Cidadeverde.com

Mitos e verdades sobre os cuidados com os pets no B-R-O bró

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

(Foto: Reprodução Internet)

De setembro a dezembro, período conhecido como B-R-O nró, época mais quente do ano no Piauí, o calor castiga os humanos e você já parou para pensar como nossos pets também são afetados? por terem o corpo mais próximo ao chão, os bichinhos de estimação sentem muito mais calor e os tutores devem redobrar os cuidados. 

"A nossa área de absorção é nos pés. No caso dos cães, o corpo todo fica próximo do chão, o que faz com que eles sintam mais calor, explica o veterinário Selmar Moreira.

Especialista em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais, ele diz que algumas atitudes, como por exemplo dar água muito gelada e molhar muitas vezes o cão, trazem inúmeros riscos. 

"Neste período é comum molhar o animal para refrescar, mas o excesso de umidade pode provocar problemas de pele. Se o animal for molhado, que tome um banho e seja secado de forma adequada. Os banhos não devem ser exagerados, apenas um vez por semana ou uma vez a cada 15 dias, como forma higiênica, a não ser que seja orientação do veterinário em algum tratamento", orienta o veterinário.

Hidratar bem o cão é uma dica que vale para todo mundo. O cuidado que se deve ter é com a temperatura da água que não pode ser muito gelada. 

"Existe um mito de que, porque o animal gosta de água gelada, deve-se dar. Mas quando o animal cria o hábito de beber água gelada, ele passa sede, porque ele vai lá para beber e se não está gelada, não toma. Além disso, sabemos que no Piauí a água não se mantém gelada por muito tempo", explica Moreira. 

Sobre a hidratação, os tutores devem manter as vasilhas sempre limpas e com água fresca, em um local longe da irradiação solar.

 

MAIS DICAS

Nunca deixar o animal dentro do carro

"Não só agora, mas em qualquer época do ano. O animal tem tendência muito grande em ter hipertermia, aumento da temperatura corpórea, porque perde calor com muita dificuldade, pois não tem glândulas sudoríparas, ou seja, não transpira pelo corpo. Então, ele tem muita dificuldade em perder calor. Por isso, animais colocados dentro de carros em Teresina, em qualquer época do ano, sempre correm risco de morte", acrescenta o veterinário.

Passeios

"Sempre de manhãzinha ou bem à noite depois das 19h ou 20h. No Piauí, embora o sol tenha ido embora, o chão fica quente por um longo período de tempo. Evitar andar com o animal no asfalto quente, pois isso provoca problema de pele e hipertermia também, principalmente, nos cães braquicefálicos, aqueles que têm o focinho achatado e o pescoço mais curto. Eles têm uma deficiência respiratória muito grande. O cão troca calor com o ambiente através da respiração. Então é imporante que eles fiquem em um ambiente o mais refrigerado possível", acrescenta o veterinário que orienta que os tutores a levarem uma garrafinha de água para hidratar o animal sempre que necessário.

Evitar roupinhas

"No Nordeste é calor o tempo todo e as roupinhas devem ser usadas com cautela. Se for usar roupas têm que ser leves e confortáveis", alerta Moreira. 

Apare o pelo do pet

"No cão de pelo longo, o ideal é que corte mais baixo. A maioria dos donos não gosta de cortar o pelo do animal, porque acham bonito, mas seria o ideal nesse período mais quente, pois daí o cão fica mais arejado, conseguir receber um frescor maior", finaliza o especialista em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais. 

Após ursa Marsha, irmão que vive no Ceará deve ser resgatado

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Após repercussão da transferência da ursa Marsha, dois ursos devem ser resgatados de um zoológico no Ceará, estado onde as temperaturas também são elevadas. Um deles, batizado de Dimas, é irmão da ursinha que vivia em Teresina-PI. Ambos foram resgatados de um circo após maus-tratos.

Pelas redes sociais, a ativista Luisa Mell publicou alguns vídeos da campanha para a transferência do urso ao santuário Rancho dos Gnomos onde vive a irmã. 

