Cidadeverde.com

Rita Lee visita ursa Rowena, que inspirou novo livro da cantora

Foto: Reprodução Youtube

Rita Lee está prestes a lançar seu mais novo livro infantil, Amiga Ursa - Uma história triste, mas com final feliz, que conta a história da ursa Rowena, que passou por tráfico animal e sofreu maus-tratos.

Atualmente, o animal está no Rancho dos Gnomos, em Cotia, e na última semana a cantora foi até o local para visitá-lo.

"A gente entrou no espaço dela e eu fiquei com vontade de abraçar, de beijar", conta Rita em vídeo divulgado no YouTube nesta terça-feira, 11.

Embora Rowena, que antes se chamava Marsha, tenha um ar triste e medo de atitudes generosas, segundo disse a cantora, ela foi bem receptiva.

Na visita, Rita alimentou o animal com suco e bolachas com mel. "Foi um dos dias mais especiais da minha vida, ter visto a felicidade em que ela está."

O livro, que deve ser lançado no final de junho, conta a história da ursa: de onde ela veio, por onde passou e como chegou ao Brasil. Confira abaixo o depoimento de Rita Lee sobre a visita e o resgate de Rowena:

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Cão morre após ser atingido com tiro na cabeça; polícia investiga

Foto: ONG Protetores de Patinhas

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) investiga o caso de um cãozinho que morreu com um tiro na cabeça. O caso ocorreu nesta quarta-feira (29), próximo ao estádio Albertão, na zona Sul de Teresina. O animal ainda foi socorrido com vida, mas perdeu muito sangue e não resistiu. 

"Ele foi levado para a clínica veterinária, chegou a ficar entubado e estava precisando de doação de sangue. Conseguimos um cão doador, mas ele teve uma parada cardíaca e não resistiu. Perdeu muito sangue com o tiro", disse Shayana Raianny, da ONG Protetores de Patinhas.

O caso do cãozinho batizado de Velhinho tem gerado comoção e revolta nas redes sociais. Casos de maus tratos a animais são comuns em Teresina. Somente nos três primeiros meses deste ano, 17 pessoas foram indiciadas por atos de crueldade contra cães e gatos em Teresina. 

Vídeo: cavalo se "despede" de vaqueiro no Piauí e emociona

Foto: Reprodução WhatsApp

A morte do vaqueiro piauiense Antônio Luiz Melo Marinho, conhecido como Tony Terra Forte, deixou saudades, inclusive, em um dos seus melhores amigos: Bob. O cavalo- que era seu companheiro de vaquejada há cerca de sete anos- se "despediu" durante o velório e causou comoção.

Foto: Reprodução WhatsApp

"Quando acabou o culto fúnebre, trouxeram o cavalo próximo do caixão. Ele ficou lá parado como estivesse se despedindo. O Tony tinha uma paixão muito grande por esse cavalo. Todos os amigos se emocionaram pois sabiam da história deles. Foi bonito e triste ao mesmo tempo. Um momento de muita comoção por toda a paixão que ele tinha pelo cavalo e pela vaquejada", disse Mabel Guerra Marinho, esposa de Tony.

Bob seguiu também durante cavalgada até o cemitério. O cavalo foi puxado pela filha do vaqueiro que usava o chapéu do pai. 

Tony Terra Forte morreu na última terça-feira (21) em um grave acidente na BR-135, no interior do Piauí. 

Foto: Reprodução Instagram Tonyterraforte

Cão "vende" brigadeiros para custear tratamento de câncer

A história de um cãozinho idoso com câncer tem mobilizado as redes sociais. As donas do animal criaram o perfil @todoscomapolo para conseguir recursos para o tratamento dos tumores. No primeiro post, Apolo aparece com uma plaquinha com a seguinte frase: "Vendo brigadeiro para ajudar no meu tratamento do câncer. R$ 1,00. Aubriagado". 

Oi pessoAU, tudo bem? Eu sou novo por aqui e, como um bom idoso que sou, não sei usar muito bem redes sociais, mas minha mãe e minha vó estão me ajudando muito. Vou contar minha história bem resumida, tá? Até porque odeio isso que vocês chama hoje de “textão”. No começo do ano, fui diagnosticado com três tumores distintos e, devido a minha idade, não posso fazer cirurgia e a quimio não é um tratamento adequado para mim. Então, o que fazer? Me cuidar! Tomo 5 remédios todos os dias, faço meus exames de sangue duas vezes por mês e tenho uma veterinária que é quase um anjo, Tia Tereza. Ela me ajuda muito! Mas, eu sei que tudo isso é gasto não é? Então resolvi arregaçar as mangas e por as patas na massa! Estou fazendo brigadeiros para vender e ajudar a comprar todos os remédios que me deixam assim, bem felizão!", diz o post que, em menos de 24 horas, alcançou quase 31 mil likes. 

