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Mutirões cirúrgicos atenderam quase 1500 pacientes no HGV em 2017

O Hospital Getúlio Vargas (HGV) finaliza o ano com resultados positivos. Este ano, o Hospital já promoveu 50 mutirões, que resultaram em mais de 1.445 pessoas atendidas. Mais duas ações acontecem neste sábado, 23, e no próximo, dia 30. Desde o início dos mutirões, em julho de 2015, já foram beneficiados quase 3 mil pessoas, num total de 104 mutirões. Com a ação, uma iniciativa da Fundação Hospitalar do Piauí em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, o tempo nas filas de espera por um procedimento cirúrgico foi reduzido em mais de 70%.

Para a diretora geral do HGV, Clara Leal, os mutirões de cirurgias estão conseguindo dar vazão às filas para procedimentos eletivos e transformando-as em uma fila de resultados. “A gente tem conseguido superar a expectativa. Em pouco mais de dois anos, foram 104 mutirões realizados e quase 3 mil pacientes beneficiados. E a gente percebe uma diminuição gradativa na fila e, principalmente, no tempo de espera, apesar de novas inserções todos os dias”, garante a diretora.

Para o presidente da Fundação Hospitalar do Piauí, deputado Pablo Santos (PMD B) , havia uma necessidade de agilidade e ampliação nos atendimentos cirúrgicos e os mutirões estão favorecendo esse processo. "Começamos a gestão do HGV com o compromisso de otimizar as necessidades imprescindíveis do hospital. Seguindo um eficiente planejamento já em execução elaborado pela Dra. Clara Leal, estamos acelerando os atendimentos e reduzindo a espera dos pacientes. Satisfatoriamente, estamos cumprindo a agenda dos mutirões e quem ganha é a população", declara.  

Ainda em dezembro, estão programadas mobilizações nas especialidades de cirurgia plástica, neste sábado, 23, e fechando a programação de 2017, novamente ortopedia no dia 30.

 

Atendimentos em 2017 

De janeiro a novembro de 2017, o Hospital Getúlio Vargas (HGV) realizou 10.638 internações, num total de 13.650 cirurgias. Foram realizados também 74.880 atendimentos ambulatoriais e 166.068 exames complementares. O Hospital realizou também 105 transplantes, sendo 75 de córnea e 30 de rins. Além de 26 captações de órgãos através da Organização de Procura de Órgãos do HGV (OPO).

No Serviço de Hemodinâmica, foram realizados 1.040 procedimentos entre Angiografias, embolizações de aneurismas, angioplastias, cateterismos e mais 551 procedimentos endovasculares. Esses procedimentos de alta complexidade somente são realizados no HGV.

Férias requerem cuidados redobrados com os ouvidos

As férias estão chegando e relaxar à beira mar ou nas águas frescas de uma piscina é uma das melhores formas de aproveitar o verão. No entanto, as infecções nos ouvidos podem atrapalhar a diversão dos banhistas, trazendo desconforto e perda parcial da audição. Um simples mergulho em uma piscina comum, com 1,80 metros de profundidade, pode causar trauma na membrana do tímpano pela pressão da água. A orientação é que, ao sentir que o ouvido não compensou a pressão ao mergulhar, deve-se voltar a superfície. Caso persista a sensação de ouvido tampado, um especialista deverá ser consultado.

Além disso, o verão ainda aumenta a incidência de otites externas, causadas pela exposição prolongada e repetida às águas de piscina e do mar. A pele do canal do ouvido é muito fina e sensível e a umidade constante leva a microfissuras com consequente infecção, podendo causar dor intensa, prurido auricular e diminuição da audição. Para aliviar o incômodo, muitas pessoas cometem o erro de usar hastes de algodão ou outros objetos para tentar limpar o ouvido. “Para amenizar a sensação de desconforto, as pessoas terminam inserindo objetos para limpar o ouvido. Essa prática pode provocar traumas e aumentar o risco de infecção”, alerta o otorrinolaringologista Flávio Santos.

O tratamento da otite externa envolve, na maioria das vezes, gotas otológicas com antibióticos ou antifúngicos. Podem ser associados também antiinflamatórios e antibióticos via oral em alguns casos. O otorrinolaringologista deve ser consultado, para individualizar o tratamento adequado para cada um. Flávio Santos elenca algumas dicas para quem planeja curtir o verão. “A primeira dica é não deixar os ouvidos úmidos após o banho de mar e de piscina. Após a diversão na água, é recomendável tomar um banho para lavar os ouvidos com água doce. Não se deve coçar o ouvido nem tentar remover o cerume (quando necessário, o otorrinolaringologista é a pessoa mais indicada para realizar este procedimento). Também é bom evitar o uso de cotonetes e manter o hábito de limpar os ouvidos apenas com a toalha”, orienta o especialista.

Prevenção diminui mortes por AVC

O Acidente Vascular Cerebral, conhecido como AVC e Derrame Cerebral, é um mal que atinge muitos brasileiros e ainda é uma das principais causas de mortes no país. Ele acontece quando se interrompe o fluxo de sangue para alguma região do cérebro, e isso pode ter diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma. 

Os sintomas podem ser perceptíveis e podem acontecer em qualquer lugar. Para o médico neurologista, Thiago Guimarães, os primeiros sinais de que uma pessoa possa está sofrendo um AVC são claros. “Você pode suspeitar de um AVC em toda pessoa que apresente um déficit neurológico de instalação aguda. Esse déficit pode ser uma fraqueza ou dormência na metade do corpo, diminuição da visão ou mesmo alteração da memória”, explica o médico.