"Amigos, chegou a hora de trabalharmos para trazer o irmão da Ursa Marcha, o Dimas, que vive no calor do Ceará em um zoológico. Como ela, sua vida sempre foi de exploração e abusos e a ideia é colocar os dois em recintos colados e com o tempo, tentar fazer eles viverem juntos! Ontem mesmo, o @ranchodosgnomos e o @institutoluisamell já começaram a planejar e vamos iniciar a construção do recinto dele ainda essa semana. Teremos um novo caminho repleto de batalhas, mas não vamos desistir. Eles merecem viver bem e juntos! Aguardem novidades!", publicou a ativista. 

Os custos para a construção do recinto de Dimas giram em torno de R$ 300 mil. Além disso há entraves políticos e judiciais para a transferência do animal. 

"O @institutoluisamell está assumindo toda a logística financeira da operação e o @ranchodosgnomos , todo o suporte logístico, além é claro, do espaço. Preciso que vocês ajudem, doando qualquer valor para podermos salvá-los. Por menor que pareça, fará toda a diferença na vida deles! Faça parte dessa história conosco", publicou Luisa Mell. 

A campanha pelas redes sociais usa a hastag  #SalveDimasKatia

Piauí pode ter primeiro modelo de zoológico transitório no país

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

(Foto: Reprodução/Facebook)

 

O Piauí abre a chance de ter o primeiro modelo de zoológico transitório no país. A ideia vem ganhando força, principalmente, após a transferência da ursa Marsha [rebatizada de Rowena], que foi levada a um santuário em São Paulo devido as altas temperaturas no estado. 

No próximo dia 19, a presidente da Confederação Brasileira de Proteção Animal (CBPA), Carolina Mourão, virá novamente ao Piauí discutir o assunto no Palácio de Karnak. O tema, inclusive, é objeto de um projeto de lei no Congresso Nacional. 

"A ideia é deixar para trás essa idéia de coleção de animais exóticos e utilizar esses espaços urbanos como local transitório de atendimento e acolhimento de animais resgatados pelo Ibama e polícia das mãos de traficantes, animais atropelados nas estradas, vítimas de incêndio e maus-tratos em ambientes domésticos onde eles são mantidos ilegalmente", defende Carolina Mourão.

(Foto: Reprodução/Facebook)

A ativista explica que a proposta é que os animais exóticos do Parque Estadual Zoobotânico como leões, por exemplo, sejam doados. Assim, o local abrigaria apenas animais silvestres da fauna nacional. 

(Foto: Reprodução/Facebook)

"Queremos a extinção da fauna exótica, suspensão da troca e renovação de fauna exótica e prenhez desses animais para que eles sejam aos poucos retirados, sem renovação, abrindo espaço para animais da nossa fauna silvestre, necessitada de abrigo e cuidados ambulatoriais para a reinserção na natureza ou soltura", explica a ativista. 

No Piauí, Carolina Mourão receberá uma comenda do Governo do Estado por ser uma das grandes incentivadoras da transferência de Marsha.

"Vou retornar ao Piauí para receber essa honraria. Eu e todos nós do movimento animal no Brasil estamos muito honrados por esse enorme reconhecimento que faz com que o Piauí se projete e possa ser pioneiro em transformar seu zoológico em um local de transição, de utilização que é o que estamos propondo no Congresso Nacional", comemora a presidente da CBPA.

Conheça o recinto construído em São Paulo para a ursa Marsha

O dia foi de descoberta para a ursa Marsha que desembarcou em São Paulo durante a madrugada deste sábado (22) e durante a manhã conheceu seu novo lar situado no Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, que fica entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. 

O recinto foi construído pelo Instituto Luisa Mell. Pelo instagram, a ativista mostrou a nova casa da ursa que também mudou de nome e passa a se chamar Rowena, que sginifica luz. 

A nova moradia da ursa é bastante ampla, fica em meio a vegetação e inclui tocas, piscina de 1,5 metros de profundidade e capacidade para 36 mil de água, além de uma cascata. 