Na publicação consta ainda o local em que Apolo estará "vendendo" os brigadeiros. O cão mora em no estado de Pernambuco. 

"Vou estar, a princípio, na frente do Edf. Portugal, as 19:00hr. Vamos lá comer o brigadeiro que fiz com todo amor do mundo, e mesmo que você não possa comer chocolate assim como eu, vá lá me ver e fazer um carinho, sou um velhinho carente. Obrigado a todos e até já!". 

No Instagram há ainda o link de uma vaquinha online da campanha "Todoscomapolo".

STJ decide que condomínio não pode proibir animais domésticos

Tutores de pets comemoram a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que estabelece que condomínios não podem restringir, de forma genérica, que moradores tenham animais domésticos de estimação, como cães e gatos, em apartamentos. 

De acordo com a decisão, as convenções só podem fazer restrição quando os bichos apresentarem risco à segurança, higiene ou à saúde dos demais moradores.

ASSISTA A MATÉRIA

Carroceiro é conduzido à delegacia suspeito de espancar burro

Foto: Divulgação DPMA

Nas imagens é possível perceber sangue em uma das patas do animal

Um carroceiro foi conduzido coercitivamente à delegacia suspeito de espancar um burro. O caso ocorreu nas imediações da Praça do Bairro São João, na zona Leste de Teresina. A denúncia é de que o animal estava sendo agredido com uma barra de ferro e um pedaço de madeira por não suportar transportar uma carga.

"Uma servidora pública passava pelo local e viu o animal ao chão. Pediu ao carroceiro para parar, mas foi ameaçada. O carroceiro disse que estava batendo porque o animal não queria se levantar.  Então, ela foi à delegacia denunciar o caso e deslocamos uma equipe de policiais que constatou a agressão ao animal e conduziu coercitivamente o carroceiro à delegacia", disse a delegada Edenilza Viana, titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). 

O burro estava com ferimentos na barriga, dorso e  pata. As agressões teriam sido flagradas por quem passava pela via. Apesar disso, o carroceiro negou maus-tratos. Contra ele foi lavrado um Termo Cirscunstanciado de Ocorrência (TCO). 

Foto: Divulgação DPMA

Agredir animais ou deixá-los expostos ao sol e chuva são uma das formas de maus-tratos

Com o apoio da Polícia Militar, o burro foi resgatado e  doado a uma pessoa que ficou como fiel depositário. 

A atuação da DPMA é uma forma de intimidar quem possui equinos e burros e os coloca em situação de maus-tratos com a finalidade exclusiva de obter lucro.

O novo visual de Marsha sete meses após deixar o Piauí

Foto: Bigabp/ Reprodução Rancho dos Gnomos

A ursinha Marsha está com os pelos totalmente renovados. A mudança no visual foi comemorada no Instagram do Rancho dos Gnomos, santuário onde ela mora desde que saiu do Piauí, em setembro de 2018. 

"Finalmente.... os 3 últimos nozinhos caíram das costas da querida Rowena, finalizado um passado de exploração, abuso e crueldade, registrado nas páginas de sua vida... Talvez, Rowena ainda se lembre de seu passado sombrio, mas acreditamos acima de tudo no poder do amor....e o amor está transformando a essência da irmã Rowena e, aos poucos restaurando tb sua dignidade. Amigos vcs são parte fundamental dessa transformação...gratidão", diz o post do santuário. 

A ursinha, que foi rebatizada de Rowena, tem aproximadamente 32 anos. Ela morava há sete anos no Parque Estadual Zoobotânico após ser resgatada de um circo. O animal deixou o Piauí, devido ao clima extremamente quente, após uma campanha que teve repercussão internacional. 

