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ENTREVISTA: Suicídio é problema de saúde pública e pode ser evitado

Hoje vamos abordar um assunto que geralmente é evitado nos veículos de comunicação. Mas, como jornalista e futuro profissional de saúde, entendo que não devemos deixar de divulgar esse problema que é de saúde pública e tem como ser evitado. Para essa entrevista especial, convidamos Djacira de Macedo Vieira, que é Psicóloga Clínica com abordagem psicanalítica. Ela reside no município de Altos e lançou um lindo movimento em favor da vida que tem gerado muita repercussão positiva.

Psicóloga Djacira Vieira

MARCELO FONTENELE - O que diz uma pesquisa realizada por você sobre o suicídio?

DRA. DJACIRA VIEIRA - A primeira pesquisa que realizamos foi em 2008 e descobrimos o alto índice de suicídio em Altos. À partir de então, partiu-se o interesse em pesquisar com mais profundidade o assunto até constatarmos que realmente o índice é assustador.

 
MARCELO FONTENELE - Esses números são alarmantes? Motivo de alerta para as autoridades de saúde?

DRA. DJACIRA VIEIRA - Sim! No ano passado (2014) tivemos 6 suicídios. A cidade tem 38 mil habitantes (IBGE), o que representa 15 suicídios para cada 100.000 habitantes.  Acima, portanto da média nacional que é de 4,8 e da média da capital piauiense que representa 6,5 suicídios para cada 100.000 habitantes.

 

MARCELO FONTENELE - Por que esse grave problema é pouco divulgado na mídia?

DRA. DJACIRA VIEIRA - Existem alguns mitos que permeiam o suicídio, um deles é sobre a abordagem.  Durkhein (1977) em seu livro Grifos Meus aponta a possível relação de  notícias sobre suicídios como fator de colaboração para novos casos, porém enfatiza que não é o fato de se noticiar, mas como o fazer.
[...] Na realidade, o que pode contribuir para o desenvolvimento do suicídio ou do crime, não é o fato de se falar deles, é a maneira como se fala.  ”Onde essas práticas são abominadas, os sentimentos que despertam traduzem-se através dos relatos que se fazem delas e, por conseguinte, neutralizam mais do que excitam as predisposições individuais” (Durkheim, op. cit.: 143, grifos meus).
A imprensa precisa discutir o tema, mas de maneira profissional e ética. Existe um manual da OMS que orienta a veiculação do suicídio disponível na internet. Creio que ao abordar o assunto daremos oportunidade para que as pessoas possam expor seus medos, angústias e dúvidas e, ao contrário do que se pensa, podem ser dissuadidos da idéia.

MARCELO FONTENELE - Tem como as pessoas próximas identificarem comportamentos suicidas?

DRA. DJACIRA VIEIRA - Sim.  Mudanças bruscas de comportamento são as principais pistas que o suicida dá. A pessoa, normalmente, fica deprimida, fala muito em morte, se isola socialmente, tem insônia, demonstra uma mudança acentuada de comportamento, atitudes e aparência, , automutilação, etc. É importante ficar em alerta ao notar grande alteração alimentar ou de sono, sentimento de desvalor e desesperança em pessoas próximas.  A maioria dos suicidas dá sinais claros de que vai se matar. Algumas vezes os mais jovens são mais diretos. São praticamente anúncios. Eles verbalizam de maneira clara a intenção, ou avisam pelas redes sociais, por cartas, por email. Os mais idosos são mais sutis. Normalmente calam, se isolam e, algumas vezes, dividem as posses entre os familiares.

 

MARCELO FONTENELE - Qual a importância do atendimento psicológico no acompanhamento dessas pessoas?

DRA. DJACIRA VIEIRA - Levando em conta de que 90% das pessoas que cometem suicídios, possuem algum tipo de transtorno mental, dentre eles estão: depressão, abusos de substâncias psicoativas, transtorno de humor e até esquizofrenia, entendemos que o atendimento imediato, psicológico e psiquiátrico é de grande importância para prevenção. Na maioria dos casos, podemos fazer com que o cliente ressignifique seu desespero existencial e descubra perspectivas de manejo de seus conflitos.