A reação de Rowena ao chegar ao local foi de desconfiança. Os primeiros passos foram tímidos, mas foram apenas alguns minutos para que ela explorasse todo o ambiente. Os responsáveis pelo santuário também espalharam mel pelo recinto para ajudar na familiarização.

Marsha, como ficou conhecida em todo o país e também no exterior, foi transferida do Parque Estadual Zoobotânico em Teresina, nesta sexta-feira (21). No Piauí, a ursa morou por sete anos e era bem tratada, acompanhada por veterinários e com alimentação balanceada com frutas, legumes e carne uma vez por semana. No zoológico também havia sido construído um sistema com aspersores e uma piscina para tentar amenizar o calor. 

Contudo, as altas temperaturas em Teresina, principalmente durante o segundo semestre quando os termômetros registram mais de 40° C, eram incompatíveis com Marsha, uma ursa parda, natural de países frios como o Canadá e o norte dos Estados Unidos. Esse foi o motivo determinante para a transferência.

Em Teresina, Marsha chegou em 2011 após ser resgatada de um circo onde efoi submetida a maus-tratos pro cerca de 25 anos.


Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Ursa Marsha chega a São Paulo e passa a se chamar “Rowena”

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Chegamos em São Paulo!!!????????????????A viagem foi ótima!! Gente foi impressionante o comportamento dela! Lá no Piauí devido ao calor@ela estava estressada, o tempo todo com a boca aberta... já no ar condicionado do avião e aqui no tempo mais fresco de SP se acalmou, dormiu durante a viagem!! Agora rumo a Joanópolis! Amanhã cedinho ela irá para o lindo recinto que o @institutoluisamell com a ajuda de vcs construiu!! Que emoção! Obrigada pelas lindas mensagens! Obrigada a população do Piaui por tanto carinho conosco e com a Marsha! Obrigada a Porto Seguro pelo apoio e transporte terrestre e a @fab_oficial pelo transporte aéreo!!

Uma publicação compartilhada por Luisa mell (@luisamell) em

A ursa Marsha já está longe das altas temperaturas do B-R-O-Bró piauiense. Na noite dessa sexta-feira (21) a ativista Luísa Mell postou em seu instagram uma foto da chegada do animal na cidade de São Paulo.

Luísa Mell, uma das idealizadoras da mobilização de transferência da ursa do Zoobotânico de Teresina para o santuário Rancho dos Gnomos (SP), afirmou nas redes sociais que a viagem de Masha foi tranquila. 

“Foi impressionante o comportamento dela. Lá no Piauí, devido ao calor, ela estava estressada o tempo todo e com a boca aberta. Já no ar condicionado do avião e aqui no tempo mais fresco de São Paulo ela se acalmou e dormiu durante a viagem”, postou Luísa Mell. 

A ursa viajou para São Paulo em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) composto por uma equipe de biólogos, veterinários e ativistas.  A operação contou com adaptações à jaula e climatização.

A vereadora de Teresina e ativista ambiental Teresa Britto divulgou na manhã deste sábado (22) que Marsha mudará de nome quando chegar ao santuário. A informação é de uma das fundadoras do Rancho dos Gnomos, Silvia Pompeu.

 “O nome dela, a partir de agora, é Rowena. Não se chama mais Marsha porque estamos oferecendo a ela uma vida nova. Uma nova etapa”, afirma Silvia Pompeu.

Silvia Pompeu lembrou que o principal motivo para a transferência da Marsha era a inadequação da temperatura muito quente de Teresina para uma ursa. 

A tentativa de  transferência de Marsha para SP iniciou em 2017 com uma petição na internet que reuniu mais de 3.000 assinaturas.  A ursa começou a morar  no Parque Zoobotânico de Teresina após ter sido resgatada de um circo na cidade de Manaus, Amazonas. 

