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Revista especializada faz uma bela homenagem ao rock dos anos 80

Desde 1982: Uma edição caprichada (com um péssimo editorial) que comemora 40 anos de rock nacional. Foto: Arquivo

Ouvi dizer que atualmente só se encontra rock no Brasil nas bancas! (Um pouco de exagero, mas é quase isso)

A onda de revival nunca vai parar. A Rolling Stone deixou de existir em sua edição impressa, mas aqui temos essa edição especial de colecionador: Dossiê 40 anos de Rock Nacional.

Apesar de um editorial burocrático, preguiçoso e burro, tenho que dizer que é uma edição caprichada em fatos e fotos.

Verão de 1982, marco zero do rock nacional? Nunca ouviu falar de Celly Campello, os Mutantes e do Roberto. Imagem: Arquivo

Também tenho que dizer que se comemoram 40 anos, estamos falando de um período que começa em 1982, portanto, fica super fácil dizer qual o principal marco temporal: o (meu adorado) disco “As Aventuras da Blitz”.

Na revista temos uma breve história do verão de 1982 e suas clássicas passagens pelo Circo Voador e a Rádio Fluminense (a maldita!), uma atualização de como alguns dos artistas estão hoje em uma sessão de “cliques em ação” e uma matéria especial com o fotografo Marcos Hermes e seus marcantes momentos musicais capturados. 

 "Eu tinha doze anos ainda me lembro do dia...": Melhor disco da década de 1980 sem medo de errar (mesmo errado, tenho razão) Divulgação

Além disso, não poderia faltar uma lista dos discos mais importantes dos anos 80, uma playlist que brinca de jogo da memória e algumas matérias de arquivo da revista.

Alguns que gostam de crítica musical podem perguntar porque achei o editorial da revista “preguiçoso e burro".

Ler a revista com atenção e cuidado já responde. Enumero: 

1. Na revista, a Giannini em sua publicidade faz questão de enfatizar que em 1982 (marco desses 40 anos) já estava com 82 anos. Portanto, esteve presente em discos fundamentais de Renato Barros, Roberto Carlos e Ronnie Von, só pra usar a letra R!

Nem consigo imaginar o tanto de discos fundamentais de rock essa guitarra gravou bem antes de 1982. Foto: Arquivo 

(Nem vou dizer que houve uma marcha contra a guitarra em 1967)

2. Se 1982 foi o “pós-desbunde” como afirma reportagem da revista, imagina o desbunde!

E vamos lá, idealizar o passado porque no caso da música “eu (não) vejo o futuro repetir o passado”.

Você não soube SE amar! (HD)