 

ACOMPANHE A EVOLUÇÃO DA URSINHA

Foto: Luccas Araújo/ Cidadeverde.com

Marsha em setembro de 2018

Foto: Rancho dos Gnomos

Marsha em fevereiro de 2019

Foto: Bigabp/ Reprodução Rancho dos Gnomos

Marsha em abril de 2019

Foto: Bigabp/ Reprodução Rancho dos Gnomos

Marsha em abril de 2019

Foto: Bigabp/ Reprodução Rancho dos Gnomos

Marsha em abril de 2019

Papagaio famoso pela frase "mamãe, polícia" é levado a zoo e está "tímido"

Foto: Letícia Santos/ Cidadeverde.com

O Parque Estadual Zoobotânico está sendo o lar temporário do papagaio que ganhou fama internacional ao avisar a "mãe" sobre uma abordagem policial. Ele ficou famoso com a frase: "Mamãe, polícia!". Mas desde que chegou ao zoo, a ave tem ficado calada e parece tímida.

"Ele foi colocado com outras aves, ainda tá ainda um pouquinho tímido. É um animal saudável, se alimenta bem, mas ainda não interagir bem com outras aves e nem fala nada, ou melhor, não repete nada ", disse o veterinário Alexandre Clark, do centro de triagem de animais silvestres do zoológico.

Apesar de não ter dito mais uma só palavra, avaliação clínica dos veterinários do zoológico, revelou que a ave está bem de saúde. Ele chegou ao parque há cerca de uma semana e está em uma área isolada. 

"O papagaio foi avaliado pelos veterinários e está bem de saúde, se alimentando direitinho, está recebendo todos os cuidados, só não quis falar. Ele está em um corredor de voo com cerca de 20 aves que também eram criadas ilegamente e estão se readaptando para serem soltas na natureza", disse Francisco Martins Rodrigues, gerente do zoológico.

A alimentação do papagaio é a base de salada de frutas. No momento, ele ainda não consegue voar porque teve as asas cortadas. 

Foto: Letícia Santos/ Cidadeverde.com

"Ele tem um pequeno corte nas asas e, por enquanto, não consegue voar. Demora um pouco, mas asas crescem. Ele também estava com as unhas pintadas, mas era uma tinta muito fraca e saiu com água", completa o veterinário.

A ave deve ficar no parque pelo menos três meses, tempo em que será estimulada a voar para, em seguida, ser solta na natureza.  O animal permanece em uma área não acessível aos visitantes do zoo. 

Além de risos, o caso da "ave falante" tem gerado muitos questionamentos, inclusive sobre a capacidade do animal em avisar a "mãe" sobre a chegada dos policiais. O momento exato da fala do papagaio não foi registrado, mas PMs que atenderam a ocorrência confirmam que a ave avisou a "mãe". 

Foto: Letícia Santos/ Cidadeverde.com

Sobre o silêncio do papagaio no zoológico, Alexandre Clark diz que é normal. 

"Geralmente, um papagaio repete sons que são ditos a ele constantemente, isso diariamente. Geralmente no local onde vive, com pessoas que já vivem com ele. Tirando ele desse local, dificilmente, volta a repetir as palavras. Acredito que não foi treinado para reconhecer a polícia, foi treinado o tempo todo ouvindo sempre essas duas palavras e acho que falaria isso para qualquer pessoa estranha que entrasse na casa, pois não saberia diferenciar. Já tiveram vários policiais aqui no zoológico e ele nunca falou nada", acrescenta o veterinário. 

O ornitólogo Anderson Guzzi  explica que é perfeitamente possível o papagaio ter "pronunciado a frase" e reforça que seria uma mera repetição. O especialista ressalta que este tipo de ave é extremamente inteligente, capaz de fazer determinadas associações após treinamento. 

Foto: Letícia Santos/ Cidadeverde.com

"É preciso esclarecer que não se trata de inteligência no sentido real, pois uma ave não tem capacidade de formar frase, pois é algo especificamente da espécie humana, algo complexo. Só parar para pensar quanto tempo uma criança passa para aprender a falar? De toda forma, esse tipo de ave tem memória e acho que foi isso o que aconteceu. Ele foi condicionado para falar aquilo, seja porque alguém mostrou uma foto, o celular ou a televisão para que dissesse "mamãe, polícia!" em um determinada situação", explica o ornitólogo que também é biólogo, doutor em Zoologia e professor da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) em Parnaíba. 

Para o ornitólogo, a repercussão do caso também foi curiosa e despertou risos. 

"É uma situação muito engraçada porque foi noticiado que um papagaio foi preso porque avisou a polícia. Como especilista fica claro que o papagaio foi condicionado para dar aquela resposta. Acredito que no momento que o policial bateu na porta, se identificou como policial, o papagaio deu a resposta porque já havia sido treinado para agir daquele jeito, naquelas circunstâncias. Mas reforço, um papagaio não tem capacidade para interpretar e avisar", esclarece Anderson Guzzi.