 


Izabella Pimentel
redacao@cidadeverde.com 

Ursa Marsha é transferida para rancho no interior de São Paulo

  • f9cad163-2615-4c73-8d7a-37b590777a01.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • c458ec31-a225-4117-ad5a-02933e61c01f.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • fb9a9456-216c-4a48-9aca-fdb011883061.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • e0b6b109-e5cd-4c22-89b4-8be5f6696f3d.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • c80ea76b-f1bb-4080-98db-e2b0be4e9f8a.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • c12e3ac4-9cd1-4583-9f60-0944c5040ffe.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • a340af3a-49d6-4205-b57f-89a4d6ebe6ab.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • 66701e56-d6dd-4126-9491-5d411a58dc83.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • 935e8a86-4c53-4477-86ef-9395986154ce.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • 6f107a3d-16d3-4be6-99c7-618745359f24.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • 4c69e7b1-d11e-4d5b-9440-84ecbe9a0813.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • 2c38be2f-6736-4710-8a26-fee1c330ee3f.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • WhatsApp_Image_2018-09-21_at_12.09_.20_(1)_.jpeg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • WhatsApp_Image_2018-09-21_at_12.09_.13_(1)_.jpeg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • WhatsApp_Image_2018-09-21_at_12.09_.08_(1)_.jpeg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • WhatsApp_Image_2018-09-21_at_12.09_.00_.jpeg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • WhatsApp_Image_2018-09-21_at_12.08_.57_(1)_.jpeg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • WhatsApp_Image_2018-09-21_at_12.08_.53_(1)_.jpeg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • recinto1.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • recinto.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursatrite.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa10.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa9.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa8.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa7.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa6.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa5.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa4.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa3.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa2.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa1.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com
  • ursa.jpg Luccas Araújo/Cidadeverde.com

Atualizada às 14h35

A operação de resgate da Ursa Marsha durou cerca de 3 horas. Por volta de 14h20, o animal entrou na jaula que o levará para Joanópolis, onde fica o Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, localizado entre as cidades de São Paulo e Minas Gerais.

A saída da Ursa até a jaula durou cerca de 3 minutos e foi um momento de muita expectativa. A equipe responsável pelo resgate orientou que todos fizessem silêncio. Para entrar na caixa de transporte, Marsha foi atraída por cenouras e mel. No local também borrifado floral para acalmá-la. 

Do parque Zoobotânico, a Ursa vai direto para o aeroporto de Teresina e será levada em um avião da FAB até o aeroporto de Garulhos, em São Paulo. De lá, segue por via terrestre até o seu novo recinto.

O mantenedor do Rancho do Gnomos, Marcos Pompeu, veio ao Piauí acompanhar e executar todo o processo de transferência. Ele explicou que a equipe preparou minuciosamente todo o procedimento, trouxe a carreta de transporte com os compartimentos preparados para a ursa, como climatizador e outros aparatos necessários. Ele falou sobre o trabalho para promover a adaptação da Marsha no novo lar.

“Primeiro a nossa equipe de veterinários vai estar em contato com a equipe de veterinários daqui do parque para pegar o prontuário dela e a partir daí elaborar um plano de alimentação e adaptação no novo espaço, lembrando que em uma temperatura bem mais amena, então acreditamos que ela vai se adaptar bem e vai ter o restinho de vida dela em uma condição mais confortável”, explicou Marcos.

Também veio para o resgate do animal Silvia Pompeu, que é mantenedora e administradora do Rancho. Ela lembrou que o principal motivo para a transferência da Marsha era a inadequação da temperatura muito quente de Teresina para uma ursa. “Quando fomos solicitados, acho que o principal foi a temperatura. Porque lá fica oscilando entre 14 até no máximo 22 graus, então é mais apropriado para ela em termos de clima, para ela ficar mais tranquila, menos estressada. Aqui é um estado incrível, mas muito quente para um animal da espécie dela”. 

Silvia Pompeu contou que assessoria do governo do Piauí procurou o Santuário. “A partir daí foi realizado todo o operacional. Na verdade esse aparato é com o que já trabalhamos há 27 anos, então o que muda é só o animal que vai ser resgatado, porque o procedimento é o mesmo. A equipe está toda preparada, cada um com a sua função, uma equipe extremamente determinada”.

