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Bicharada

Cabra orfã é adotada no PI e muda destino: "ama andar de carro e comer biscoito"

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A história de amor de uma família por uma cabra de estimação é a mais linda que você vai ler hoje. Angélica mora em Teresina e foi adotada no interior do Piauí há cerca de três anos após ficar órfã de mãe. A partir de então, o destino da cabra mudou e não será mais a panela. Agora, Angélica- que leva o nome da sogra do tutor, o contador Arnaldo Moreno- leva uma vida urbana e ama andar de carro e comer biscoito água e sal.

"A Angélica chegou aqui há três anos e quatro meses. Estava no interior do meu pai e estava enjeitada porque a mãe tinha morrido. Aí minha esposa pediu pra trazer. Na época nosso intuito não era criar ela da forma como está sendo criada. Só que as meninas se apegaram tanto, principalmente a Letícia, e a gente não teve outra coisa a fazer com ela, senão adotá-la", disse o tutor Arnaldo Moreno, que se considera pai da cabra. 

Angélica é chamada carinhosamente de neném, princesa e rainha e pesa cerca de 40 kg. Ela é o único animal de estimação da família e apronta todas. Letícia Moreno, mãe da cabra, que na verdade é  filha do Arnaldo, conta que entre as travessuras que Angélica apronta está 'roubar roupas do varal'. 

"Ela mexe em tudo em casa. Tem que ficar sempre de olho. O varal é bem alto porque ela derruba as roupas e sai correndo", conta Letícia. 

Apesar de ser uma cabra da cidade, adorar andar de carro e comer biscoito água salgado, o tutor se preocupa em manter uma alimentação e a rotinha de um caprino. 

"Ela não tem problema com comida. Todo dia dou um jeito de levar mato pra ela. A Angélica também come fava, biscoitos. Ela é muito boa pra comer e só deixo se alimentar à vontade de mato porque se liberar os outros alimentos, ela come demais. O veterinário também indicou sal mineral", conta Moreno. 

"Todo fim de semana, ela tem o passeio dela a pé pra sentir a terra também. Vou na casa da minha mãe e na casa da minha sogra que é Angélica e foi uma homenagem a ela. A gente sempre vai também a um restaurante para ela ter contato com a natureza pois lá tem mato. De carro, ela só vai no banco da frente, bota a cabeça pra fora ou se ajeita e dorme aproveitando o ar condicionado", completa o tutor. 

Muitas são as fotos do 'arquivo confidencial' de Angélica como a do aniversário de dois anos com direito a festinha. Arnaldo Moreno relata que criar uma cabra dá muito trabalho, mas o carinho do pet pela família vale todo o esforço.

Angélica no seu niver de dois anos de idade (Foto: arquivo pessoal)

"Quando eu saio e mexo no portão, ela já começa a berrar e enquanto a gente não dá um biscoitinho pra ela não para. Criar um animal de estimação é trabalhoso, mas é muito prazeroso. Ela é muita carinhosa", disse o contador Arnaldo Moreno.