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'Round 6' - Vim, vi e valeu

 

"Adivinha quem veio pra brincar?". A boneca mais ameaçadora do momento. Jogos mortais para desesperados. Imagem: Divulgação

Finalmente vi. Confesso que o hype (críticas positivas, manchetes oportunistas, etc) me deixou desconfiado, mas pra mim não há limite nem fronteira pra experimentações sensoriais.

Se por um acaso você não acompanha ou simplesmente não conhece produções de TV ou o cinema sul-coreano (será motivo pra uma publicação exclusiva sobre o assunto), ‘Round 6’ pode ser um bom começo.

Ainda que o filme ‘Parasita’ tenha sido exaustivamente comentado, até agora nada se compara aos zilhões de memes do ‘cartão de visita mortífero’, das ‘roupas que imitam Casa de Papel’ e da boneca gigante, espalhados na rede.

"Aaaaahh... Agora entendi!". Os memes invadiram as redes pelo sucesso do seriado, mas só entende quem viu. Fonte: Internet

As produções vindas da Coréia do Sul – são muitas - tem frescor, inventividade, originalidade e por vezes chocam no seu grau de exposição e abordagem.

Me aproximei da nova safra de filmes sul-coreanos em 2006 com "O Hospedeiro".  Família e paternidade. Em cartaz na Netflix. Poster: Divulgação

No seriado temos personagens falidos financeiramente que se submetem a uma variedade de jogos infantis, mas que se demonstram fatais. Como diria nosso camelô querido, "tudo por dinheiro".

E aí vemos uma galeria de personagens marginalizados dentro de uma sociedade competitiva representada pelo ‘tudo ou nada’ das brincadeiras, misture com nossa velha curiosidade mórbida que, falando em apostas, faz a gente ‘pagar pra ver’ e torcer pro competidor que mais conquiste nossa simpatia.

Protagonistas esperando abrir as "portas da esperança". Enquanto isso tome desespero. Foto: Divulgação

Tem se tornado comum ao audiovisual sul-coreano aprofundar o tom das críticas socias através de thrillers ultraviolentos como ‘Round 6’. No caso em tela, temos uma forte crítica a um sistema econômico competitivamente desumano que só leva em consideração o que se pode lucrar e suas "cláusulas de consentimento": o 'jogador' não tem permissão para desistir do jogo!

Como diria um antigo título de filme, "pague para entrar, reze para sair".  

Volto em breve com uma reação de filmes indispensáveis da filmografia da Coréia do sul.

Que venha o próximo round. (HD)