A administradora contou como foi feito o procedimento de retirada da ursa da jaula. “A carreta vai ser encostada na jaula para que a ursa entre nela sem o uso de anestesia, respeitando a idade avançada dela e considerando o clima extremamente quente para ela e a movimentação toda. Então vamos fazer esse embarque como a gente sempre faz sem precisar usar anestesia. Apesar que o anestesista veio com essa finalidade, se precisar em uma emergência ele está aí para atuar”

 

Atualiazada às 13h44

A atriz Alexia De Champs também chorou ao encontrar Marsha e disse que a ursa é símbolo de uma nova era para os animais. 

"Eu já chorei tanto antes de chegar aqui. Foram muitos obstáculos e não entendemos por que? Não tinha motivo. Foi uma missão. A Marsha é símbolo de uma nova era", disse Champs. 

A atriz frisa que a transferência da ursa é um momento de conscientização para todo o país. 

"A Marsha, a  partir de jhoje, abre os olhos de todo o Brasil. Ela conscientiza porque vai fazer todo mundo pensar que alguma coisa tava errada. Um urso do Canadá em um lugar muito quente. Queremos resgatar outros e a Marsha vai trazer novos tempos para esses animais ",  disse Champs. 


A atriz relembrou o sofrimento da ursa durante o período que trabalhou no circo. Estou muito emocionada e agradecida. Ver uma vitória dessas não tem preço. 

"A bichinha foi escrava por muito tempo e precisa de uma qualidade de vida, pois não é mais uma menina.  Torcemos para que tudo dê certo", disse a atriz.

Atualizada às 12h46

As grades do recinto onde a ursa Marsha aguarda a transferência precisaram ser serradas para que a carreta, com a caixa de transporte, possa chegar mais próxima do animal. Uma rampa de madeira será improvisada na tentativa de que a ursa entre sem que seja necessário dopá-la. 

Caso isso não aconteça, um especialista em resgate de animais vai agir para anestesiá-la. Todo o processo é acompanhado de perto por curiosos e ativistas.

Atualizada às 12h10

a operação de resgate da ursa Marsha teve inicio por volta de 11h50, no Parque Zoobotânico, zona Leste de Teresina. Ativistas nacionais e profissionais do santuário acompanham a preparação para colocá-la na caixa de transporte, que tem 4, 5 metros de comprimento, 1, 4 metros de altura e 2 metros de largura.

A ativista Luisa Mell chorou ao encontrar a ursa. Neste momento, a equipe responsável pelo resgate articula a entrada do animal na jaula.

"Eu estou muito emocionada. É um momento histórico para proteção animal no Brasil. A gente espera que com isso as pessoas entendam que animal não é entretenimento. A gente fica nervosa, na torcida que tudo dê certo. O animal não é jovem e a viagem é longa. A gente conta com orações para que haja um final feliz", disse Mell.

A jaula chegou em um caminhão reboque e estão tentando reduzir o máximo possível o local onde a ursa está para que ela possa entrar no local sem precisar ser dopado. 

Além de Luisa Mell, a atriz Alexia de Champs também se emocionou com o animal. Ativistas piauienses também acompanham a remoção.

Imagens: Graciane Sousa/Cidadeverde.com
 

Atualizada às 11h40

O resgate da ursa Marsha está atrasado em quase 17 horas devido a uma pane no avião da FAB que a levará para o novo recinto situado entre São Paulo e Minas Gerais. O animal não será dopado e para facilitar a entrada na jaula, a alimentação foi reduzida e ela está em um corredor de 15 metros. O resgate era pra ter iniciado ontem às 18h.

"Ela foi tirada ontem da área de exposição e foi colocada na área de manejo. Orientamos que ela não fosse dopada por conta da idade. Então, desde às 16h de  ontem sem comer", explica o veterinário Alexandre Clark, do Parque Estadual Zoobotânico. 