 

MARCELO FONTENELE - Quais os motivos que levam uma pessoa atentar contra a própria vida?

DRA. DJACIRA VIEIRA - O suicídio não ocorre apenas por uma causa, mas por uma combinação de fatores biológicos, emocionais, psicológicos, genéticos, culturais, sociais e ambientais.  Trata-se de um fenômeno multideterminado.

 

MARCELO FONTENELE - Você criou um movimento “ Altos à  favor da vida". No que consiste esse movimento?

DRA. DJACIRA VIEIRA - O movimento nasceu através das redes sociais. Não podíamos, como psicóloga, ficar de braços cruzados. Lançamos a campanha “Altos a favor da vida” e juntamos um grupo de voluntários para trabalharmos com a prevenção e acolhimentos dos familiares. Temos o objetivo de informar, orientar, acolher e atender as pessoas que passam ou passaram por este problema. Na Europa, as taxas de suicídio estão diminuindo porque a prevenção funciona. Já nos Estados Unidos foi lançada a campanha “Amigo bravo é melhor que amigo morto”, para incentivar os jovens a não manterem segredo e contarem o que sabem sobre as intenções dos colegas. No Brasil, simplesmente não se fala no assunto.

MARCELO FONTENELE - Que atividades já foram realizadas?

DRA. DJACIRA VIEIRA - O primeiro passo foi uma caminhada com intuito de mobilizar a sociedade altoense. Centenas de pessoas de todos os segmentos sociais participaram. Após isso tivemos treinamento com um profissional da área para os voluntários e cursos que abordam o tema. Estamos atendendo na clínica os acasos que nos chegam, além de fazermos visitas domiciliares. Faremos ainda palestras nas Igrejas, escola e presídios.  Atualmente estamos fazendo o estatuto para institucionalizarmos o movimento e assim atendermos mais pessoas.

 

MARCELO FONTENELE - Como a população está recebendo as atividades?

DRA. DJACIRA VIEIRA - Desde o início percebemos a disponibilidade dos altoenses. Andamos em escolas, comércios e residências e percebemos o apoio e a solidariedade da população. Quem tem amigos, vizinhos ou familiares que passaram por esse problema sabe que o apoio é importante. É importante destacar que cada suicídio tem um sério impacto em, pelo menos, 6 pessoas próximas. O impacto psicológico, social, financeiro para a família e comunidade é imensurável.

MARCELO FONTENELE - Qual a sua mensagem para as pessoas depressivas ou que se encontram desestimuladas com a situação de vida?

DRA. DJACIRA VIEIRA - Acreditamos que o primeiro passo é buscar ajuda dos familiares e de profissionais para amenizar o sofrimento.  Saibam que vocês não estão sozinhos nesta luta. Estamos traçando metas, trocando experiências e informações para buscarmos assistir os envolvidos e seus familiares de forma ética e compromissada para amenizar o sofrimento  dos que passaram ou passam por essa terrível experiência. O caminho é longo, mas entendemos que o suicídio é um problema de saúde publica que pode e deve ser evitado.

Saiba escolher Ovos de Páscoa saudáveis

Nesse período do ano, além de Jesus, outro personagem invade o imaginário das pessoas: Ovo de Páscoa, que simboliza a ressureição de Cristo. A criatividade dos fabricantes se supera a cada ano, quando nos referimos aos recheios e à estática visual das guloseimas. Fica difícil resistir à tentação! Mas, é preciso ter cuidado na hora de escolher e consumir um ovo de chocolate menos agressivo para a saúde. Numa conversa informal, iniciei um pequeno debate sobre o assunto com três nutricionistas. E todas foram enfáticas ao falar que o ideal é consumir chocolates com, no mínimo, 50% de cacau na composição. Pois ele tem nutrientes que possuem função anti-inflamatória, previnem contra o envelhecimento precoce e ainda são menos calóricos.