O especialista conta que existem dois tipos de AVC, o derrame isquêmico e hemorrágico, mas que é sempre possível para cada situação adotar procedimentos que se feitos em um espaço curto podem evitar grandes sequelas. “Ao detectar o início dos sintomas o paciente deve procurar o pronto socorro o mais rápido possível para avaliação neurológica. Muito importante que o tempo entre o início dos sintomas e a chegada no hospital seja menor que 4h30min, pois em alguns casos é possível a desobstrução do vaso e reversão dos sintomas”, fala o médico Thiago Guimarães.

A prevenção do AVC segundo o neurologista é controlar os fatores de riscos. “Os fatores de riscos para AVC são a idade, sexo masculino, sobrepeso, hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar. E a prevenção é o combate dos fatores de risco modificáveis”, finaliza.

Número de cirurgias plásticas reparadoras aumenta no Brasil

A cirurgia plástica vai além do benefício estético quando o objetivo é devolver a autoestima de quem possui regiões do corpo afetadas pelo câncer, acidentes domésticos ou urbanos, síndromes congênitas ou passaram por uma cirurgia bariátrica. No Brasil, a quantidade de cirurgias plásticas com fins reconstrutivos cresceu significativamente nos últimos anos. De acordo com os dados do último censo divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 2014 foram realizadas 514.231 cirurgias reparadoras. Dois anos depois, em 2016, este número pulou para 633.147 cirurgias reconstrutivas. O censo também aponta que os tumores cutâneos, pós-bariátrica e reconstrução mamária são os procedimentos reparadores mais procurados.

O cirurgião plástico William Machado explica que as mulheres são as que mais procuram pelo procedimento, uma vez que, tendem a ser mais afetadas emocionalmente pelas mudanças que ocorrem no corpo após um trauma como o câncer, por exemplo. “Mulheres que foram submetidas à mastectomia, a remoção total da mama, têm a oportunidade de restaurar o seio por meio da reconstrução mamária, considerando a forma, a aparência e o tamanho após a mastectomia. A cirurgia pode devolver a autoestima da mulher que passou por este processo tão difícil, que é a retirada do seio”, explica. O cirurgião plástico destaca ainda a importância do monitoramento da saúde da mama após a cirurgia reconstrutiva da mama, por meio do autoexame, mamografia e demais exames de diagnóstico.

Outro procedimento cirúrgico reparador bastante procurado é o contorno corporal após grande perda de peso. A cirurgia remove o excesso de gordura e flacidez comuns após a cirurgia bariátrica. “A intervenção cirúrgica melhora a forma do tecido que sustenta gordura e pele, removendo a flacidez provocada pela perda de elasticidade da pele e dos tecidos após a cirurgia bariátrica ou qualquer perda significativa de peso, proporcionando uma aparência mais suave aos contornos do corpo”, pontua William Machado.

Álcool está associado a 50% dos casos de violência doméstica

Segundo pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, de 2016, o uso de álcool está associado a 50% dos casos de violência doméstica. O assunto foi abordado no 4º módulo do projeto Reeducar, desenvolvido pelo Ministério Público do Piauí, por meio da 10ª Promotoria de Justiça – integrante do Núcleo de Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVID).

Com o tema: "O uso/efeitos das substâncias psicoativas e a prática da violência doméstica", ministrado pelo psicólogo Anderson de Moura Lima, do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS – AD), o encontro debateu a relação entre as drogas ilícitas e lícitas, a exemplo da bebida alcoólica, e a violência doméstica.

Segundo o psicólogo, a droga age como um potencializador da violência. “As pessoas têm a sua consciência alterada e com isso elas perdem a capacidade de julgamento não tem a mesma noção das consequências dos seus atos. Então, para algumas pessoas que já têm uma tendência à violência, a droga surge com o efeito de potencializar esse sentimento, essa atitude”, explica.

 Psicólogo Anderson de Moura Lima

Realidade conhecida por Raimundo (nome fictício), um dos participantes do Reeducar, desde a infância. Para ele, o uso do álcool sempre esteve associado à violência. “Eu estive detido durante um tempo e quando saí pensei em mudar a minha vida. Foi então que o meu pai veio até mim e falou: ‘meu filho, você quer mudar? Faça igual a mim, largue essa bebida de mão, pois ela só veio nos prejudicar, desde o tempo que eu agredia você e a sua mãe, e hoje eu estou mudado e não quero que o que aconteceu comigo aconteça com você’. Então eu decidi que, a partir disso, eu seria um novo homem, larguei a bebida e segui o seu conselho”, conta, emocionado.

A promotora Amparo Paz, coordenadora do projeto Reeducar, conta que na maioria dos casos de violência doméstica recebidos pela 10ª promotoria, o autor do ilícito está sob efeito de álcool ou outro tipo de droga. “É muito importante nós destacarmos que, embora seja muito comum a ocorrência de violência contra a mulher associada ao uso de drogas, elas não são as causadoras da violência. Apontar as drogas como responsável pelas agressões seria tirar do agressor a culpa pelo seu comportamento e possibilitar um novo ciclo de violência para a vítima. Então, a ideia é, na verdade, enxergar o uso de drogas e álcool como um agente potencializador da violência”, frisa.

O projeto Reeducar desenvolve, ao longo de nove meses, o acompanhamento de 15 homens que respondem judicialmente pelo crime de violência contra a mulher, com palestras e rodas de conversas realizadas uma vez por mês.

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