Marsha está sem comer há 19 horas e já apresenta estresse. No corredor, ela faz movimentos de vai e vem. 

"Vamos tentar atraí-la pela comida, pois dopar um animal nessa idade é um risco", acrescenta o veterinário. 

Em Teresina, a ursa morava há sete anos e era bem cuidada. O recinto construído para o animal no zoológico tem cerca de 500 metros e tem aproximadamente o dobro do tamanho do recomendado pela legislação ambiental. Um sistema de aspersores e piscinas foi instalado para diminuir a temperatura ambiente. 

Marsha tem aproximadamente 32 anos e é considerada idosa. Marsha come 15kg de comida por dia entre frutas e legumes, além de carne, uma vez por semana.

O tratador que cuida dela há cinco anos, Marcos César, conhecido como Piu Piu, está emocionado e lamenta muito a transferência do animal. "Eu não gostei não, que tão querendo levar ela pra outro lugar. Eu amo ela, minha nega véa que cuido dela há cinco anos (sic)", diz emocionado. 

 

Flash Graciane Sousa
Da Redação, Lyza Freitas
gracianesousa@cidadeverde.com

Pane em avião da FAB atrasa resgate da ursa Marsha

Uma pane no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) atrasou o resgate da ursa Marsha que estava previsito para iniciar nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (21). No voo havia cerca de 15 pessoas que tiveram que pernoitar na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. 

"Tivemos um probleminha com o avião. Estamos em Natal e vamos ter que pernoitar aqui. A viagem que já era muito longa, ficou mais longa ainda, mas vai dar tudo certo, gente. Tá difícil, há um ano e meio lutando pra gente tirar ela. A gente tá muito perto. Estamos em 15 pessoas extremamente  comprometidas por amor, indo resgatar essa bichinha do calor", disse a atriz Alexia Dechamps pelo Instagram Stories. 

Luisa Mell, uma das mais conhecidas ativistas da causa animal do país, também gravou um vídeo da base aérea de Natal-RN.

O resgate da ursa deve durar três dias. O animal será levado para um recinto no Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, situado entre São Paulo e Minas Gerais. 

Pelas redes sociais, a atriz disse ainda que o resgate será arriscado e que o animal não será dopado.

"A operação é muito complexa. A gente tá tentando não dopá-la, que ela entre sozinha no recinto de transporte dela e que a gente entre no avião e consiga chegar em Guarulhos-SP amanhã (22)", disse a atriz. 

 

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Transferência da ursa Marsha vai durar três dias e terá presença de Luisa Mell

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Tudo preparado para o resgate da ursa Marsha que começará nesta sexta-feira (21) e vai durar três dias até a chegada a seu novo recinto no Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, situado entre São Paulo e Minas Gerais. Luísa Mell, uma das mais conhecidas ativistas da causa animal do país, também está a caminho do Piauí para acompanhar a transferência da ursa. 

Uma equipe formada por veterinários, biológos e representantes da Confederação Brasileira de Proteção Animal (CBPA), bem como a atriz Alexia Dechamps e Carolina Mourão, presidente da CBPA, também já embarcaram no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que fará o transporte do animal.

Carolina Mourão e a atriz Alexia Dechamps

 

Pelo Instagram Stories, as ativistas que participarão do resgate falam da expectiva do resgate.

"Ela ficou conhecida como a ursa mais triste do mundo! Está literalmente morrendo de calor no Piauí(ontem lá fez 45 graus celsius) Depois se 20 anos explorada em circo, onde vivia em uma jaula minúscula, sob constantes maus tratos, ela foi transferida para um zoológico no Piauí! Imaginem uma ursa parda siberiana, com pelagem própria para aguentar o frio do Canadá, sob o sol escaldante doPiauí! Ela entrou em depressão profunda e as imagens de sua tristeza comoveram o país! Depois de mais um ano e meio de luta judicial, abaixo assinados, acordos políticos... finalmente conseguimos a libertação daMarsha e sua transferência para um Santuário! O @institutoluisamell construiu o Recinto no Rancho dos gnomos para recebe-la. Estamos embarcando agora para o Piauí nesta linda missão! Esta é uma conquista histórica! Só foi possível graças a união de muitas pessoas, ongs, poder público... meus agradecimentos para @caroldosanimais @ranchodosgnomos @alexiadechamps[..] a força aérea brasileira e claro cada um de vcs que divulgou, assinou, compartilhou e que ajuda o @institutoluisamell (graças a vcs conseguimos construir o recinto provisório e tenho certeza que vms conseguir melhorá-lo!)", postou Luisa Mell.