Foto: Letícia Santos/ Cidadeverde.com

Em cativeiro, um papagaio pode viver até 50 anos. Vale ressaltar que ter animais silvestres em casa é crime ambiental previsto na lei 9.605. Além disso, o veterinário Alexandre Clark chama a atenção para o fato da ave, um papagaio verdadeiro, está em processo de extinção.

"Você criar um papagaio em casa por 50 anos, você está tirando, automaticamente, 50 papagaios da natureza, pois é uma reprodução por ano. Ter uma ave dessa em casa é um prejuízo muito grande para o meu ambiente", conclui Alexandre Clark.

Cão que teria mordido criança tem crânio quebrado e olho perfurado

Foto: divulgação/ arquivo pessoal

Um cãozinho mestiço teve o crânio fraturado e perdeu a visão de um olho após ser espancado com uma pá. Os maus-tratos teriam sido praticados por um vizinho após o animal, supostamente, morder sua filha, uma menina de três anos.  A tutora do animal, a professora Eudiana dos Santos, registrou o caso na delegacia e diz que o agressor não mostrou o suposto ferimento da criança. 

O caso ocorreu na cidade de Wall Ferraz, no interior do Piauí, na Quarta-Feira Santa. Eudiana conta que estava na cozinha quando ouviu os gritos do cãozinho que se chama Corintiano. 

"Ele estava na rua fazendo suas necessidades, como sempre fazia. De repente, escutei as pancadas e os gritos. Quando cheguei lá fora, vi o Corintiano rolando no chão e o vizinho entrou. Perguntei o que tinha acontecido e ele disse que o cachorro havia mordido sua filha. Pedi para ver o ferimento, para tomar as medidas cabíveis, mas ele se recusou. O Corintiano é um animal dócil e tinha costume de brincar com a criança. Acredito que não teve mordida e mesmo que tivesse, ele jamais poderia ter espancado daquele jeito. Foi muita crueldade", disse a dona do animal. 

Foto: divulgação/ arquivo pessoal

Corintiano vive com a família da professora há pouco mais de dez anos. Eudiana viajou quase 2 horas para registrar Boletim de Ocorrência no município de Oeiras, onde fica a delegacia regional. 

O estado de saúde do animal é grave. A dona de Corintiano está revoltada com o caso. 

"Confio em Deus que ele vai melhorar. A cabeça ainda está muito inchada. Está sendo um sofrimento, pois convive há anos com nossa família. Imagino a dor que ele está sentindo. Um ser humano sabe se defender, uma animal não. O que aconteceu foi um absurdo. Estamos sofrendo muito por vê-lo naquela situação", desabafa a professora. 

O caso é investigado pela Polícia Civil do Piauí que ainda não intimou as partes para prestar esclarecimentos. Maltratar animal é crime. A pena  varia de 1 a 4 anos de detenção (começando a partir de 6 meses de detenção), com a possibilidade de multa. 

Abril Laranja: em três meses, 17 pessoas foram indiciadas por maus-tratos a animais

Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

Deixar alguém que se ama sem se alimentar ou o dia inteiro trancado em um pequeno compartimento da casa. Tal conduta sugere um ato de maldade quando se imagina que esse "alguém" é um filho, por exemplo. Contudo, infelizmente, isso ainda é visto como normal quando o "alguém" é um cão ou gato. Os casos de maus-tratos a animais são incontáveis no país. Por outro lado, mesmo que ainda de forma tímida, algo parece estar mudando principalmente quando casos como o da cadela Manchinha, morta em um supermercado em São Paulo, vira alvo de discussão nacional. 

Em Teresina, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) atua no combate aos maus-tratos em animais. Em 2018 foram instaurados 22 Termos Circunstanciais de Ocorrência (TCOs). Já nos três primeiros meses deste ano, 17 pessoas foram indiciadas por atos de crueldade contra cães e gatos. 

"A delegacia foi criada em 2017 quando tivemos apenas 6 TCOs de maus-tratos. Ano passado foram 22 e agora, nos três primeiros meses de 2019, foram 17. Acredito que essa demanda é consequência do trabalho que vem sendo realizado pela delegacia que passou a ser conhecida. Antes, as pessoas não sabiam onde denunciar", disse Edenilza Viana, titular da DPMA. 

