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Bicharada

Morre cão da PM-PI que atuou nas Olimpíadas e conteve rebeliões em presídios

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Foram sete anos e um mês ao lado do sargento Aloísio Tavares, seu condutor no canil da Polícia Militar do Piauí. Juntos, os dois atuaram em várias missões, seja em presídios ou eventos esportivos, e chegaram até à Força Nacional. Mas nesse domingo (11), o cão policial Fury, um dos mais antigos da matilha, partiu. 

"A partida do Fury deixa um vazio muito grande no canil e também uma lacuna enorme nas missões que ele participava. Ele tinha um temperamento e um comportamento muito bom, participou de vários cursos da PM do Piauí em instruções com policiamento com cães, desenvolvia patrulhamentos em viaturas, contenções em rebeliões, distúrbios civis. Ele também participou de atividades em escolas com crianças. Era uma das grandes referências", disse o sargento Tavares. 

Foto: arquivo pessoal

Entre as missões mais importantes de Fury, o dia em que ele e seu condutor participaram da Olimpíadas em 2016 pela Força Nacional. Fury também acompanhou a tropa de choque na contenção de rebeliões em presídios no Piauí como na Casa de Custódia e a Penitenciária Regional de Esperantina, no interior do estado. 

Na semana passada, Fury foi levado ao veterinário após apresentar dificuldades para se alimentar. O pastor alemão morreu em decorrência de uma erliquiose, conhecida como doença do carrapato, mesmo após ter iniciado o tratamento. 

"O companheiro ligou ontem à tarde dizendo que ele estava caído e quando fomos ver já estava sem vida. Pegou a todos nós de surpresa", lamenta o condutor de Fury. 

A amizade entre o cão e o sargento ficou eternizada em fotos registradas pelo próprio sargento horas antes de Fury partir. 

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

"Se despediu, mas sem avisar nada. Tenho muitas lembranças deles", disse o sargento. Fury chegou ao Piauí ainda bebê quando foi trazido de Fortaleza-CE.

Com a partida de Fury, nove cães compõem o plantel da 3ª Companhia do Batalhão da Rone da Polícia Militar do Piauí.