Em um dos vídeos, Luisa Mell diz que a viagem até a nova casa de Marsha é longa e pede orações. 

"É uma viagem longa e arriscada. Evidente que meu sonho era devolver para a natureza, mas isso é impossível depois de tantos anos de cativeiro, mas podem ter certeza que o lugar que ela vai ficar é incrível, o recinto tá maravilhoso, vocês vão se emocionar quando eu mostrar", disse Mell.

O início do resgate da ursa começará pela manhã no Parque Estadual Zoobotânico.

A transferência da ursa se arrastou por dois anos e virou motivo de mobilizações nacional e internacional com grande repercussão nas redes sociais. A idade do animal também foi um dos entraves para a transferência, mas especialistas atestaram que a saída dela de Teresina-PI era viável, bem como seu bom estado de saúde. As altas temperaturas foram fator determinante para a mudança para outro estado. 

 

Whindersson Nunes visita Apipa e pede doações para os animais

Não é de hoje que o Whindersson Nunes expõe o seu amor aos animais. Em rápida passagem pelo Piauí, nesta semana, o youtuber piauiense visitou a Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa) e doou ração para os animais que aguardam adoção. 

Ele registrou o momento no Instagram e também pediu doações para o local. 

“A fundação Apipa vive de doações. O pessoal deixa abandonado lá. Tem muito animalzinho; mais de 200 animais que precisa de tanta coisa, de medicamentos. Se você puder doar, doe. Se você puder ajudar, eles ficarão muito felizes, e os animais também. Foi lá que adotei a minha primeira cachorrinha, que já faleceu. Eu tenho um carinho enorme por lá”, falou Whindersson no stories do Instagram, nesta terça-feira (18). 

Nesta semana, a Apipa iniciou uma nova campanha para doações por causa do baixo estoque de ração.  Atualmente, a ONG cuida de 227 animais, aptos para adoção. Adote um animalzinho!  

 

 

Seda da Apipa  

Rua Trinta e Oito, 1041 - Loteamento Vila Uruguai - Bairro Uruguai (próximo à UNINOVAFAPI)
Teresina, PI - CEP 64073-167 -  (86) 98846-8020

Mais informações: www.apipa10.org

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Olá pessoal! Infelizmente estamos ainda com o estoque quase ZERO de rações. Por dia nossos animais (dentre cães e gatos) consomem mais de 40kg de ração, o que da um total de mais de 1.200 kg de rações ao MÊS! Com a ajuda de vocês continuamos na luta para vencer esses números! E viemos aqui mais uma vez pedir a ajuda de todos! Qualquer quantidade será bem vinda! Colocamos como sugestões algumas marcas de rações, pois aquelas de qualidade ruim infelizmente nao são bem aceitas pelos animais, além claro, de prezarmos muito pela saúde nutricional dos nossos bichinhos! Então pedimos a compreensão de vocês! Quem puder nos ajudar trazendo até o abrigo as rações ficaremos felizes! Ou você também pode colaborar financeiramente, segue abaixo nossas contas! E mais uma vez muito obrigada por nos ajudar e podermos assim também ajudar! . Banco do Brasil: Ag: 3507-6 / CC: 57615-8 Caixa Econômica Federal: Ag: 0855 / Op: 013 / CP: 83090-0 Banco Santander: Ag: 4326 / CC: 13000087-4 CNPJ: 10.216.609/0001-56