Os casos mais recorrentes ocorrem na periferia da cidade e chegam à delegacia por meio de denúncias anônimas. A delegada cita os casos de um poodle que vivia amarrado no quintal de casa, sob chuva e sol debaixo de uma pia e de um cãozinho resgatado bastante debilitado e praticamente cego. 

Foto: Divulgação/ DPMA

A delegada esclarece que nem todos os casos relacionados a maus-tratos devem ser encaminhados à delegacia.

"As pessoas confundem muito. Em muitas brigas de vizinho, as pessoas ligam para a delegacia dizendo que o cachorro passa o dia latindo, que a casa só cheira cocô. Casos assim, não são investigados pela delegacia, mas sim na área cível", explica Viana. 


TROTES

Outro problema relatado pela delegada são os trotes. Ela alerta que os denunciantes podem responder criminalmente por falsa comunicação de crime ou denunciação caluniosa. Edenilza Viana diz que, no início do ano, a cada 30 denúncias anônimas, dez eram falsas. 

Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

"A gente tem muita denúncia anônima vazia, os famosos trotes. Isso traz muitos prejuízos. Vamos passar a intimar essas pessoas. No momento em que a equipe se desloca para apurar uma denúncia inverídica, deixa de investigar algo que realmente se configura um crime", alerta Viana. 

Para diminuir os trotes, a titular da especializada orienta que os denunciantes enviem fotos ou vídeos dos maus-tratos. Denúncias anônimas podem ser enviadas através pelo WhatsApp (86)  99434-1576 ou (86) 3230-2025. 


SALVANDO VIDAS

Atualmente, a especializada conta com um diferencial: agentes policiais com formação acadêmica em medicina veterinária e arqueologia.

Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

"Eu busco visualizar tanto o físico do animal como também psicológico. Os animais são sensitivos, sentem dor, amor, carinho, tem problemas depressivos. Todo meu conhecimento adquirido na faculdade, tento colocar em prática durante as diligências", disse Fernanda Reis, agente de polícia e bacharel em medicina veterinária que relata estar na melhor fase da vida profissional na Polícia Civil.

Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

"Fiz o curso de veterinária por amor aos animais. Quando eu passei no concurso da polícia, sempre tive vontade de trabalhar na minha área e hoje faço isso. Sou muito agradecida a Deus por isso, por estar salvando tantas vidas animais", completa. 

O amor de Fernanda Reis pelos animais reflete na atividade policial.

"Quando eu chego ao local e vejo o animal sendo maltratado, dá vontade de chorar. Mas tento segurar a emoção. É terapia interna.Fiz vários treinamentos na polícia para controle emocional. Chego, olho, os olhos ficam cheios de água, mas vou para a parte profissional: conversar com o dono, explicar que o animal está sendo maltratado e que aquilo terá consequências. Peço que as pessoas não tenham medo de denunciar e se coloquem no lugar daquel animal que é maltratado", disse Reis. 

CONSCIENTIZAÇÃO

Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

A titular da DPMA diz que um dos maiores desafios à frente da pasta é a conscientização. 

"A gente não quer tirar o animal da pessoa, mas fazer com que ela saiba que o animal está protegido por lei e que, se for maltratado, o dono vai sofrer procedimento criminal e que pode ser até preso por isso. Nossa intenção é prevenir, não punir. Quando as pessoas vêm aqui, antes de fazer o TCO, a gente conscientiza antes de levar ao judiciário", frisa a delegada.
 

ABRIL LARANJA

A luta contra a crueldade aos animais ganha força com a campanha Abril Laranja que chama a atenção da luta contra os maus-tratos. A delegada cita condutas comuns que são crimes. 

"Deixar sem água e comida, no sol, na chuva, o animal amarrado na corda curta que quando se movimenta, se machuca, não ter o controle da caderneta de vacina, infestação de carrapatos, feridas, cortar a orelha, abandonar [...] tudo isso são maus-tratos e podem parar na Justiça", alerta Viana.

A pena por maltratar um animal varia de 1 a 4 anos de detenção (começando a partir de 6 meses de detenção), com a possibilidade de multa. 

Apesar de branda, a delegada acredita que os inúmeros casos de maus-tratos refletem o caráter do ser humano. 

"Ainda falta muito desse lado humano. Penso que a pena pode ser a maior possível, mas quando o ser humano é ruim, comete o crime. Por exemplo, a pena de homicídio é de 20 anos e só o que a gente vê são pessoas sendo assassinadas. Acredito que pessoa que maltrata um animal, maltrata um filho. As concepções de cuidados com os humanos, se estende aos animais", conclui a delegada. 

Posts anteriores