suas mamas no mesmo ato cirúrgico que a perdem;  Lei dos 60 Dias que obrigam os gestores a garantia do início do tratamento até, no máximo, 60 dias após o diagnóstico e a Lei do Trastuzumab que garante o acesso a essa droga útil em quase 25% dos casos. Tudo isso é decorrente do Movimento Outubro Rosa em nosso país. Em Teresina, a caminhada neste ano acontecerá em 11 de outubro e em São João do Piauí, a cidade mais mobilizada em nosso Estado depois da capital, ocorrerá em 13 de setembro.       

Entretanto esses avanços não são completos porque o governo é incapaz de assumir os custos decorrentes desses anseios da população. Assim uma vez a provada a “lei da mamografia” que deveria ser utilizada após os 40 anos, o governo só deseja após os 50; a “lei da Reconstrução Mamária” paga aos profissionais pífios valores e desestimulantes compensações; a “lei do trastuzumab” só permite o uso do medicamento em tratamento com tumores iniciais e a própria “lei dos 60 dias” que só leva em consideração após o diagnóstico da doença quando, na verdade, o maior entrave é o agendamento da paciente com queixa num posto de saúde, a realização burocrática de exames, a marcação e a realização da biópsia e por último o agendamento com um mastologista. Esses trâmites levam os 60 dias por água abaixo.

Não há, porém, nenhuma doença no mundo que nos una tanto. Curiosamente o câncer também é uma doença que nos mobiliza, nos faz refletir sobre nossa vida e o que devemos fazer com ela. Nunca uma doença mobilizou tanta gente em causas sociais. A tuberculose, a recente AIDS e mesmo a lepra estão muito aquém desta mobilização mundial.

Diante disso hoje reconhecemos que a maior causa da doença é o lixo da vida moderna: Consumistas que hoje somos, produtores de um lixo exagerado, agrotóxicos, conservantes e todos os “antes” da nossa dieta, plásticos, branqueadores de dentes, amianto, fumo, lixo cibernético, exames radiológicos em excesso, etc. Não há mais dúvida que hoje o supermercado nos mete mais medo que o cemitério.  É necessário que reflitamos em que ponto vamos parar com nosso consumo exagerado de produtos desnecessários e como vamos aprender a manipular nosso lixo. Mal compramos um celular novo e já estamos sendo chamados a consumir outro mais moderno deixando o primeiro como parte integrante de um lixo tóxico à nossa própria vida. A manipulação do lixo moderno é o nosso maior desafio no controle da doença.

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