Outra opção para quem busca comer Ovo de Páscoa sem culpa é aquele produzido organicamente, que contém menos quantidade de gorduras que os ovos tradicionais. Também estrelam no mercado os Ovos de Páscoa sem glúten na composição, chamados de alfarroba. Esse ovo é rico em vitaminas do complexo B, cálcio e magnésio. Observar o rótulo dos ovos de Páscoa é outra recomendação dos especialistas, assim você pode saber a quantidade de calorias que existe em determinada porção ou peso consumido.

ALERTA: Os ovos diet devem ser evitados. Pois eles possuem menos açúcar, porém, a quantidade de gordura é maior. O chocolate branco não possui antioxidante e, portanto, deve ser a última opção. Geralmente, os ovos caseiros possuem muita gordura nitrogenada, altamente calórica e prejudicial. O consumo deve ser moderado, mesmo com os "Ovos do Bem".

 

Obesidade infantil pode começar no lanche da escola

A postagem de hoje foi sugerida pela internauta Nayana Sousa. Ela clicou no link "Fale com o Colunista" e pediu que divulgássemos algo sobre a obesidade infantil. Então, observando uma pesquisa divulgada pelo IBGE, observamos que o assunto é grave, já que praticamente a metade das crianças brasileiras estão com sobrepeso ou obesos.

Você olha para uma criança gordinha e acha linda. E realmente é, mas essa característica pode trazer sérias complicações para a vida dela. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, revelam que 47,6% das crianças entre 5 e 9 anos estão obesas ou com sobrepeso. E esse problema pode começar na escola, quando as crianças geralmente lancham refrigerantes, salgados, massas e outras frituras. Pelo menos é o que dizem os especialistas, que fazem alerta para os pais sobre a importância de manter uma alimentação equilibrada para os filhos, de preferência, orientada por nutricionista. 

Diversos fatores podem provocar o sobrepeso e a obesidade. Entre eles, maus hábitos alimentares e o sedentarismo. Muitos pais não procuram saber o que os filhos comem na escola ou durante as atividades extra classe na rua. As consequências vêm a longo prazo. O risco de desenvolver transtornos na adolescência é um exemplo claro. Sem falar da baixa autoestima que acaba prejudicando o convívio com as outras crianças. Só que muita gente ignora porque acha que crianças não sofrem de hipertensão ou de problemas cardiovasculares. O ideal seria a criança levar o lanche de casa, pois além de garantir uma alimentação mais saudável (frutas, sucos, alguns tipos de biscoitos, etc), essa atitude ainda levaria a uma significante economia no final do mês.

 

MONTE UMA LANCHEIRA SAUDÁVEL (Fonte: Diário da Manhã)

- Cuidado com o sódio, corantes e conservantes presentes em produtos chamativos aos olhos das crianças. Estes, além de desencadear doenças que até então são consideradas de adultos (hipertensão, dislipidema e alteração nos níveis de colesterol), podem também provocar alergias.

 

- Atenção às propagandas que mostram alimentos coloridos que prometem vitaminas e minerais como substitutos de uma alimentação saudável e na-tural, nem sempre eles prometem o que cumprem.

 

- Alguns alimentos considerados saudáveis nem sempre de fato são. Sucos de caixinha, por exemplo, contêm quantidades excessivas de sódio, eles podem até ser práticos para levar na lancheira, porém, escondem perigo, porque, além do sódio, possuem açúcares e conservantes.

 

- O grande aliado na busca por um lanche adequado é a leitura dos rótulos para saber o que está sendo consumido e também a disposição em organizar com calma o lanche da criança.

 

- Priorize frutas, iogurtes naturais, biscoitos com poucos conservantes artificiais, etc.

