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Poema para República que foi proclamada e que resta ser estabelecida

Campo de Santana (RJ): Primeiro golpe militar na República. Benedito Calixto prova que história também é fabulação. Arte: International Network

Hoje (15) comemora-se a passagem do dia da Proclamação da República.

A data em parênteses depois da palavra ‘hoje’ no início da sentença anterior - além de estilística - existe por dois motivos: para quem lê o texto outro dia qualquer e para quem não sabe que esse não é um dia qualquer.

Saber o motivo do feriado. Lá vão-se outras tantas pedradas.

Os radicais "res" e "pública" formam a palavra república que deriva do latim e significa “coisa pública”. Portanto o republicano deve ser o zelador da coisa pública.

Coisas do Brasil: Deodoro da Fonseca, o "republicano" que era monarquista. Imagem: Deodoro da Fonseca (1889). Wikipédia

Fiquemos com esse "poema patriótico" do historiador José Murilo de Carvalho. E que esnobe esse poder de síntese, assim como a arrogância do brasileiro diante dos valores republicanos.

República provisória: 1889 até 1993. Histórias sobre a história do primeiro golpe republicano. Imagem: Acervo

“Nenhum homem nesta terra é repúblico, nem vela nem trata do bem comum, senão cada um do seu particular”. (Simão de Vasconcelos, 1663)

“Ser republicano é crer na igualdade civil de todos, sem distinção de qualquer natureza.

É rejeitar hierarquias e privilégios.

É não perguntar: Você sabe com quem está falando?

É responder: Quem você pensa que é?

É crer na lei como garantia da liberdade.

É saber que o Estado não é uma extensão da família, um clube de amigos, um grupo de companheiros.

É repudiar práticas patrimonialistas, clientelistas, familistas, paternalistas, nepotistas, corporativistas.

É acreditar que o Estado não tem dinheiro, que ele apenas administra o dinheiro pago pelo contribuinte.

É saber que quem rouba dinheiro público é ladrão do dinheiro de todos.
É considerar que a administração eficiente e transparente do dinheiro público é dever do Estado e direito seu.

É não praticar nem solicitar jeitinhos, empenhos, pistolões, favores, proteções.

Ser republicano, já dizia há 346 anos o Jesuíta Simão de Vasconcelos, É NÃO SER BRASILEIRO”.

É ou não é uma carta de amor sincera ao que chamam de República? (HD)