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Ministério da Liberdade de Imprensa adverte: o autoritarismo sempre tem uma conspiração para chamar de sua

Novo livro do renomado historiador Sir Richard Evans: Todo líder autoritário tem uma conspiração para chamar de sua. Imagem: Divulgação 

Alguns autores são obrigatórios quando se fala, discute ou estuda a história da Alemanha entre os períodos que compreendem as décadas de 1920 até 1940 (nascimento, ascensão e derrocada do nazismo).

Joaquim Fest, Ian Kershaw, Norbert Elias, Primo Levi, Hannah Arendt e Wilhelm Reich são importantes nessa compreensão. Mas hoje compartilho o novo livro de outro autor que também é primordial no estudo do assunto: Sir Richard J. Evans.

Hannah Arendt: Para entender o perigo do nazismo, um tratato sobre a banalidade do mal: Imagem: Divulgação

Desse autor, acaba de ser lançado no Brasil o livro “Conspirações Sobre Hitler – O terceiro reich e a imaginação paranoica” pelo selo Crítica.

Professor Evans: Autor de livros fundamentais sobre a história da Europa dos séculos 19 e 20. Imagem: Divulgação

Sir Evans é especialista nos estudos sobre a Europa com foco na Alemanha dos séculos XIV e XX. É dele a trilogia de livros considerada mais importante sobre o assunto: ‘A Chegada do Terceiro Reich’, ‘O Terceiro Reich no Poder’ e ‘O Terceiro Reich em Guerra’. Incontornáveis.

Em “Conspirações”, o renomado historiador analisa algumas das mais difundidas teorias da conspiração sobre Adolf Hitler e seus acólitos. Entre as teorias, destaco a farsa do famigerado texto “Os Protocolos dos sábios de Sião” (que descobrimos através da pesquisa do autor que obteve bons comentários de Winston Churchill) e a “fuga” de Hitler em 1945 para América do Sul.

Alemanha nazista: Trilogia de Evans para entender a ascenção e derrocada de Hitler. Imagem: Divulgação

Relativamente curto, o livro é de uma qualidade sintética dominada por poucos. A agilidade de informações junta-se a uma técnica de escrita que possibilita um trabalho mais conciso.

Nessa semana que comemoramos o dia mundial da Liberdade de Imprensa, a introdução (6 páginas) do livro é uma aula magna de jornalismo (ainda que o autor tenha formação em história).

O professor de história que dá uma aula de jornalismo. Imagem: ABERT

No livro, o autor ainda estabelece importantes diferenças entre Hitler e Stalin e fala das origens das teorias conspiratórias trazendo suas diferenças e características, afinal, quando se fala em teorias da conspiração, inevitavelmente temos que passar por notícias falsas, ‘fatos alternativos’ e destruição de reputações.

Por fim, impressionante como ao fim da leitura, descobrimos que o domínio do conhecimento histórico pode colaborar com análises políticas e sociais e só não entende esse detalhe quem gosta de viver no fantástico mundo de Bob. (Não o Dylan ou o Kennedy)

“Um livro de história para a era da ‘pós-verdade’ [...] Uma leitura para a atualidade” (HD)