Hipertensos no Brasil podem aumentar em 80%

Essa postagem é dedicada ao internauta Marcus Aurélio Santos, que acompanha assiduamente nosso blog. Ele pede que a gente dê dicas de como conviver bem com a hipertensão. Mas, começamos com um alerta que todos precisam saber!

Esse dado alarmante foi divulgado depois um estudo realizado em conjunto com a Universidade de Nova York, Instituto Karolinska (Suécia) e Escola de Economia de Londres. Até o ano de 2025, o número de hipertensos nos países em desenvolvimento, como o Brasil, poderá aumentar 80%. A triste estimativa faz com que as pessoas fiquem mais em alerta para evitar os graves problemas provocados pela alta da pressão arterial. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui 17 milhões de hipertensos. Entre os principais fatores de risco estão o sedentarismo, a obesidade, o consumo de álcool, alimentação inadequada e o cigarro.

A cada ano, 420 mil pessoas morrem no planeta em consequência de Acidente Vascular Cerebral - AVC. Os problemas cardiovasculares são responsáveis por 1.200.000 mortes por ano no Brasil e formam a primeira causa de óbito no país. Pelo menos 300 mil brasileiros são vítimas de infarto agudo do miocárdio. Tudo isso tem ligação direta com a hipertensão.

Mas, como conviver com a hipertensão? A resposta, aparentemente, é simples. Basta fazer o contrário do que acontece com os fatores de risco da doença. É preciso mudar hábitos alimentares e de vida. Essa é a parte difícil, a "mudança" repentina da rotina. A primeira recomendação é sempre ter o acompanhamento de um médico. Depois é hora de abandonar o sedentarismo. Passe, ao menos, a fazer caminhada de no mínimo 30 minutos diariamente, ou quatro vezes por semana. Para os especialistas, os melhores exercícios para hipertensos são caminhar, nadar e andar de bicicleta.

O controle do peso é essencial. Procure um nutricionista e tenha refeições saudáveis, de acordo com as necessidades de seu organismo. Atividades de lazer também são essenciais para revigorar as energias. Então procure ler um livro ou participar de grupos sociais. Isso provoca relaxamento e, consequentemente, mantém sua pressão arterial equilibrada.

Se você fuma ou ingere bebida alcoolica, fica difícil conviver com a pressão alta se você não deixar de consumí-los.

Refrigerantes aceleram o envelhecimento

Se você está lendo esse texto depois de ter clicado na manchete, pode sim ficar preocupado(a), pois deve ser um apreciador de refrigerante, assim como eu. Atualmente, as pessoas tomam refrigerante praticamente todo dia. É um dos produtos indispensáveis na lista do supermercado de várias famílias. O que muita gente não sabe é sobre o resultado de uma pesquisa recente, realizada nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que aquelas pessoas que bebem o equivalente a duas latas de refrigerante por dia podem envelhecer mais rápido. As células ficam envelhecidas em até 4 anos e 6 meses. Os telômeros (pequenas capas que protegem o final das cadeias de DNA) aparentam ser mais curtas. Se você acha que esses 4 anos e 6 meses de envelhecimento valem à pena devido a satisfação pessoal, fique atento aos outros problemas de saúde que podem ser provocados pela ingestão exagerada de refrigerante:

1) Aumento do desejo por açúcar - Pode-se despertar a percepção sobre o gosto doce e fazer com que a pessoa sinta desejo por mais açúcar.

2) Risco de câncer - O alerta é principalmente para as mulheres, já que correm o maior risco de desenvolverem o câncer de mama devido ao consumo exagerado de bebida gaseificada. Inclusive o seio fica mais denso.

3) Problemas ósseos - Refrigerantes possuem alto nível de ácido fosfórico que podem provocar a diminuição da densidade dos ossos.

4) Doenças no fígado - O fato do refrigerante ter gás e muito açúcar faz com que surjam pacientes com problemas de gordura no fígado. O alto nível de frutose é absorvido pelo fígado e se converte em gordura.

Então fica a dica... Assim como tudo na vida, é preciso impor limite em tudo o que consumimos.

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