Uma publicação compartilhada por APIPA (@apipaoficial) em

 

 

"Cãoterapeutas" ajudam no tratamento de crianças autistas em Teresina

  • _MG_5311.jpg Catarina Malheiros/ Cidadeverde.com
  • _MG_5404d.jpg Catarina Malheiros/ Cidadeverde.com
  • _MG_5376d.jpg Catarina Malheiros/ Cidadeverde.com
  • _MG_5366d.jpg Catarina Malheiros/ Cidadeverde.com
  • _MG_5356d.jpg Catarina Malheiros/ Cidadeverde.com
  • _MG_5335d.jpg Catarina Malheiros/ Cidadeverde.com

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Imagina um local colorido com trilha para passeio e também uma piscina de bolinhas. Esse é o 'local de trabalho' de Belinha e Lola, duas cadelinhas da raça shih-tzu, que são "cãoterapeutas". A terapia alternativa, que chegou recentemente em Teresina, tem auxiliado crianças com autismo e também acometidas por doenças graves como o câncer. 

A "cãoterapia" foi trazida ao Piauí pela fonoaudióloga Viviany Nogueira que há sete anos trabalha com crianças autistas e há oito meses resolveu inserir os cães no tratamento de seus pacientes.  

"Fiz um curso em Fortaleza-CE de terapia assistida por cães e educação assistida por cães e estou desenvolvendo esse trabalho desde janeiro. Tinha uma cadelinha em casa e queria envolver o amor e carinho dos cães em pessoas que precisam, sejam crianças autistas, que enfrentam um câncer ou até mesmo idosos. Adequei o cão aos benefícios para essas crianças ", disse a fonoaudióloga. 

A "caoterapia" consiste em atividades e intervenções assistidas por cães e envolve muito amor, estímulos e superação de dificuldades.

As crianças submetidas ao tratamento, primeiramente, passam por um processo de dessensibilização. 

"Crianças autistas têm dificuldades em socialização, algumas têm dificuldades motoras e na fala, linguagem, afetividade, a parte sensorial porque a criança autista não gosta de tocar em coisas molhadas, texturas. O cãozinho ajuda muito nisso, pois a criança ao receber uma lambida, por exemplo, vai se acostumando com aquela textura e isso ajuda na parte sensorial", explica Nogueira. 

A dessensibilização é feita através do toque no animal, passeios e até brincadeiras. Na 'caoterapia' valem até "puxadas de rabo e orelha", pois há um elo de amor entre o cãozinho e a criança.

"Faço uma avaliação com os pais, vejo as dificuldades da criança e faço a dessensibilização. A mãozinha da criança é colocada no cão, eles podem alimentá-los, colam figurinhas no cão, há o momento do passeio e das brincadeiras também. A Belinha e a Lola são muito dóceis e quando recebem um puxão de rabo ou de orelha não vão avançar na criança pois foram treinadas", explica Nogueira. 

Geralmente, as sessões de "cãoterapia" ocorrem uma vez por semana. A fonoaudióloga explica que crianças a partir da faixa etária de um ano e cinco meses podem fazer o tratamento que, segundo ela, apresenta resultados mais rápidos que a terapia convencional. 

A "cãoterapia" funciona por meio do Instituto Quatro Patinhas. Atualmente, as atividades são desenvolvidas no Parque Meus Filhos, na Avenida Raul Lopes, na zona Leste de Teresina, mas a ideia é levar a terapia alternativa também para hospitais, creches e abrigos. 

"A semana toda estimulando a criança através da terapia convencional, eu não tenho o mesmo ganho que tenho em um só sábado de cãoterapia. Vejo que a cãoterapia dá melhor resultado em menor tempo. Meu motivo maior é que as crianças falem, mas vejo que elas se desenvolvem em outros. É muito gratificante, é uma emoção ver a alegria no rostinho da criança e no cão também que fica muito alegre em participar quando pega a bolinha, quando passeia, quando é alimentado", acrescenta Viviany Nogueira. 

Posts anteriores